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A propriedade pecuária deve oferecer água de qualidade aos animais. Disponibilizar água em quantidade suficiente e com qualidade garante que o animal mantenha as condições ideais de sanidade e bem-estar e produza alimentos seguros.

Qualquer situação incomum relacionada à água como, por exemplo, alterações no odor, na cor e impactos negativos no desempenho e na condição de saúde dos animais, deve ser motivo para se realizar a análise da água .

A presença de substâncias em concentrações acima do permitido na água consumida pelos animais de produção representa um risco à saúde animal e à segurança dos alimentos.

No entanto, poucos países têm critérios de qualidade da água específicos para os animais de produção. O Brasil tem duas resoluções do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) que determinam os padrões da água para consumo animal.

Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) e da Unicamp (Limeira-SP) analisaram legislações de países que têm padrões definidos para o consumo de água de animais e a partir disso propuseram um protocolo para definição de padrões de qualidade da água para a pecuária brasileira.

O estudo foi publicado nesta semana na revista internacional Regulatory Toxicology and Pharmacology.

Pesquisas e informações sobre os critérios de qualidade da água para a pecuária são limitados em todo o mundo. Atualmente, o Canadá é referência nessa área.

Alguns países estabelecem valores máximos com base na ocorrência de compostos químicos em águas superficiais e subterrâneas, toxicidade para as espécies ou, ainda, aplicam os mesmos critérios de qualidade para consumo humano. O Brasil utiliza valores de outros países, que possuem realidades diferentes.

Pela importância social e econômica da atividade pecuária no Brasil e pelas constantes ameaças que as fontes de água estão expostas, é essencial estabelecer métodos para determinar padrões de qualidade que considerem as realidades produtivas e ambientais do país. O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina e de aves e o quarto maior produtor de carne do mundo.

De acordo com o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa, o padrão de qualidade da água para consumo de animais é resultado da interação de vários fatores produtivos, ambientais e da química do elemento que está sendo considerado. Por exemplo, o nitrato está presente nas águas e na dieta dos animais. Dessa forma, para estabelecer um padrão para esse elemento, deve-se considerar a fisiologia animal, o tipo de dieta, o tempo de exposição e a dinâmica química do nitrato.

A aplicação direta dos padrões de qualidade da água para consumo humano em animais não é considerada apropriada pelos pesquisadores. Eles sugerem que os estudos toxicológicos para o estabelecimento dos padrões de qualidade da água para as espécies animais deveriam considerar as realidades da pecuária, ou seja, levar em conta o tempo de vida dos animais de produção. “Ao invés de usar padrões de qualidade da água para humanos na ausência de dados toxicológicos suficientes, os padrões poderiam ser baseados em dados toxicológicos de animais experimentais de duração menor usando a proporção de peso corporal/ingestão diária de água”, explica Simone Valente-Campos, da Unicamp.

Padrão brasileiro
O estabelecimento de padrões próprios, com base científica e transparente, seria benéfico para a saúde única do sistema, que inclui a saúde humana, animal e ambiental.

Há vários estudos brasileiros que mostram a contaminação da água por substâncias, incluindo pesticidas, hormônios, fármacos, antibióticos e fertilizantes. “A determinação de padrões de qualidade da água para os animais não é uma tarefa fácil, mas o protocolo proposto pelo grupo de pesquisa fornece a base para que estudos nacionais sejam desenvolvidos, tendo como resultados padrões específicos para o consumo de água pelos animais”, ressalta Julio Palhares.

Gisele Rosso (MTb/3091/PR)
Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa
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Telefone: (16) 3411-5625

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O Congresso Brasileiro de Agroinformática (SBIAgro 2019) é o principal evento científico da área de informática aplicada à agricultura no Brasil promovendo o compartilhamento de resultados de pesquisas, troca de ideias sobre trabalhos em andamento e a inovação que vem ocorrendo no setor e terá como tema principal “IoT na Agricultura”, visão atual e futura.


O congresso é promovido pela Associação Brasileira de Agroinformática (SBIAgro), e este ano, em sua XII edição será realizado entre os dias 11 e 14 de novembro de 2019, na Faculdade de Tecnologia de São Paulo – Fatec, campus de Indaiatuba, SP, localizada numa região conhecida como o Vale do Silício Brasileiro, pela forte presença de empresas de alta tecnologia, faculdades e universidades de renome internacional.


O Congresso será organizado pela Fatec, Embrapa Informática Agropecuária e Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). A expectativa dos organizadores é que o evento atraia em média 250 participantes.


O evento é composto por painéis, palestras, apresentação de trabalhos científicos e resumos (apresentados sob a forma de pôsteres), concurso de teses e dissertações além de um concurso de Iniciação Científica. Nesta edição retoma-se a submissão de resumos, a fim de propiciar apresentações de soluções de ferramentas, processos tecnológicos ou resultados parciais de PD&I.


Para estimular a inovação e o negócio na área de Agroinformática, o SBIAgro conta com a segunda edição do Conect@, mantendo o objetivo de promover o relacionamento entre instituições e empresas, designadas como usuários (consumidores), investidores e desenvolvedores de Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), ampliando o networking qualificado e o conhecimento de potenciais parceiros de pesquisa e desenvolvimento, entre outros.


Os organizadores acreditam que a integração de diferentes perfis, resultantes da interdisciplinaridade inerente à Agroinformática, irá promover um ambiente propício para o surgimento de projetos, parcerias, negócios, inovação, entre outros.

Chamada de Artigos e Tópicos de Interesse

Os tópicos de interesse incluem, mas não estão limitados, os seguintes:
    •Internet das coisas
    •Automação e Instrumentação
    •Agricultura de Precisão
    •Geotecnologia
    •Modelagem e simulação
    •Redes de sensores
    •Redes sociais no agronegócio
    •Sistemas de informação e Banco de dados
    •Sistemas inteligentes (mineração de dados, redes neurais, sistemas de suporte à decisão etc.)
    •Aplicações de Big Data
    •Tecnologias web no agronegócio
    •omunicação de dados com visualização de informações
    •Dados em Escala
    •Aprendizado de máquina
    •Integração e interoperabilidade de dados
    •TI aplicada à gestão do agronegócio
    •TI aplicada à logística de produtos agrícolas

Os trabalhos deverão ser submetidos conforme os padrões definidos pela Comissão Científica. Eles serão publicados no site do Congresso.

Serão aceitos três tipos de trabalhos: artigos, artigos para o concurso de Iniciação Científica (Concurso de IC) e resumos.

Os artigos serão apresentados em Sessão Oral e os resumos em Sessão de Pôsteres. Os finalistas do Concurso de IC farão uma apresentação em Sessão Oral e serão submetidos à arguição por uma banca de avaliadores. Todos os apresentadores deverão se inscrever no evento e cada um poderá apresentar, no máximo, dois trabalhos.

Os resumos devem ter no máximo 2 páginas; já os artigos, de 6 a 10 páginas. Serão aceitos trabalhos em português ou inglês. Todos os trabalhos deverão ter os dados dos autores e suas afiliações removidos na fase de submissão para garantir o anonimato no processo de revisão, que será às cegas.

A análise dos trabalhos será realizada por um Comitê Técnico-Científico formado por profissionais das diversas áreas de interesse, que levará em conta a originalidade, a pertinência do tema, o rigor científico, a clareza e a qualidade da apresentação. Os artigos do Concurso de IC também serão avaliados pelos critérios de relevância para o concurso, qualidade da pesquisa, qualidade da redação, clareza/compreensão, adequação metodológica, discussão dos resultados, originalidade e adequação ao formato. O Comitê Técnico-Científico do SBIAgro 2019 selecionará os melhores trabalhos, que receberão certificados e premiações.

A submissão de trabalhos poderá ser realizada por meio de sistema informatizado, disponível no site do Congresso, a partir de 1º de junho de 2019.

Para esclarecer dúvidas ou obter outras informações, envie um e-mail para: cnptia.sbiagro2019@embrapa.br

Prazos para submissão

Submissão de Artigos: 1º de junho de 2019 a 30 de junho de 2019
Submissão de Artigos para o Concurso de IC: 1º junho de 2019 a 30 de junho de 2019
Submissão de Resumos: 1º de junho de 2019 a 4 de agosto de 2019

Para mais informações: https://www.embrapa.br/sbiagro/iot-na-agricultura

Fonte: Portal Embrapa

 

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Saiu o resultado do sorteio de vagas para o E@D Leite:

Utilizamos o site sorteioGo!

Os sorteados foram:

Curso Silagem de Capim

1 - Ana Maria Nunes Gomes
2 - Débora Gomide

Curso Amostragem, Transporte e Coleta do Leite

1 - Joana Ferrez
2 - Rubia da Costa Vaz

Entraremos em contato com os sorteados através de e-mail.

Para assistir o vídeo do sorteio: Clique aqui!

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9846971254?profile=originalMelhora no cenário econômico e safra recorde de grãos devem fazer este ano ser de retomada de crescimento para a pecuária leiteira brasileira. A análise é de pesquisadores da equipe de socioeconomia da Embrapa Gado de Leite (MG) que fizeram um balanço do setor leiteiro no ano que se passou.

