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Tratamentos alternativos, como homeopatia e fitoterápicos, além de boas práticas em sistemas de produção animal, podem contribuir para redução do uso de antibióticos e antiparasitários. A utilização inadequada ou indiscriminada desses medicamentos pelo produtor rural aumenta as chances de surgimento e propagação de bactérias e parasitas resistentes.

No Sistema de Produção de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) está sendo usada a homeopatia para prevenção de algumas doenças comuns no rebanho leiteiro.

De acordo com a pesquisadora Teresa Alves, produtos homeopáticos são misturados à ração para diminuir problemas como diarreia em bezerros, carrapatos nos animais e sistema imunológico debilitado. Além disso, para prevenir a retenção de placenta, é usado um produto na forma de spray direto na vulva das vacas logo após a parição.

No caso da diarreia, as primeiras semanas de vida do animal são as mais críticas, porque a imunidade é baixa. A atenção do pecuarista na vida inicial do bezerro vai refletir no seu desenvolvimento produtivo e reprodutivo.

Já para o carrapato, todo o rebanho recebe a homeopatia. “Começamos com plano estratégico com uso de tratamento químico. Agora, a ideia é fazer a transição e manter apenas com a homeopatia”, conta.

Em relação ao fortalecimento, os animais que passam por alguma intervenção terapêutica recebem homeopatia. Teresa explica que nesse caso o homeopático agiria como um complexo vitamínico melhorando a imunidade.

Além da prevenção de doenças, o custo de tratamentos homeopáticos é relativamente baixo. A ideia, segundo Teresa, é que a homeopatia melhore a saúde animal e reduza o uso de antibióticos, diminuindo os riscos da resistência e contaminação ambiental.

 

 

Experimento

Uma pesquisa realizada em 2015 na Embrapa Pecuária Sudeste testou a homeopatia em bezerros de leite recém-nascidos até completarem 60 dias de vida. O tratamento mostrou-se eficaz para diarreia. Cerca de 25% dos animais tratados com homeopatia não tiveram nenhuma ocorrência de diarreia no período do experimento.

Além do tratamento alternativo, boas práticas de manejo animal ajudaram a reduzir a diarreia no Sistema de Produção de leite do centro de pesquisa.  

Medidas simples como garantir que recém-nascido receba o colostro nas primeiras seis horas de vida, cuidados com a higiene do local onde os bezerros ficam, limpeza dos equipamentos usados para fornecimento de leite, comedouros e bebedouros sempre limpos, são eficientes e contribuem para o bem-estar e saúde animal.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

Embrapa Pecuária Sudeste

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A gestão da água precisa estar inserida no dia a dia do produtor para uma pecuária cada vez mais sustentável e rentável. Neste domingo, 22, foi celebrado em todo o mundo o Dia da Água. A oferta e a qualidade dos recursos hídricos têm impacto direto na produção pecuária. O leite, por exemplo, contem em média 87% de água. Além disso, animais e serviços de rotina de produção necessitam desse recurso.

De acordo com o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), é preciso conhecer e medir o consumo de água nas fazendas para uma pecuária hidricamente mais eficiente e sustentável. Para isso, o produtor rural deve adotar boas práticas na propriedade e instalar equipamentos para medir o consumo, como os hidrômetros. “Se água é realmente importante, ela deve ser manejada todos os dias, assim como manejamos os animais, as pastagens, etc. Não podemos deixá-la em segundo plano. Se fizermos isso, corremos o risco de não tê-la em quantidade e com qualidade necessária em um futuro não muito distante. Algumas regiões do país já têm experimentado crises hídricas. Se internalizarmos o manejo hídrico, conseguiremos reduzir possíveis impactos negativos da atividade pecuária”, adverte Palhares.

O hidrômetro é um equipamento simples e com custo baixo. Segundo o pesquisador, essa ferramenta é importante para a preservação e conservação da água. A instalação de hidrômetros possibilita ao produtor saber quanto está sendo consumido e onde estão os desperdícios, contribuindo para a tomada de decisões e eficiência no uso da água. 

A Embrapa Pecuária Sudeste trabalha desde 2011 em pesquisas para melhorar a gestão hídrica na produção de carne e leite. Há medidas simples para diminuir o consumo desse recurso e muitas delas não dependem de investimento. Práticas como raspagem do piso nas instalações animais, uso de água sob pressão, mangueira de fluxo controlado ao invés de fluxo contínuo e eliminação de vazamentos são eficazes e de baixo custo. Cisternas para captação de água da chuva, reuso da água de lavagem de instalações para fertirrigação, instalação de hidrômetros para monitoramento e irrigação noturna também são recomendados. 

Para manter a qualidade da água dos animais e assim garantir sua saúde é importante manter os bebedouros limpos. O ideal é limpá-los diariamente. O intervalo de lavagem não deve ultrapassar a três ou quatro dias, conforme Palhares. Ele ainda recomenda que o pecuarista não permita que o gado beba água de rios, córregos, lagos e lagoas de forma direta. O produtor deve fornecer a água de uma fonte confiável.

Para discutir sobre a água na pecuária, nos dias 22 e 23 de outubro, a Embrapa Pecuária Sudeste realiza o Simpósio de produção animal e recursos hídricos (VI SPARH), que ocorreria em março. O evento alterou a data devido a epidemia de coronavírus no Brasil. “Vivemos um tempo de angústia com a situação de saúde que assola o mundo e nosso país (Covid-19). Devemos mudar nossas rotinas e repensar nossos hábitos para que a nossa saúde e a da humanidade seja preservada”, afirma Palhares, coordenador do SPARH.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

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Pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) verificaram que vacas Gir Leiteiro que tiveram acesso a áreas com sombra de eucalipto produziram quatro vezes mais embriões durante o período mais quente do ano e, ao longo do período do estudo (33 meses), 22% a mais de leite. A comprovação reforça a importância de oferecer aos animais condições confortáveis para o bom desempenho reprodutivo. Os resultados também estimulam o uso dos sistemas integrados com floresta, pois mantêm árvores nas pastagens.

De janeiro de 2017 a setembro de 2019, especialistas de diferentes áreas da Embrapa e da Universidade de Brasília (UnB) se dedicaram ao projeto “Conforto térmico, produtividade de leite e desempenho reprodutivo de vacas de raças zebuínas em sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Cerrado”.

“Identificamos que o uso da ILPF com vacas zebuínas leiteiras pode ser recomendado, pois além de aumentar a produtividade de leite e a quantidade de embriões produzidos, também melhora a qualidade do produto e do pasto, o valor nutritivo da forragem e os parâmetros fisiológicos e comportamentais das vacas”, afirma a pesquisadora Isabel Ferreira, líder do projeto.

Mais leite de melhor qualidade

Os estudos foram conduzidos no Centro de Tecnologia de Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL), localizado na região administrativa do Recanto das Emas (DF) e ligado à Embrapa Cerrados. Durante os 33 meses de experimento, os especialistas mediram o desempenho produtivo e reprodutivo de vacas Gir Leiteiro a pasto com a presença e ausência de sombra.

Eles observaram que em dias quentes os animais têm estresse por calor, o que compromete a produção e a composição do leite, a reprodução, a temperatura superficial e o comportamento ingestivo (ingestão, ruminação e repouso). A pesquisa identificou que o ambiente sombreado reduziu a temperatura da superfície corporal das vacas em diferentes pontos em até 3%.

Além de aumentarem a produção de leite, as vacas Gir Leiteiro que tiveram acesso às áreas com sombra de árvores de eucalipto proporcionada pelo sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta também melhoraram a qualidade do produto, com 6% a mais de extrato seco desengordurado (extrato seco total, menos o teor de gordura), quando comparado ao que foi produzido pelos animais submetidos a pleno sol. “A presença das árvores melhora a rentabilidade do produtor de leite, tanto por causa do aumento da quantidade do produto, quanto pela possibilidade de melhor remuneração dos sólidos totais pelos laticínios e pela venda da madeira para diferentes usos”, enfatiza a especialista.

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Quatro vezes mais embriões

Esse ambiente específico proporcionado pela sombra e a consequente diminuição da temperatura corporal dos animais impactou também na melhoria dos índices de reprodução dessas vacas em relação aos animais que estavam expostos ao sol. “Os animais que ficaram à sombra também produziram 16% mais folículos na superfície dos seus ovários, e 75% a mais de ovócitos totais foram recuperados pela aspiração folicular. O número de ovócitos viáveis aumentou em 81%, e o de embriões em quatro vezes. Consideramos uma diferença bastante importante”, afirma o pesquisador Carlos Frederico Martins.

Outro fator relevante identificado pelos especialistas foi que, com a sombra, o tempo de ruminação dos animais aumentou em 32%. Segundo Isabel Ferreira, essa elevação é desejável, pois quanto mais tempo o animal fica ruminando, mais ele divide as partículas de forragem e as deixam expostas para a fermentação animal. “Além disso, produzir mais saliva tem um efeito tampão no rúmen, o que favorece a digestão das fibras e disponibiliza mais nutrientes aos animais”, explica.

