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9846965499?profile=originalO sequenciamento do genoma da raça bovina Gir Leiteiro está concluído. O feito tem importância histórica, já que é o primeiro sequenciamento do genoma de um mamífero feito por equipe 100% brasileira. O avanço científico também traz perspectivas muito otimistas para o setor produtivo, pois completa a outra metade do quebra-cabeça que forma a genética do Girolando. Este híbrido das raças Gir e Holandesa é responsável por mais de 80% do leite produzido no Brasil. A cadeia leiteira detém o maior faturamento do agronegócio nacional e é a que mais gera emprego, principalmente no interior, já que apenas 50 municípios não produzem leite no país.
 
O genoma da vaca holandesa foi sequenciado em pesquisas nos Estados Unidos. É o animal de produção cujas pesquisas genômicas estão mais adiantadas e com melhores resultados na aplicação comercial. Agora, com as informações sobre o DNA da raça Gir organizadas, o trabalho de sequenciamento do genoma do Girolando será simplificado. A expectativa é que o resultado seja obtido em um ano, enquanto o sequenciamento do genoma do Gir levou quatro anos para ser concluído, envolvendo pesquisadores da Embrapa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da Fiocruz-Minas.
 
O pesquisador Marcos Vinícius da Silva, líder do projeto na Embrapa Gado de Leite, explica como se dá o processo, comparando o DNA a um quebra-cabeça: "O genoma já sequenciado das raças puras seriam a foto que vem na caixa do jogo e que serve de guia para a montagem. Temos então duas fotos: a do Gir e a do Holandês. Partes do quebra-cabeça do Girolando vão seguir a foto do Gir e outras partes seguirão a foto do Holandês. Importante lembrar que são guias apenas. Isto porque o processo de evolução pode gerar novas mutações".
 
Os estudos levam à identificação dos genes que conferem a animais Gir maior tolerância ao calor e mais resistência a doenças, enquanto genes do Holandês respondem pela maior produção de leite. Mas qual é o impacto para o setor produtivo destes avanços da ciência? Neste contexto, basta compreender que será possível acelerar os ganhos genéticos e otimizar os sistemas produtivos em fatores como produtividade, qualidade do leite e saúde animal.
 
Na medicina, estudos do DNA humano já permitem a execução de procedimentos preventivos para eliminar riscos de desenvolver doenças herdadas geneticamente. Também permitem determinar a dieta e o programa de exercícios físicos adequados com base nas informações genéticas individuais do metabolismo. A precisão que começa a transformar a maneira de o homem lidar com sua saúde também poderá transformar a produção no agronegócio.
 
DNA Mitocondrial
 
Outra conquista científica foi o sequenciamento do genoma das mitocôndrias dessas raças. Cada célula carrega informações genéticas no núcleo – DNA nuclear – e também no citoplasma – DNA mitocondrial. Este é menor e com poucos genes em relação ao núcleo, porém porta as características de herança materna, enquanto no núcleo são obtidas as informações herdadas do pai. O genoma mitocondrial está relacionado à possibilidade de se verificar a origem do indivíduo, também a de algumas doenças e processos que envolvem grande demanda energética, como a produção de leite. Foram identificadas diferenças relevantes entre os genomas mitocondriais das raças zebuínas, caso do Gir Leiteiro e do Guzerá, quando comparados com raças taurinas, como o Holandês. 
 
Ferramentas genômicas
 

Com o genoma sequenciado, o grupo de pesquisa atua no desenvolvimento de ferramentas para a seleção de indivíduos com foco no melhoramento genético das raças. Silva explica que já identificaram variantes específicas nos genes do Gir relacionados às características de maior importância econômica: tolerância ao calor, resistência a doenças e metabolismo de lipídios da glândula mamária, que influenciam a concentração e a secreção de lipídios no leite e também o volume da produção leiteira.

Em julho deste ano, essas ferramentas genômicas serão aplicadas na prova de pré-seleção para o Sumário Brasileiro de Touros, uma publicação anual do Programa Nacional de Melhoramento de Gir Leiteiro que ranqueia os indivíduos pelo mérito genético. Embrapa, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Fiocruz-Minas, juntamente com a Associação Brasileira de Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) estudam um modelo de negócio para que as ferramentas também sejam disponibilizadas no mercado, visando a atender, principalmente, a produtores e centrais de inseminação.

