Resumo: A BRS Carinás é uma cultivar híbrida de Brachiaria decumbens (syn. Urochloa decumbens) desenvolvida pela Embrapa em parceria com a UNIPASTO (Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras). Trata-se de uma gramínea forrageira tropical apomítica, tetraploide (2n = 36 cromossomos), selecionada principalmente por elevada produtividade de forragem e de sementes. Em comparação com a cultivar Basilisk, a BRS Carinás apresenta maior produção de forragem e de folhas, maior taxa de lotação e ganho de peso por área. Morfologicamente, deferencia-se por possuir plantas mais altas, lâminas foliares mais longas e largas, haste e eixo floral mais comprido e maior número médio de rácemos. A BRS Carinás adapta-se bem a solos ácidos e de baixa a média fertilidade do bioma Cerrado, tolerando baixos teores de fósforo e respondendo positivamente à adubação fosfatada. Caracteriza-se ainda por excelente cobertura do solo, boa competitividade com plantas invasoras e alta tolerância ao período seco do ano, podendo ser vedada no fi nal do verão para uso estratégico na seca. Em condições controladas (casa-de-vegetação), apresentou maior tolerância ao alagamento do solo do que a B. brizantha cv. Xaraés, embora ensaios adicionais, em campo, em solos mal drenados, ainda sejam necessários para complementar esses resultados. Tal qual a Basilisk, a BRS Carinás apresenta baixa resistência às cigarrinhas-das-pastagens (Notozulia entreriana e Deois fl avopicta), e não possui resistência às cigarrinhas do gênero Mahanarva, como ocorre com a maioria das cultivares de braquiária (exceto a BRS Ipyporã). Seu grau de resistência às principais doenças fúngicas e viroses é equivalente ao da Basilisk. Assim como os demais cultivares comerciais de braquiária, não apresenta resistência ao nematoide Pratylenchus brachyurus. A BRS Carinás pode ser utilizada com sucesso em sistemas de integração lavoura-pecuária, onde oferece altas produtividades de palhada e de forragem para pastejo. No período das águas, proporciona maior taxa de lotação animal e maior ganho de peso vivo por hectare em relação a cultivar Basilisk. Recomendada para o bioma Cerrado, a BRS Carinás constitui uma excelente opção para substituir e diversificar áreas atualmente ocupadas pela cultivar Basilisk.
Ano de publicação: 2026
Para baixar: clique aqui!