Segundo Glauco Carvalho, um dos integrantes da equipe, quando forem publicados os índices do período, a atividade deve fechar o ano estagnada ou crescer muito pouco em relação a 2017. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), naquele ano, a produção de leite inspecionado cresceu 5%, após um biênio complicado: 2015 (queda de 2,8%) e 2016 (queda de 3,7%). Isso significa que o setor deve fechar 2018 com um volume anual menor que o ano de 2014, antes da intensificação da crise econômica, quando a produção inspecionada foi de 24,7 bilhões de litros de leite e o volume total chegou a 35,1 bilhões de litros.

“Embora o produtor de leite esteja acostumado com desafios e sobressaltos, 2018 foi atípico, desafiando o produtor em diversos aspectos”, observa Carvalho. O primeiro desafio, de acordo com o especialista, foi o preço do litro de leite pago ao produtor, que começou o ano em cerca de R$1,20 (pouco acima do que era pago em 2016, no auge da crise).

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Além dos preços baixos no início do ano, o custo de produção ficou elevado, fechando o primeiro semestre com alta de quase 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os itens que mais tiveram impacto na rentabilidade do pecuarista foram os ligados à alimentação do rebanho (concentrado, produção de volumosos e sal mineral). Os preços do milho e da soja subiram em plena safra devido à quebra da produção de grãos na Argentina e à redução da safra brasileira de milho, entre outros fatores.

Alta de 18,5% dos custos em 12 meses

Os preços internacionais dos grãos também foram influenciados pela forte valorização do dólar frente ao real e pelos reflexos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Somados ao aumento dos preços da energia e do combustível no Brasil, isso levou a uma alta de 18,5% nos custos de produção no período de outubro de 2017 a outubro de 2018. Dessa forma, o preço real ao produtor em 2018, deflacionado pelo custo de produção, registrou queda de 1,5% em relação a 2017.

Outro desafio foi a greve dos caminhoneiros, que além de afetar a produção primária, comprometendo a alimentação dos animais, paralisou as atividades da indústria e consumiu os estoques dos laticínios e dos varejistas. Em maio, quando ocorreu a greve, registrou-se o pior índice que se tem notícia para um único mês, com a produção ficando 9,3% mais baixa em relação a maio do ano anterior. Esse número revela que deixaram de ser captados 176,7 milhões de litros de leite. Sem poder escoar a produção durante os dez dias de paralisação, a conta da greve foi paga pelos pecuaristas e laticínios.


Leite argentino e uruguaio mais competitivo

O terceiro desafio veio de fora. Argentina e Uruguai, os principais exportadores de leite do Mercosul, apresentaram preços mais competitivos que o Brasil, com o produto chegando a custar R$ 1,00 o litro. Por aqui, no pico do preço, o produtor chegou a receber pelo litro de leite acima R$ 1,50. Com valores dos países vizinhos tão baixos, a importação foi estimulada, principalmente no último trimestre. “O País continua sendo um importador líquido e devemos fechar 2018 com um déficit de meio bilhão de dólares, o que equivale a um bilhão de litros de leite”, frisa Carvalho.

O cenário mundial, para além do Mercosul, também não é favorável aos preços. Segundo o índice do Global Dairy Trade (GDT), o leite em pó integral foi vendido, na primeira semana de dezembro, a US$ 2.667,00 a tonelada. Nos últimos três anos, a melhor cotação ocorreu em dezembro de 2016: cerca de US$ 3.600,00.

Já o quarto desafio é um velho conhecido da cadeia produtiva do leite: o fraco desempenho do consumo de produtos lácteos, associado à baixa renda da população. Apesar da tímida recuperação da economia, a taxa de desemprego ainda é alta (11,6%). O pesquisador da Embrapa Gado de Leite João César Resende diz que o consumo de lácteos é bastante sensível às variações do poder de compra do consumidor. Segundo ele, quando há uma retração da economia, produtos como iogurte e queijo são alguns dos primeiros a serem eliminados da lista de compras.

Mesmo com o litro do leite UHT sendo vendido a R$ 1,85 em alguns supermercados, no quarto trimestre, a demanda não demonstrou fôlego para se aquecer. As previsões para o PIB também decepcionaram. Em janeiro, a expectativa dos economistas era de que o PIB fechasse 2018 com um crescimento de 2,66%. No fim do ano, a expectativa caiu para 1,30%

Os pesquisadores acreditam que 2019 será melhor para a cadeia produtiva do leite. A primeira barreira a ser superada diz respeito aos preços dos concorrentes no Mercosul. O analista da Embrapa, Denis Teixeira da Rocha, afirma que os preços praticados pelos parceiros do Cone Sul não são sustentáveis e devem, em algum momento, voltar à realidade. “Devido à rentabilidade negativa, nos últimos anos, três grandes laticínios fecharam suas portas no Uruguai”, destaca Rocha.


O mundo precisará de mais leite

Com relação ao mercado global, durante a conferência anual da International Farm Comparison Network (IFCN), em 2018, realizada em Parma, na Itália, os especialistas estimaram um crescimento um pouco mais robusto na demanda de lácteos para 2019. Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Lorildo Stock, que representou o Brasil na conferência, as estimativas do IFCN são que, para atender à demanda por produtos lácteos em 2030, o setor deverá aumentar a produção em 304 milhões de toneladas por ano. Isso equivale a três vezes a produção leiteira dos Estados Unidos, atualmente. Para ativar essa produção, o IFCN acredita que o preço do leite mundial atinja US$0,40, valor superior à média histórica.

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Internamente, a expectativa de mudanças na economia com o novo governo tem animado o mercado. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) prevê um crescimento da economia brasileira de 2,1%. Já o mercado espera por um índice um pouco maior: 2,5%. De qualquer forma, segundo Carvalho, será o ritmo de andamento das reformas que irá ditar o compasso do mercado para este ano.

Para o pesquisador, há uma demanda reprimida por produtos lácteos que se arrasta por anos e algum crescimento econômico irá impulsionar a venda desses produtos. Carvalho acredita ainda em melhoria nas margens de lucro dos laticínios, que se encontram baixas desde meados de 2016.

Mais grãos, menos custos com alimentação

No que diz respeito aos lucros do produtor, 2019 começou com os preços em patamares um pouco mais elevados que os do início do ano anterior. A boa produção de grãos da safra 2018/2019, que pela expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve superar 230 milhões de toneladas, é um ponto positivo para a pecuária de leite. O recorde nas safras de soja e milho contribui para o recuo nos custos com a alimentação das vacas, sobretudo a produção de concentrados. “A redução do preço de importantes insumos deve melhorar a rentabilidade das fazendas, culminando na expansão da produção leiteira em 2019”, conclui Carvalho.

Rubens Neiva (MTb 5445/MG)
Embrapa Gado de Leite

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A alimentação inadequada ou insuficiente do rebanho é responsável pelo baixo desempenho da produção brasileira de leite, especialmente nas pequenas e médias propriedades. O problema foi considerado o mais importante da pecuária leiteira nacional por técnicos e pesquisadores que atuam no Balde Cheio, programa da Embrapa que capacita profissionais da extensão rural.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil tem pouco mais de um milhão de propriedades leiteiras, responsáveis pela produção de 35 bilhões de litros de leite por ano. Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Carvalho, apenas a metade desse contingente pode ser considerada de produtores comerciais (que entregam leite aos laticínios). “Embora o Brasil tenha fazendas com produtividade comparável à dos maiores países do mundo, a grande maioria dos produtores brasileiros tira em torno de 100 litros por dia”, diz o pesquisador. E são essas pequenas e médias propriedades que sofrem o problema da alimentação do rebanho.

O Balde Cheio, programa que permitiu esse diagnóstico, completou 20 anos em 2018 e já atendeu cerca de dez mil pecuaristas. O pesquisador da Embrapa Pecuária Sudeste Artur Chinelato, idealizador do programa, já visitou centenas de propriedades no País e afirma que a alimentação dos animais é a principal responsável pela baixa produtividade das fazendas que ingressam no Balde Cheio. É tão comum que o cientista criou até uma brincadeira com os produtores que aumentam a produção quando corrigem a alimentação do rebanho: pedir perdão às vacas por as terem tratado tão mal.

A afirmação de Chinelato é compartilhada por todos os técnicos e pesquisadores do programa. O engenheiro-agrônomo Walter Miguel Ribeiro, coordenador do Balde Cheio em Minas Gerais pela Federação de Agricultura do Estado de Minas Gerais (FAEMG), insiste em suas palestras que a genética só vai se tornar um gargalo quando a vaca estiver sendo alimentada com qualidade e quantidade suficientes.

“Às vezes a vaca não mostra sua qualidade genética em termos de produção de leite porque está passando fome”, alerta. Segundo Ribeiro, os produtores acreditam que, para produzir muito, o animal tem que comer ração; por isso, não se preocupam em ter um bom volumoso (capim, silagem, feno etc com bom teor de nutrientes) na propriedade ou mesmo água de qualidade. “Visitamos muitas fazendas onde os animais ainda bebem água em córregos ou em buracos cheios de lama”, relata ao frisar que em condições assim, o resultado da produção é influenciado diretamente.