Árvores também beneficiam a pastagem

Os pesquisadores identificaram, ainda, que a qualidade da forragem também é impactada pela presença das árvores no pasto. A proteína bruta do capim no pasto com árvores foi 30% superior quando comparada à do capim do pasto solteiro, e a digestibilidade in vitro do capim sombreado foi 6% superior. Isso se deve principalmente, segundo os especialistas, à intensificação da degradação da matéria orgânica e da reciclagem de nitrogênio no solo sob influência do sombreamento e ao prolongamento do período juvenil da planta forrageira, o que permite maior tempo para a manutenção de níveis metabólicos mais elevados e, consequentemente, dos nutrientes disponíveis aos animais pelo pastejo.

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Também participaram da pesquisa Álvaro Fonseca Neto, Artur Muller, Fernando Macena, Gustavo Braga, Heidi Cumpa, Juliana Caldas, Karina Pulrolnik, Roberto Guimarães e Sebastião Pedro, além da professora da UnB Concepta McManus.

 

Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

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O sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) implantado em apenas 15% da área de produção já é o suficiente para compensar todas as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) gerados pelos animais e pela pastagem, deixando um saldo positivo de carbono na fazenda. Esse resultado foi registrado em pesquisas conduzidas pela Embrapa Cerrados (DF), e comprovou que a produção de animais, árvores e lavouras/pastagem em um mesmo local tem um elevado potencial de gerar saldos positivos de carbono.

O estudo procurou averiguar a capacidade de o sistema ILPF compensar os GEEs emitidos pela atividade agropecuária, principalmente pela pecuária. O estudo utilizou duas áreas experimentais, com medições de balanço de carbono. Publicados em circular técnica, os resultados mostram que o componente arbóreo é fundamental para aumentar o estoque de carbono na propriedade.

Um sistema de ILPF com uma população de 417 árvores de eucalipto por hectare - distribuídas na forma de renques (linhas) em apenas 15% da área da propriedade - tem potencial para neutralizar as emissões de metano (CH4), produzido por fermentação entérica dos bovinos, e de óxido nitroso (N2O), proveniente do solo e das excretas (urina e fezes) dos animais.

“Para que haja a compensação das emissões de gases de efeito estufa, uma propriedade com mil hectares de pastagem, por exemplo, deve destinar 150 ha ao sistema ILPF com 417 árvores/ha e taxa de lotação de 1,7 cabeça/ha”, detalha o pesquisador da Embrapa Kleberson de Souza. Caso o sistema seja de integração lavoura-pecuária (sem as árvores), o produtor teria de destinar 850 hectares da mesma propriedade para conseguir a neutralização das emissões, considerando uma taxa de lotação de três cabeças por hectare.

O especialista observou também que a quantidade de árvores pode ser menor, desde que o sistema ILPF seja adotado na área total de produção. Nesse caso, é possível manter aproximadamente 70 árvores por hectare, com taxa de lotação de 1,7 cabeça/ha, isto é, 0,7 unidade animal (UA). A taxa de lotação diz respeito ao número de unidades animais (UA) que pode ser colocado por hectare e cada UA corresponde a 450 kg de peso vivo.

Os estudos foram realizados em experimento com ILPF implantado em 2009 na Unidade da Embrapa localizada em Planaltina (DF). Na área, foram feitas as medições de emissão de gases do solo, emissão de metano (CH4) por fermentação entérica dos animais e estoque de carbono do solo e da biomassa vegetal. As excretas dos animais emitem óxido nitroso (N2O) após serem depositadas no solo e, por isso, contribuem para aumentar as emissões de gases de efeito estufa na atividade pecuária. Embora tenha menor concentração na atmosfera, o óxido nitroso apresenta potencial de impacto 310 vezes maior quando comparado ao dióxido de carbono (CO2), além do tempo de permanência na atmosfera, de 150 anos.

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A importância das árvores no balanço

Os estudos comprovaram que para que se tenha um saldo positivo significativo de carbono é preciso que o componente florestal seja inserido no sistema de produção agrícola. Isso porque as árvores têm grande capacidade de armazenar carbono. “São menos comuns os casos em que os estoques de C no solo sob os sistemas agrícolas superam os estoques da vegetação nativa adjacente. Ou seja, é difícil obter saldo positivo de carbono caso o componente florestal não seja inserido no sistema de produção agrícola”, afirma o pesquisador Kleberson de Souza.

No experimento de ILPF da Embrapa Cerrados, uma única árvore do híbrido de Eucalyptus urograndis, com sete anos de idade, foi capaz de acumular, em média, 30,2 kg de C/ano (considerando 45% de C da massa seca de biomassa aérea da planta). Isso equivale ao sequestro de 110,5 kg de CO2/ano da atmosfera por cada árvore inserida no sistema. No sistema ILP, esse tipo de sequestro de carbono ocorre, em grande parte, devido ao sistema de raízes da pastagem e da palhada depositada sobre o solo, e tende a se estabilizar com o tempo.

Segundo os especialistas, se por um lado é possível dizer que um sistema ILPF será mais produtivo para sequestrar carbono da atmosfera quanto mais árvores por hectare o sistema tiver, por outro lado o produtor deve ter cautela para que um número excessivo de árvores não impacte negativamente os demais componentes, “especialmente a pastagem, devido à competição por luz, água e nutrientes”, ressalta a pesquisadora Karina Pulrolnik, também da Embrapa Cerrados.

Também participaram dos estudos os pesquisadores Roberto Guimarães JúniorRobélio MarchãoLourival VilelaArminda de CarvalhoGiovana MacielSebastião Pires e Alexsandra Duarte.

 

Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

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Liliane Castelões (MTb: 16.613 /RJ)

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Vale a pena investir em silagem?

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Estamos na segunda quinzena de fevereiro e muitos pecuaristas estão preparando silagem de milho para alimentar o rebanho durante a seca. O pesquisador André Pedroso, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), faz algumas recomendações técnicas sobre esse processo, mas antes demonstra uma preocupação básica que os produtores devem levar em conta: vale a pena investir nesse tipo de alimento?

Ele explica que a silagem é uma das forragens mais caras e sua produção precisa ser planejada com muito critério. “Às vezes não se justifica. Depende do tamanho e nível de produção do rebanho,  da topografia, da capacidade de investimento em máquinas, entre outros fatores”, afirmou. Para tomar a decisão correta, é preciso fazer contas.

De acordo com André, há situações em que é mais vantajoso o pecuarista optar pela cana-de-açúcar ou outro volumoso de custo mais baixo, priorizando uma alimentação de menor risco e menor custo. “Não adianta produzir silagem, que é cara, com qualidade ruim”, alerta.

Como fazer 
Nesta época do ano, o pecuarista que planejou  a produção de silagem está colhendo o milho que foi plantado há aproximadamente cem dias. De acordo com o pesquisador, é muito importante que se pense no processo todo, e não apenas na colheita, picagem e no armazenamento. “O pecuarista precisa ter consciência e produzir uma lavoura de boa qualidade, como se fosse para a produção de grãos mesmo. Uma lavoura de milho de baixa qualidade vai afetar a produtividade da silagem, aumentando o custo final do produto”, explicou André.

Um cuidado que deve ser tomado é a definição do ponto de colheita. "O milho deve ser colhido quando a metade superior dos grãos está no ponto farináceo e a metade inferior ainda leitosa. Isto geralmente ocorre 30 dias após o  ‘ponto de pamonha’, sendo que as palhas externas das espigas normalmente já se encontram amareladas e os grãos do meio das espigas estão dentados", disse o pesquisador.

Segundo ele, para descobrir o ponto ideal o produtor deve partir algumas espigas ao meio e apertar os grãos medianos com os dedos, ou fazer um corte transversal no grão, para  poder avaliar.

“O ponto de colheita não deve ser determinado pelo aspecto visual da lavoura. Uma eventual deficiência de potássio no solo, por exemplo, pode fazer o pé de milho secar na parte baixa. O produtor acha que está na hora de colher, mas não está”, afirmou. Em casos de lavouras grandes, o ideal é fazer o plantio escalonado para que a colheita ocorra no momento certo ou optar por variedades mais precoces conjugadas às mais tardias.

De acordo com o pesquisador, depois de definido o ponto de colheita, o produtor precisa estar atento ao maquinário que vai utilizar. “As máquinas devem estar bem reguladas para uma picagem uniforme. O tamanho das partículas deve ser entre 0,5cm e 1cm. Por isso as lâminas devem estar bem amoladas.”

O enchimento e a compactação do silo devem ocorrer da forma mais rápida possível. A distribuição da silagem precisa ser constante, bem como a compactação de camadas finas. As camadas de milho picado devem ter no máximo 30cm a 40cm de espessura e todas precisam estar bem compactadas.