O mesmo caminho será percorrido em relação ao gado Girolando. A perspectiva é disponibilizar até o início de 2016 as primeiras ferramentas associadas a genes de importância econômica para a raça. A solução permitirá que, a partir de um investimento relativamente baixo, os produtores sejam recompensados por evitar que animais geneticamente inferiores sejam incorporados ao rebanho.

Os resultados científicos relatados foram obtidos em pesquisas financiadas por Fapemig, CNPq e Embrapa. Contam com apoio da Secretaria do Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais (Sectes/MG), Polo de Genética, Polo de Excelência do Leite, Epamig, Centro Brasileiro de Melhoramento do Guzerá (CBMG) e as associações de Criadores ABCZ e ABCGIL.

 
Viabilidade econômica
 
As diferentes técnicas de seleção, advindas da genética tradicional, da genética molecular e da genômica, são usadas como estratégias complementares no melhoramento de raças. Uma aplicação prática pode ser feita na incorporação de novos indivíduos ao sistema produtivo.
 
Em bovinos leiteiros, a taxa de substituição gira em torno de 20 a 25%. Se um produtor tem 100 vacas em lactação, por exemplo, irá descartar 20 vacas no ano seguinte e deve substitui-las por novilhas geneticamente superiores. Em um plantel de 50 novilhas, é indicado fazer uma avaliação genética tradicional, reduzindo o grupo de interesse para 30 novilhas e, só então, genotipar esses indivíduos. A associação das técnicas garante a eficiência tecnológica e econômica da estratégia de seleção.
 
Outra tecnologia, os chips de DNA, tornou possível maximizar os ganhos genéticos por meio da redução do intervalo de gerações e do aumento da intensidade de seleção. A ferramenta pode ser usada para genotipar, por exemplo, touros testados para banco de sêmen, vacas destinadas para leilão e até mesmo embriões. Assim, não é preciso esperar nove meses de gestação até o nascimento para executar a avaliação genética.
 
Carolina Rodrigues Pereira  (MTb 11055-MG) 

Embrapa Gado de Leite 
 
Telefone: (32)3311-7548

Fonte: Portal Embrapa

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O CAR é o registro público eletrônico das informações ambientais dos imóveis rurais. Tem como objetivos promover a identificação e integração das informações ambientais das propriedades e posses rurais, visando ao planejamento ambiental, monitoramento, combate ao desmatamento e regularização ambiental.

Para acessar uma cartilha com orientações básicas sobre o CAR clique aqui.

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A Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia Abreu, lançou nesta quarta-feira (11), um hotsite especial na internet com as principais informações sobre os efeitos da crise hídrica na agricultura brasileira. Acesse o site.

"Vamos mostrar como técnicos e produtores rurais poderão fazer uma gestão mais racional da água nas suas propriedades", disse a ministra. “Graças ao notável trabalho dos nossos técnicos, cientistas e especialistas temos inúmeras informações que vamos compartilhar com os produtores e a sociedade brasileira”, completou.

As informações são de extrema relevância e foram organizadas na Embrapa, Agência Nacional de Águas (ANA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e nstituto Nacional de Meteorologia (Inmet). “Reunimos uma força-tarefa e vamos prestar informações qualificadas, inéditas e de utilidade pública à sociedade brasileira”, resumiu a ministra.

Além de soluções tecnológicas para o melhor uso da água na produção vegetal e na criação de animais, o Hot Site vai relacionar projetos de pesquisa em andamento que estão buscando maneiras inovadoras e diferentes para captar e armazenar água da chuva nas diferentes formas de irrigação.

Outro destaque será o link Observatório Safra 2014/2015, que traz informações inéditas, com análise dos impactos atuais e potenciais da crise hídrica sobre a agricultura e o abastecimento de alimentos no Brasil.

O desafio do uso da água na agricultura brasileira

O conhecimento científico gerado nas últimas décadas comprova ser possível utilizar água na agricultura com racionalidade e sem desperdício. Diante da crise hídrica em regiões importantes do Brasil, é fundamental que a sociedade tenha acesso a este conhecimento.

No site é possível encontrar soluções tecnológicas desenvolvidas ou adaptadas para diferentes biomas, que mostram como usar a água na produção vegetal e na criação animal.

Muitas dessas tecnologias já estão amplamente sendo adotadas no campo, outras começam a despertar a atenção de produtores rurais.

Também estão relacionados projetos de pesquisa em andamento que estão buscando maneiras inovadoras e diferentes para captar e armazenar água da chuva e aproveitar ainda mais esse bem nas diferentes formas de irrigação.