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Como calcular o pasto suficiente

De modo geral, as pastagens rotacionadas são a forma mais comum para alimentar o rebanho. A área de pastagem depende da capacidade de investimento do produtor. As adubações para recuperar a fertilidade do solo precisam ser mantidas. A área máxima trabalhada no primeiro ano é definida pela seguinte equação: número de vacas em lactação dividido por dois, e o resultado deve ser dividido por dez, que é a lotação mínima de vacas por hectare, esperada em pastagens corretamente adubadas e manejadas. Por exemplo, um rebanho com média de 20 vacas em lactação ao longo do ano deve trabalhar no primeiro ano com um hectare de pastagem rotacionada.

Cada propriedade deve definir qual o alimento volumoso será utilizado no período de menor produção das gramíneas forrageiras tropicais. As opções podem ser cana-de-açúcar, palma forrageira, feno ou silagens. O uso de alimentos concentrados também é estudado caso a caso, considerando o nível de produção, a qualidade do volumoso e a viabilidade econômica local.

O Balde Cheio é um projeto de capacitação continuada de profissionais que atuam na extensão rural, utilizando uma pequena propriedade de cunho familiar como “sala de aula prática”. Nesse ambiente, instrutores, técnicos e produtores combinam as tarefas a serem executadas na propriedade leiteira, visando torná-la eficiente e rentável. Artur Chinelato (veja entrevista abaixo) afirma que o programa não utiliza um pacote tecnológico fixo. “Os técnicos são treinados a interpretar as diferenças agroecológicas de cada propriedade, assim como a complexidade dos diferentes perfis de produtores.” O treinamento aplica conceitos de produção intensiva de leite.

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Rubens Neiva (MTb 5445/MG)
Embrapa Gado de Leite

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Fonte: Embrapa

 



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9846967892?profile=originalFoto: Rubens Neiva

Um kit tecnológico para identificar as principais bactérias causadoras da mastite, na própria fazenda, com diagnóstico em 24 horas, foi a solução vencedora do Desafio de Startups, promovido pela Embrapa Gado de Leite. O kit é composto por material de consumo para a realização do teste de mastite, uma cabine de trabalho portátil (minilaboratório) e um app (aplicativo) que faz a gestão do controle da mastite, permitindo o monitoramento remoto e gerando indicadores de performance do controle da doença. A mastite é um problema grave na pecuária de leite. A incidência mensal média da fase crítica da doença é de 10% das vacas do rebanho. Deste índice, de 30% a 50% das vacas necessitam de tratamento com antibióticos.

Para Cristian Martins, diretor de operações da startup vencedora, que leva o nome de OnFarm, o diagnóstico da doença em 24 horas geram benefícios não somente para o produtor. “Além de reduzir a resistência bacteriana causada pelo uso indiscriminado de antibióticos, a solução possibilita melhores estratégias de controle da mastite subclínica, como segregação, interrupção da lactação e orientação de descarte do leite. Isso significa um alimento mais seguro”.

Como é comum entre as startups, a OnFarm é uma empresa jovem. Foi fundada há três meses em Uberlândia, durante o Interleite Brasil (congresso que discute os problemas da cadeia produtiva do leite). Segundo Cristian Martins, em apenas dois meses, a startup colocou mais de 30 unidades em operação, permitindo o monitoramento de 12 mil vacas. “Cerca de dois mil casos de mastite clinica foram avaliados. Desses, 540 casos que recebiam antibiótico no procedimento convencional puderam ficar sem tratamento, o que resultou no aproveitamento de 47 mil litros de leite e na economia de mil bisnagas de antibióticos”.

A OnFarm foi uma das 70 startups que participaram do desafio, evento que faz parte do Ideas for Milk, encerrado na última sexta-feira, no Cubo Itaú, em São Paulo. Participaram da finalíssima, sete startups. Entre as três primeiras colocadas, estão:

- 2º Colocado – CowMed. Solução: coleira capaz de mensurar os principais parâmetros comportamentais das vacas, como tempo de ruminação, atividade e ócio. Os dados são coletados por antenas e enviados para a “nuvem”, onde uma ferramenta de inteligência artificial analisa os animais e alerta os produtores sobre eventos de cio, melhor momento para inseminar, doenças em estágios inicial e alterações nos lotes de vacas.

- 3º Colocado – Z2S. Solução: conjunto automático para a limpeza de ordenhadeiras canalizadas. Compreende três sistemas que podem ser integrados ou utilizados separadamente. O processo de limpeza automático inclui o controle de temperatura do leite, dosagem precisa de produtos químicos e acionamento dos motores do equipamento. Segundo os idealizadores da solução, os sistemas proporcionam a melhoria da qualidade do leite, com redução de 87% da Contagem Bacteriana Total (CBT).

Revolução digital – O Ideas for Milk é parte de uma revolução silenciosa que está mudando os paradigmas no campo. Aos poucos, expressões como “inteligência artificial”, “cloud computing”, “API” e “IoT” começam a competir com “cocho”, “brete”, “curral” e “ordenhadeira” no vocabulário do produtor de leite. O setor rural brasileiro, que há pouco tempo convivia com problemas estruturais básicos (ainda convive, em muitos locais) está, cada vez mais, inserido no mundo da informática. “As empresas de Internet estão entrando no campo de forma absoluta”, diz Jaqueline Capeli, gerente do laboratório agrícola da Bovcontrol, empresa de “agtech”, cujo “app” faz a gestão econômica e zootécnica de uma unidade de produção pecuária. Aliás, “agtech” e “app” são, também, duas novas expressões desse universo digital.

Para que o leitor, que ainda não está completamente inserido na revolução digital, não tenha que recorrer ao “Google” para se informar sobre essas expressões e interrompa a leitura desta reportagem, vamos esclarecer alguns termos: “agtech” é o ambiente de empresas que promovem inovações no agronegócio por meio das novas tecnologias. Tais inovações costumam se apoiar em “IoT”, Internet of things (Internet das Coisas, em português), conectando pessoas com as coisas da vida cotidiana. A IoT utiliza as “API” como interface na programação dos “apps”, os aplicativos (softwares) que irão promover a conexão entre o mundo real e o virtual. Esses apps podem utilizar a cloud computing(ou computação em nuvem), servidores remotos com grande capacidade de armazenamento e processamento, que darão funcionalidade aos aplicativos.

Confuso? Uma revolução não se faz de forma simples, mas seus resultados podem, sim, simplificar a vida do produtor rural de forma tão intensa como está simplificando a vida da humanidade em todas as áreas. O problema é que os desenvolvedores dessas tecnologias, muitas vezes não estão no campo. São estudantes, professores e pesquisadores de universidades, distantes dos problemas do produtor rural.

O Ideas for Milk, que em 2018 realizou a sua terceira edição, é uma tentativa de se promover essa aproximação. “Nosso objetivo é fomentar o surgimento de um ecossistema, reunindo empresas, universidades, pesquisa agropecuária e o setor produtivo, capaz não apenas de apresentar soluções, mas de empreender, transformando as soluções em novas startups para a cadeia produtiva do leite”, diz o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins.

Além do “Desafio de Startups”, fez parte do Ideas for Milk o Vacathon, um hackathon que acrescentou a “vaca” para ter a cara da pecuária de leite. Aliás, “hackathon” é outro termo surgido com a revolução digital, que cabe explicar aqui: trata-se de uma maratona de programação computacional na qual especialistas em ferramentas digitais se reúnem (por horas, dias ou semanas) no intuito de discutir novas ideias e desenvolver projetos de softwares ou de hardwares. O analista de IoT da Microsoft, Alexandre Vasques Gonçalves diz que “coisas muito bacanas nascem em hackathons como esse”.

O Vacathon durou cinco dias (de seis a dez de novembro), nos quais cerca de 90 estudantes ficaram acampados na sede da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora - MG. Nesse período, Gonçalves, Jaqueline, e outros representantes de empresas de Tecnologia da Informação, juntamente com pesquisadores e analistas da Embrapa foram os mentores dos estudantes, que também visitaram o campo experimental da empresa, em Coronel Pacheco – MG e conheceram o laticínio da Epamig, no Instituto de Laticínios Cândido Tostes, também em Juiz de Fora.

Os estudantes viraram noites estudando os problemas da cadeia produtiva do leite atrás de soluções. Mas o trabalho foi recompensado. O arquiteto de soluções da Cisco Innovation Center no Brasil, Edson Barbosa, que participa do Ideas for Milk desde o primeiro momento, diz que houve uma grande evolução nas ideias do Vacathon comparado ao ano passado. “As ideias vieram pré-formatadas e cresceram durante o evento com as mentorias”, afirma Barbosa. O especialista em inovação da TIM, Fabiano de Souza compartilha a impressão de Barbosa: “O Vacathon deste ano foi mais maduro, evoluindo das ideias para o protótipo”.

Resultado do Vacathon – Participaram do evento 16 instituições de ensino do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Pernambuco. Os alunos se dividiram em 15 times. As propostas foram avaliadas por 52 julgadores, entre pesquisadores e analistas da Embrapa, profissionais de TI, empresas ligadas ao agronegócio do leite e produtores. O projeto de aplicativo que os estudantes da PUC Minas, em Betim-MG, chamaram informalmente de Tinder Bovis, foi o primeiro colocado. A ferramenta leva o nome oficial de “I2A CONECT”. É um software de convergência de dados que pretende reunir, num único aplicativo, informações sobre as características dos touros cadastrados nas diferentes centrais de inseminação e nas associações de produtores. Por meio do app, voltado para dispositivos móveis (celular e tablet), o produtor insere informações sobre as fêmeas e identifica o sêmen ideal para as necessidades do seu empreendimento, ou seja, com melhor custo benefício para o padrão genético de seu rebanho.

