Posts de Embrapa Gado de Leite (789)

Classificar por

9846996652?profile=original

Em live da qual participaram gestores da Lactalis e pesquisadores e analistas da Embrapa, as empresas anunciaram interesse em parceria para enfrentar os principais gargalos da produção de leite no Brasil: produtividade, qualidade, sanidade e produção responsável. Segundo Armindo Neto, responsável pela captação de leite da Lactalis, a soma dos esforços das instituições pode fazer com que o país se torne exportador de lácteos. “A Lactalis tem a pretensão de transformar o Brasil em hub de exportação para toda a América Latina”, diz Neto.

Paulo do Carmo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, afirma que a Lactalis, responsável pela captação de 20,1 bilhões de leites no mundo, está se tornando, rapidamente, um dos maiores conglomerados de produção de lácteos do Brasil. “Embora o nome ‘Lactalis” seja pouco conhecido pelo consumidor, a empresa é responsável por marcas tradicionais como Itambé, Parmalat, Cotochês, Batavo, Elegê, Poços de Caldas, Du Bom, Boa Nata e Presidente, possuindo grande capilaridade na pecuária de leite nacional”, diz. Ainda segundo Martins, a parceria entre as instituições terá como objetivo o treinamento de técnicos e a realização de palestras a produtores, além do desenvolvimento de conhecimento em conjunto.

“Entre outros temas, iremos focar no bem-estar animal e em questões ambientais, sob a ótica do ‘ESG’, garantindo as boas práticas de produção que assegurem cuidados com o meio ambiente e com a sociedade”, diz Martins. “ESG” é a sigla em inglês para Environmental, Social and corporate Governance. Traduzida como governança ambiental, social e corporativa, refere-se aos três fatores centrais na medição da sustentabilidade e do impacto social de um investimento ou negócio. A análise desses critérios ajuda a determinar melhor o desempenho futuro das empresas.

Parceria

Neto apresentou aos pesquisadores e analistas da Embrapa alguns projetos de incentivo ao produtor adotados na empresa, cuja participação da Embrapa seria oportuna:

- Pro Leite - programa de acompanhamento do custo de produção nas fazendas;

- Pro Quali - pagamento do leite por qualidade, com visitas a campo para melhoria dos resultados;

- Mais Leite - programa de incentivo ao aumento da produção via bonificação extra do leite;

- Meio Ambiente - produção com redução na emissão de CO2;

- Bem-estar Animal - adoção de boas práticas e programas de certificação nas propriedades;

- Reciclagem - Logística reversa de embalagens.

Global e Local 

Maior grupo de lácteos do mundo, a Lactalis tem 47% de participação no mercado europeu, 24% nas Américas, 13% na África e 16% na Oceania. No entanto, é definida por Neto como uma empresa “glocal” (global + local). “Somos um grupo internacional que leva em conta as realidades locais”, afirma. Um exemplo disso é que não existe nenhuma marca de lácteos com o nome Lactalis. Quando o grupo adquire um laticínio, preserva sua marca, como aconteceu com a Itambé, Poços de Caldas, Cotochês etc, no Brasil.

Empresa familiar, foi fundada a 85 anos na França, tornando-se a “Número 1” em queijos naquele país. Seu primeiro produto foi a linha de queijos “Président”, vendida hoje em 160 países. A empresa preserva sua tradição queijeira, com os queijos sendo responsáveis por 35% do faturamento. Neto afirma que os produtos feitos no Brasil têm potencial de exportação para toda a América Latina. Ele conclui afirmando que a ambição da Lactlis é desenvolver a vocação exportadora para os lácteos brasileiros, aproveitando o potencial do parque fabril nacional, o amplo portfólio e a força das marcas.

Rubens Neiva (MTb 5445)

Embrapa Gado de Leite

Contatos para a imprensa

Telefone: 32 9 9199 4757

Saiba mais…

2RHS2Nx?profile=RESIZE_710x

O mês de março foi de elevação de preços para os lácteos no mercado atacadista e no Spot. Mas o momento é delicado devido a fraca demanda.

As projeções dos Conseleites divergiram sobre a tendência de preços ao produtor em abril, com dois Estados indicando alta e outros dois pequena queda.

Veja esses dados e sua análise no Boletim de Preços de março de 2021 disponível no site do Centro de Inteligência do Leite.

Informativo periódico de divulgação de publicações técnicas do Centro de Inteligência do Leite - CILeite.
Equipe: Alziro Carneiro, Denis Teixeira, Fábio Diniz, Glauco Carvalho, João César de Resende, José Luiz Bellini, Kennya Siqueira, Lorildo Stock, Manuela Lana, Marcos Hott, Paulo Martins, Ricardo Andrade, Samuel Oliveira, Walter Magalhães Júnior.
O conteúdo do CILeite pode ser reproduzido, desde que seja citada a fonte da publicação.

Saiba mais…

2RHS2Nx?profile=RESIZE_710x

O IBGE divulgou nesta quinta-feira (18/03), os dados consolidados da produção de leite inspecionada no último ano. Em 2020, o volume de leite adquirido pelos laticínios cresceu 2,1% atingindo a marca de 25,5 bilhões de litros. 

Dentre as regiões, Sul, Nordeste e Sudeste apresentaram incrementos de produção. Já dentre os Estados, Minas Gerais registrou o maior aumento absoluto na oferta de leite.

Veja esses dados com detalhes na edição especial do Boletim Indicadores Leite e Derivados disponível no site do Centro de Inteligência do Leite.

Informativo periódico de divulgação de publicações técnicas do Centro de Inteligência do Leite - CILeite.
Equipe: Alziro Carneiro, Denis Teixeira, Fábio Diniz, Glauco Carvalho, João César de Resende, José Luiz Bellini, Kennya Siqueira, Lorildo Stock, Manuela Lana, Marcos Hott, Paulo Martins, Ricardo Andrade, Samuel Oliveira, Walter Magalhães Júnior.
O conteúdo do CILeite pode ser reproduzido, desde que seja citada a fonte da publicação.

Saiba mais…

9847000683?profile=original

Instituído pela ONU em 1992, o Dia Mundial da Água é comemorado em 22 de março. Para alertar sobre o risco de escassez deste precioso recurso, a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) lembra da necessidade da preservação e os cuidados no uso racional da água, tão vital para a manutenção da vida e para o equilíbrio dos ecossistemas do planeta.

As águas cobrem três quartos da superfície do planeta Terra. Mais de 97% desta água estão nos oceanos. Menos de 3% são água doce, portanto, próprias para consumo humano, dessedentação de animais e outros usos, como na agricultura. Desse total, 77% estão nas geleiras, calotas polares e congeladas nas montanhas; 29,9% são subterrâneos; 0,9% está presente na umidade do solo e na região dos pântanos; e apenas 0,3% em rios e lagos. Assim, apenas uma pequena parte de água doce está prontamente disponível para nosso uso.

A água é um recurso essencial diretamente ligado à saúde e a qualidade de vida. O uso da água apresenta também uma destacada importância econômica, seja para a geração de energia elétrica, uso industrial, ou na produção de alimentos, por meio da irrigação na agricultura e nos manejos da pecuária. Farta em algumas regiões e já escassas ou degradadas em outras, o uso inadequado deste recurso pode levar as próximas gerações a enfrentar o problema ainda maior da escassez dessa substância essencial à vida.

Mas como o Brasil lida com a água? Estamos explorando mal esse valioso recurso? Como a ciência tem atuado para sua conservação e para melhorar o seu uso?

Para ajudar nessas reflexões, convidamos dois especialistas da Embrapa para falar sobre o assunto. O pesquisador Marcelo Augusto Boechat Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente e Ricardo de Oliveira Figueiredo, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, que liderou, dentre outras pesquisas em bacias hidrográficas no País, importantes estudos relacionados à ocupação agrícola e aos recursos hídricos nas bacias dos rios Camanducaia e Jaguari.

1. De modo geral, qual é o principal problema que o Brasil ainda enfrenta para a adequada gestão dos recursos hídricos?

Ricardo Figueiredo: A complexidade de um país continental como o nosso, requer políticas diferenciadas na gestão ambiental. A depender da região, do bioma ou da ecorregião, encontramos problemas maiores ou menores.

Bacias hidrográficas que drenam grandes centros urbanos tendem a apresentar elevada poluição hídrica relacionada a aspectos sanitários como o tratamento de esgoto. Por outro lado, áreas rurais, com prática de agricultura e pecuária em larga escala, promovem por vezes grande entrada de sedimentos, nutrientes e resíduos de pesticidas, o que deve ser mitigado por atividades sustentáveis de produção agropecuária e a conservação florestal, principalmente nas cabeceiras da bacia e nas áreas de recarga de aquíferos.

Como os limites das áreas de drenagem das bacias em geral não são coincidentes com as fronteiras municipais, estaduais e até mesmo a federal, se impõem políticas públicas que sejam bem integradas pelos diferentes níveis de governo para a gestão adequada dos recursos hídricos no nosso País.

2. No Brasil existe o mito da abundância de água, mas os eventos de seca e de mudanças climáticas tem mostrado uma outra realidade. Se não cuidarmos, pode faltar água?

Marcelo Morandi: Apesar de o Brasil ter grandes reservas de água doce, como o maior aquífero do mundo, o Guarani, a distribuição deste recurso não é homogênea entre as regiões. A região Norte detém 68,5% da água doce disponível, enquanto que o Nordeste apenas 3,3%. Nas demais regiões a disponibilidade é de 15,7% no Centro-Oeste, 6,5% no Sul e 6% no Sudeste. Portanto, a distribuição das reservas não acompanha a concentração populacional nem a demanda hídrica das diferentes partes do País.

Além da distribuição espacial, há também distribuição desigual no tempo. Algumas regiões têm regime de chuvas concentrado em poucos meses, seguidos de longos períodos de estiagem e rios e lagos intermitentes.

A busca de soluções que levem a um caminho mais sustentável, deve levar em conta a conservação da água, do solo, e da vegetação nativa, de uma forma integrada, no contexto da bacia de captação onde os processos ocorrem. O uso adequado de recursos hídricos tanto no meio urbano quanto rural, reduzindo o desperdício e a poluição dos corpos d’água, é essencial para o equilíbrio da oferta e demanda deste recurso, tanto no presente quanto no futuro.