São informações públicas geradas na forma de publicações, vídeos e notícias.

Por fim, o link Observatório Safra 2014/2015 traz informações inéditas, com análise dos impactos atuais e potenciais da crise hídrica sobre a agricultura e o abastecimento de alimentos no Brasil.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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9846959654?profile=originalA avaliação da condição corporal (CC) de bovinos vai contar com um grande aliado no Brasil. A Embrapa Rondônia desenvolveu um dispositivo formado por duas réguas de 20 centímetros cada uma, com 4,4 centímetros de largura e articuladas de maneira a formar a angulação de 0° a 180°. Por meio desse equipamento o próprio produtor pode monitorar o rebanho de forma rápida e precisa. Chamado Vestcore, é um instrumento simples que deverá ser útil particularmente para pequenos produtores, como os de gado leiteiro. Não há no mercado nenhum instrumento similar para a avaliação da condição. Hoje, para se obter dados de condição corporal dos animais, geralmente é utilizado o método visual, subjetivo e de pouca precisão. A outra opção são programas de imagem ou ultrassonografia, com o apoio de profissionais especializados a um custo mais alto, inacessível a pequenos produtores.

O Vetscore foi inspirado no goniômetro, instrumento circular com 180º ou 360º, utilizado para medir ou construir ângulos. O mais famoso goniômetro é o transferidor, muito popular no ensino escolar. O Vestcore desenvolvido pela Embrapa Rondônia foi validado para as raças nelore e girolando. Com a continuidade dos trabalhos, o pesquisador aponta que poderá haver um Vetscore para cada raça, tornando a tecnologia ainda mais eficiente.

O manuseio do Vetscore é fácil e ele deverá ser oferecido a menos de R$ 10,00. A tecnologia terá maior impacto para pequenos produtores de leite. Geralmente eles possuem menos acesso a técnicos treinados para fazer a avaliação visual da condição corporal, poucos recursos para investirem em avaliação por imagem (alto custo) e o setor leiteiro conta com a peculiaridade de as fêmeas estarem mais sujeitas a alterações da condição corporal em função do pré-parto, parto e pós-parto, portanto, a avaliação da CC é uma informação valiosa para evitar perdas.

"Uma ferramenta simples de usar e a gente vê o resultado na hora. Então, sei o que tenho que fazer com o rebanho. Quando a gente vê a olho, muitas vezes a perda já está muito grande. Com essa ferramenta é possível saber logo o que tem que fazer. Tudo isso conta ainda mais para o pequeno produtor de leite que trabalha com o orçamento sempre apertado. Com certeza, vou usar", diz, animado, o produtor de leite Gilsonmar Aguiar, que testou o Vetscore em seu rebanho em Porto Velho (RO) e se surpreendeu com a simplicidade de uso da tecnologia.

Para fazer a avaliação com o Vestcore, o animal deve ser recolhido em local onde possa ser contido e manuseado sem apresentar riscos ao avaliador e ao próprio animal. Feito isso, o Vetscore deve ser posicionado sobre a garupa do animal, entre a última vértebra lombar e a primeira vértebra sacral, e ser lentamente fechado até que suas réguas estejam em maior contato possível com a pele do animal. A leitura da condição corporal em que o animal se encontra é indicada por cores no visor: vermelha (baixa), verde (adequada) e amarelo-alaranjada (alta). A utilização da escala por cores facilita a avaliação imediata do animal e torna-se mais rápida e prática ao produtor, principalmente ao avaliar muitos animais. Com essas informações em mãos e associadas às práticas agropecuárias adequadas, o produtor pode atingir o máximo de eficiência do rebanho e, consequentemente, maior retorno econômico.

De acordo com o pesquisador da Embrapa Rondônia e inventor do Vetscore, Luiz Pfeifer, a simplicidade e a eficiência dessa tecnologia fazem dela uma grande aliada do pecuarista. "Nossa recompensa como pesquisadores é ver que a tecnologia que desenvolvemos é útil e vai ser adotada no campo e, principalmente, por pequenos produtores, que terão acesso a informações importantes sobre o rebanho para poderem agir em tempo, evitando prejuízos e proporcionando condições para ganhos maiores", conta Pfeifer.