“Em silos tipo ‘trincheira’, a compactação deve ser feita com  tratores de pneu, sendo que o efeito da compactação é efetivo apenas na camada superior, de 30cm a 40 cm de espessura, de forma que a compactação deve ser feita de forma constante, à medida que a forragem é colocada no silo. É praticamente impossível melhorar a compactação de uma camada que não tenha sido compactada adequadamente, e que já tenha sido coberta por camadas subsequentes. A velocidade de chegada de forragem ao silo deve ser compatível com a capacidade de compactação. Silos que não possam ser fechados no mesmo dia devem ser enchido pelo ‘sistema de rampa’ para que as camadas de forragem que vão sendo compactadas no silo sejam isoladas do ar o mais rapidamente possível”, explica André.

Após o fechamento com lona de dupla face – branca na parte exposta e preta na parte de baixo, que fica em contato com a silagem –, começa o processo natural de fermentação e a produção de ácidos a partir de açúcares presentes na forragem ensilada. O pesquisador da Embrapa explica que o abaixamento do pH para aproximadamente 4 e a ausência de ar permite a conservação da silagem por período indeterminado. “Há casos de silagens mais antigas, bem conservadas, que têm mais qualidade do que silagens novas.”

A lona de dupla face evita a incidência de raios ultravioletas. Os produtores devem tomar cuidado para que animais não caminhem em cima dos silos, danificando as lonas.

Qualidade
Como produzir uma silagem de alta qualidade? Conforme André Pedroso antecipou, não adianta investir em silagem se a lavoura de milho não tiver qualidade técnica. O processo de produção  começa bem antes, com a análise de solo e um bom preparo da terra. Em seguida, o produtor deve escolher variedades de milho híbrido de alta produtividade.

“Sempre recomendo que o produtor tenha a assistência de um técnico capacitado, principalmente se for a primeira vez que vai produzir silagem”, disse André.

Problemas
Entre os problemas mais frequentes na produção de silagem está o uso de milho colhido antes da hora. Nessa situação, ocorre um processo conhecido como fermentação butírica, com um odor forte característico e corrimento de efluentes. As proteínas e energia da silagem se perdem e o animal não consome o alimento como deveria.

Outro problema comum é a colheita tardia, quando o milho apresenta teor de matéria seca excessivo. “Nesse caso haverá dificuldade na compactação, e muitas vezes a presença de bolsões de ar. Pode ocorrer a formação de mofo – visível ou não”, afirma André. Outro indicador desse problema é o aquecimento além do normal da silagem, provocando um processo chamado de “caramelização” do açúcar presente na forragem. Há alteração na cor – a silagem fica escura e exala um odor agradável, semelhante a chocolate. “Mas a qualidade é ruim”, reforça o pesquisador.

Ana Maio (Mtb 21.928)
Embrapa Pecuária Sudeste

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Feira aumenta espaço para Agro 4.0 e Embrapa leva Ideas for Milk ao evento pelo segundo ano consecutivo.

 

O Ideas for Milk estará presente na Expodireto 2020, que será realizada de dois a seis de março, na cidade de Não me Toque-RS. Representantes da Embrapa Gado de Leite, idealizadora da iniciativa com foco no Agro 4.0 que fomenta o surgimento de um ecossistema favorável ao desenvolvimento de startups para o agronegócio do leite, atenderão o público no Pavilhão Sete da feira. Junto com a Embrapa, participarão cinco startups que foram reveladas pelo Ideas for Milk:

Bionexus: Plataforma de monitoramento e gestão diária da qualidade do leite;

Intergado Criatech: Destinado aos produtores que fazem cria e recria, realiza o monitoramento diário de bezerras e novilhas;

Volutech: Equipamento que monitora volume e temperatura do leite em tanques de resfriamento;

Z2S: Conjunto de sistemas que promovem a limpeza automática dos equipamentos de ordenha;

Zeit: Dispositivo portátil para rastreabilidade e medida da qualidade do leite em campo.

Para as startups, esta é uma excelente oportunidade de fazer negócios.  A Cowmed, que monitora nutrição, saúde e reprodução do gado de leite, uma das vencedoras do Desafio de Startups do Ideas for Milk, participou da Expodireto 2019 e foi contratada pela Cotrijal (Cooperativa Agropecuária e Industrial). Este ano, a startup irá expor, no Pavilhão Cinco da feira, os resultados das ações que conduziu. 

Junto aos produtores de leite, a Cotrijal investe no Programa 4.0, do qual fazem parte a startup Cowmed. Em cinco meses, a cooperativa já colhe frutos na melhoria da qualidade do leite, aproveitamento de cios e redução da mastite. “Após um período de ‘choque’, as propriedades absorveram a tecnologia e os filhos dos produtores assumiram as responsabilidades na condução do Programa 4.0”, diz Renne Granato, gerente Coorporativo de Negócios da Cotrijal.

O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, ressalta que “a Cotrijal, junto com outras cooperativas, está abrindo as portas para a agricultura digital, agregando ao setor soluções em softwares, aplicativos mobile, internet das coisas, etc.” Um exemplo é a CCGL (Cooperativa Central Gaúcha), que irá repetir em 2020 o evento realizado no último ano no espaço da Cooperativa na Expodireto. As cinco startups do Ideas for Milk farão uma apresentação direcionada a técnicos e produtores da CCGL na tarde de quarta-feira (4/03).

Fórum Estadual do Leite – Cerca de 250 participantes são esperados no Fórum que irá ocorrer no Auditório Central na manhã do terceiro dia da Expodireto (quarta-feira, dia 4). A proposta é debater sobre as inovações para a produção leiteira. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, apresenta às 10h a palestra “Como será a produção de leite no Brasil em 2030".

Soluções para o leite – O Ideas for Milk é uma inciativa da Embrapa Gado de Leite surgida em 2016 apenas com o Desafio de Startups. Em sua segunda edição, incorporou um hackaton, que leva o nome de Vacathon, reunindo estudantes de várias instituições de ensino. Também faz parte do Ideas for Milk a Caravana 4.0, na qual pesquisadores e analistas da Embrapa percorrem universidades em todo o país, realizando palestras sobre empreendedorismo, transformação digital e o negócio do leite, estimulando os jovens a formarem startups para atuar no segmento. Cerca de três mil estudantes de cursos como Agronomia, Veterinária, Zootecnia, Engenharias, Ciência da Computação, Matemática, Química, Administração e Economia são impactados anualmente.

A feira – A Expodireto é reconhecida como uma feira que reúne o que tem de mais atual em termos de máquinas e implementos agrícolas, produção vegetal e animal e serviços, facilitando o acesso do produtor. Nos 98 hectares, também abre espaço para a agricultura familiar, discute os principais temas de interesse do Agro, através de fóruns e palestras em dois auditórios, e aproxima empresas estrangeiras e brasileiras, com ampla programação na Área Internacional. Cerca de 300 mil pessoas devem visitar a feira este ano.

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Rubens Neiva
Embrapa Gado de Leite

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WebAmbiente, sistema de informação interativo e gratuito que auxilia na tomada de decisão do produtor na adequação ambiental da paisagem rural e apoia a implementação de políticas públicas relacionadas ao meio ambiente, como o Programa de Regularização Ambiental (PRA), está com uma nova funcionalidade. 

Além de abrigar o maior banco de dados já produzido no País sobre espécies vegetais nativas (cerca de 780) e de apresentar estratégias de plantio para recomposição ambiental, permitindo simulações online, a plataforma agora conta com a Biblioteca Digital. A nova seção reúne informações sobre experiências, manuais e guias, além de conteúdos multimídia e outras publicações sobre ações de recuperação ambiental já disponíveis.

Na Biblioteca Digital, as experiências se referem a publicações de estudos específicos sobre recuperação de áreas degradadas. Ao fazer uma consulta, o usuário pode realizar a busca de experiências utilizando filtros por bioma, por tipo de área a ser recuperada de acordo com a legislação, por estratégia e por técnica de plantio. No momento, mais de 230 experiências estão disponíveis e podem ser baixadas gratuitamente em arquivos no formato pdf, assim como os manuais e guias técnicos.

Segundo o pesquisador Felipe Ribeiro, da Embrapa Cerrados (DF), a expectativa com os novos conteúdos é complementar a oferta de informações do WebAmbiente. “A plataforma fornece as espécies vegetais, as estratégias e, agora, acrescentamos um acervo de informações de experiências de grupos de pesquisa que já fizeram plantios usando essas espécies e estratégias”, explica.