3. O crescimento populacional, desperdício de água, consumismo, poluição, falta de saneamento e desmatamento fazem pressão sobre o estoque de água doce disponível. Precisamos melhorar a governança na gestão da água para equacionar esses problemas?

Ricardo Figueiredo: Sim, é essencial que se melhore a gestão pública. Como comentado, os problemas são diversos e inerentes às diferentes características da bacia hidrográfica, tanto as naturais (clima, solo, geologia, relevo e vegetação original) como aquelas relacionadas ao uso e ocupação das terras. Dessa maneira, é necessário o aprimoramento do monitoramento hidrológico de nossos rios, para se conhecer e acompanhar as variações ocorridas tanto em termos de quantidade como de qualidade da água.

O País possui um sistema de monitoramento liderado pela Agência Nacional de Águas (ANA), mas é necessária sua ampliação geográfica e também a melhoria em termos de equipamentos instalados in loco para esse fim. Temos hoje tecnologia disponível, que uma vez aplicada, permite o acompanhamento em tempo real das condições hídricas das bacias, como é feito em alguns países.

Observe que menciono sempre a bacia hidrográfica, pois para o entendimento e a gestão da água precisamos conhecer todos os processos naturais e antrópicos que ocorrem dentro dos limites da bacia. Por exemplo, um impacto detectado em uma porção a jusante da bacia muitas vezes é consequência de processos que ocorrem em sua porção mais a montante. Dessa maneira, a governança é mais bem praticada quando se observa o quadro todo, a bacia hidrográfica.

4. E no campo, é possível otimizar a utilização da água na agricultura?

Marcelo Morandi: Um estudo publicado pela Embrapa (Visão 2030 – O futuro da Agricultura Brasileira), destaca que, em termos globais, o setor agrícola é o principal usuário de terra e água. A demanda mundial de água deverá aumentar 40% até 2030 e 55% até 2050 – ano no qual se estima que mais de 40% da população mundial vivam em áreas de grave estresse hídrico.

A demanda por água para a agricultura irrigada no mundo aumentará de 2.600 km3, em 2005, para 2.900 km3, em 2050. Cada km3 equivale a um trilhão de litros. Para efeito de comparação, o Lago Paranoá, em Brasília, tem 0,5 km3.

O uso adequado de recursos hídricos no meio rural envolve aperfeiçoamento da irrigação, uso de métodos específicos para cada tipo de solo e cultura, manejo a partir do monitoramento preciso da evapotranspiração e sistemas mais eficientes e adaptados às condições locais, evitando o desperdício de água e energia. Em regiões onde a disponibilidade hídrica é muito variável, reservatórios de pequeno porte, barragens subterrâneas, reuso e captação de chuvas em propriedades agrícolas podem melhorar a disponibilidade hídrica, reduzindo a vulnerabilidade em relação à variabilidade hidrológica.

Outra preocupação é com a qualidade da água, uma vez que é no espaço rural que nascem os grandes mananciais de abastecimento. Apesar de a poluição urbana ser a principal fonte de degradação, a poluição difusa de origem rural causada pela elevada utilização de fertilizantes e pesticidas e pela perda de solos por processos erosivos pode ser fortemente impactante.

5. Que tecnologias utilizadas na agricultura contribuem para a economia e manutenção da qualidade da  água no solo e nos mananciais?

Ricardo Figueiredo: Em primeiro lugar para a adoção de tecnologias é preciso que seja considerado o quadro completo das interações promovidas pelos fluxos de água dentro da área terrestre da bacia, e todo o material por esta água transportado. São variadas as maneiras de se enfrentar os desafios para um manejo sustentável nas bacias agrícolas, com manutenção da qualidade da água.

Um exemplo é o Sistema Plantio Direto (SPD), que pode ser entendido como um complexo de processos tecnológicos destinado à exploração de sistemas agrícolas produtivos, que compreende a mobilização de solo apenas na linha ou na cova de semeadura, na manutenção permanente da cobertura do solo e na diversificação de espécies, via rotação e/ou consorciação de culturas, e com o plantio em curva de nível e terraceamento. Dentre os impactos positivos do SPD, ressalto a diminuição da entrada de sedimentos nos rios como consequência do controle da erosão dos solos.

Também os sistemas agroflorestais (SAFs), podem ajudar na conservação dos recursos hídricos, combinando culturas agrícolas com árvores e plantas da floresta e/ou animais. Sua adoção tem sido utilizada com sucesso para a restauração de áreas degradadas, o que poder gerar melhorias ambientais como os serviços ambientais hídricos. Da mesma maneira, a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), com produção agrícola e animal em rotação, tem esse mesmo potencial de mitigação de impactos indesejáveis para a conservação da água.

Outra estratégia de tecnologias para a manutenção da qualidade e quantidade da água seria a chamada Agroecologia, e também a agricultura orgânica, uma vez que promovem a redução e racionalização do uso de insumos químicos, a substituição de insumo, e o manejo da biodiversidade e redesenho dos sistemas produtivos. No entanto, essas iniciativas têm avançado apenas no âmbito da agricultura familiar. Seria de fato importante a ampliação dessas iniciativas, pois trata-se de tecnologias que atenuam a entrada de agroquímicos nos fluxos hidrogeoquímicos da bacia.

Na agricultura familiar amazônica, por exemplo, a prática de preparo de área de plantio por meio do uso do fogo, promove impactos na qualidade do solo, água e ar, e pode ser substituída pelo corte da vegetação de pousio (capoeira) seguida da trituração dessa vegetação derrubada. A eliminação do fogo nessas condições tem resultado em bons efeitos na produção agrícola aliada à conservação dos recursos hídricos como atestam várias pesquisas.

6. Além do uso de tecnologia, como os produtores podem contribuir com a manutenção e preservação da água?

Marcelo Morandi: Segundo a legislação brasileira, imóveis rurais privados podem exercer produção em toda a sua extensão, exceto nas áreas de preservação permanente (APP), que protegem, especialmente, os cursos d'água e perfazem em média cerca de 10% da área da propriedade. Uma parcela da área que varia de 20% a 80%, dependendo do bioma, deve ser mantida com vegetação nativa na forma de reserva legal, sendo a produção limitada a atividades que não degradem ou avancem sobre a vegetação nativa.

Assim, é certo que essa imobilização de parte das propriedades traz um custo aparente ao produtor, se imaginarmos que a produção em área total, mantidas as mesmas produtividades pudesse ser real. Entretanto, como bem sabemos a manutenção das áreas de APP e de reservas legais são fundamentais para o bom desempenho da produção nas demais áreas das propriedades, garantindo disponibilidade de água, inimigos naturais, polinizadores e outros serviços ecossistêmicos.

Não se trata simplesmente de buscar aumento de produção ou produtividade, mas encontrar o sistema de produção adequado às características ecológicas e socioambientais de cada região, aliados a práticas conservacionistas e às tecnologias sociais já disponíveis. Portanto, a conservação dessas áreas é fundamental para garantir a longevidade e a produtividade da nossa agricultura. Ganha o ambiente, o produtor e a sociedade como um todo.

7. Como o pagamento por serviços ambientais pode afetar a produção e o uso da água na agricultura?

Ricardo Figueiredo: A adoção de pagamento por serviços ambientais, já amplamente conhecido como PSA, se destaca como uma maneira interessante para enfrentamento dos problemas mencionados. Trata-se de um importante instrumento para a implementação de ações relacionadas à recuperação das bacias. Para que o proprietário rural receba tal pagamento, algumas iniciativas exigem que estes adotem práticas de conservação de solos e reflorestamento de nascentes e áreas marginais dos cursos d’água.

Algumas iniciativas de PSA tem gerado bons resultados, mas há de se reconhecer que não podem ser aplicadas em qualquer situação. O PSA requer recursos financeiros e uma boa articulação do poder público com a comunidade local, e daí tende a ser mais efetivo em pequenas bacias. Por outro lado, seria também interessante que a política de PSA pudesse abranger os proprietários rurais, de maneira a proporcionar reconhecimento e incentivo ao manejo de suas terras, as quais são as maiores responsáveis pelo abastecimento da água subterrânea, que supre eventualmente os nossos rios, ribeirões e córregos.

Daí, sendo o PSA adotado com sucesso, tem-se a conservação dos recursos hídricos e uma valoração do produto agrícola, dado ao “prestígio ambiental” de uma produção sustentável. A conservação da água na área rural, por certo, redundará numa maior oferta de água para a irrigação, e também, diretamente pelo solo rico em água, para as raízes das plantas cultivadas.

Mais sobre o assunto:

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/18453038/workshop-apresenta-resultados-de-estudos-relacionados-a-ocupacao-agricola-e-os-recursos-hidricos--nas-bacias-dos-rios-camanducaia-e-jaguari

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/57552201/estudo-constata-impactos-em-bacias-hidrograficas-em-consequencia-de-mudanca-de-cobertura-florestal-original

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/57469946/estudos-em-bacias-hidrograficas--embrapa-meio-ambiente-38-anos

https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/56196089/instituicoes-trabalham-para-reflorestar-bacias-de-afluentes-do-rio-atibaia

https://www.embrapa.br/meio-ambiente/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1123149/agricultural-impacts-of-hydrobiogeochemical-cycling-in-the-amazon-is-there-any-solution

https://www.embrapa.br/meio-ambiente/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1112886/a-conservacao-de-bacias-e-os-desafios-para-a-sustentabilidade-da-agricultura

https://www.mdpi.com/2073-4441/12/3/763

Eliana Lima (MTb 22.047/SP)

Embrapa Meio Ambiente

Contatos para a imprensa

Telefone: (19) 99764-7175

Marcos Vicente (MTb 19.027/MG)

Embrapa Meio Ambiente

Contatos para a imprensa

Telefone: (19) 98396-7764

Saiba mais…

9847000096?profile=original

A Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP) e a Nestlé estão monitorando o consumo de água de 60 propriedades leiteiras no país. Comparando-se o consumo total das fazendas em 2019 com o de 2020, a economia chegou a 19 milhões de litros de água. De acordo com o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos -SP), isso equivale a água ingerida por mais de 300 mil vacas em fase de lactação em um ano.