O professor da PUC Minas, Ilo Rivero, que acompanhou os alunos na formulação da ideia, diz que a solução surgiu durante o próprio evento, a partir dos problemas que eles identificaram na visita ao campo experimental da Embrapa e ao laticínio da Epamig. O estudante Bruno Guimarães, que integra a equipe vencedora, disse que, atualmente, as informações sobre os touros estão dispersas nos catálogos das centrais de inseminação e nos sumários dos programas de melhoramento genético das raças leiteiras, desenvolvidos pela Embrapa junto com as associações de criadores. “O I2A CONECT irá promover uma integração desses dados, ‘conectando touro e vaca’, auxiliando o produtor nas estratégias de reprodução do seu rebanho”. Segundo Guimarães, a ideia chamou a atenção de representantes da Microsoft, da Alta Genetics e de um grande produtor de leite presente no evento.

Além da equipe da PUC Minas, completam as cinco primeiras colocações:

- 2º colocado: Universidade Federal de Pernambuco – Solução apresentada: MOOVS – Identifica os movimentos da vaca por meio de câmeras, auxiliando na detecção de cio e na identificação de problemas de saúde no rebanho.

- 3º colocado: Universidade Federal de Lavras – MILKTHING – Por meio de imagens 3D, o aplicativo estima o consumo de alimento no cocho pelos animais, auxiliando no manejo alimentar do rebanho.

- 4º colocado: Universidade Federal de Viçosa – VOLUTECH – Sensor para medir com precisão o volume do leite nos tanques de resfriamento. A solução também medirá a temperatura do leite no tanque e enviará o dado para um aplicativo.

- 5º colocado: Instituto Metodista Granbery – Solução apresentada: - MUUVOICE – Aplicativo de voz que auxilia no manejo do rebanho, permitindo o registro de dados sobre mastite clínica e outros problemas de saúde animal.

Martins comemora o sucesso do evento: “Estamos conseguindo criar um ecossistema que envolve empresas de TI, universidades e produtores de leite. Essa é a maior vitória do Ideas for Milk”. É certo que o setor rural ainda enfrenta muitos problemas de infraestrutura. Mauro Carrusca, CEO da Carrusca Innovation, diz que o Brasil chegou ao século XXI, convivendo com modelos do século passado. “Estamos no ponto de inflexão entre o modelo digital e o analógico”. Mas é preciso enfrentar os desafios. Como diz o Barbosa, “o Brasil sempre terá grandes distâncias, mas as tecnologias estão se expandindo e o alcance da internet está aumentando, contribuindo para encurtar, virtualmente, essas distâncias”.

Como a máquina a vapor, grande propulsora da primeira revolução industrial, há 250 anos, a Internet surge transformando o mundo, tornando mais fácil a existência humana. “A primeira revolução industrial aumentou nossa força física. A quarta revolução industrial, pela qual estamos passando, está aumentando a nossa capacidade cognitiva”, diz Cézar Taurion, CEO da Litteris Consulting. O campo não está alheio a essa revolução.

Rubens Neiva (MTB 5445)
Embrapa Gado de Leite

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www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/39758198/desafio-de-startups-apresenta-novas-tecnologias-para-a-pecuaria-de-leite

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Olá,

Você pode contribuir na geração de soluções tecnológicas em sintonia com as necessidades do setor.

Iremos definir metas prioritárias para a aplicação de recursos em pesquisa para os próximos cinco anos.

Vamos construir o Planejamento de Atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Embrapa Gado de Leite.

Participe da construção da nossa agenda.

Por favor, doe um pouco do seu tempo, do seu conhecimento e da sua visão de mundo, preenchendo o questionário que está disponível no link abaixo.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdW6RqMX2RSAYe00YHkhircu-qrPNUbQNZWcTbepETDrCfMKQ/viewform

O futuro do leite passa pela pesquisa. E as prioridades de pesquisa passam pela sua participação.

Pedro Braga Arcuri, Chefe-adjunto de Pesquisa & Desenvolvimento

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9846972670?profile=originalInscreva-se no Desafio de Startups até 28/10

Empreendedores, estudantes e jovens empresários com ideias criativas e inovadoras para o AGRONEGÓCIO DO LEITE têm até o dia 28 de outubro de 2018 para se inscrever para o DESAFIO DE STARTUPS. As propostas passarão por uma etapa seletiva e a final será 30 de novembro no Cubo, em São Paulo.

Clique aqui para fazer a inscrição gratuita!

Acompanhe novidades pelas redes sociais: facebook.com/ideasformilk e, no Instagram, @ideasformilk_br.

O DESAFIO DE STARTUPS faz parte do IDEAS FOR MILK, movimento liderado pela Embrapa Gado de Leite, que incorpora tecnologia digital ao mundo do leite. O objetivo é aumentar o nível de inovação da cadeia do leite, elevando a eficiência desde a fazenda até a relação com o consumidor final, com respeito aos animais, ao meio ambiente e à sociedade de maneira geral.

“A agronegócio do leite é uma das mais importantes cadeias da produção de alimentos no Brasil. São mais de 1 milhão de propriedades leiteiras e milhares de empresas de insumos, equipamentos, processamento, industrialização e distribuição de produtos lácteos. Essa diversidade e amplitude de um negócio que movimenta cerca de R$ 70 bilhões por ano abre fantásticas possibilidades de inovação nas várias áreas”, explica Paulo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite.

O DESAFIO DE STARTUPS é uma oportunidade para jovens empreendedores apresentarem suas ideias e atraírem investimentos de grandes corporações que valorizam a inovação. Para isso é preciso somar conhecimentos ligados ao agronegócio e à tecnologia da informação (TI). “As ideias criativas e inovadoras podem se transformar em negócios sólidos e recompensadores”, complementa Martins.

Para sua agtech decolar - As propostas inscritas no DESAFIO DE STARTUPS serão avaliadas por empresários, investidores, pesquisadores, grandes produtores de leite e especialistas em TI/inovação. Além disso, as finalistas viajam para São Paulo com despesas de transporte e hospedagem pagas pelo evento.

O IDEAS FOR MILK é uma realização da Embrapa juntamente Qranio, Agripoint, Kick Venture, Carrusca Innovation e Texto Comunicação Corporativa. Em sua trajetória, o projeto já atraiu mais de 50 empresas e entidades parceiras, além de 25 instituições de ensino superior.

Monique Oliveira
Embrapa Gado de Leite

Contatos para a imprensa
cnpgl.ideasformilk@embrapa.br
Telefone: (32) 3311-7548

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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Ideas for Milk: inscrições abertas!

9846970872?profile=original9846970897?profile=originalAs inscrições estão abertas para o maior evento brasileiro do agronegócio do leite 4.0!

A terceira edição do Desafio de Startups do agronegócio do leite e o segundo bootcamp em uma fazenda leiteira seguido de maratona de programação, o Vacathon, estão confirmados. Os dois eventos compõem o Ideas for Milk, criado para impulsionar o desenvolvimento do ecossistema de inovação neste setor da economia.

Saiba mais sobre cada evento:

Desafio de Startups – 01/12/18 – São Paulo/SP
Uma competição entre empreendedores com objetivo de impulsionar o crescimento da cadeia de leite e derivados, gerando negócios lucrativos vinculados a startups.

Vacathon – 06 a 11/11/18 – Juiz de Fora/MG
5 dias de maratona e competição com os times das melhores instituições do Brasil.

Quer empreender e ganhar dinheiro com o agronegócio? Clique aqui e faça sua inscrição para o Desafio de Startups!

Para mais informações, acesse o site http://www.ideasformilk.com.br

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Ideas for Milk 2018 já tem data marcada

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A terceira edição do Desafio de Startups do agronegócio do leite e o segundo bootcamp em uma fazenda leiteira seguido de maratona de programação, o Vacathon, estão confirmados para novembro. O anúncio foi feito nesta tarde pelo chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, na abertura do Interleite Brasil, em Uberlândia. Os eventos compõem o Ideas for Milk, criado para impulsionar o desenvolvimento do ecossistema de inovação neste setor da economia.

“A tecnologia vem revolucionando o agro como um todo, e também o leite. Como estamos falando de uma atividade intensiva em administração, o produtor precisa tomar muitas decisões ao longo do dia, e sua chance de errar é muito grande. Além disso, ele está inserido em um mercado que exige cada vez mais profissionalização e produção em escala, o que o leva, obrigatoriamente, a investir em pecuária de precisão”, comenta Martins.

Esse caminho já está sendo traçado. Segundo o censo agropecuário publicado pelo IBGE na última semana de julho, de 2006 a 2017, o número de cabeças de gado caiu 2,4%. Por outro lado, neste mesmo período a produção aumentou 46,3%, o que representa maior eficiência da atividade, em parte resultado da adoção de tecnologias digitais.

Um exemplo é o produto desenvolvido pela Cowmed, segunda colocada no Desafio de Startups 2017 ainda com o nome “SmartFarm – Tradutor de Vacas”. Trata-se de uma coleira capaz de monitorar 24h por dia três parâmetros comportamentais das vacas ligados a saúde e reprodução, emitindo alertas via aplicativo de celular e software web relacionados a saúde, cio e nutrição.