A analista da Embrapa Meio Ambiente (SP), Maria de Cléofas Alencar, ressalta que a equipe que trabalha diretamente na alimentação e no planejamento da plataforma convive com grande expectativa sobre a possibilidade de expansão do sistema. “Somente para exemplificar a amplitude, atualmente trabalhamos com 238 experiências de recuperação de áreas degradadas, em diversas estratégias de recomposição florestal, mas há centenas de testes e dissertações que ainda são passíveis de serem inseridas, uma vez que também são experiências”, diz.

Para Cléofas Alencar, ampliar a plataforma aumenta a possibilidade de orientação e sugestão ao produtor quanto aos caminhos a serem seguidos no planejamento da execução da recuperação ambiental das propriedades.

Sobre o WebAmbiente

Lançado em 2018 pela Embrapa, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério do Meio Ambiente, a plataforma WebAmbiente envolve o trabalho de oito unidades de pesquisa, além de universidades e órgãos ambientais, que levantaram informações sobre espécies que ocorrem em cada bioma brasileiro e estratégias de recuperação ambiental. 

O analista da Embrapa Informática Agropecuária (SP), Alan Nakai, lembra que o WebAmbiente é voltado principalmente a produtores e técnicos de extensão rural. "Não é necessário conhecimento técnico específico para fazer simulações na plataforma. Mas se o usuário tiver alguma dúvida, o próprio sistema vai fornecer informações para auxiliá-lo", explica. Mais informações aqui.

Por meio do Serviço Florestal Brasileiro, o WebAmbiente também auxilia no cumprimento do Novo Código Florestal e apoia os Programas de Regularização Ambiental nos estados. No momento, está em discussão a inclusão desse conteúdo no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar).

Breno Lobato (MTb 9417-MG)
Embrapa Cerrados e Embrapa Meio Ambiente

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Marcos Vicente (MTB 19.027MG)
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400 em 1 e o 1 em 400

Os preços para manteiga na bolsa de mercadorias de lácteos denominada Global Dairy Trade (GDT) aumentaram 42% desde o início deste ano, sem que os preços do leite tenham acompanhado esse aumento. De fato, a demanda por gordura de leite tem aumentado regularmente. Um fator de aumento da procura por manteiga é o enorme mercado consumidor chinês, ainda relativamente novo, com renda per capita e poder de compra crescentes. Porém, diversos analistas de mercado reconhecem que a maior demanda pela manteiga é resultante da tendência global dos consumidores por dietas que retomem produtos naturais. Sai a margarina, volta a manteiga.

Que diferença no comportamento dos consumidores! A razão original para essa mudança de comportamento são os resultados de pesquisas científicas sofisticadas que demonstram os benefícios da gordura do leite à saúde humana, publicadas por diferentes equipes de pesquisadores em todo o mundo.  Os resultados surpreendem, porque durante muitos anos, os órgãos de saúde pública, acompanhados por indústrias de alimentos e pela maioria dos profissionais de saúde, recomendavam uma alimentação com teores reduzidos de gorduras, especialmente do colesterol. No passado, quaisquer gorduras de origem animal, mesmo em pequenas quantidades causariam doenças, especialmente as cardiovasculares. Hoje sabemos que não é bem assim, ao contrário: a manteiga, dentre outros componentes do leite, protege a saúde humana.

Estudos vêm demonstrando que o consumo de produtos lácteos ricos em gordura, como leite integral, queijos e manteiga, sempre associado a outros hábitos como o consumo de fibras, a prática regular de exercícios físicos, não fumar, etc. pode na verdade, proteger o organismo humano contra doenças vasculares, diabetes tipo 2 e contra tipos de câncer. Uma das razões é a composição da manteiga, que contém mais de 400 tipos de ácidos graxos, o nome técnico para gorduras. Manteiga é o alimento “400 em 1”! Tem a composição mais complexa das gorduras do que qualquer outro alimento. Um dos seus componentes mais estudado é o ácido linolêico conjugado, ou CLA. É o componente “1 em 400”, por se destacar quanto aos efeitos benéficos na saúde humana.

O CLA é produzido principalmente pela fermentação da forragem no rúmen e passa para o leite durante sua síntese. Por causa disso, animais alimentados com forragens, especialmente a pasto, produzem leite com maior teor de CLA. O tipo de forragem e certas alterações na dieta da vaca permitem aumentar a sua concentração, como foi demonstrado pela equipe da Embrapa Gado de leite, seus parceiros, e por outros pesquisadores. Importante para os produtores brasileiros, é que forrageiras tropicais têm potencial de aumentar a concentração deste componente. E ainda, as raças zebuínas e seus mestiços podem produzir mais CLA.

Várias pesquisas estão em curso, desde a seleção genética para indicar animais produtores de maiores teores de sólidos no leite, e na sua gordura, maiores teores do componente “1 em 400”; até aquelas que visam entregar aos produtores brasileiros boas práticas de produção de leite que seja naturalmente enriquecido com os componentes desejáveis para a saúde humana, associando genética animal e manejo da alimentação, incluindo forragens, óleos e aditivos naturais.

Afinal, a tendência detectada pelos analistas do mercado de lácteos pelo consumo de produtos naturais vai além daqueles tradicionais, pois muitos consumidores estão dispostos a pagarem mais por produtos denominados funcionais, ou ainda, nutracêuticos.  Por outro lado, a legislação brasileira ainda não permite que a manteiga, ou outro produto sejam vendidos com a alegação de conter mais CLA.  Como é uma tendência dos consumidores, a regulamentação ocorrerá no futuro.  Fica a dica, conheça mais e prepare seu rebanho e sua propriedade para esse futuro.

Pedro Braga Arcuri
Pesquisador
Chefe Adjunto de Pesquisa Embrapa Gado de Leite

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Cooperar no Leite

Dados da Aliança Cooperativa Internacional, no seu site na internet, indicam que pelo menos 12% da população mundial é membro de algum tipo das mais de 3 milhões de cooperativas que existem no mundo, hoje. Das 7,7 bilhões de pessoas, somos 924 milhões de cooperados! Se cada um dos cooperados tiver três dependentes, chega a quase 3 bilhões o número de pessoas com algum vínculo com cooperativas. Destes, 40 milhões são brasileiros, aproximadamente 20% da nossa população.

De acordo com o ex-Ministro da Agricultura, Professor Roberto Rodrigues, as pessoas se unem em cooperativas pela necessidade de serviços de interesse comum. Mas alerta que cooperativas bem-sucedidas se alicerçam em três condições: Primeira, que os participantes reconheçam a necessidade de se associarem para obter melhores serviços que garantam seu progresso social, ou econômico, ou ambos, que dificilmente conseguiriam obter individualmente. A segunda condição é ter viabilidade econômica, porque cooperativa é empresa, tem que buscar resultados econômicos para se sustentar. E a terceira condição, é que os participantes devem escolher sua liderança.

O Cooperativismo do leite brasileiro foi estudado numa parceria entre a Organização de Cooperativas do Brasil, OCB e a Embrapa Gado de Leite em duas ocasiões: inicialmente em 2002 e novamente a partir de 2015, com resultados divulgados em 2017.  Do último censo foi possível constatar que, no período de 2013 e 2015, o número de associados que entregavam leite nas cooperativas diminuiu em dez por cento, de pouco mais de 77 mil, para 70.483. Em Minas Gerais, por exemplo, no início dos anos 2000 existiam mais de 180 cooperativas de leite, que em geral buscavam soluções isoladamente, sem estratégias coletivas. Hoje, existem cerca de 80.

 

Apesar da drástica redução no número de cooperativas e de cooperados, o volume recebido pelas cooperativas em 2015 nas nossas maiores bacias leiteiras, foi de 23,4 milhões de litros de leite por dia; 47% desse volume proveniente da região Sul e 40% da região Sudeste.  A maior captação de leite reflete a tendência das propriedades leiteiras aumentarem sua escala de produção, mas também o maior profissionalismo das lideranças das cooperativas de leite, que por meio de gestão eficiente, focada em resultados, estão conseguindo atenuar os impactos dos custos elevados de insumos, da oscilação dos preços do leite e de lácteos, dentre outros resultados econômicos, desta forma garantindo ao produtor seu progresso social e econômico.

 

Além disso, as lideranças compromissadas com o sucesso das cooperativas estão viabilizando seu fortalecimento, ao se unirem em federações e à OCB, sem que cada cooperativa perca sua identidade. São “cooperativas de cooperativas”, que juntam o que cada uma tem de melhor, desta forma valorizando a colaboração, o uso eficiente das instalações e reduzindo custos, com resultados positivos para todos os seus cooperados.

 

Num balanço, os produtores de leite brasileiros têm mais exemplos de êxito econômico ao se organizarem em cooperativas do que trabalhando isoladamente.  Na repetição desse raciocínio, as cooperativas podem manter sua identidade e se congregar para formarem federações de cooperativas. Além de benefícios econômicos as cooperativas unificam a posição dos produtores em assuntos complexos como a importação e exportação de lácteos, barreiras sanitárias, rotulagem dos lácteos e tantos outros que vêm sendo tratados nesta coluna. E mais, podem explorar melhor os mercados e vender melhor seus produtos.