O acompanhamento ocorre há dois anos em 60 propriedades localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Goiás e Minas Gerais. O monitoramento é realizado mensalmente por meio de hidrômetros instalados em vários pontos de consumo. Com ajuda de técnicos, são feitas anotações em planilhas ou diretamente no aplicativo leiteria da Nestlé.

Segundo Barbara Sollero, gerente de Desenvolvimento de Fornecedores e Qualidade da Nestlé Brasil, a partir de indicadores gerados, na segunda fase do programa serão propostas ações para melhorar a eficiência hídrica nas fazendas. Barbara destaca que monitorar a água com hidrômetros não é uma prática usual nas propriedades. Para ela, é uma inovação e a parceria terá dados em larga escala para gerar pesquisas e propor ações de manejo sustentável desse recurso tão importante.

Só com o monitoramento já foi possível identificar ganhos de eficiência hídrica. Em uma das fazendas, em sistema semiconfinado, onde o hidrômetro mede os consumos da água de lavagem do curral e da sala de ordenha, identificou-se uma redução de 36% no consumo de água. “Isso significa 3 mil litros a menos de água consumida em 2020, o que equivale ao consumo de uma família rural de quatro pessoas por uma semana. Destaco que o número de vacas em lactação e a produção de leite de 2019 para 2020 mantiveram-se iguais”, conta Palhares.

O Programa de Boas Práticas Hídricas, uma parceria entre a Embrapa Pecuária Sudeste e a Nestlé, tem duração de quatro anos e busca levar a gestão da água para as fazendas leiteiras, tornando o uso desse recurso mais eficiente.

Manejos simples, como raspagem do piso e lavagem sob pressão, podem fazer a diferença na economia de água. Segundo o pesquisador, detectar vazamentos também é uma prática bastante eficaz contra o desperdício. Outras medidas podem custar um pouco mais de investimento, como a reutilização da água da lavagem da sala de ordenha para fertirrigação e sistema de captação da água da chuva, mas trazem retorno financeiro e ambiental.

Para que a produção agropecuária seja sustentável, é essencial que o produtor adote boas práticas hídricas na propriedade. Além da melhor gestão da água, o manejo hídrico é uma importante ferramenta para a preservação e conservação dos recursos naturais.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa

Telefone: (16) 98190-9090

Saiba mais…

9846999475?profile=original

No Dia Mundial da Água, 22 de março, a Embrapa entrega um resultado de pesquisa à sociedade. Um trabalho com duração de um ano, em que a Embrapa Agropecuária Oeste (Dourados, MS) em parceria com a Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP), monitorou resíduos de agrotóxicos, em amostras de água do Rio Dourados (que pertence à Bacia Hidrográfica do Rio Dourados - BHRD), em Mato Grosso do Sul.

 “Estudos de monitoramento dos resíduos de agrotóxicos em águas superficiais são necessários para avaliar os níveis de exposição de organismos não-alvos, incluindo os seres humanos”, diz o pesquisador Rômulo Penna Scorza Júnior da Embrapa Agropecuária Oeste.

“A Embrapa, ao longo de sua história, tem trabalhado e se dedicado a pesquisar soluções e alternativas que contribuam com a conservação, uso e reaproveitamento d’água. A Embrapa Agropecuária Oeste sempre esteve atenta a essa questão, e as pesquisas que vem sendo desenvolvidas ao longo dos anos demonstram essa dedicação”, disse Harley Nonato de Oliveira, chefe geral da Embrapa Agropecuária Oeste.

O objetivo, segundo ele, é a “busca por soluções que contribuam com o uso racional da água no campo e com a sua conservação, através do desenvolvimento de sistema sustentáveis, que permitem melhor infiltração e aumento da quantidade de água armazenada nos solos e nos lençóis freáticos e, nos últimos anos, no desenvolvimento de metodologia e monitoramento da qualidade da água, cujo informações podem apoiar a elaboração de novas políticas públicas”, completou.

Ele enfatiza que esse trabalho é fruto de uma parceria com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul, Ministério Público Federal, Ministério Público do Trabalho e do Instituto do Meio Ambiente de Dourados a Embrapa Agropecuária Oeste, disponibiliza documento que apresenta metodologia e traz avanços e resultados em relação a avaliação da qualidade desse importante recurso natural. A publicação pode ser acessada gratuitamente por este link https://bit.ly/3vJL4tR

Também fazem parte do projeto, como parceiros, o Ministério Público Federal (MPF – PRM/Dourados), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS), Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-PTM/Dourados) e o Instituto de Meio Ambiente de Dourados (IMAM)/Prefeitura Municipal de Dourados.

Durante o período de um ano (10/12/2019 a 11/12/2020), 46 diferentes agrotóxicos e seus produtos de degradação, todos registrados no Brasil, foram monitorados. Os compostos selecionados nesse método foram estabelecidos com base no volume de comercialização de cada princípio ativo em Mato Grosso do Sul, uso nas culturas de soja, cana-de-açúcar e milho e a previsão legal dos valores máximos permitidos em agua superficial estabelecidos nas legislações estadual e federal.

De um total de 46 diferentes agrotóxicos e seus produtos de degradação considerados nesse estudo, encontrou-se 32 desses compostos em pelo menos uma amostra, resultando na frequência de ocorrência igual a 70% dos compostos analisados. Desses 32, apenas um possui (atrazina) tem os valores máximos permitidos em águas superficiais  previstos na legislação.

Frequência de resíduos

De acordo com Scorza Júnior, “os compostos mais frequentes nas amostras analisadas foram a deetilatrazina (DEA), 2-hidroxiatrazina, atrazina, carbendazim, clorantraniliprole, clotianidina, epoxiconazole, hexazinona, imazetapir, imidacloprido, tebuconazole, tebutiurom e tiametoxam. As maiores concentrações encontradas dos resíduos de agrotóxicos nas amostras de água do Rio Dourados foram de atrazina (0,130 µg L-1), tiametoxam (0,077 µg L-1), 2-hidroxiatrazina (0,074 µg L-1) e imidacloprido (0,072 µg L-1).”

Dentre os agrotóxicos detectados, o cientista relata que apenas a atrazina (0,130 µg L-1) chegou mais próxima ao valor máximo permitido estabelecido na legislação brasileira, que é de 2,0 µg L-1.  Dessa forma, os resíduos de atrazina encontra-se em conformidade legal.

O pesquisador explica que “os resultados servem como um diagnóstico do nível de exposição do Rio Dourados aos agrotóxicos utilizados nos principais sistemas de produção da região em estudo, fornecendo dados técnicos-científicos para aprimoramento de políticas públicas (por exemplo, inclusão de agrotóxicos não previstos na legislação brasileira que regula valores máximos permitidos desses compostos em águas superficiais) e para o processo de avaliação do risco ambiental de agrotóxicos pelas autoridades regulatórias, subsídio na definição de medidas mitigatórias para atenuação da problemática como o transporte dos agrotóxicos para as águas superficiais, entre outros.”   

As ações mitigatórias para atenuar o problema podem ser, por exemplo, medidas para racionalização do uso de agrotóxicos nos sistemas de produção predominantes na BHRD, recomposição das matas ciliares nas margens do Rio Dourados, incentivo ao uso de insumos biológicos, entre outros.

P
arceiros

Ministério Público Federal (Mato Grosso do Sul) – Segundo Marco Antonio Delfino de Almeida, procurador do MPF, “o monitoramento é extremamente importante a qualquer atividade econômica que produza impactos ao meio ambiente. Via de regra ele acaba ocorrendo nos empreendimentos que a gente entende como de grande impacto e via de regra ele é feito pelos próprios empreendedores. Esse monitoramento da água do Rio Dourados é importante para que tenhamos a dimensão do impacto das atividades econômicas no meio ambiente e obviamente na saúde da população que se abastece desses recursos, justamente para que possam ser efetivados eventuais ajustes, bem como se atenda ao que é essencial igualmente que é o dever da informação à população sobre esses impactos. Um desdobramento decorrente desse monitoramento é a produção de dados e a consequente utilização, inclusive, na produção de artigos. O monitoramento acaba por ter dois relevantes: o papel de monitorar o impacto das atividades econômicas, informar a população e obviamente permitir que a sociedade se enriqueça com os dados científicos que são produzidos.”

Ministério Público de Mato Grosso do Sul –

De acordo com Amilcar Araujo Carneiro Junior, promotor do MPMS, a parceria entre Embrapa Agropecuária Oeste e Ministérios Públicos resultou em um trabalho em que “agora se colhe o fruto que é este resultado de pesquisa e que nos faz chegar a algumas conclusões, já que antes não havia nenhum tipo de estudo. Agora, se tem a noção do que representa em termos de posição desses resíduos no Rio Dourados, que é uma das fontes de abastecimento da cidade. O que vamos fazer? Podemos usar esses dados coletados e fazer cruzamento com os dados que temos, com o CAR, por exemplo. É um ponto de partida para irmos para outros trabalhos. Sem esses dados da pesquisa não teria por onde começar”.

Para Luciano Furtado Loubet, promotor do MPMS, “é de extrema importância esse tipo de pesquisa, uma vez que há poucos dados sobre a presença de agrotóxicos no ambiente, especialmente em rios e córregos. Justamente por isto o MPMS apoiou a EMBRAPA neste projeto, pois, com base nele, podemos trazer o assunto à tona e cobrar das autoridades competentes providências. Vejam que a maioria dos produtos encontrados sequer possui legislação de volume máximo presente na natureza.”

Ministério Público do Trabalho (MPT/MS) – Na visão do procurador do Trabalho Jeferson Pereira, “os resultados apontados no Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento no que atine à análise dos resíduos de Agrotóxicos em águas do Rio Dourados/MS, corroboram agora de uma forma técnica, respaldada por uma metodologia científica, a identificação de uma considerável quantidade existente de diferentes compostos agrotóxicos, corroborando o que antes já era disseminado em termos de notícias veiculadas em nossa Região, quanto à essa contaminação das águas superficiais do Rio Dourados/MS. Não obstante restar apontado que um dos componentes químicos encontrados com maior frequência nas amostras não tenha ultrapassado o Valor Máximo Permitido disciplinado pela Resolução CONAMA nº 357 de 17/03/2005, os demais componentes químicos encontrados também nas águas do Rio Dourados não puderam ser avaliados em tal escala, justamente por não possuírem tal valoração na Legislação Brasileira, o que nos causa grande preocupação, sendo necessário, portanto, que referido estudo sirva de propulsão para que tais componentes sejam previstos e incluídos nessa escala de avaliação.”