A tecnologia da informação também contribui para o desenvolvimento de outros segmentos da cadeia produtiva, como é o caso da Milk’s Rota, startup vencedora do Ideas for Milk em 2016 e finalista da edição 2017 com um pacote extra de soluções. Sua plataforma de gerenciamento da logística da captação já registrou mais de um milhão de coletas de leite monitoradas, proporcionando dados mais confiáveis aos laticínios clientes e ao produtor, rastreabilidade do produto, otimização de rotas e redução de custos.

Novidade em 2018 – Este ano as programações dos dois eventos que compõem o Ideas for Milk serão distintas. A final do Desafio de Startups do agronegócio do leite está marcada para os dias 30 de novembro e 1º de dezembro em São Paulo. Podem ser inscritas propostas de soluções digitais inovadoras, baseadas em software web, aplicativo mobile e/ou hardware, aplicáveis a um ou mais segmentos da cadeia produtiva do leite. As inscrições são gratuitas e vão até 28 de outubro.

Já o Vacathon terá cinco dias de evento nas instalações da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora. Vai ocorrer três semanas antes, de 6 a 10 de novembro. São esperados times de estudantes de graduação de até vinte universidades de todas as regiões do país. O grupo irá à fazenda e terá dois dias de aprendizado em imersão nas diferentes áreas relacionadas à produção de leite. Em seguida, inicia uma maratona de programação para criar um projeto baseado em software e/ou hardware aplicável à atividade de produção de leite.

O Ideas for Milk é uma realização da Embrapa em parceria com as empresas Agripoint, Kick Venture, Qranio e Carrusca Innovation. Em sua trajetória, reuniu mais de 50 entidades parceiras e 22 instituições de ensino superior. Outras informações podem ser vistas no site www.ideasformilk.com.br e nas redes sociais fb.com/ideasformilk e @ideasformilk_br no Instagram.

Carolina Pereira
Embrapa Gado de Leite

Contatos para a imprensa
carolina.pereira@embrapa.br
Telefone: (32) 3311-7532

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Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
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Fonte: Embrapa Gado de Leite

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Publicação traz indicadores, tendências e oportunidades para o setor leiteiro

Nesta quarta-feira (15) foi lançado em Castro-PR, durante a Agroleite, o Anuário do Leite 2018. A publicação é oriunda da parceria entre a Embrapa Gado de Leite e a Texto Comunicação Corporativa e conta com coordenação técnica da pesquisadora Rosângela Zoccal e do jornalista Nelson Rentero, um dos mais influentes profissionais de imprensa do setor leiteiro no Brasil.

O anuário possui 40 artigos, com diferentes enfoques. Entre os autores estão pesquisadores, jornalistas e técnicos do setor. Segundo Rentero, a publicação é pontual e inédita. “Buscamos associar indicadores e análises que ajudem a compor o perfil da pecuária leiteira, considerada uma das mais complexas atividades do agronegócio”, afirma.

Alguns artigos e reportagens contidos no anuário trazem informações sobre aspectos econômicos do setor, avaliando custos, margens e preços nos últimos meses. No cenário mundial, a publicação apresenta indicadores de várias partes do mundo. Outros artigos abordam as novidades da pesquisa agropecuária em bovinocultura de leite.

O Anuário traz ainda duas entrevistas exclusivas, com o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins, e com o presidente da Comissão de Pecuária de Leite da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Eles falam sobre o atual momento da cadeia produtiva do leite no país.

O lançamento do Anuário ocorreu num dos maiores eventos do setor na América Latina, realizado no município de maior expressão nacional em produção de leite. Castro é a cidade com a maior produtividade leiteira do país. São 7.478 litros/vaca/ano. Número muito superior à média brasileira (1.709 litros) e de países especializados como Argentina, Uruguai ou Nova Zelândia.

Além da versão imprensa, a publicação está disponível em versão digital, no site da Embrapa Gado de Leite.

Para ter acesso ao Anuário Leite 2018, clique aqui

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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A Embrapa está com inscrições abertas até o próximo dia 31 de julho para o curso online IrrigaWeb, com carga horária de 200 horas. Em sua nova versão, o IrrigaWeb – capacitação online em Uso e Manejo de Irrigação – terá novo design instrucional e gráfico com muitos recursos modernos e didáticos, como videoaulas, animações e game.

O conteúdo é dividido em três módulos (Fundamentos, Requerimentos e Aplicação) com 11 unidades técnicas que abrangem temas como gestão da água, seleção do método de irrigação, estratégias de manejo, desempenho de sistemas, avaliação econômica, fertirrigação e muito mais. O curso é ofertado totalmente a distância no calendário de agosto a dezembro de 2018 (onde o aluno organiza o seu próprio horário de acesso).

De acordo com a pesquisadora Sara Rios, coordenadora-executiva da capacitação, o IrrigaWeb é um serviço estratégico que permite a expansão da capilaridade das ações de compartilhamento de conhecimentos e de comunicação.

As vagas para a turma de 2018 são limitadas! Garanta a sua em http://bit.ly/2L3zLEO . O lote promocional esgotou nas primeiras 24 horas, mas ainda dá tempo de se inscrever pelo valor normal e há descontos para grupos.

Para saber mais, visite: http://bit.ly/e-campo e http://bit.ly/eadembrapa . Interessados em estabelecer parcerias com a organização do curso devem entrar em contato pelo e-mail irrigaweb@embrapa.br .

Guilherme Viana (MG 06566 JP)
Embrapa Milho e Sorgo

Fonte: Embrapa


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16ª Cabra Fest - A festa da cabra leiteira

Já estão abertas as inscrições para o 15º Workshop Produção de Caprinos na Região da Mata Atlântica, que acontecerá nos dias 6 e 8 de julho, durante a programação do CabraFest, em Coronel Pacheco (MG). O evento trará discussões sobre caprinocultura e ovinocultura leiteiras na região, com painéis sobre novos enfoques e potencialidades de produção. Mais informações pelo telefone (32) 3311.7652 ou pelo e-mail cnpgl.nuttec@embrapa.br

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9846964701?profile=originalFoi anunciado na terça-feira (08/05) o primeiro produto brasileiro de avaliação genômica para rebanhos leiteiros, cujo objetivo é selecionar animais geneticamente superiores. O serviço leva o nome de Clarifide Girolando e é voltado para essa raça bovina, resultante do cruzamento entre Gir Leiteiro X Holandês, e que é de grande importância para a pecuária leiteira nacional. A solução é fruto de parceria público-privada que envolveu a Embrapa, a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando e as empresas CRV Lagoa e Zoetis.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite Marcos Vinícius Barbosa da Silva, o Clarifide é resultado de seis anos de pesquisas em genômica, genética molecular e bioinformática. “Reunimos o que há de mais avançado nos conhecimentos de genoma e sistemas computacionais para avaliar as informações provenientes de um chip com centenas de milhares de dados relacionados ao DNA bovino”, conta o cientista. A solução já está disponível no mercado. Os interessados devem procurar a Zoetis, caso se interessem em fazer a avaliação genômica de fêmeas. Para a avaliação de machos, a empresa credenciada é a CRV Lagoa.

A seleção dos animais superiores para os sistemas de produção de leite é feita a partir de uma amostra de material biológico que contenha células do bovino (veja no quadro abaixo a comparação entre o processo de melhoramento tradicional e a avalição genômica). As informações genéticas coletadas são comparadas com as que estão disponíveis no chip do Clarifide Girolando. Como resultado desse trabalho, o produtor recebe uma série de informações a respeito do animal, como produção e proteínas do leite, se é portador de genes que produzam defeitos genéticos, capacidade reprodutiva e outros dados necessários para que o processo de melhoramento do rebanho seja efetivo.

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Seleção antes de o animal nascer

A avaliação genômica abre grandes possibilidades para o melhoramento dos rebanhos. Ela permite, por exemplo, que o animal seja selecionado antes mesmo de nascer. É possível retirar uma pequena amostra (dez células) de um embrião após sete dias da fecundação in vitro (fertilização realizada no laboratório) e, por meio dessas poucas células, analisar todo o seu genoma. Caso o embrião possua as características desejáveis, ele é transferido para a vaca (barriga de aluguel) que irá proceder a gestação. Do contrário, poderá ser descartado. Além de economizar tempo, esse procedimento otimiza as barrigas de aluguel, pois a vaca passará a gerar somente os melhores embriões previamente selecionados.

Além da maior confiabilidade das informações, o coordenador do Programa de Melhoramento Genético da Raça Girolando (PMGG), Marcello Cembranelli, aponta a redução do tempo de avaliação dos animais, com a consequente redução dos custos, como a grande vantagem do Clarifide. Atualmente, a seleção de um touro para o teste de progênie (processo que indica os melhores reprodutores com base nas características das filhas) custa cerca de R$ 250 mil. Trata-se de um processo demorado, que pode durar por volta de dez anos. Com o Clarifide Girolando, isso é racionalizado, pois os resultados saem na hora e não é necessário avaliar a qualidade das gerações seguintes para identificar um bom reprodutor.