A maioria das patentes sobre escore de condição corporal de bovinos se baseia no uso de imagens da garupa dos animais. Elas demandam alta tecnologia, conhecimento específico e podem demorar para dar o resultado. O Vetscore deverá chegar ao mercado como um dispositivo de baixo custo e confiável, de simples utilização e resultado imediato. Pfeifer revela que foi realizado o depósito de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). A Embrapa estuda estratégias para disponibilizar o produto no mercado.

Tecnologia de forte impacto para pequenos produtores

O maior impacto esperado dessa tecnologia é o seu uso em pequenas propriedades, pois, além do baixíssimo custo, é de simples utilização e oferecerá ao produtor informações para que ele possa realizar a tomada de decisão quanto ao planejamento do manejo, o monitoramento do estado do rebanho e a identificação dos possíveis problemas de saúde, que podem ser rapidamente solucionados, evitando perdas. Para mostrar o impacto do equipamento, Luiz Pfeifer cita o caso de Rondônia, em que a pecuária de leite é considerada um dos setores mais importantes do agronegócio do estado. Ali, um dispositivo como o Vetscore seria ferramenta importante para auxiliar o pequeno produtor em suas decisões e em como investir melhor os recursos no rebanho. Isso se reflete também no restante do País.

Dados divulgados pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron, 2013) mostram que a cadeia produtiva do leite no estado é formada por cerca de 34 mil produtores, estando associada diretamente à geração de renda para a agricultura familiar. Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2012) apontam que o rebanho de Rondônia é o 8º do País e o 2º da região Norte. O estado tem ainda uma média de produção acima de 2,2 milhões de litros de leite por dia, sendo considerado o maior produtor de leite da região Norte e o 9º do País. No entanto, a produção média por animal diária (4,4 litros) ainda é baixa. É neste contexto que se destaca a importância do uso de tecnologias e práticas simples que podem mudar a realidade da produção de leite do estado e da qualidade do rebanho. Então, se o produtor tem acesso a um dispositivo com o qual ele consegue comprovar que está ocorrendo perda ou ganho excessivo à condição corporal do animal, ele pode, imediatamente, incrementar a alimentação da vaca, revertendo o quadro. O Vetscore foi desenvolvido e validado em Rondônia, no entanto, pode ser adotado por todos os pecuaristas do Brasil.

O pesquisador Luiz Pfeifer recomenda que a avaliação do rebanho com o Vetscore seja realizada quinzenalmente, pois, por meio do adequado uso da informação obtida, o proprietário terá o máximo retorno com cada animal. As ações de manejo permitirão, por exemplo, que as fêmeas retornem logo ao cio após o parto e, consequentemente, melhorem as taxas de serviço e concepção logo após o período voluntário de espera (PVE – Período de Descanso do Animal Após o Parto). Se usado adequadamente, essa prática pode ainda representar um ganho na produção de leite do rebanho, pois quanto maior a eficiência reprodutiva, maior será a produção de leite ao longo do tempo. Pfeifer exemplifica que, em vez das fêmeas terem um parto a cada 22 meses – média no estado de Rondônia –, as fêmeas podem ter um parto a cada 14, ou 16 meses, se adotadas as medidas nutricionais adequadas.

Além disso, estima-se que a média de partos por ano pode passar de 0,54 para 0,75. Ao contabilizar apenas este ganho, somente em Rondônia, pode-se chegar facilmente a um aumento anual de cerca de 200 milhões de litros de leite por ano. Ao contabilizar o litro do leite a R$0,65, pode haver um incremento de R$ 130 milhões no agronegócio do leite no estado. Elevando este comparativo a níveis nacionais, o impacto pode ser ainda maior. "Oferecer aos produtores acesso às informações mais precisas sobre seu rebanho é um incentivo para que eles sigam em frente, buscando sempre a melhoria da eficiência e, consequentemente, mais ganhos no campo", afirma Pfeifer.

Para os grandes produtores, que geralmente possuem profissionais especializados para cuidar da nutrição do rebanho, o Vetscore também será muito útil, pois a avaliação visual da condição corporal do animal é o primeiro passo para diagnosticar e promover alterações na dieta do rebanho. Assim, o dispositivo desenvolvido poderá ser uma ferramenta inicial de análise precisa. Tanto para o pequeno como para o grande produtor, obter um acompanhamento do escore corporal e atuar em seus resultados significa conquistar a eficiência e reduzir custos. "A nutrição de gado leiteiro é cara e o manejo inadequado pode gerar grandes prejuízos", alerta o pesquisador.