Instituto de Meio Ambiente de Dourados (IMAM) – De acordo com Rudolf Guimarães da Rocha, diretor-presidente do IMAM, “Pesquisas como esta são de extrema importância, pois servem como instrumento de investigação das consequências ocasionadas pelas ações antrópicas junto ao meio ambiente, fornecendo as informações necessárias para a gestão adequada dos nossos recursos hídricos. Os resultados obtidos nesta pesquisa são extremamente relevantes, pois ao mesmo tempo que nos passa a tranquilidade de se constatar que os parâmetros previstos na legislação vigente se encontram abaixo dos valores permitidos, por outro lado ressalta a necessidade de revisão das legislações brasileiras, com o intuito de se intensificar os estudos relacionados aos demais compostos encontrados durante a pesquisa.”

Sílvia Zoche Borges (DRT-08223)

Embrapa Agropecuária Oeste

Contatos para a imprensa

Telefone: (67) 9-9944-9224 (WhatsApp)

Saiba mais…

2RHS2Nx?profile=RESIZE_710x

O leilão Global Dairy Trade (GDT), de 02 de março, registrou aumento de 15% nas cotações dos lácteos, sendo a maior alta desde setembro de 2015. Já no leilão do dia 16 de março, houve uma pequena correção nos preços, com queda de 3,8%. Apesar disso, os preços continuam elevados com destaque para o leite em pó integral, cotado a US$4.083/tonelada.

No mercado brasileiro, apesar do apesar do agravamento da Covid-19, existem fatores altistas para o preço do leite nos próximos meses, além desta valorização do preço internacional.

Veja essa análise na Nota de Conjuntura de março de 2021 disponível no site do Centro de Inteligência do Leite.

Informativo periódico de divulgação de publicações técnicas do Centro de Inteligência do Leite - CILeite.
Equipe: Alziro Carneiro, Denis Teixeira, Fábio Diniz, Glauco Carvalho, João César de Resende, José Luiz Bellini, Kennya Siqueira, Lorildo Stock, Manuela Lana, Marcos Hott, Paulo Martins, Ricardo Andrade, Samuel Oliveira, Walter Magalhães Júnior.
O conteúdo do CILeite pode ser reproduzido, desde que seja citada a fonte da publicação.

Saiba mais…

2RHS2Nx?profile=RESIZE_710x

A inflação do custo de produção de leite em fevereiro foi de 3,74%, de acordo com o Índice de Custos de Produção de Leite – ICPLeite/Embrapa. As maiores altas foram registradas nos grupos Qualidade do leite, Produção e compra de volumosos e Alimentação concentrada.

No acumulado de doze meses, o ICPLeite/Embrapa já acumula alta de 29,13%. A alimentação do rebanho foi o grupo que mais contribuiu, com elevação de 58,5% no período.

Veja essa análise em detalhes na nova edição do Boletim ICPLeite disponível no site do Centro de Inteligência do Leite.

Clique aqui e acesse o ICPLeite!

Saiba mais…

9846996301?profile=original

A Embrapa e a Nestlé vão desenvolver um protocolo para pecuária de leite de baixo carbono. Além da redução das emissões, a parceria prevê o aumento da remoção dos gases de efeito estufa nas propriedades produtoras de leite. Indicadores de sustentabilidade desenvolvidos pela Embrapa e a implementação de boas práticas de produção nas fazendas leiteiras vão integrar o protocolo e auxiliar no objetivo da Nestlé de neutralizar todas as emissões de suas operações, incluindo suas cadeias de fornecimento, até 2050, com metas intermediárias de redução de 20% até 2025 e de 50% para 2030.

A Embrapa desenvolve pesquisas e tecnologias para tornar a agropecuária eficiente e produzir mais alimento de uma forma sustentável. Soluções tecnológicas, como sistemas de integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), recuperação de pastagens degradadas e uso de aditivos na nutrição, têm apresentado bons resultados na redução de emissões, no sequestro de carbono e contribuído para o desenvolvimento de uma agropecuária em harmonia com o meio ambiente e em sintonia com as tendências do mercado nacional e internacional.

Para Alexandre Berndt, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), a produção de leite de baixo carbono é um objetivo ousado e a Nestlé, em parceria com a Embrapa, está no início dessa trajetória. “Para se chegar ao leite de baixo carbono é preciso adotar diferentes tecnologias, boas práticas de manejo na fazenda, nutrição, estrutura de rebanho e uso de sistemas integrados e florestas plantadas. O protocolo envolverá ações coordenadas para que os produtores incorporem na fazenda ferramentas e práticas sustentáveis de produção”, destaca Berndt, que também é gestor da parceria na Embrapa.

Serão elaborados protocolos por bioma e por sistema de produção, que servirão de base para o desenvolvimento de uma calculadora de balanço dos gases de efeito estufa (GEE) e um sistema digital de monitoramento por meio de aplicativo. Os indicadores utilizados no protocolo serão validados em escala experimental na Embrapa Pecuária Sudeste e em escala comercial em propriedades fornecedoras de leite nas diferentes regiões.

Os dados e inovações gerados pela parceria serão abertos, de acordo com o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, André Novo. “Isso significa que qualquer produtor de leite ou empresa poderá ter acesso às informações geradas pela parceria. O conhecimento será público”, explica Novo.

A Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP) será responsável pela adaptação de modelos matemáticos e métricas que, por meio de um componente de software, serão integrados a calculadora que vai contabilizar o balanço de carbono nas propriedades de acordo com as características de cada região ou bioma e adaptada aos diferentes sistemas de produção. “Com isso, oferecemos ao produtor um instrumento para medir o resultado das estratégias de manejo que ele está utilizando e evitar que tome decisões no escuro, sem a segurança quanto aos benefícios que podem ser gerados”, explica o pesquisador Luís Gustavo Barioni.

A adoção de tecnologias e boas práticas é capaz de compensar as emissões de gases de efeito estufa geradas pela atividade leiteira e ainda pode tornar o sistema de produção mais resiliente, trazendo vantagens econômicas para o produtor. Ainda estão previstas ações como um guia de boas práticas e capacitações técnicas para implementação do protocolo para pecuária de leite de baixo carbono.

“Nosso objetivo, como uma das principais empresas captadoras de leite do Brasil, é justamente, por meio de uma parceria com uma instituição de credibilidade e renome internacional, criar um protocolo com diretrizes claras para a produção de leite de baixo carbono, de forma que os produtores tenham visibilidade de onde estão concentradas as emissões e para que possamos trabalhar juntos na direção de mitigá-las o máximo possível. Nós, como Nestlé, queremos conscientizar e trabalhar junto com a sociedade e as instituições especializadas para tornar nossa cadeia de fornecimento de leite o mais sustentável possível, com um legado positivo para todos”, afirma Barbara Sollero, gerente de Desenvolvimento de Fornecedores e Qualidade da Nestlé Brasil.

A parceria foi assinada no final de fevereiro. As etapas para o desenvolvimento do protocolo para pecuária de leite de baixo carbono começam a ser executadas já nos próximos meses.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa

Telefone: (16) 98190-9090

Graziella Galinari (MTb 3863/PR)

Embrapa Informática Agropecuária

Contatos para a imprensa

Telefone: (19) 3211-5806 I (19) 98126-1053

Saiba mais…

9846996063?profile=original

Os criadores que vão inseminar ou cobrir novilhas Gir Leiteiro, Sindi, Guzerá ou seus cruzamentos durante o mês de março até o dia 4 de abril poderão, a partir de 1º de junho, inscrever animais na 7ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro no Centro de Tecnologias para Raças Zebuínas (CTZL) da Embrapa Cerrados (DF), que será realizada a partir de 4 de outubro e terá duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação.

Coordenada pela Embrapa Cerrados e pela Associação Criadores de Zebu do Planalto (ACZP), a prova zootécnica busca o melhoramento genético das raças zebuínas com aptidão leiteira por meio da identificação de matrizes em grupos de animais contemporâneos de cada raça que apresentem potencial genético para a produção de leite a pasto. Nesta edição, os técnicos vão identificar as melhores novilhas das raças Gir Leiteiro, Sindi, Guzerá e seus cruzamentos que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado com suplementação, se destacarem nos atributos produção de leite, reprodução, idade ao parto, qualidade do leite, persistência de lactação e avaliação morfológica.

Para o pesquisador Carlos Frederico Martins, coordenador da Prova, a avaliação é de fundamental importância para que o criador possa comparar todos os atributos de importância econômica na produção leiteira dos seus animais com os do grupo de novilhas contemporâneas de outros criatórios e de diferentes acasalamentos. “Com isso, ele pode verificar como está o sistema de criação e acasalamentos na propriedade”, afirma.

Martins aponta que a Prova também é importante para os criadores que ainda não fazem controle leiteiro na fazenda, sendo uma oportunidade para realizarem o primeiro controle leiteiro oficial e começarem a comercializar genética. “Eles terão a comparação dos animais não só em nível local, na Prova, como em nível nacional, pois a avaliação da lactação é oficial pela Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ)”, diz, explicando que as informações geradas pela Prova alimentam o PMGZ Leite Max, programa de melhoramento genético para o zebu leiteiro, e ficam disponíveis aos criadores.

O pesquisador destaca, ainda, que a Prova controla o ambiente produtivo na pastagem, o arraçoamento e o manejo dos animais, sem quaisquer artificialismos, em um sistema de criação comumente adotado nas fazendas do Brasil Central. “Por isso, ela agrega valor ao material genético colocado pelo criador, com a chancela da Embrapa e da ABCZ. Ao final, as novilhas são ranqueadas e o produtor pode analisar o ranqueamento de todos os atributos medidos, permitindo que ele faça modificações nos acasalamentos e melhores negócios com os animais mais bem classificados”, afirma.