A redução de custos permite que pequenos e médios produtores possam inscrever seus animais nos testes de progênie. Supondo que o criador tenha vários tourinhos (potenciais reprodutores) com o mesmo grau de parentesco (irmãos completos), caso o criador possua recursos para inscrever apenas um indivíduo no teste, a comparação do genótipo de cada um deles por meio do Clarifide Girolando definirá o tourinho mais adequado ao programa.

“A introdução da avaliação genômica no programa de melhoramento democratiza as oportunidades da seleção, na medida em que permite que um número maior de produtores tenha acesso ao serviço”, declara Cembranelli, que prevê: “Haverá um grande salto de qualidade no programa de melhoramento. Por isso, a Associação Brasileira de Criadores de Girolando investiu nas pesquisas o seu bem mais precioso: o banco de dados de produção e pedigree. Temos certeza que a avaliação genômica terá alta confiabilidade e será uma importante ferramenta de decisão para os nossos mais de três mil associados em todo o País”.

Para o produtor Guilherme Marquez, da Fazenda Santa Gertrudes, em Uberaba (MG), a avaliação genômica surge como um importante recurso para o processo de seleção dos animais. “O Clarifide Girolando vem para nos dar mais informações e nos ajudar a antecipar as decisões, ou seja, conseguiremos ter resultados do processo de seleção com mais antecedência. Isso é de extrema importância para fazermos as mudanças necessárias no rebanho, de acordo com os planos de trabalho da fazenda. É muito importante para que possamos evoluir e ter animais melhores”, destaca o pecuarista.

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Rubens Neiva (MTb 5445/MG)
Embrapa Gado de Leite
cnpgl.imprensa@embrapa.br
Telefone: (32) 3311-7532
Fonte: Embrapa Gado de Leite

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Com o tema "Diversificação e Inovações para uma Agropecuária Sustentável", a SIT (Semana de Integração Tecnológica) chega à sua 11ª edição em 2018, somando mais de 17 mil participantes em toda a sua história. Realizado de 21 a 25 de maio na Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG), o evento traz como destaques este ano a realização de cinco seminários, que vão abordar os assuntos "pecuária leiteira", "agricultura digital", "sistemas integrados de produção", "horticultura" e "ILPF".

De acordo com o coordenador do evento, o engenheiro agrônomo da Embrapa Milho e Sorgo Fredson Ferreira Chaves, a escolha do tema foi motivada "pela diversidade de atividades que compõe o agronegócio desta região, pela necessidade de discutir soluções tecnológicas inovadoras que podem impulsionar os setores do agronegócio e pelo atual e futuro contexto, onde é cada vez mais crescente o uso do arsenal tecnológico digital, já realidade na agricultura brasileira e mundial".

Ainda segundo ele, a Semana de Integração Tecnológica se propõe a integrar instituições e os diversos setores que compõem o segmento agropecuário, promovendo o diálogo e a troca de experiências entre produtores rurais, pesquisadores, técnicos da extensão rural, universidades e empresas privadas, com princípio norteador de atender às demandas agropecuárias e ambientais da região Central de Minas Gerais, uma das responsáveis pelo Produto Interno Bruto do Estado, "sendo que o setor agropecuário detém significativo percentual dessas contribuições", acrescenta o agrônomo.

Lançamentos e atrações

Uma cultivar de milheto será lançada pela Embrapa - a variedade BRS 1502 (veja mais informações abaixo) - além da oferta de dois cursos à distância: Agricultura de Baixo Carbono (capacitação online sobre as principais tecnologias do Plano ABC visando a divulgação de conhecimentos sobre essa política pública nacional que tem como objetivos reduzir as emissões de gases de efeito estufa da agricultura por meio de sistemas de produção sustentáveis) e IrrigaWeb (capacitação online em uso e manejo de irrigação).

MILHETO - A cultivar de milheto BRS 1502 foi desenvolvida como produtora de grãos, de forragem e de palhada de alta qualidade, com crescimento rápido, alta capacidade de rebrota e de extração de nutrientes. É uma variedade de polinização aberta. Possui ciclo médio, com 60 dias da emergência ao florescimento, boa capacidade de perfilhamento e de recuperação na rebrota. Tem bom potencial de produção de massa em sistemas de plantio direto e alta produção de grãos (média de 2.500 quilos de grãos por hectare). Apresenta excelente sanidade foliar, tolerância ao acamamento e sistema radicular profundo.

SERVIÇO

A Semana de Integração Tecnológica oferece ainda uma série de atividades, com soluções tecnológicas, práticas e inovações para o setor agropecuário. A realização é da Embrapa, Universidade Federal de São João del-Rei, Emater-MG e Epamig. As inscrições estão abertas e são feitas pela internet. Todas as informações sobre o evento, inclusive a realização das inscrições, estão disponíveis no site http://sit.cnpms.embrapa.br/ .

Evento: 11ª Semana de Integração Tecnológica

Quando: 21 a 25 de maio de 2018

Onde: Sete Lagoas-MG: Embrapa Milho e Sorgo, Epamig e UFSJ

Inscrições: de 18/04 a 21/05/2018 pelo site http://sit.cnpms.embrapa.br/

Informações: (31) 3027-1323 / (31) 3027-1886

Guilherme Viana (MG 06566 JP)
Embrapa Milho e Sorgo
milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br
Telefone: (31) 3027-1905

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A agricultura passa por profundas transformações que ocorrem em alta velocidade e impactam o mundo rural brasileiro. Para apoiar o planejamento estratégico das ações de ciência, tecnologia e inovação, a Embrapa elaborou um aprofundado estudo dos sinais e tendências relacionados ao futuro da agricultura. O conteúdo está disponível em duas versões: o estudo completo, em PDF, e uma versão digital multimídia, com textos, fotos, vídeos e infográficos. É um material rico para conhecer e realidade da agricultura brasileira e para pensar no futuro.

Acesse https://www.embrapa.br/visao

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A Embrapa, Unipasto e Emater-MG realizarão o Dia de Campo com novidades sobre as novas cultivares de Brachiaria e Panicum para sistemas intensivos de produção de leite.

Será dia 05/04/2018 em Coronel Pacheco/MG

Informações:
e-mail: cnpgl.nuttec@embrapa.br
Tel.: (32) 3311-7500 e (32) 3311/7562

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Dez erros para não cometer na ILPF

9846965067?profile=originalOs sistemas integrados de produção agropecuária, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) trazem benefícios agronômicos, ambientais, sociais e econômicos para os produtores. Entretanto, por serem mais complexos, exigem também maior atenção e mais cuidados.

Atualmente, mais de 11,5 milhões de hectares no Brasil já são cultivados com alguma configuração de ILPF. O aumento constante na adoção demonstra um domínio da tecnologia cada vez maior por parte dos produtores.

Entretanto, as experiências já existentes mostram alguns erros que podem ser evitados por quem está começando a trabalhar com a integração.

Confira abaixo alguns desses erros e veja como fazer para não cometê-los.

1 – Não estudar o mercado anteriormente

O ingresso na ILPF, assim como em qualquer atividade produtiva, deve ser feito pautado em estudo prévio de mercado. É preciso saber de antemão se há logística para a chegada de insumos e escoamento da produção, se há fornecimento local de mão-de-obra e de serviços que serão demandados e, principalmente, para quem irá comercializar a produção.

A falta desse estudo prévio pode resultar em dor de cabeça e prejuízos para o produtor.

“A escolha da espécie tem que ser feita de acordo com o mercado. Você vai ter para quem vender? E isso não vale só para árvores. Estou falando de tudo. Não é em qualquer lugar que você pode plantar soja, por exemplo. Tem que ter uma logística, armazenamento, comercialização”, explica o analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, Miqueias Michetti.

Em alguns casos, a própria fazenda pode absorver parte da produção. É o caso dos grãos usados em um sistema de confinamento ou semi-confinamento, ou da madeira usada como lenha no secador de grãos ou como lascas para as cercas. Ainda assim, é preciso usar a quantidade certa para evitar excedente do produto sem saída comercial.

2 – Erro na implantação e manejo do consórcio de milho com capim

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Uma estratégia muito utilizada na integração lavoura-pecuária é o consórcio de milho com capim, principalmente as braquiárias. Com essa técnica, o produtor ganha tempo, aproveita melhor o período chuvoso e mantém o solo sempre protegido.

Porém, a implantação e o manejo do consórcio são feitos de acordo com o objetivo do produtor. Se o capim for usado somente como palhada, usa-se menor quantidade de sementes da forrageira e prioriza-se o milho. Já se o objetivo é a formação de uma pastagem após a colheita do grão, aumenta-se a quantidade de sementes da forrageira.

De acordo com a pesquisadora da Embrapa Fernanda Ikeda, não fazer o correto planejamento da implantação do consórcio em função do objetivo final pode implicar em aumento de custos para o produtor e em queda no rendimento.

Se o número de sementes é elevado numa lavoura que prioriza a produção de milho, a competição com o capim pode levar à menor produtividade do grão.

O uso de espaçamentos maiores na lavoura de milho também pode favorecer o crescimento do capim, levando à necessidade de uma supressão desse crescimento com uso de herbicidas. Consequentemente, aumenta-se o custo de produção.

Outro erro que pode ser cometido é o uso de doses inadequadas de herbicida para controlar plantas daninhas na lavoura levar á morte do capim. Nesse caso, perde-se não só o investimento no consórcio como também o todo o resultado benéfico esperado.