Unificando esforços e com instituições voltadas para as condições de sucesso do Professor Roberto Rodrigues, que também é Embaixador Especial para o Cooperativismo da ONU/FAO, os produtores de leite estarão solidamente representados para obter importantes conquistas para o segmento. Sejamos COOP!

Pedro Braga Arcuri
Pesquisador
Chefe Adjunto de Pesquisa Embrapa Gado de Leite

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Desafio de Startups

Provavelmente você recebeu esta edição da Balde Branco, alguns dias antes de 22 de outubro. Portanto, poderá agendar esta data para acompanhar, de onde estiver, a edição 2019 do Desafio de Startups, que ocorrerá no Cubo-Itaú em São Paulo.

Serão apresentadas soluções que incorporam a transformação digital, a informática, suas ferramentas e processos para aumentar a precisão e rapidez na tomada de decisões pelos agentes da cadeia do leite. Produtores, indústrias, investidores, pesquisadores, imprensa estarão presentes neste que será o encontro mais importante do ano para o ecossistema de inovação do Leite, o Leite 4.0.

Soluções para problemas são sempre muito bem-vindas, especialmente quando a cadeia produtiva do leite segue em crescimento e ganhando novos mercados. Dados recentes divulgados pela Associação VivaLácteos indicam que a estratégia “GoodDairy” elaborada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção das Exportações, APEX, resultou em aumento nas exportações de queijos. A base dessa estratégia foi a constatação de que lácteos brasileiros com maior valor agregado seriam competitivos em mercados específicos. Esta estratégia deu certo! De 15 países que importavam lácteos há cinco anos, hoje são 50, com algumas situações surpreendentes: somos o segundo maior exportador de queijo tipo Gorgonzola para a Rússia. Chile e México são importadores significativos dos produtos brasileiros.

Soluções para problemas são igualmente bem-vindas, quando há ainda muito a ser feito internamente, em especial para superar as graves deficiências que temos em infra-estrutura. Para citar um caso crítico para o leite: ter energia elétrica em quantidade e com a garantia do fornecimento constante e estável, é um pré-requisito para a entrega de leite fluido com qualidade. Qualidade da matéria prima, por sua vez, é a base de qualquer estratégia de competitividade. A geração de energia solar fotovoltaica é hoje uma alternativa para a distribuição convencional de energia elétrica. O ensolarado Brasil precisa de mais energia solar fotovoltaica, porém, na contra mão dessa tendência, em outubro passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica, ANEEL encaminhou proposta ao Congresso Nacional que aumenta a cobrança de taxas no mercado de energia solar!

Este é o Brasil, de muitos contrastes: No Desafio de Startups, dia 22 de novembro, iremos discutir e promover o Leite 4.0, fortalecendo a cadeia para nos tornarmos exportadores competitivos de lácteos, ao passo que nas propriedades existem dificuldades, como a precariedade do fornecimento de energia elétrica que nos remetem a 40 anos atrás, talvez mais. Pensar e agir no mundo 4.0, buscando soluções para problemas antigos, uma realidade 2.0, do tempo que o novo era a energia elétrica! E ainda preocupados com articulações que podem retardar as inovações, a exemplo da proposta de taxas elevadas para a energia solar fotovoltaica.

“O importante não é vencer, o que importa é competir”, é a máxima do espírito Olímpico. Por analogia, não importa qual será a proposta vencedora do Desafio de Startups no próximo dia 22 de novembro. O mais importante, demonstrando o acerto da proposta da iniciativa Ideas for Milk, é participar do ecossistema de inovação na pecuária leiteira. Este é a vanguarda da transformação digital no agro brasileiro, para reduzir o custo Brasil pela solução de problemas e promoção da competitividade da cadeia do leite.

Pedro Braga Arcuri
Pesquisador
Chefe Adjunto de Pesquisa Embrapa Gado de Leite

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As práticas de correção de solos conhecidas como calagem e gessagem são importantes para assegurar índices mais altos de produtividade tanto para o plantio de pastagens e florestas, quanto para o cultivo de grãos como soja, milho e sorgo. As medidas são indicadas para os solos ácidos, mais comuns no Cerrado brasileiro, e são consideradas baratas em função dos benefícios para o produtor.

Calagem é aplicação de corretivo (calcários, cal, carbonato de cálcio etc) no solo com o objetivo de neutralizar o alumínio, que é tóxico para as plantas. A aplicação de nutrientes como cálcio, magnésio, potássio, fósforo, nitrogênio etc nos solos ácidos favorece o melhor desenvolvimento das culturas.

A gessagem consiste em empregar gesso para corrigir o perfil do solo em camadas mais profundas, entre 20 e 60 cm de profundidade, e suprir a necessidade das plantas de cálcio e enxofre. “Isso possibilita que as raízes cresçam e busquem água e nutrientes mais profundamente e resistam melhor aos períodos de estiagem”, explica o pesquisador da Embrapa, Alexandre Agiova.

O pesquisador afirma que, por terem objetivos diferentes, as duas práticas são complementares. Ambas requerem a gradagem pesada do solo para a incorporação dos nutrientes e, posteriormente, gradagens intermediárias para nivelar a terra antes da semeadura. As quantidades de corretivo adequadas devem ser indicadas por um técnico, após o exame de análise do solo, que também define melhor momento da aplicação. As doses do corretivo são prescritas considerando o grau de exigência da cultura que será introduzida, além da situação do solo.

Agiova explica que a calagem deve ser feita com antecedência em relação ao período de plantio porque são necessários três meses para que ocorram as reações químicas que proporcionam o desenvolvimento das gramíneas. Em relação às leguminosas esse prazo é de seis meses.

Adriana Brandão (MTB CE01067JP) 
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9846976655?profile=originalA Embrapa Gado de Leite produz cartilhas com linguagem adaptada a públicos específicos. Como consequência, favorece o aprendizado, o desenvolvimento tecnológico do campo, valoriza a atividade agropecuária e influencia no produto de melhor qualidade.

O conteúdo é trabalhado para atender, prioritariamente, o produtor de leite.

Para conhecer a mais nova cartilha: Higienização de tanques de resfriamento e armazenamento do leite cru, CLIQUE AQUI.

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A edição 2019 do Ideas for Milk, que agrega o maior desfio de startups da cadeia produtiva do leite foi lançado durante o Interleite Brasil, em Uberlândia-MG. As ações do Ideas for Milk têm início já em agosto, com a Caravana 4.0, quando a organização do evento visita universidades e outras instituições de ensino, além de eventos de inovação e comunidades de startups em todo o Brasil, para conversar sobre a cadeia produtiva do leite, a revolução digital no agronegócio e o mercado agtech. Um dos objetivos dessa Caravana é atrair propostas para o Desafio de Startups.

 Até a edição passada, o Desafio era voltado para empreendedores que possuíam projetos em inovação digital, voltados para a cadeia produtiva do leite. Para este ano, há mais oportunidades. Além da inovação digital, serão aceitos projetos de inovação em design industrial, embalagens, produtos e equipamentos. Os projetos inscritos serão avaliados numa etapa classificatória e a final, que ocorrerá em São Paulo, no dia 28 de novembro. As inscrições para o desafio serão abertas em breve, sendo feitas no site do evento de forma gratuita: http://ideasformilk.com.br.

O Ideas for Milk conta ainda com um hackathon (ou Vacathon, como é chamado), uma maratona de programação cujo objetivo é debater ideias para o desenvolvimento de softwares e hardwares voltados para a solução de problemas da cadeia produtiva do leite. O Vacathon será realizado dos dias 28 de outubro a primeiro de novembro, na sede da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora-MG. A maratona de programação contará com a visita ao campo experimental da Embrapa, em Coronel Pacheco-MG, e a mentoria 24 horas feita por pesquisadores renomados em áreas como genética animal e vegetal, nutrição, sistemas de produção, saúde e bem-estar animal e qualidade do leite. A inscrição para o Vacathon é feita por professores, que montam um time para representar as instituições de ensino. Podem participar estudantes do ensino técnico, graduação e pós-graduação de todas as áreas.

Ideia premiada – O Ideas for Milk, é um projeto desenvolvido pela Embrapa Gado de Leite, que está entre os cinco projetos premiados na categoria “Destaque Nacional” do concurso Learning & Performance Brasil 2019/2020. O Prêmio busca promover o compartilhamento das melhores práticas em desenvolvimento de talentos e gestão de performance, selecionando projetos de transformação digital de negócios.