A Prova será realizada em Brasília (DF), no CTZL, localizado na DF 180, Km 64 s/n. As inscrições dos animais poderão ser realizadas a partir do dia 01/06/2021 na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. São oferecidas 25 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 10 vagas para novilhas da raça Sindi, 10 vagas para novilhas Guzerá e seis vagas para novilhas de cada cruzamento. As vagas serão preenchidas conforme a ordem de chegada das inscrições. Cada criador poderá inscrever até dois animais de cada raça, podendo, ainda, inscrever uma terceira novilha, que ficará em fila de espera caso as vagas não sejam totalmente preenchidas.

O criador que inscrever apenas uma novilha pagará taxa de R$ 2.800, divididos em cinco vezes mensais. Caso inscreva duas novilhas, o valor será de R$ 2.500 por novilha, divididos em cinco vezes mensais. Se forem inscritas três novilhas, será cobrado R$ 2.200,00 por novilha, divididos em 5 cinco parcelas mensais. Para a genotipagem de identificação dos alelos da beta caseína no leite e análise genômica para as novilhas Gir Leiteiro, será cobrado R$ 200 por novilha.

Os animais deverão dar entrada no CTZL entre os dias 4 e 8 de outubro de 2021. As novilhas Gir Leiteiro, Sindi e Guzerá devem estar registradas na ABCZ nas categorias de PO ou LA. Devem ser primíparas, com idade máxima de 46 meses na data do parto, devendo estar obrigatoriamente gestantes de sete meses. Os partos deverão ser realizados durante o período de adaptação no CTZL, no período de 20/12/2021 a 08/02/2022, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ.

Para mais informações sobre a prova zootécnica, acesse o edital aqui.

A 7ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto do Zebu Leiteiro tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Associação Brasileira de Produtores de Leite, da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e de empresas ligadas ao setor pecuário.

Breno Lobato (MTb 9417-MG)

Embrapa Cerrados

Contatos para a imprensa

Telefone: (61) 3388-9945

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

O que podemos aprender com o mercado de café?

*Kenya B. Siqueira

Você já ouviu falar sobre as Ondas de Consumo do Café? Cada período da história do consumo do café é chamado de onda. São momentos históricos ou fases que mostram a evolução do consumo da bebida no Brasil e no mundo.

A primeira onda marca a popularização do consumo de café, com muitas marcas disponíveis nas prateleiras dos supermercados. Neste período, o café era apenas uma commodity.

A segunda onda surgiu com as cafeterias e os cafés espressos, que eram mais intensos, mas sem a preocupação com a qualidade do grão. Nesse período, consumir café espresso era sinônimo de glamour. Além disso, outras misturas começaram a ser apresentadas ao consumidor: café com leite, cappuccino, etc.

Já a terceira onda remete a uma experiência sensorial. O café começou a ser degustado, assim como o vinho. Com isso, a rastreabilidade, denominação de origem e qualidade dos grãos ganhou relevância. Ou seja, o protagonista passou a ser o grão de café.

Estudiosos já falam na quarta onda do café, quando os cafés gourmet e especiais podem ser encontrados nas gôndolas dos supermercados. As pessoas já têm mais conhecimento sobre o processo de produção e origem dos grãos e até fazem a própria torrefação em casa.

Portanto, pode-se observar que o mercado de café já é bem evoluído, passando por 4 ondas de consumo. Mas, e o mercado do leite? Em que onda de consumo se encontra?

Analisando o consumo de leite no Brasil ao longo dos anos, observa-se um incremento expressivo. Entre 2000 e 2013, o consumo per capita de leite e derivados cresceu 41%. Se considerarmos um período mais distante, como 1980, o aumento foi mais significativo: 74%. Nesse período, o número de marcas de leite longa vida (derivado lácteo mais consumido) se multiplicaram nos supermercados, fazendo com que o produto se tornasse praticamente uma commodity. Isso, se parece muito com a primeira onda de consumo do café.

9846995264?profile=original

No entanto, o mercado lácteo parece não ter tido uma segunda onda semelhante a do café, mesmo porque o setor não tem nada similar às cafeterias para trazer o glamour ao consumo de leite e derivados. Em termos de restaurantes ou franquias específicas para o consumo de lácteos, existem as sorveterias e queijarias. Algumas até com muito requinte e glamour. Na verdade, existem também algumas iniciativas isoladas, como o The Loft Restaurant at the Traderspoint Creamery, em Indiana, nos Estados Unidos, cujos lácteos são a atração principal do menu.

Porém, dentro do mercado de leite e derivados, está mais nítido um movimento semelhante à terceira onda do café, em que as vacas se tornam mais protagonistas. Impulsionado pela pressão do consumidor, pode-se observar nos últimos tempos, uma preocupação maior com a rastreabilidade dos derivados lácteos, com a denominação de origem, no caso dos queijos, entre outros fatores. A experiência sensorial e emocional também tem se sobressaído recentemente, com lançamentos de produtos com embalagens mais atraentes, que remetem a saudabilidade, ou regionalismo, ou conveniência. Conhecer a história por trás do produto consumido, já é uma demanda dos amantes dos lácteos.

Com isso, o slogan “Da semente à xícara” usado no mercado cafeeiro, pode ser transformado para “Da vaca ao copo de leite”. No entanto, vale ressaltar que ainda estamos no início dessa onda de consumo do leite. O mercado ainda não atingiu um nível de maturação. Mas, já se observam mudanças de comportamento, no sentido de consumo de produtos mais gourmet, mais especiais. Neste caso, os produtos especiais podem ser com mais nutrientes, com mais história, com mais praticidade, com mais excentricidade. Enfim, com algum valor agregado que faça o consumidor querer degustar esse derivado lácteo, como se degusta um bom café ou um bom vinho.

*Kenya B. Siqueira

Engenheira de alimentos, doutora em Economia Aplicada, pesquisadora da Embrapa.

Saiba mais…

Ferramentas para a nutrição de precisão no cocho e a pasto foi o tema do debate da quarta edição do Ideas for Milk Lives, na última terça-feira (29/9). Entre os objetivos da iniciativa que integra o movimento Ideas for Milk está o de incentivar a participação no desafio de startups, cuja final acontece no dia 4 de dezembro, e também gerar ideias e apontar rumos para que os jovens de qualquer empresa ou instituição as transformem em soluções inovadoras para a cadeia do leite.

O encontro virtual coordenado por Pedro Arcuri, chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Gado de Leite, reuniu Marcos Neves Pereira, professor estudioso da nutrição em gado leiteiro e titular da Universidade Federal de Lavras (UFLA); Wagner Beskow, diretor da Transpondo Pesquisa Treinamento e Consultoria Agropecuária, e Mirton Morenz, pesquisador da Embrapa Gado de Leite. Após 24 horas da transmissão, o debate registou cerca mais de 1.400 acessos de 10 estados do Brasil e também do Paraguai e continua disponível na REPILeite e no canal da Embrapa no Youtube. Durante a transmissão, houve pico de 185 pessoas assistindo simultaneamente.

Beskow lembrou que a agricultura de precisão está consolidada há pelo menos 10 anos no mundo e possui ferramentas importantes disponíveis no mercado. Mas em termos de nutrição, especialmente no Brasil, ainda estamos saindo da estaca zero. Para ele, quantificar e monitorar o efetivo consumo de cada vaca do rebanho é o desafio a se enfrentar. “Há ferramentas para fazer isso no cocho mas há carência para executar tal trabalho nas pastagens. Esta pode ser um das oportunidades para os jovens que desejam participar do Ideas for Milk”, apontou.

O professor Marcos Pereira frisou a importância de atender, sem falta e sem excesso, a necessidade nutricional do rebanho. “É uma tarefa que exige precisão, pois o excesso custa caro, polui e pode prejudicar o aspecto reprodutivo do animal e a falta o penaliza em uma outra série de variáveis”. Ele argumenta que é na produção de leite que o produtor precisa focar e a nutrição adequada é um elemento essencial para uma boa produção .”A mais antiga e disponível ferramenta de precisão no país ainda é a balança, mas infelizmente muitas fazendas no país sequer a usam, muitas propriedades não fazem o controle leiteiro. E é possível fazer isso sem equipamentos sofisticados”, ressalta. Ele reconhece e estimula o desenvolvimento e o uso de sistemas que definam com precisão a exigência nutricional de cada animal, que englobe na equação o peso, a capacidade produtiva e a composição das dietas. Ele comenta que existem ferramentas úteis para tudo isso, mas que podem ainda ser aprimoradas inclusive com uso de imagens e também disponibilizadas de modo mais fácil e a custo mais baixo para o produtor. “Este pode ser um caminho para os participantes do Ideas for Milk”, indicou.

Mirton Morenz  afirma que a maior limitação para se fazer nutrição de precisão é ajustar o máximo de nutrientes dentro do requerimento nutricional do animal e conhecer o que o alimento pode oferecer. E isso é muito mais difícil no pasto, onde o espaço possui um número muito maior de variáveis. Ele destaca que o manejo da pastagem tem interferência diretamente no valor nutritivo e isso é um aspecto que deve ser tratado com muita atenção. “Tecnologias que busquem um equilíbrio entre pasto e cocho, que possibilitem conhecer melhor o alimento a ser oferecido aos animais e sejam adequadas de acordo ao perfil do produtor, envolvendo as diferentes raças, graus de tecnificação e variação climática, entre outros elementos, serão sempre muito úteis”, enfatizou.

Marcos La Falce

Embrapa Gado de Leite

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846992254?profile=original

Por causa da Covid-19, os tradicionais "dias de campo" foram, temporariamente, interrompidos nos campos experimentais da Embrapa Gado de Leite, mas o produtor continua tendo acesso às pesquisas geradas pela instituição. Pesquisadores estão se aliando às novas tecnologias, que permitem o contato remoto com o setor produtivo. Uma dessas tecnologias é o podcast: informações disponibilizadas em formato de áudio, semelhante ao rádio, mas que fica disponível para o ouvinte a qualquer hora.

A série de podcasts da Embrapa Gado de Leite se chama "Milkcast" e pode ser acessada no Spotify ou no site da instituição (também na Repileite). Segundo o chefe de Transferência de Tecnologias da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, esse canal de comunicação com o produtor é abastecido com as demandas do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC), que recebe perguntas de produtores de todo o país. "Também utilizamos temas de palestras e novas tecnologias geradas para produzir os áudios, muitos deles feitos em forma de entrevista com pesquisadores", diz.