3 – Não deixar palhada para a lavoura

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Uma atitude comum dos produtores em um sistema de integração lavoura-pecuária é a de aumentar a lotação das pastagens no fim do período seco para baixar o capim antes de ser dessecado para o plantio da lavoura.

Entretanto, é preciso cuidado para que o excesso de pastejo não reduza o capim de modo a deixar palhada insuficiente para cobertura do solo na cultura agrícola.

O pesquisador da Embrapa Eduardo Matos explica que pesquisas mostraram que em alguns casos, o pastejo excessivo chegou a reduzir o estoque de matéria orgânica no solo, ou seja, teve o efeito inverso ao desejado na ILP.

De acordo com ele, para que haja acúmulo de matéria orgânica no solo e que a palhada exerça sua função protetora, o ideal é que o produtor retire os animais 30 a 40 dias antes da semeadura, permitindo a rebrota antes da dessecagem.

4 – Regulagem da plantadeira

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Em um sistema de ILP, o ideal é que se tenha uma palhada uniforme e robusta para que se obtenha o melhor resultado de cobertura e acúmulo de matéria orgânica. Porém, é preciso ficar atento à regulagem de plantadeira.

Uma plantadeira desregulada pode depositar as sementes no meio da palha e não no solo, causando falhas no plantio e perdas para o produtor.

Dessa forma, é preciso ficar atendo à altura de profundidade do disco de corte, regulando a máquina corretamente para a quantidade de palhada na lavoura.

5 – Falta de adubação na pastagem

Em um sistema de integração lavoura-pecuária, a pastagem retorna ao sistema aproveitando o resíduo da adubação da lavoura que o precedeu. Entretanto é preciso que durante o período em que a pecuária ocupe a área, seja feita a adubação de manutenção. Essa prática ajudará a manter a fertilidade do solo, aumentará a produtividade da pecuária, garantirá maior acúmulo de matéria orgânica no solo e evitará a compactação.

Fazendo isso, ao retornar com a agricultura ao sistema produtivo, o solo estará em boas condições, não necessitando grandes intervenções antes da semeadura.

Uma possível economia com adubação da pastagem poderá sair resultar em maiores gastos no retorno da lavoura.

6 – Superlotação das pastagens

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Da mesma forma que a falta de adubação de manutenção, a superlotação das pastagens é um erro em um sistema de integração lavoura-pecuária ou no sistema silvipastoril (IPF).

O pastejo excessivo pode provocar a redução da quantidade de plantas da forrageira. Com isso, o solo fica exposto, aumenta a incidência de plantas daninhas e começa um processo de degradação da pastagem. Como consequência, além de ter menor quantidade de palhada para a agricultura, a recuperação do solo pode implicar em maiores custos para o produtor.

Em um sistema de integração pecuária-floresta, a número excessivo de animais pode, além de causar a degradação da pastagem, provocar danos nas árvores. O estresse e a competitividade por alimentos podem levar o gado predar o tronco. Além de estragar a madeira, um possível anelamento do caule provoca a morte da árvore.

7 – Espaçamento da espécie florestal

9846967688?profile=originalA escolha errada do espaçamento entre os renques com espécies florestais em sistemas ILPF pode colocar todo o sistema em risco. Para isso, é preciso estudar antecipadamente o perfil de crescimento da árvore e o comportamento da copa, levar em consideração o objetivo com o sistema produtivo e então definir o melhor espaçamento.

Pesquisas e experiências de quem já vem usando o sistema mostram que espaçamentos menores do que 20 metros obstruem muito a entrada de luz no sistema, prejudicando o crescimento da lavoura ou da planta forrageira.

Algumas árvores com copas mais largas demandam espaçamento ainda maior, a partir de 30 metros. É o caso de nativas como o pau-de-balsa e o paricá.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Jorge Lulu, na comparação entre dois sistemas com eucalipto, um com espaçamento de 50 metros e outro de 15 metros, observou-se uma redução de até 37% na incidência de raios solares.

Longas distâncias, entretanto, apesar de ainda garantirem a sombra para o gado, reduzem o efeito da interação entre os componentes, como a ciclagem de nutrientes, por exemplo.

Outro fator relevante é o número de linhas em cada renque. Dependendo do objetivo de uso da madeira, renques com mais de uma linha podem não ser boa ideia.

Para uso em serraria, a linha simples tem se mostrado como a melhor alternativa, pois garante o crescimento ereto das árvores. Em linhas duplas e nas linhas externas de renques com linhas triplas, as plantas crescem tortas em busca de luz solar, reduzindo o valor da madeira.

8 – Deriva de herbicidas nas árvores

Ao se cultivar lavoura entre renques de árvores, é preciso cuidado especial com a pulverização de herbicidas. Qualquer descuido pode provocar a deriva nas espécies florestais causando danos ao seu crescimento, brotação excessiva, bifurcação de tronco ou até mesmo levando à morte de plantas jovens.

O engenheiro florestal da Embrapa Diego Antonio alerta que para evitar que esses problemas ocorram, a pulverização deve ser feita em dias sem vento e com temperaturas mais amenas, em baixa velocidade e utilizando bicos anti-deriva nas pontas da barra de pulverização.

Outra medida eficiente é deixar uma faixa de 1m a 1,5 m entre a lavoura e a linha de árvores.

9 – Descuido no manejo da espécie florestal

9846967877?profile=originalA economia evitando operações de manejo nas espécies florestais, como poda, desrama, combate à formigas e capina podem sair caro para o produtor no momento de comercializar o produto. O manejo inadequado durante a fase de crescimento da planta tem impacto direto no crescimento e na formação do fuste da árvore.

Uma árvore com tronco bifurcado, cheia de nós e com outros danos perde valor comercial. Na maioria dos casos essa perda chega a ser muito maior do que as despesas evitadas nos anos anteriores.

“Se você gastar mais no começo, a garantia de ter um bom resultado final é muito maior. Deixar de gastar com certos manejos no processo faz com que seu produto valha muito menos no final”, afirma a consultora da Rede ILPF Mariana Takahashi.

10 – Não existe um modelo ideal

Cada sistema de integração é particular. Não existe um modelo que vá se ajustar a todas as propriedades, mesmo que tenham perfil semelhante.

Para adotar qualquer configuração de sistema ILPF é preciso um estudo prévio, avaliar a aptidão do produtor, maquinário disponível, características da propriedade, disponibilidade de mão-de-obra, mercado local, logística, disponibilidade de crédito, entre outros fatores.

Dessa forma, a estratégia adotada em uma fazenda pode não ser a melhor para a propriedade vizinha.

O melhor a se fazer é contar com auxílio de um consultor técnico para se fazer um bom planejamento e evitar surpresas no futuro.

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Gabriel Faria (MTB 15.624 MG JP)
Embrapa Agrossilvipastoril
agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br
Telefone: 66 3211-4227

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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A Embrapa Pecuária Sudeste convida todos a participarem do V Simpósio de Produção Animal e Recursos Hídricos que acontece na cidade de São Carlos-SP de 14 a 15 de março.

O SPARH é o único evento no Brasil e um dos poucos do mundo que trata da temática água e produção animal, portanto uma oportunidade única de ter informações e conhecimentos de temática fundamental para as produções animais.

O objetivo do evento é possibilitar a profissionais e estudantes atualização, vivência de experiências e novos conhecimentos sobre as principais questões produtivas, ambientais, sociais e econômicas relacionadas ao consumo de água na agropecuária.

Nesta edição, especialistas do Brasil, Argentina e México vão apresentar a abordagem de cálculo da pegada hídrica para a produção de leite de seus respectivos países, demonstrando como esse indicador pode auxiliar na gestão do recurso.

Palestrantes também abordarão os temas de reuso de água e efluentes, uso de antibióticos e saúde humana e ambiental, uso dos resíduos como fertilizante, análise de ciclo de vida e balanço de materiais em produção animal.

Será um prazer recebê-los no V SPARH!

Mais informações e inscrições em  https://www.embrapa.br/pecuaria-sudeste/vsparh

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9846966077?profile=originalA produção de leite está presente em 99% dos municípios brasileiros e só este percentual já mostra a dimensão da atividade que movimentou R$ 67 bilhões em 2016. O Brasil é o quarto maior produtor do mundo - em 2016, foram produzidos 35 bilhões de litros -, e nos últimos cinco anos o setor leiteiro acumulou 78% de expansão de mercado. E este é apenas o começo de uma nova era, aponta o economista Paulo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. “A tecnologia vem revolucionando o agro como um todo, e também o leite. Como estamos falando de uma atividade intensiva em administração, o produtor precisa tomar muitas decisões ao longo do dia, e sua chance de errar é muito grande. Além disso, ele está inserido em um mercado que exige cada vez mais profissionalização e produção em escala, o que o leva, obrigatoriamente, a investir em pecuária de precisão”, descreve.

Antenados na imensidão de oportunidades que empresas da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina já enxergaram no potencial de consumo que o país ainda tem, os empreendedores brasileiros se movimentam para oferecer ideias inovadoras baseadas em softwares web, aplicativos mobile e soluções em hardware, incluindo internet das coisas, para os diversos setores produtivos da cadeia do leite. Depois de enfrentarem mais de 80 concorrentes em uma disputa acirrada, dez startups de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul terão a oportunidade de apresentar suas propostas a especialistas e investidores na final da segunda edição do Ideas for Milk, no dia 9 de dezembro, em Juiz de Fora (MG).