O Ideas for Milk foi agraciado na modalidade Governamental, com foco em Business Digital Transformation. As práticas do projeto da Embrapa destacadas pelo Institute for Learning & Performance foram:

- Promoção da mudança do mindset da Embrapa, que é a principal empresa de geração de Soluções Tecnológicas do Agro, no mundo Tropical;

- Criação de um único Ecossistema do Agronegócio Brasileiro;

- Crescente atuação em rede, que vai possibilitar que o Brasil continue competitivo na produtividade de alimentos no Mundo 4.0.

 “Nosso objetivo é fomentar o surgimento de um ecossistema, reunindo empresas, universidades, pesquisa agropecuária e o setor produtivo, capaz não apenas de apresentar soluções, mas de empreender, transformando as soluções em novas startups para a cadeia produtiva do leite”, diz Paulo do Carmo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. A iniciativa rendeu frutos. Outras unidades da Embrapa já possuem ações semelhantes para outras cadeias produtivas, como a Embrapa Suínos e Aves (Inova Pork), Embrapa Meio Norte (Ideas for Farm) e Embrapa Café (Avança Café). Fora da empresa, o Ideas for Milk serviu de modelo para o Desafio Agro Startup, do Senar Goiás.

Rubens Neiva (MTb 5445) 
Embrapa Gado de Leite 

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Começam as caravanas do Ideas for Milk 2019

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A Caravana 4.0, série de eventos de mobilização que compõe o Ideas for Milk, tem início no dia 20 de agosto. Pesquisadores e analistas da Embrapa Gado de Leite irão visitar instituições de ensino superior em todo o país e o primeiro local será o Instituto Granbery, em Juiz de Fora - MG. A equipe da caravana vai conversar com professores e estudantes da instituição sobre a cadeia produtiva do leite, a revolução digital no agronegócio e o mercado agtech. Além de contribuir para a ampliação do ecossistema de inovação do leite, um dos objetivos da Caravana 4.0 é motivar o desenvolvimento de propostas de startups voltadas para a solução de problemas da cadeia do leite.

Segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, até o final de setembro, serão realizadas cerca de 30 caravanas, percorrendo dez estados brasileiros. Na primeira semana, o Ideas for Milk estará no Congresso Brasileiro de Agronomia, realizado no dia 22, no Rio de Janeiro; no Instituto de Laticínios Cândido Tostes, dia 23, em Juiz de Fora-MG e no evento Brasil Empreende, dia 24, também em Juiz de Fora.

Além da Caravana 4.0, o Ideas for Milk é formado pelo Desafio de Startup, que chega à sua quarta edição. Até a edição passada, o Desafio era destinado a empreendedores que possuíam projetos em inovação digital, voltados para a cadeia produtiva do leite. Para este ano, há mais oportunidades. Além da inovação digital, serão aceitos projetos voltados para a inovação em designer industrial, embalagem e produtos lácteos. 

A final do Desafio de Startups ocorrerá em São Paulo, no Cubo, no dia 22 de novembro. As inscrições para o Desafio de Startups estarão abertas a partir de dia 19 de agosto e podem ser feitas no site do evento: http://www.ideasformilk.com.br. Outras informações podem ser obtidas no mesmo site.

Outro evento vinculado ao Ideas for Milk é o Vacathon, uma maratona de programação com uma semana de duração, realizada na Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora. Participam times de estudantes universitários, reunindo alunos de diversos cursos de ciências agrárias, exatas e humanas.  

O Ideas For Milk é uma ação da Embrapa Gado de Leite, criada em 2016. Segundo Martins, “o objetivo é fomentar o surgimento de um ecossistema, reunindo empresas, universidades, pesquisa agropecuária e o setor produtivo, capaz não apenas de apresentar soluções, mas de empreender, transformando as soluções em novas startups para a cadeia produtiva do leite”. A iniciativa rendeu frutos. Outras unidades da Embrapa já possuem ações semelhantes para outras cadeias produtivas, como a Embrapa Suínos e Aves (Inova Pork), Embrapa Meio Norte (Ideas for Farm) e Embrapa Café (Avança Café). Fora da empresa, o Ideas for Milk serviu de modelo para o Desafio Agro Startup, do Senar Goiás.

Rubens Neiva (MTb 5445) 
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A Embrapa Gado de Leite lançou  mais um curso a distância em sua plataforma E@DLeite. Controle estratégico de carrapato se junta a outros três cursos que já integram o sistema: silagem de capim para produção de leite; amostragem, coleta e transporte da produção leiteira e melhoramento genético e controle zootécnico para a produção de leite. Até o fim do ano, a previsão é de lançamento de outros três temas: silagem de milho e sorgo, produção higiênica de leite e forrageiras para pastagem. O treinamento virtual é dirigido a profissionais da assistência técnica e extensão rural, produtores de leite, profissionais de ciências agrárias e estudantes.

O participante que fizer o curso vai aprender sobre o ciclo de vida do carrapato, as recomendações para um controle estratégico e como proceder para realizar o teste de sensibilidade do carrapato a carrapaticidas. Vai aprender também os dez passos para obter sucesso no controle do parasita. A primeira turma poderá cumprir a emanta do curso até 9 de setembro. Cada curso fica no ar de 20 a 30 dias e as inscrições para novas turmas abrem cinco dias após o término da anterior.

A coordenadora do E@DLeite, Rosângela Zoccal, afirma que, apesar de os cursos serem  voltados principalmente para técnicos da extensão rural e produtores, qualquer pessoa interessada na atividade pode participar. Segundo ela, o ensino a distância é uma realidade cada vez mais presente no meio rural. “A internet chegou ao campo e o produtor está cada vez mais conectado. Em Minas Gerais, por exemplo, 94% dos fazendeiros já possuem telefone celular”, diz Rosângela. Segundo a pesquisadora, a procura pelos cursos tem sido grande, mesmo sem qualquer trabalho específico de divulgação, além do site da instituição.

Todos os cursos do E@D - Leite contam com pesquisadores da Embrapa entre os tutores, além de uma equipe de analistas para prestar suporte técnico. Ao final do curso, desde que sejam cumpridas todas as etapas, o aluno recebe um certificado eletrônico. A taxa de inscrição para ter acesso às aulas é de R$ 29,00. Outras informações podem ser obtidas no site da Embrapa (https://www.embrapa.br/gado-de-leite/cursos) ou por e-mail (cnpgl.ead@embrapa.br).

 

Marcos La Falce 
Embrapa Gado de Leite 

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Os sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) emitem menos óxido nitroso (N2O), um importante gás de efeito estufa (GEE), quando comparados a lavouras em sistema de plantio convencional. Foi o que constatou um estudo conduzido na Embrapa Cerrados (DF) que também detalha como isso ocorre. A pesquisa destaca que o uso de gramíneas forrageiras, que aportam matéria orgânica e aprofundam raízes no perfil do solo, influencia esse processo, assim como a presença de maiores volumes de agregados do solo com maiores diâmetros.

Entre as explicações para esse resultado, os cientistas observaram que as braquiárias, forrageiras plantadas para alimentar o gado, depositam matéria orgânica mais difícil de ser degradada e, além disso, a ILP proporciona solos com agregados maiores. Com mais carbono e nitrogênio acumulados nessas partículas, a matéria orgânica presente é protegida da decomposição feita pela microbiota, os microrganismos que habitam o solo.

“A tecnologia permite, em uma mesma área, produzir mais e em menor tempo (no caso dos animais) e esses fatores reduzem a intensidade de emissões, ou seja, emitimos menos gases de efeito estufa por quilo de alimento produzido”, detalha o pesquisador da Embrapa Solos (RJ) Renato Rodrigues, que preside o conselho da Associação Rede ILPF. “A integração ainda promove redução proporcional do uso de nitrogênio em comparação aos sistemas solteiros e gera menos revolvimento da terra, o que reduz as emissões de óxido nitroso”, completa o especialista.

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Pesquisas anteriores já haviam demonstrado que as emissões de N2O nos sistemas agrícolas são influenciadas por condições edafoclimáticas (solo, clima, vegetação, entre outras), e que a disponibilidade de matéria orgânica do solo (MOS) é um fator chave no processo. O estudo avança na compreensão de como se dá o acúmulo de frações de MOS estáveis e lábeis (menos estáveis) nos solos sob ILP e as possíveis relações com as emissões de N2O. As avaliações foram realizadas em 2015, na área do experimento de longa duração em ILP, iniciado em 1991 na Embrapa Cerrados – o mais antigo do Brasil – sob solo argiloso.

Como foi a pesquisa

O experimento compreende uma área total de 14 hectares (ha). Com dimensões de cerca de um hectare, as parcelas compararam sistemas de lavoura contínua (cultivada em plantio direto e convencional) com sistema integrado de rotação lavoura-pecuária, tendo o capim Brachiaria brizantha BRS Piatã como planta de cobertura. Em todos os três sistemas agrícolas, a espécie forrageira foi introduzida em consórcio com sorgo safrinha cultivado após a soja, visando à comparação das áreas, que receberam o mesmo manejo. Os tratos culturais variaram apenas quanto ao preparo do solo na lavoura contínua sob preparo convencional e à presença dos animais em pastejo no sistema ILP.