A analista Eliane Hayami, umas das produtoras do material, informa que já existem 25 áudios disponíveis, tratando dos mais variados temas (veja a lista no final desta matéria), "O podcast procura dar um sentido prático à tecnologia apresentada", diz a analista. Os temas disponibilizados são perenes, e podem ser acompanhados em qualquer momento.

A instituição, que já conta com uma plataforma de EAD (Ensino à Distância), está agora trabalhando na produção de videcast (informações disponibilizadas em formato de vídeo). "A pandemia de Covid-19 tem nos ensinado novas formas de trabalhar e entregar para a sociedade o resultado das pesquisas que desenvolvemos", afirma Carvalho. "Acreditamos que muita coisa irá mudar nas relações humanas e a principal delas será a migração para o universo digital", conclui.

Temas disponíveis no Milkcast:

  • Boas praticas agropecuárias
  • Queijo artesanal
  • Silagem de Milho
  • Pastejo rotacionado (1 e 2)
  • O leite no sistema ILPF
  • Melhoramento de forrageiras
  • Cigarrinhas das pastagens (1 e 2)
  • Queijo artesanal de Alagoa
  • Leite A2A2
  • Genômica
  • Alimento funcional
  • ILPF
  • Taxa de prenhez
  • Eficiência reprodutiva
  • Conjuntura do Leite (1 e 2)
  • Redução de CBT no leite
  • Silagem de Capim
  • IN 76 e IN 77
  • Melhoramento genético
  • BRS Capiaçu
  • Leite 4.0
  • Ideas for Milk


Rubens Neiva
Embrapa Gado de Leite

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846980489?profile=original

Hortas em pequenos espaços, Introdução a biofortificação e Controle de carrapato em bovinos de leite estão na lista dos 14 cursos gratuitos que estão com inscrições abertas este mês de abril na plataforma e-Campo da Empresa Brasileira de pesquisa agropecuária (Embrapa). Os conteúdos são elaborados por equipes técnicas da Empresa e os participantes que aproveitarem a quarentena do cornonavírus para se capacitar vão ter direito a certificado. 

“O confinamento físico imposto pela Covid-19 tem feito crescer a procura por cursos online. Como forma de dar sua contribuição neste momento e manter a conexão com seus públicos, a Embrapa abrirá inscrições gratuitas para 14 capacitações nesta modalidade”, argumenta o secretário de Inovação e Negócios (SIN), Daniel Trento. Ele destaca a participação de oito centros de pesquisa da Embrapa na oferta das capacitações gratuitas.

A plataforma coordenada pela SIN é acessada principalmente por produtores rurais, técnicos e estudantes das regiões Sudeste, Sul e Nordeste e já conta com participantes de 15 países, da América latina em especial. Segundo levantamento da Secretaria, nos primeiros três meses deste ano o e-Campo registrou 14.799 inscrições. Desde o lançamento da plataforma, em 2018, já foram 130.558 inscritos nas quase 40 capacitações ofertadas pela Embrapa e parceiros.

Conteúdos
Os conteúdos são elaborados por equipes técnicas da Empresa e possuem linguagem e estratégia de ensino-aprendizagem adequados ao público-alvo e à modalidade a distância. Os cursos oferecidos via e-Campo abrangem diversas cadeias produtivas e temáticas, desde a recuperação de pastagens degradadas, passando por boas práticas agropecuárias à formação de facilitadores de aprendizagem, por exemplo. Entre as 14 capacitações disponíveis de forma gratuita no momento, cinco são destinadas à cadeia leiteira. 

A Embrapa Gado de Leite irá disponibilizar ao longo do mês de abril os cursos: Controle de carrapato em bovinos de leite; Silagem de milho e sorgo para gado de leite; Silagem de capim para  produção de leite de qualidade; Melhoramento genético e controle zootécnico de rebanhos leiteiros e ainda Amostragem, colega e transporte do leite.  Já a Embrapa Milho e Sorgo disponibilizará versões gratuitas de duas capacitações de grande sucesso: Recuperação de Pastagens Degradadas (ABC) e IrrigaWeb (capacitação em uso e manejo de irrigação para uso racional da água). 

Também estão disponíveis: Sistemas Agroflorestais para pequenas propriedades do semiárido brasileiro e O Potencial Agronômico de Dejetos de Suínos que são conteúdos abordados por técnicos da Embrapa Caprinos e Ovinos e da Embrapa Suínos e Aves, respectivamente. Já a SIN traz um tema de interesse de todas as cadeias produtivas, que é a Formação de facilitadores de aprendizagem.

Público urbano
Entre os cursos ofertados gratuitamente durante o período de quarentena, também o público urbano pode encontrar capacitações de interesse, como as abordagens dos cursos: Hortas em pequenos espaços, preparada pela Embrapa Hortaliças, e Compostagem, tema tratado por equipe da Embrapa Agrobiologia. 

A biofortificação de alimentos é outro assunto com potencial de atrair a parcela da sociedade interessada em conhecer melhor como a ciência tem trabalhado para oferecer alimentos mais saudáveis à população - curso Introdução à biofortificação foi preparado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos.  A temática ambiental também chama atenção do público urbano que tem a oportunidade de acompanhar a capacitação Biodiesel, da Embrapa Agroenergia, e entender como a pesquisa trabalha a questão.

Inscrição e Certificado
Para participar, basta se inscrever no curso do seu interesse e já começar a aprender. As capacitações têm cargas horárias específicas e, portanto, prazos distintos para conclusão. Todo participante que atender aos critérios mínimos fará jus a um certificado de conclusão.

Para mais informações: e-campo@embrapa.br

Valéria Cristina Costa (MTb. 15533/SP)

Secretaria de Inovação e Negócios (SIN)

Telefone: 61 3448.4807

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846977455?profile=original

Tratamentos alternativos, como homeopatia e fitoterápicos, além de boas práticas em sistemas de produção animal, podem contribuir para redução do uso de antibióticos e antiparasitários. A utilização inadequada ou indiscriminada desses medicamentos pelo produtor rural aumenta as chances de surgimento e propagação de bactérias e parasitas resistentes.

No Sistema de Produção de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) está sendo usada a homeopatia para prevenção de algumas doenças comuns no rebanho leiteiro.

De acordo com a pesquisadora Teresa Alves, produtos homeopáticos são misturados à ração para diminuir problemas como diarreia em bezerros, carrapatos nos animais e sistema imunológico debilitado. Além disso, para prevenir a retenção de placenta, é usado um produto na forma de spray direto na vulva das vacas logo após a parição.

No caso da diarreia, as primeiras semanas de vida do animal são as mais críticas, porque a imunidade é baixa. A atenção do pecuarista na vida inicial do bezerro vai refletir no seu desenvolvimento produtivo e reprodutivo.

Já para o carrapato, todo o rebanho recebe a homeopatia. “Começamos com plano estratégico com uso de tratamento químico. Agora, a ideia é fazer a transição e manter apenas com a homeopatia”, conta.

Em relação ao fortalecimento, os animais que passam por alguma intervenção terapêutica recebem homeopatia. Teresa explica que nesse caso o homeopático agiria como um complexo vitamínico melhorando a imunidade.

Além da prevenção de doenças, o custo de tratamentos homeopáticos é relativamente baixo. A ideia, segundo Teresa, é que a homeopatia melhore a saúde animal e reduza o uso de antibióticos, diminuindo os riscos da resistência e contaminação ambiental.

 

 

Experimento

Uma pesquisa realizada em 2015 na Embrapa Pecuária Sudeste testou a homeopatia em bezerros de leite recém-nascidos até completarem 60 dias de vida. O tratamento mostrou-se eficaz para diarreia. Cerca de 25% dos animais tratados com homeopatia não tiveram nenhuma ocorrência de diarreia no período do experimento.

Além do tratamento alternativo, boas práticas de manejo animal ajudaram a reduzir a diarreia no Sistema de Produção de leite do centro de pesquisa.  

Medidas simples como garantir que recém-nascido receba o colostro nas primeiras seis horas de vida, cuidados com a higiene do local onde os bezerros ficam, limpeza dos equipamentos usados para fornecimento de leite, comedouros e bebedouros sempre limpos, são eficientes e contribuem para o bem-estar e saúde animal.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa
Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846990495?profile=original

A gestão da água precisa estar inserida no dia a dia do produtor para uma pecuária cada vez mais sustentável e rentável. Neste domingo, 22, foi celebrado em todo o mundo o Dia da Água. A oferta e a qualidade dos recursos hídricos têm impacto direto na produção pecuária. O leite, por exemplo, contem em média 87% de água. Além disso, animais e serviços de rotina de produção necessitam desse recurso.

De acordo com o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), é preciso conhecer e medir o consumo de água nas fazendas para uma pecuária hidricamente mais eficiente e sustentável. Para isso, o produtor rural deve adotar boas práticas na propriedade e instalar equipamentos para medir o consumo, como os hidrômetros. “Se água é realmente importante, ela deve ser manejada todos os dias, assim como manejamos os animais, as pastagens, etc. Não podemos deixá-la em segundo plano. Se fizermos isso, corremos o risco de não tê-la em quantidade e com qualidade necessária em um futuro não muito distante. Algumas regiões do país já têm experimentado crises hídricas. Se internalizarmos o manejo hídrico, conseguiremos reduzir possíveis impactos negativos da atividade pecuária”, adverte Palhares.

O hidrômetro é um equipamento simples e com custo baixo. Segundo o pesquisador, essa ferramenta é importante para a preservação e conservação da água. A instalação de hidrômetros possibilita ao produtor saber quanto está sendo consumido e onde estão os desperdícios, contribuindo para a tomada de decisões e eficiência no uso da água. 

A Embrapa Pecuária Sudeste trabalha desde 2011 em pesquisas para melhorar a gestão hídrica na produção de carne e leite. Há medidas simples para diminuir o consumo desse recurso e muitas delas não dependem de investimento. Práticas como raspagem do piso nas instalações animais, uso de água sob pressão, mangueira de fluxo controlado ao invés de fluxo contínuo e eliminação de vazamentos são eficazes e de baixo custo. Cisternas para captação de água da chuva, reuso da água de lavagem de instalações para fertirrigação, instalação de hidrômetros para monitoramento e irrigação noturna também são recomendados. 