O Vetscore e a eficiência reprodutiva

Conhecer o escore de condição corporal do rebanho (ECC) influencia diretamente na eficiência reprodutiva. Qualquer fêmea bovina em idade de reprodução pode ser avaliada. Ao alinhar as informações coletadas pelo Vetscore às ações de manejo nutricional, será possível fazer com que as fêmeas alcancem seu máximo potencial produtivo e reprodutivo. "Quando ele me mostrou, eu achei fantástico, porque este dispositivo vem auxiliar na uniformização da leitura do escore de condição corporal e na sua precisão, pois o método mais utilizado é o visual e os técnicos levam um bom tempo passando o olho no rebanho para conseguir fazer esta avaliação de forma mais segura, porém, ainda subjetiva", conta o pesquisador da Embrapa Rondônia, Eduardo Schmitt, complementando que o Vetscore é um método sinalizador de que existe algum problema, tanto de perda como de excesso de condição corporal, e a regulação é sempre realizada com a alimentação.

O uso de uma tecnologia como o Vetscore no campo depende muito da adoção, primeiramente, pelos técnicos que realizam a extensão rural. Eles são o elo entre a pesquisa desenvolvida e sua utilização efetiva pelo produtor. O técnico da Emater Rondônia, José Renato Alves, utilizou o dispositivo e o classifica como uma ferramenta primordial quando se fala em eficiência de reprodução e produção de leite. Ele conta que hoje, por exemplo, um dos gargalos enfrentados pelos técnicos extensionistas em Rondônia é a avaliação da eficiência reprodutiva dos rebanhos, porque o limitador recai no escore corporal da vaca, especialmente no período seco, quando há uma queda na produção leiteira e, muitas vezes, o produtor não compreende que se trata de uma deficiência alimentar. "Com este dispositivo será fácil mostrar ao produtor como estão os animais dele e ele próprio poderá passar a acompanhar o escore do rebanho. Isso é importante porque a propriedade deve ser vista como uma empresa que, com uma boa gestão, deve minimizar custos e aumentar os lucros. O pequeno produtor já está buscando isso. Ele quer mais informações para melhorar a produção e a renda. O Vetscore, com certeza, vai fazer parte das nossas ferramentas de trabalho", argumenta o técnico.

Conheça o Vetscore

O novo método de avaliação dos animais, por meio do Vetscore, foi comparado à avaliação padrão, com escore em escala de 1 a 5, em que foi possível correlacionar o ângulo formado entre os lados da garupa do animal e a condição corporal (CC), sendo possível a elaboração de uma nova escala, representada por cores, conforme a angulação.

O pesquisador Luiz Pfeifer argumenta que, com o uso periódico, o Vetscore poderá informar ao produtor a condição corporal ideal nos diferentes estágios da vida da fêmea bovina, como no pré-parto, parto, pico de lactação e secagem. Também pode minimizar perdas econômicas, devido ao estresse nutricional pós-parto e selecionar fêmeas adequadas para programas de Inseminação Artificial por Tempo Fixo, e separá-las de acordo com sua condição corporal. Pode ainda melhorar a fertilidade geral do rebanho por meio do monitoramento da condição corporal pelo uso sistemático de Vetscore.

Vetscore X outros métodos

No método mais utilizado para a avaliação da condição corporal − o visual −, é feita uma medida subjetiva, baseada na classificação dos animais de acordo com a cobertura muscular e a massa de gordura. Para avaliar o escore de um animal, o avaliador deve, primeiramente, conhecer as principais partes anatômicas que serão usadas como indicadores, que são aquelas onde os depósitos de gordura são visíveis. Essas regiões são as costelas, o lombo, a garupa e a inserção da cauda. Nas costelas, quanto mais magra a vaca, mais fácil se visualiza cada costela e o espaço entre elas, a partir da última costela, no sentido da cabeça do animal. Em animais de melhor condição corporal, é mais difícil visualizar as costelas e os espaços intercostais, pois a cobertura muscular e de gordura recobre as costela de maneira uniforme.

Outra forma de realizar a avaliação da CC é por palpação, para verificar a cobertura muscular e de gordura na região lombar dos animais e existem metodologias que utilizam escalas de 0 a 5 ou de 0 a 9, ambas com classificação que vai de muito magras a muito gordas. São métodos práticos, porém subjetivos. Sendo assim, o uso do escore pode variar entre diferentes avaliadores, mas após um determinado período de prática, essas diferenças tendem a diminuir.