“Realizamos esse estudo em um experimento que simula as condições de fazenda, com mecanização em todas as etapas, o que permitiu maior robustez dos dados”, explica o pesquisador da Embrapa Robélio Marchão, atualmente responsável pela área experimental.

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Os cientistas quantificaram as emissões cumulativas de N2O por 146 dias ao longo do ciclo da cultura do sorgo. Uma área remanescente de Cerrado também foi avaliada como referência. As emissões acumuladas foram maiores no início do ciclo da cultura, em função da fertilização nitrogenada associada à ocorrência de chuvas, com precipitações diárias superiores a 40 mm. “Além disso, a ocorrência de veranicos (períodos sem chuva) na estação chuvosa no Cerrado promove condições de secagem e reumedecimento do solo, o que funciona como uma fonte importante para emissão de N2O em diferentes momentos da estação de crescimento dos cultivos”, explica a pesquisadora Alexsandra de Oliveira.

As maiores emissões acumuladas ao fim dos 146 dias foram observadas na área com lavoura em plantio convencional, com 1,8 kg/ha de N2O, enquanto as emissões da lavoura contínua sob plantio direto representaram metade dessa emissão (0,9 kg/ha). Entre as áreas cultivadas, o sistema ILP foi o que apresentou as menores emissões acumuladas de N2O, com 0,79 kg/ha. Na área de Cerrado, considerada a referência positiva do estudo e onde as emissões diárias estão sempre próximas de zero, a emissão acumulada do período representou apenas 11% da emissão da lavoura em plantio convencional, considerada a referência negativa.

“A decomposição de resíduos da lavoura durante a sucessão de culturas na primeira e na segunda safras (soja e sorgo) e a presença de uma gramínea forrageira com e sem pastejo nos dois sistemas em plantio direto explicam as diferenças nos fluxos de N2O nos diferentes sistemas de manejo analisados”, relata a pesquisadora Arminda de Carvalho.

“As gramíneas forrageiras tropicais, sobretudo as braquiárias, quando encontram solos de fertilidade construída, como é o caso desse estudo, conseguem expressar todo o potencial de desenvolvimento do seu sistema radicular, que tem um importante efeito físico no solo, protegendo a MOS”, completa Marchão.

Cultivo convencional aumentou emissões

A pesquisa também analisou as frações de carbono do solo lábeis e estáveis em duas classes de agregados de solo – os macroagregados, com mais de 0,250 mm de diâmetro, e os microagregados, com menos de 0,250 mm de diâmetro. Nos macroagregados, foram encontradas as maiores proporções de MOS estável.

Os pesquisadores constataram que o cultivo convencional com revolvimento do solo reduziu todas as frações de carbono do solo, diminuiu a proteção física da matéria orgânica e o índice de humificação (formação de húmus) da MOS e, consequentemente, aumentou as emissões de N2O para a atmosfera.

Já o sistema ILP resultou no maior incremento em carbono do solo nas frações mais estáveis de MOS. Para os responsáveis pelo estudo, isso confirma a hipótese de que o acúmulo de carbono e nitrogênio nas frações mais estáveis de MOS, ao oferecer proteção física e química contra a ação de decomposição pela microbiota do solo, resulta em menores emissões de N2O.

“No sistema ILP, a MOS depositada pelas braquiárias é mais estável e mais difícil de ser degradada”, esclarece Marchão. Assim, os pesquisadores constaram que a compreensão do papel das frações de MOS é fundamental na busca pela mitigação dos gases de efeito estufa e na adaptação dos sistemas agrícolas às mudanças climáticas.

Os cientistas concluíram, ainda, que a agregação é um atributo-chave que se correlaciona com os fluxos de N2O dos solos. Eles observaram que sistemas conservacionistas como ILP em plantio direto obtiveram maior diâmetro médio de agregados do solo entre os agroecossistemas analisados. Também constataram que a difusividade do oxigênio no perfil do solo, possibilitada pela formação de agregados, resultou na diminuição da emissão de N2O, o que também explica as menores emissões no sistema ILP.

Para os autores do estudo, os resultados mostram que os sistemas integrados apresentam potencialmente um balanço de carbono positivo, o que torna possível recomendá-los para a intensificação sustentável como alternativa para a mitigação e adaptação das mudanças climáticas.

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Breno Lobato (MTb 9417/MG) 
Embrapa Cerrados 

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Queijo Minas Artesanal: Valorizando a Agroindústria Familiar é o livro organizado pelos pesquisadores Rodrigo Paranhos e Virgínia Martins da Matta, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, que está disponível para ser baixado gratuitamente em https://bit.ly/2XIpLa1. Além dos editores, são coautores Ana Carolina Chaves, Cristina Takeiti, Daniela Freitas de Sá, Marcelo Ciaravolo, Paulo Portes e Roberto Machado.

A obra fornece uma noção abrangente de como este sistema agroalimentar funciona com informações sobre aspectos da tecnologia, ciência, história e cultura dos Queijos Minas Artesanais. Resultado de pesquisa da Embrapa Agroindústria de Alimentos na Microrregião do Serro, composta por 11 municípios das regiões Central e do Rio Doce, em Minas Gerais, o livro também reúne normas para o produto, revisão bibliográfica, as diferentes etapas da produção do queijo e sugere recomendações para o aprimoramento de sua qualidade. “Nesta publicação deu-se ênfase aos dois queijos mais conhecidos, o da Serra da Canastra e o do Serro, registrados como signos distintivos por meio de Indicação de Procedência. Os queijos destas regiões estão carregados de valores histórico-culturais e preservam um “saber fazer” secular, que já foi reconhecido pelo Iphan como patrimônio imaterial brasileiro. O QMA do Serro foi o objeto de estudo do trabalho de campo realizado pela Embrapa. O estudo concentrou-se nas etapas da fase inicial do processamento do queijo, não detalhando as etapas de maturação, embalagem e armazenamento. Apresenta-se aqui um conjunto de recomendações acerca de um produto que enseja polêmicas. Boa parte das informações relativas à produção de QMA serão continuamente validadas e reconfirmadas. Estas polêmicas não estão restritas aos queijos artesanais de Minas ou do Brasil. Existe uma discussão internacional sobre a segurança sanitária dos queijos produzidos a partir de leite cru de diversos países”.

Recomende o livro aos possíveis interessados.

João Eugenio Diaz Rocha (MTb 19276 RJ)
Embrapa Agroindústria de Alimentos

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Novo curso: Controle estratégico do carrapato dos bovinos de leite

A capacitação técnica da Embrapa Gado de Leite, na modalidade a distância, tem como objetivo a transferência de tecnologia e de conhecimentos técnicos de forma interativa e abrangente.


O conteúdo dos cursos é elaborado por técnicos e pesquisadores da Embrapa, com grande conhecimento e vivência prática nos temas, repassando aos alunos o que há de mais recente na área.

A plataforma E@D Leite apresenta o conteúdo de forma dinâmica e possui uma biblioteca virtual com materiais disponíveis para download.

É oferecido o Certificado Digital para os alunos concluintes que obtiverem no mínimo 60% de aproveitamento nas avaliações.

Informações sobre o curso:


Curso de Carrapato: Neste curso você vai aprender sobre o ciclo de vida do carrapato, as recomendações para um controle estratégico, e como proceder para realizar o teste de sensibilidade do carrapato a carrapaticidas. Vai aprender também dez passos que devem ser seguidos para obter sucesso no controle do parasita. 


Período: 07/08/2019 a 09/09/2019

Investimento: R$ 29,90

Vagas limitadas


As inscrições já estão abertas e você poderá obter mais informações no link:

http://ead.cnpgl.embrapa.br

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Embrapa apoia evento que será realizado em Coronel Pacheco, dentro da Cabra Fest. Prazo para inscrições vai até 28/6

A valorização dos produtos artesanais, da produção local e da gastronomia tem levado mais pessoas a experimentarem diferentes tipos de queijos produzidos com leite de cabra e de ovelha. Essa popularização, no entanto, está apenas no início e o mercado busca oportunidades de crescimento. Para estimular a produção, a constante melhoria dos queijos e o consumo, será realizado o 1º Concurso de Queijo de Cabra e Ovelha da Região Sudeste no dia 6 de julho. O evento faz parte da programação da 17ª Cabra Fest, que ocorre entre os dias 5 a 7 em Coronel Pacheco, na Zona da Mata mineira.

O concurso vai avaliar dez categorias. Dentre os queijos de leite de cabra, as categorias são fresco, massa lática temperada, massa lática não temperada, maturação até 30 dias, maturação acima de 30 dias e inovação. Já as categorias de queijo de leite de ovelha irão premiar os tipos fresco massa mole, maturado de 30 a 90 dias, massa temperada e inovação.