Para manter a qualidade da água dos animais e assim garantir sua saúde é importante manter os bebedouros limpos. O ideal é limpá-los diariamente. O intervalo de lavagem não deve ultrapassar a três ou quatro dias, conforme Palhares. Ele ainda recomenda que o pecuarista não permita que o gado beba água de rios, córregos, lagos e lagoas de forma direta. O produtor deve fornecer a água de uma fonte confiável.

Para discutir sobre a água na pecuária, nos dias 22 e 23 de outubro, a Embrapa Pecuária Sudeste realiza o Simpósio de produção animal e recursos hídricos (VI SPARH), que ocorreria em março. O evento alterou a data devido a epidemia de coronavírus no Brasil. “Vivemos um tempo de angústia com a situação de saúde que assola o mundo e nosso país (Covid-19). Devemos mudar nossas rotinas e repensar nossos hábitos para que a nossa saúde e a da humanidade seja preservada”, afirma Palhares, coordenador do SPARH.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846987298?profile=original9846988083?profile=original

Pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) verificaram que vacas Gir Leiteiro que tiveram acesso a áreas com sombra de eucalipto produziram quatro vezes mais embriões durante o período mais quente do ano e, ao longo do período do estudo (33 meses), 22% a mais de leite. A comprovação reforça a importância de oferecer aos animais condições confortáveis para o bom desempenho reprodutivo. Os resultados também estimulam o uso dos sistemas integrados com floresta, pois mantêm árvores nas pastagens.

De janeiro de 2017 a setembro de 2019, especialistas de diferentes áreas da Embrapa e da Universidade de Brasília (UnB) se dedicaram ao projeto “Conforto térmico, produtividade de leite e desempenho reprodutivo de vacas de raças zebuínas em sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Cerrado”.

“Identificamos que o uso da ILPF com vacas zebuínas leiteiras pode ser recomendado, pois além de aumentar a produtividade de leite e a quantidade de embriões produzidos, também melhora a qualidade do produto e do pasto, o valor nutritivo da forragem e os parâmetros fisiológicos e comportamentais das vacas”, afirma a pesquisadora Isabel Ferreira, líder do projeto.

Mais leite de melhor qualidade

Os estudos foram conduzidos no Centro de Tecnologia de Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL), localizado na região administrativa do Recanto das Emas (DF) e ligado à Embrapa Cerrados. Durante os 33 meses de experimento, os especialistas mediram o desempenho produtivo e reprodutivo de vacas Gir Leiteiro a pasto com a presença e ausência de sombra.

Eles observaram que em dias quentes os animais têm estresse por calor, o que compromete a produção e a composição do leite, a reprodução, a temperatura superficial e o comportamento ingestivo (ingestão, ruminação e repouso). A pesquisa identificou que o ambiente sombreado reduziu a temperatura da superfície corporal das vacas em diferentes pontos em até 3%.

Além de aumentarem a produção de leite, as vacas Gir Leiteiro que tiveram acesso às áreas com sombra de árvores de eucalipto proporcionada pelo sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta também melhoraram a qualidade do produto, com 6% a mais de extrato seco desengordurado (extrato seco total, menos o teor de gordura), quando comparado ao que foi produzido pelos animais submetidos a pleno sol. “A presença das árvores melhora a rentabilidade do produtor de leite, tanto por causa do aumento da quantidade do produto, quanto pela possibilidade de melhor remuneração dos sólidos totais pelos laticínios e pela venda da madeira para diferentes usos”, enfatiza a especialista.

9846988871?profile=original

Quatro vezes mais embriões

Esse ambiente específico proporcionado pela sombra e a consequente diminuição da temperatura corporal dos animais impactou também na melhoria dos índices de reprodução dessas vacas em relação aos animais que estavam expostos ao sol. “Os animais que ficaram à sombra também produziram 16% mais folículos na superfície dos seus ovários, e 75% a mais de ovócitos totais foram recuperados pela aspiração folicular. O número de ovócitos viáveis aumentou em 81%, e o de embriões em quatro vezes. Consideramos uma diferença bastante importante”, afirma o pesquisador Carlos Frederico Martins.

Outro fator relevante identificado pelos especialistas foi que, com a sombra, o tempo de ruminação dos animais aumentou em 32%. Segundo Isabel Ferreira, essa elevação é desejável, pois quanto mais tempo o animal fica ruminando, mais ele divide as partículas de forragem e as deixam expostas para a fermentação animal. “Além disso, produzir mais saliva tem um efeito tampão no rúmen, o que favorece a digestão das fibras e disponibiliza mais nutrientes aos animais”, explica.

Árvores também beneficiam a pastagem

Os pesquisadores identificaram, ainda, que a qualidade da forragem também é impactada pela presença das árvores no pasto. A proteína bruta do capim no pasto com árvores foi 30% superior quando comparada à do capim do pasto solteiro, e a digestibilidade in vitro do capim sombreado foi 6% superior. Isso se deve principalmente, segundo os especialistas, à intensificação da degradação da matéria orgânica e da reciclagem de nitrogênio no solo sob influência do sombreamento e ao prolongamento do período juvenil da planta forrageira, o que permite maior tempo para a manutenção de níveis metabólicos mais elevados e, consequentemente, dos nutrientes disponíveis aos animais pelo pastejo.

9846988891?profile=original

Também participaram da pesquisa Álvaro Fonseca Neto, Artur Muller, Fernando Macena, Gustavo Braga, Heidi Cumpa, Juliana Caldas, Karina Pulrolnik, Roberto Guimarães e Sebastião Pedro, além da professora da UnB Concepta McManus.

 

Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

Contatos para a imprensa

Telefone: (61) 3388-9891

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846986064?profile=original9846987084?profile=original

O sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) implantado em apenas 15% da área de produção já é o suficiente para compensar todas as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) gerados pelos animais e pela pastagem, deixando um saldo positivo de carbono na fazenda. Esse resultado foi registrado em pesquisas conduzidas pela Embrapa Cerrados (DF), e comprovou que a produção de animais, árvores e lavouras/pastagem em um mesmo local tem um elevado potencial de gerar saldos positivos de carbono.

O estudo procurou averiguar a capacidade de o sistema ILPF compensar os GEEs emitidos pela atividade agropecuária, principalmente pela pecuária. O estudo utilizou duas áreas experimentais, com medições de balanço de carbono. Publicados em circular técnica, os resultados mostram que o componente arbóreo é fundamental para aumentar o estoque de carbono na propriedade.

Um sistema de ILPF com uma população de 417 árvores de eucalipto por hectare - distribuídas na forma de renques (linhas) em apenas 15% da área da propriedade - tem potencial para neutralizar as emissões de metano (CH4), produzido por fermentação entérica dos bovinos, e de óxido nitroso (N2O), proveniente do solo e das excretas (urina e fezes) dos animais.

“Para que haja a compensação das emissões de gases de efeito estufa, uma propriedade com mil hectares de pastagem, por exemplo, deve destinar 150 ha ao sistema ILPF com 417 árvores/ha e taxa de lotação de 1,7 cabeça/ha”, detalha o pesquisador da Embrapa Kleberson de Souza. Caso o sistema seja de integração lavoura-pecuária (sem as árvores), o produtor teria de destinar 850 hectares da mesma propriedade para conseguir a neutralização das emissões, considerando uma taxa de lotação de três cabeças por hectare.

O especialista observou também que a quantidade de árvores pode ser menor, desde que o sistema ILPF seja adotado na área total de produção. Nesse caso, é possível manter aproximadamente 70 árvores por hectare, com taxa de lotação de 1,7 cabeça/ha, isto é, 0,7 unidade animal (UA). A taxa de lotação diz respeito ao número de unidades animais (UA) que pode ser colocado por hectare e cada UA corresponde a 450 kg de peso vivo.

Os estudos foram realizados em experimento com ILPF implantado em 2009 na Unidade da Embrapa localizada em Planaltina (DF). Na área, foram feitas as medições de emissão de gases do solo, emissão de metano (CH4) por fermentação entérica dos animais e estoque de carbono do solo e da biomassa vegetal. As excretas dos animais emitem óxido nitroso (N2O) após serem depositadas no solo e, por isso, contribuem para aumentar as emissões de gases de efeito estufa na atividade pecuária. Embora tenha menor concentração na atmosfera, o óxido nitroso apresenta potencial de impacto 310 vezes maior quando comparado ao dióxido de carbono (CO2), além do tempo de permanência na atmosfera, de 150 anos.

9846987672?profile=original

A importância das árvores no balanço

Os estudos comprovaram que para que se tenha um saldo positivo significativo de carbono é preciso que o componente florestal seja inserido no sistema de produção agrícola. Isso porque as árvores têm grande capacidade de armazenar carbono. “São menos comuns os casos em que os estoques de C no solo sob os sistemas agrícolas superam os estoques da vegetação nativa adjacente. Ou seja, é difícil obter saldo positivo de carbono caso o componente florestal não seja inserido no sistema de produção agrícola”, afirma o pesquisador Kleberson de Souza.

No experimento de ILPF da Embrapa Cerrados, uma única árvore do híbrido de Eucalyptus urograndis, com sete anos de idade, foi capaz de acumular, em média, 30,2 kg de C/ano (considerando 45% de C da massa seca de biomassa aérea da planta). Isso equivale ao sequestro de 110,5 kg de CO2/ano da atmosfera por cada árvore inserida no sistema. No sistema ILP, esse tipo de sequestro de carbono ocorre, em grande parte, devido ao sistema de raízes da pastagem e da palhada depositada sobre o solo, e tende a se estabilizar com o tempo.

Segundo os especialistas, se por um lado é possível dizer que um sistema ILPF será mais produtivo para sequestrar carbono da atmosfera quanto mais árvores por hectare o sistema tiver, por outro lado o produtor deve ter cautela para que um número excessivo de árvores não impacte negativamente os demais componentes, “especialmente a pastagem, devido à competição por luz, água e nutrientes”, ressalta a pesquisadora Karina Pulrolnik, também da Embrapa Cerrados.

Também participaram dos estudos os pesquisadores Roberto Guimarães Júnior, Robélio Marchão, Lourival Vilela, Arminda de Carvalho, Giovana Maciel, Sebastião Pires e Alexsandra Duarte.

 

Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

Contatos para a imprensa

Telefone: (61) 3388-9891

Liliane Castelões (MTb: 16.613 /RJ)

Embrapa Territorial

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

Vale a pena investir em silagem?