Oportunidade de negócios para investidores

Se para os empreendedores o desafio é uma oportunidade para entrar no mercado com o pé direito, para os investidores é a possibilidade de transformar, em pouco tempo, alguns milhares de reais em milhões. “Um evento como este é um campo fértil para quem quer acompanhar as novas tendências, e está em busca de startups em fase bem inicial, que ainda valem pouco diante do potencial que têm. Por exemplo, um investidor pode fechar negócio com uma empresa que hoje vale R$ 100 mil e em questão de um ano ver este valor passar para R$ 2 milhões”, observa Maikel Schiessl, diretor do comitê de AgTech da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

Ainda não existem muitos dados sobre a realidade das empresas brasileiras de tecnologia aplicada ao agronegócio. A informação oficial, do censo realizado em 2016 pela Esalq/USP e pela AgTech Garage, dá conta de que existam em torno de 100 startups neste segmento, mas Schiessl estima que este número já deve ter ultrapassado 500. Também não se sabe o faturamento, nem tampouco a quantidade de empregos gerados.

Por outro lado, considerando a significativa participação do agronegócio no PIB - no ano passado, o setor respondeu por 23% desta fatia -, a certeza que se tem, afirma o investidor e um dos parceiros do Ideas for Milk Cezar Taurion, é que “investir no agro é um negócio altamente rentável.” “Quando olhamos o PIB do país, vemos que o setor agropecuário é extremamente importante. Mas quando vamos à Associação Brasileira de Startups, observamos que o percentual de empresas que estão apostando neste segmento é muito pequeno. Fazendo esta conta, chegamos a um cenário bastante promissor. A pecuária leiteira, por exemplo, é uma atividade extremamente complexa, longa, e que demanda soluções inovadoras”, pontua o sócio e líder da prática de corporate ventures da Kick Ventures.

O consumo de leite no Brasil cresce, em média, 4% ao ano. E segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, os grandes produtores, atentos a esta curva de ascensão, estão fazendo uma revolução silenciosa, aumentando a produtividade com foco no potencial de consumo da população. “Enquanto consumimos em torno de 170 litros por habitante/ano, nos países desenvolvidos o consumo médio chega a 270 litros de leite por habitante/ano. Para estimular um aumento de demanda, a atividade leiteira está caminhando rapidamente para um mundo digital, o 4.0. E com um detalhe. Tudo o que ouvimos sobre automação, internet das coisas, máquinas conversando entre si e gerando um problema ao tirar os empregos de pessoas no setor urbano-industrial, no caso do leite enxergamos como solução. Há um vazio muito grande gerado pela escassez de mão de obra, uma vez que os jovens estão optando pelas grandes cidades, e a máquina está chegando para ocupar este espaço, não para roubar vagas como tem acontecido na indústria”, contextualiza Martins.

Propostas e finalistas

As propostas deste ano que concorrem ao prêmio de R$ 20 mil vão desde soluções para o conforto animal a projetos de gestão de precisão, como um que desenvolveu um colar para as vacas onde ficam registradas todas as suas informações, e permite que seja feita uma rastreabilidade completa da sua vida, passando por sistemas de proteção que impedem fraudes no leite depois que ele sai da fazenda, e produtos que mostram quando o queijo está impróprio para o consumo. “Com o apoio de iniciativas como esta, o leite está deixando de ser o ‘patinho feio’, que tem baixa produtividade, não tem competitividade e não exporta, para fazer parte do padrão Brasil Agroexportador”, sinaliza o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite.

Conheça a seleção de startups finalistas, listadas em ordem alfabética. A descrição foi enviada pelos participantes.

  • Farmin4Milk
    Leonardo Conchon Favaro, Everton Somenzi
    Plataforma completa que auxilia o produtor a identificar o melhor momento para inseminar as vacas. Monitora o comportamento e a saúde dos animais, melhorando o resultado econômico da propriedade. Dois Vizinhos/PR
  • MilkLine
    Vanessa Daros, Maria Lissette Lairihoy Silva, Maicon Gomes, José Lairihoy, Camila Lairihoy Silva, Rodrigo Rocca, Rafael Nogueira
    Mede, coleta e identifica amostras de leite, proporcionando precisão de volume e confiabilidade do leite coletado quanto à composição. Possui um sistema inovador de coleta de amostragem, gerenciado por software, que transfere os dados em tempo real. Caxias do Sul/RS
  • MilkPlus
    Otavio Fernandes, Eunides Santos, Juscelino Santos, Luiz Ferreira
    Plataforma de otimização de produtividade, qualidade e lucratividade para laticínios. Composta por serviços e dispositivos que resolvem problemas de rotas, rastreamento de viagens, medição de precisão, atividades de campo, gestão de qualidade, gestão de plataformas e pagamento de produtores. Belo Horizonte/MG
  • Mobimilk
    Andrew Jones
    Inovador conceito construtivo da sala de ordenha e sala de leite, em módulo tipo container, que chega pronto na propriedade, dispensando obras civis. Possui aparelho eletrônico portátil que monitora a contagem de células somáticas (CCS) e a temperatura do animal, emitindo alertas. Canoas/RS
  • Agroconforto
    Lucas Ramon Carneiro Thomaz, Juliano Cesar Schulz Valenga, Christian Aiko, Gustavo Carneiro de Souza, Rodolfo Moroz, Ezequiel Soares, Adenilson Tozeski
    Tecnologia (hardware e software) voltadas ao bem-estar animal e ao aumento de produtividade. Mede as variáveis mais importantes do ambiente e cruza os dados coletados com indicadores de produtividade em tempo real, sendo capaz de direcionar a automação ao ponto ótimo operacional. Castro/PR
  • QualiSticker
    Marcella Franco, Bárbara Siqueira
    Selo e/ou embalagem inteligente (sensor) capaz de informar se o queijo está fresco, por meio da mudança de cor. Trata-se de um material atóxico, biodegradável e de baixo custo e pode ser aplicado nas etapas do processo de distribuição. Belo Horizonte/MG
  • Scanner Bovino
    Fabrício Campos, Pedro Henrique Duim, Luan Melo
    Plataforma de gestão zootécnica de rebanhos, intuitiva e interativa, capaz de proporcionar aumento da produtividade e eficiência do rebanho, por meio da identificação automatizada de bovinos, aliada as boas práticas do manejo da pecuária de precisão. Juiz de Fora/MG
  • SmartFarm
    Leonardo Martins
    Coleira que monitora tempo de ruminação, atividade e ócio de cada animal, analisando variações comportamentais. Emite alertas ao produtor, via software e app, de ocorrências relacioandas a bem-estar, saúde, cio e nutrição. Traduzimos a vaca, conectamo-la à Internet e, por fim, conseguimos conversar com ela. Santa Maria/RS
  • Systech feeder
    Gustavo Salvati, Nilson Morais Junior, Igor Salvati, Klerio Silva Rocha, Alberto Polônio Manske, Renan de Pádua
    Sistema integrado hardware/software que monitora em tempo real o consumo de concentrados de bezerras. Seu propósito é definir o momento do desaleitamento, otimizar tempo e mão de obra, promover ganho em desempenho e reduzir custo alimentar. Piracicaba/SP
  • Zoograss
    Ricardo Gomes, Fernanda Silva, Felipe Nakashima Camargo, Bruna Cesario, Carlos Henrique de Freitas, Dênis Corrêa, Pedro Ernesto Pontes Cambra
    Aplicativo que identifica gramíneas adequadas à realidade de cada fazenda. Auxilia no momento de escolha da forrageira a partir de informações alimentadas pelo próprio produtor, como índice pluviométrico, informações acerca do solo, tipo de produção, dentre outras. Uberaba/MG


Sobre o Ideas for Milk

O Ideas for Milk busca desenvolver soluções digitais para os diversos setores produtivos da cadeia do leite - a mais extensa do agronegócio, presente em 99% dos municípios brasileiros e que emprega 4 milhões de pessoas, movimentando um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país. É uma competição nacional entre empreendedores que visa estimular ideias inovadoras de modelo de negócio, produto, processo ou serviço, baseadas em software web, aplicativo mobile e/ou solução em hardware, incluindo internet das coisas (IoT). As soluções devem promover a eficiência no setor lácteo.

O sucesso da primeira edição, em 2016, chamou a atenção de investidores do Sillicon Valley (EUA) e do governo da Índia – maior produtor mundial de leite – interessados em acompanhar o processo brasileiro de inclusão do agronegócio do leite, na indústria 4.0. Proposto pela Embrapa Gado de Leite, o Ideas for Milk tem como parceiros a Carrusca Innovation, o Agripoint, o Qranio e a Kick Ventures.

Também integra o programa do Ideas for Milk o Vacathon, um inédito hackathon rural que será disputado na sede e na fazenda da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco (MG), com a participação de quase 20 universidades brasileiras. A lista das equipes participantes está disponível em www.ideasformilk.com.br/vacathon/conteudo/universidades-e-embaixadores. A final do Vacathon será no dia 10 de dezembro.

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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