Resumo: De acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2014), mudança climática corresponde às variações significativas no estado médio do clima ou em sua variabilidade, persistindo por um período extenso. Recentemente, os especialistas substituíram o termo mudança climática por emergência climática porque o clima está mudando mais rápido do que a natureza pode se adaptar a ele. Ações se fazem urgentes para manter as temperaturas globais dentro de um limite do qual a humanidade e outros seres vivos possam viver com segurança. O Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus, da União Europeia, declarou oficialmente 2024 como o ano mais quente já registrado e o primeiro ano da história com temperatura global média acima de 1,5°C do período pré-industrial. Segundo o Acordo de Paris, isso era previsto para acontecer entre 2030 e 2040. Apesar do valor ter ultrapassado 1,5°C em 2024, para o limite ser considerado definitivamente superado, ele teria que se manter por alguns anos. Segundo a UNEP (2019), se os países tivessem agido com base na ciência, os governos precisariam reduzir as emissões em 3,3% anualmente. A cada ano que deixamos de agir, aumenta o nível de dificuldade e o custo para se reduzir as emissões. Apesar de todos os avisos da ciência, as emissões globais de gases do efeito estão em contínuo crescimento. Entre 2022 e 2023, o aumento foi de 1,3%. As emissões precisam diminuir até 2030 em 43% para atingir as metas de temperatura de 1,5°C e 27% para atingir as metas de 2°C (OCDE, 2024). O Sexto Relatório de Avaliação (AR6), do IPCC (2022), aponta que existe, ainda, uma pequena janela de oportunidade para limitar o aquecimento global a 1,5°C. Segundo o mais recente estudo do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (OC, 2024), o Brasil emitiu 2,3 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2 e) em 2023. Isso representa uma redução de 12% em relação a 2022, a maior queda percentual nas emissões desde 2009. A atividade agropecuária teve seu quarto recorde consecutivo de emissões (405 MtCO2 e), elevação de 2,2%, devido principalmente ao aumento do rebanho bovino. A última redução nas emissões da agropecuária no Brasil foi em 2018. Desde então, as emissões do setor vêm aumentando e registrando recordes. O objetivo da adaptação é reduzir os danos causados pelas mudanças climáticas. Nesse processo ajustam-se práticas, reduz-se a vulnerabilidade do sistema produtivo e estabelecem-se processos para antecipar e responder a efeitos adversos. A mitigação refere-se a ações ou atividades que limitam as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e/ou reduzem seus níveis na atmosfera.
Ano de publicação: 2026
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