9846992656?profile=original

Estamos na segunda quinzena de fevereiro e muitos pecuaristas estão preparando silagem de milho para alimentar o rebanho durante a seca. O pesquisador André Pedroso, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP), faz algumas recomendações técnicas sobre esse processo, mas antes demonstra uma preocupação básica que os produtores devem levar em conta: vale a pena investir nesse tipo de alimento?

Ele explica que a silagem é uma das forragens mais caras e sua produção precisa ser planejada com muito critério. “Às vezes não se justifica. Depende do tamanho e nível de produção do rebanho,  da topografia, da capacidade de investimento em máquinas, entre outros fatores”, afirmou. Para tomar a decisão correta, é preciso fazer contas.

De acordo com André, há situações em que é mais vantajoso o pecuarista optar pela cana-de-açúcar ou outro volumoso de custo mais baixo, priorizando uma alimentação de menor risco e menor custo. “Não adianta produzir silagem, que é cara, com qualidade ruim”, alerta.

Como fazer 
Nesta época do ano, o pecuarista que planejou  a produção de silagem está colhendo o milho que foi plantado há aproximadamente cem dias. De acordo com o pesquisador, é muito importante que se pense no processo todo, e não apenas na colheita, picagem e no armazenamento. “O pecuarista precisa ter consciência e produzir uma lavoura de boa qualidade, como se fosse para a produção de grãos mesmo. Uma lavoura de milho de baixa qualidade vai afetar a produtividade da silagem, aumentando o custo final do produto”, explicou André.

Um cuidado que deve ser tomado é a definição do ponto de colheita. "O milho deve ser colhido quando a metade superior dos grãos está no ponto farináceo e a metade inferior ainda leitosa. Isto geralmente ocorre 30 dias após o  ‘ponto de pamonha’, sendo que as palhas externas das espigas normalmente já se encontram amareladas e os grãos do meio das espigas estão dentados", disse o pesquisador.

Segundo ele, para descobrir o ponto ideal o produtor deve partir algumas espigas ao meio e apertar os grãos medianos com os dedos, ou fazer um corte transversal no grão, para  poder avaliar.

“O ponto de colheita não deve ser determinado pelo aspecto visual da lavoura. Uma eventual deficiência de potássio no solo, por exemplo, pode fazer o pé de milho secar na parte baixa. O produtor acha que está na hora de colher, mas não está”, afirmou. Em casos de lavouras grandes, o ideal é fazer o plantio escalonado para que a colheita ocorra no momento certo ou optar por variedades mais precoces conjugadas às mais tardias.

De acordo com o pesquisador, depois de definido o ponto de colheita, o produtor precisa estar atento ao maquinário que vai utilizar. “As máquinas devem estar bem reguladas para uma picagem uniforme. O tamanho das partículas deve ser entre 0,5cm e 1cm. Por isso as lâminas devem estar bem amoladas.”

O enchimento e a compactação do silo devem ocorrer da forma mais rápida possível. A distribuição da silagem precisa ser constante, bem como a compactação de camadas finas. As camadas de milho picado devem ter no máximo 30cm a 40cm de espessura e todas precisam estar bem compactadas.

“Em silos tipo ‘trincheira’, a compactação deve ser feita com  tratores de pneu, sendo que o efeito da compactação é efetivo apenas na camada superior, de 30cm a 40 cm de espessura, de forma que a compactação deve ser feita de forma constante, à medida que a forragem é colocada no silo. É praticamente impossível melhorar a compactação de uma camada que não tenha sido compactada adequadamente, e que já tenha sido coberta por camadas subsequentes. A velocidade de chegada de forragem ao silo deve ser compatível com a capacidade de compactação. Silos que não possam ser fechados no mesmo dia devem ser enchido pelo ‘sistema de rampa’ para que as camadas de forragem que vão sendo compactadas no silo sejam isoladas do ar o mais rapidamente possível”, explica André.

Após o fechamento com lona de dupla face – branca na parte exposta e preta na parte de baixo, que fica em contato com a silagem –, começa o processo natural de fermentação e a produção de ácidos a partir de açúcares presentes na forragem ensilada. O pesquisador da Embrapa explica que o abaixamento do pH para aproximadamente 4 e a ausência de ar permite a conservação da silagem por período indeterminado. “Há casos de silagens mais antigas, bem conservadas, que têm mais qualidade do que silagens novas.”

A lona de dupla face evita a incidência de raios ultravioletas. Os produtores devem tomar cuidado para que animais não caminhem em cima dos silos, danificando as lonas.

Qualidade
Como produzir uma silagem de alta qualidade? Conforme André Pedroso antecipou, não adianta investir em silagem se a lavoura de milho não tiver qualidade técnica. O processo de produção  começa bem antes, com a análise de solo e um bom preparo da terra. Em seguida, o produtor deve escolher variedades de milho híbrido de alta produtividade.

“Sempre recomendo que o produtor tenha a assistência de um técnico capacitado, principalmente se for a primeira vez que vai produzir silagem”, disse André.

Problemas
Entre os problemas mais frequentes na produção de silagem está o uso de milho colhido antes da hora. Nessa situação, ocorre um processo conhecido como fermentação butírica, com um odor forte característico e corrimento de efluentes. As proteínas e energia da silagem se perdem e o animal não consome o alimento como deveria.

Outro problema comum é a colheita tardia, quando o milho apresenta teor de matéria seca excessivo. “Nesse caso haverá dificuldade na compactação, e muitas vezes a presença de bolsões de ar. Pode ocorrer a formação de mofo – visível ou não”, afirma André. Outro indicador desse problema é o aquecimento além do normal da silagem, provocando um processo chamado de “caramelização” do açúcar presente na forragem. Há alteração na cor – a silagem fica escura e exala um odor agradável, semelhante a chocolate. “Mas a qualidade é ruim”, reforça o pesquisador.

Ana Maio (Mtb 21.928)
Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa

Telefone: (+55) 16 3411-5734

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846977660?profile=original

Feira aumenta espaço para Agro 4.0 e Embrapa leva Ideas for Milk ao evento pelo segundo ano consecutivo.

 

O Ideas for Milk estará presente na Expodireto 2020, que será realizada de dois a seis de março, na cidade de Não me Toque-RS. Representantes da Embrapa Gado de Leite, idealizadora da iniciativa com foco no Agro 4.0 que fomenta o surgimento de um ecossistema favorável ao desenvolvimento de startups para o agronegócio do leite, atenderão o público no Pavilhão Sete da feira. Junto com a Embrapa, participarão cinco startups que foram reveladas pelo Ideas for Milk:

- Bionexus: Plataforma de monitoramento e gestão diária da qualidade do leite;

- Intergado Criatech: Destinado aos produtores que fazem cria e recria, realiza o monitoramento diário de bezerras e novilhas;

- Volutech: Equipamento que monitora volume e temperatura do leite em tanques de resfriamento;

- Z2S: Conjunto de sistemas que promovem a limpeza automática dos equipamentos de ordenha;

- Zeit: Dispositivo portátil para rastreabilidade e medida da qualidade do leite em campo.

Para as startups, esta é uma excelente oportunidade de fazer negócios.  A Cowmed, que monitora nutrição, saúde e reprodução do gado de leite, uma das vencedoras do Desafio de Startups do Ideas for Milk, participou da Expodireto 2019 e foi contratada pela Cotrijal (Cooperativa Agropecuária e Industrial). Este ano, a startup irá expor, no Pavilhão Cinco da feira, os resultados das ações que conduziu. 

Junto aos produtores de leite, a Cotrijal investe no Programa 4.0, do qual fazem parte a startup Cowmed. Em cinco meses, a cooperativa já colhe frutos na melhoria da qualidade do leite, aproveitamento de cios e redução da mastite. “Após um período de ‘choque’, as propriedades absorveram a tecnologia e os filhos dos produtores assumiram as responsabilidades na condução do Programa 4.0”, diz Renne Granato, gerente Coorporativo de Negócios da Cotrijal.

O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Gado de Leite, Bruno Carvalho, ressalta que “a Cotrijal, junto com outras cooperativas, está abrindo as portas para a agricultura digital, agregando ao setor soluções em softwares, aplicativos mobile, internet das coisas, etc.” Um exemplo é a CCGL (Cooperativa Central Gaúcha), que irá repetir em 2020 o evento realizado no último ano no espaço da Cooperativa na Expodireto. As cinco startups do Ideas for Milk farão uma apresentação direcionada a técnicos e produtores da CCGL na tarde de quarta-feira (4/03).

Fórum Estadual do Leite – Cerca de 250 participantes são esperados no Fórum que irá ocorrer no Auditório Central na manhã do terceiro dia da Expodireto (quarta-feira, dia 4). A proposta é debater sobre as inovações para a produção leiteira. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, apresenta às 10h a palestra “Como será a produção de leite no Brasil em 2030".

Soluções para o leite – O Ideas for Milk é uma inciativa da Embrapa Gado de Leite surgida em 2016 apenas com o Desafio de Startups. Em sua segunda edição, incorporou um hackaton, que leva o nome de Vacathon, reunindo estudantes de várias instituições de ensino. Também faz parte do Ideas for Milk a Caravana 4.0, na qual pesquisadores e analistas da Embrapa percorrem universidades em todo o país, realizando palestras sobre empreendedorismo, transformação digital e o negócio do leite, estimulando os jovens a formarem startups para atuar no segmento. Cerca de três mil estudantes de cursos como Agronomia, Veterinária, Zootecnia, Engenharias, Ciência da Computação, Matemática, Química, Administração e Economia são impactados anualmente.

A feira – A Expodireto é reconhecida como uma feira que reúne o que tem de mais atual em termos de máquinas e implementos agrícolas, produção vegetal e animal e serviços, facilitando o acesso do produtor. Nos 98 hectares, também abre espaço para a agricultura familiar, discute os principais temas de interesse do Agro, através de fóruns e palestras em dois auditórios, e aproxima empresas estrangeiras e brasileiras, com ampla programação na Área Internacional. Cerca de 300 mil pessoas devem visitar a feira este ano.

9846978264?profile=original

Rubens Neiva
Embrapa Gado de Leite

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Encontre mais notícias sobre:

Saiba mais…