O concurso é destinado aos laticínios dos estados do Sudeste - Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo -, onde a Associação dos Produtores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (Accomig/Caprileite) realiza o controle leiteiro oficial do Capragene®, que é o programa de melhoramento genético de caprinos leiteiros liderado pela Embrapa. Para participar do concurso, é necessário que o produto possua pelo menos um dos selos de inspeção: municipal, estadual ou federal (SIM, SIE ou SIF).

A comissão julgadora será formada por técnicos, especialistas do setor, chefs, jornalistas e referências da gastronomia. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de junho. Clique aqui para conferir o regulamento.

O evento é uma realização da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Minas Gerais (Caprileite/Accomig), em parceria com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), Embrapa, Prefeitura Municipal de Coronel Pacheco e Associação dos Criadores de Cabras Leiteiras da Zona da Mata Mineira (Caprima).

Aula Show - culinária a base de queijo de cabra

Profissionais, professores e estudantes de gastronomia que ainda estão pouco familiarizados com os queijos de leite de cabra e ovelha terão a oportunidade de conhecer mais sobre essas iguarias e aprender a preparar alguns pratos em uma aula show. O evento será no sábado, 6 de julho, das 9h às 12h. As vagas são limitadas. Clique aqui e faça a inscrição gratuita

Workshop

A Cabra Fest traz ainda o 16º Workshop “Produção de Caprinos na Região da Mata Atlântica”, que reúne os segmentos da cadeia produtiva e conta com palestrantes de destaque do setor no Brasil. O evento ocorre na sexta-feira, 5 de julho, e é voltado para técnicos ligados às ciências agrárias, professores, pesquisadores, estudantes e produtores, especialmente das áreas de caprinocultura e ovinocultura leiteira. Clique aqui para fazer sua inscrição gratuita.

Cabra Fest

A Cabra Fest está em sua 17ª edição, e é a mais tradicional festa da cabra leiteira do estado. O evento foi criado para promover a produção de caprinos e derivados, além de mostrar o potencial do segmento na região.

Além dos eventos técnicos, estão programados para os dias 6 e 7 de julho a noite shows na praça da cidade e, a tarde, um festival gastronômico com pratos feitos com carne de cabrito e queijo de leite de cabra.

Embrapa Caprinos e Ovinos e Embrapa Gado de Leite 

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
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Estudos da Embrapa Gado de Leite (MG) demonstram que é possível reduzir o intervalo entre inseminações de uma vaca em cerca de 20 dias com a utilização do ultrassom Doppler para realizar diagnóstico precoce da prenhez.

A redução do intervalo de partos no rebanho representa ganho econômico tanto na produção de uma vaca de leite quanto na engorda de bezerros de corte. Um animal que produza 30 litros diários de leite, por exemplo, terá acrescentado à sua produção 600 litros no fim da lactação. Em um rebanho formado por 100 vacas que tenham reduzido o intervalo de partos nessa proporção, serão 60 mil litros de leite a mais produzidos na lactação.

As pesquisas, cujas técnicas já são aplicadas por médios e grandes produtores que adotam em seus rebanhos a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) (veja quadro abaixo), tiveram início em 2010, na Embrapa Gado de Leite, por meio de projeto de pesquisa apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

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Ganho de tempo

A eficácia da técnica na detecção precoce de vacas não gestantes foi comprovada em 2013, porém, só recentemente os equipamentos de ultrassom Doppler alcançaram valor viável para seu emprego em larga escala nas fazendas (veja quadro ao lado). Pecuaristas e técnicos da área começam a sentir os efeitos positivos. O veterinário João Abdon, que atua na região de Eunápolis, no sul da Bahia, diz que, sem o Doppler, para conseguir inseminar uma vaca três vezes e obter um índice de cerca de 90% prenhez, eram necessários 80 dias. Usando o Doppler, ele consegue realizar o mesmo trabalho e obter um índice semelhante com 48 dias. “A grande vantagem dessa tecnologia é a redução do tempo”, relata Abdon, que adota esse tipo de ultrassom há três anos. E tempo representa dinheiro, tanto para o profissional que faz a inseminação quanto para o fazendeiro que tira leite ou engorda o gado.

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Como funciona?

A equipe de Reprodução Animal iniciou os estudos sobre o desenvolvimento e a regressão de uma glândula endócrina, denominada corpo lúteo, que atua no processo reprodutivo dos mamíferos. Para visualizar essa glândula, que possui uma coloração amarela (luteum em latim significa amarelo), o pesquisador Luiz Gustavo Bruno Siqueira explica que foi utilizado o ultrassom Doppler.

Diferentemente do ultrassom convencional, que revela apenas uma imagem em tons de cinza correspondente ao tamanho e textura do objeto em análise, o Doppler traduz movimentos como o fluxo sanguíneo em cores, tornando as análises mais precisas.

O corpo lúteo é uma estrutura temporária em fêmeas de mamíferos, que surge em cada ciclo reprodutivo após o cio e ovulação e produz principalmente progesterona, hormônio essencial para o estabelecimento e continuidade da gestação. Na vaca, quando ocorre a monta natural ou inseminação artificial e o animal fica prenhe, a glândula continua produzindo progesterona por toda a gestação.

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Por outro lado, se a vaca não fica prenhe, o corpo lúteo permanece produzindo hormônios no ovário por 16 a 18 dias. Depois se degenera, o que culmina com o animal retornando ao cio em ciclos de 21 dias.

Identificação rápida de vacas vazias

Durante as pesquisas, Siqueira percebeu que variações no fluxo sanguíneo eram detectadas pelo Doppler mesmo antes da degeneração do corpo lúteo. Ao fim de cada ciclo das vacas em estudo, algumas não apresentavam fluxo sanguíneo no corpo lúteo, apesar de a glândula ainda não ter se degenerado de forma visível.

“Diante desse fato, estabelecemos a hipótese de que poderíamos identificar os animais não gestantes baseados apenas na avaliação do fluxo sanguíneo presente no corpo lúteo”, conta Siqueira. Essa possibilidade era particularmente interessante em rebanhos que adotam a IATF, nos quais, geralmente, vários animais são inseminados em um mesmo dia.

Para comprovar a hipótese, a pesquisa foi expandida. Mais de 500 animais passaram pela técnica de IATF e tiveram os respectivos corpos lúteos analisados com o Doppler. Os pesquisadores da Embrapa puderam concluir com alto grau de certeza que, cerca de 20 dias após a IATF, todas as vacas sem fluxo sanguíneo na glândula eram não gestantes. O pesquisador da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) João Henrique Viana, na época responsável pelo projeto, ressalta que há nas análises cerca de 20% de casos “falso positivo” (vacas com fluxo sanguíneo no corpo lúteo que depois também foram identificadas como não gestantes), mas isso não compromete o principal objetivo da técnica, que é identificar corretamente animais vazios, que podem ser mais rapidamente ressincronizados em um novo protocolo de IATF, garantindo maior eficiência reprodutiva.

“Conseguimos antecipar a identificação da vaca não gestante com ultrassom Doppler de ovário, examinando se há fluxo sanguíneo no corpo lúteo, antes mesmo de qualquer outro sinal de que a vaca está ou não prenha”, ressalta Siqueira. Os resultados dessa pesquisa resultaram em um artigo científico publicado em 2013 no Journal of Dairy Science, da Associação Americana de Ciência Leiteira (ADSA), uma das mais prestigiadas revistas científicas sobre gado leiteiro.

Paralelamente, novas pesquisas sobre o tema eram desenvolvidas em outras instituições. Siqueira informa que na Universidade de Virginia, Estados Unidos, foram realizados estudos com o uso do Doppler em vacas receptoras de embriões, mas não trouxeram conclusões sobre a relação do fluxo sanguíneo no corpo lúteo com a gestação.

Posteriormente, colaboradores do projeto da Universidade de Alfenas exploraram o uso do Doppler para a seleção de receptoras de embriões e pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) fizeram pesquisas semelhantes com gado de corte. Na Embrapa Gado de Leite, a técnica também começou a ser adotada na seleção de receptoras de embriões. Hoje, vários grupos de pesquisa buscam desenvolver estratégias de antecipação da IATF baseadas no uso do Doppler para identificação precoce de fêmeas vazias.

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Atualmente, Embrapa e USP são grandes incentivadoras do diagnóstico precoce da gestação por meio do Doppler. A Embrapa Gado de Leite, assim como a USP e algumas empresas particulares de capacitação, realizam periodicamente treinamentos para que médicos-veterinários possam dominar a técnica. No que diz respeito à tecnologia de reprodução em bovinos, os pesquisadores acreditam que esse é um caminho que não tem mais volta.

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Rubens Neiva (MTb 5445/MG) 
Embrapa Gado de Leite 

Contatos para a imprensa 
 
Telefone: (32) 3311-7532

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