Também foram desenvolvidas formas de avaliação objetiva da CC por ultrassonografia, por meio da medição da camada de gordura dos animais. No entanto, nesse tipo de avaliação, além de ter de ser realizada por profissionais altamente especializados, os aparelhos são caros, inviabilizando seu uso pelos produtores. Da mesma forma, a avaliação objetiva por meio de imagens digitais das garupas dos animais, que depois são processadas com estimativa das CCs por programas de computador, é cara e de difícil manuseio, sendo inviável aos sistemas de produção do Brasil.

Renata Silva (MTb 12361/MG)
Embrapa Rondônia
rondonia.imprensa@embrapa.br
Telefone: (69)3901-2511 ou (69)8119-1588

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Portal Embrapa

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Um grupo de 35 profissionais de comunicação e extensionistas, dois dias de intensas discussões e um desafio nas mãos: como desenvolver estratégias para apoiar a interação entre Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural, diretriz para a consolidação de um plano de inovação e formação para a sustentabilidade da agricultura familiar no país? Assim pode ser resumido o workshop “Estratégias para Interação Pesquisa e Extensão na Agricultura Familiar”, que reuniu, na sede da Embrapa (Brasília/DF), nos dias 7 e 8 de outubro, profissionais dos centros de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas) e dos escritórios de Assistência Técnica e Extensão Rural, com a representação de todas as regiões brasileiras.

O desafio do grupo foi refletir sobre o papel da comunicação para apoiar o plano e propor ações efetivas de comunicação para a promoção da interação pesquisa e extensão. Como resultado, foi elaborado um plano de trabalho para 2015, com ações imediatas e de médio prazo para consolidar o papel estratégico da comunicação nas oficinas de concertação programadas (fóruns para construção de espaços e agenda conjunta em que participam representantes da pesquisa, extensão e agricultura), nos eventos temáticos e nas ações de formação continuada dos multiplicadores (agentes de ATER, cooperativas, organizações não governamentais etc.).

O programa é resultado de um esforço conjunto do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e da Embrapa e prevê a qualificação de 15 mil agentes de Assistência Técnica e Extensão Rural e de famílias atendidas pelos contratos de ATER do Ministério. Para a definição de prioridades no processo de formação de técnicos da extensão rural, o programa adotou como metodologia encontros regionais com representações locais da pesquisa, extensão e agricultura. A meta é alcançar 230 mil agricultores familiares.

“O desafio é superar o distanciamento que existe entre os serviços de extensão rural, a pesquisa agropecuária e o ensino, estimulando trocas de experiências entre agricultores, extensionistas e pesquisadores, a partir da valorização dos saberes locais e tradicionais. E, para isso, vamos precisar muito da comunicação”, destacou o coordenador do Departamento de Assistência Técnica e Extensão do MDA, Hur Ben Correa da Silva.

O diretor-executivo de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Waldyr Stumpf Júnior, presente ao primeiro dia do evento, lembrou que as ações foram criadas no contexto da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) e tem como desafio criar espaços e soluções adequadas para que os agricultores possam se apropriar das tecnologias geradas pela Pesquisa. “Em parceria com o MDA, vamos realizar um conjunto de reuniões em todo o País para conversar, conhecer as realidades, estabelecer as matrizes de oportunidades e desafios para construirmos, juntos, as soluções locais”, destacou Stumpf, lembrando, ainda, que a inovação só acontece quando alguém se apropria de uma tecnologia e consegue melhorar suas condições socioeconômicas.

Para Luciana Silvestre, jornalista do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), encontros como esses são fundamentais para se discutir estratégias de comunicação mais adequadas à realidade dos agricultores. Para ela, além da comunicação institucional, as empresas precisam pensar em ações estratégicas que façam com que o conhecimento científico seja apropriado e resignificado pelos agricultores.

Na opinião do assessor de relações institucionais da Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG), Marne Sidney Moreira, este é o começo de um processo de institucionalização entre pesquisa e extensão rural. Há 48 anos atuando em pesquisa e extensão rural, Carlos César de Queiroz, da Emater-GO, destacou a oportunidade de participar de um processo de construção coletiva, onde a extensão também será protagonista.

Diretrizes prioritárias - Para institucionalizar a participação da comunicação e promover a interação entre pesquisa e extensão, ao final do workshop foram apresentadas aos organizadores algumas diretrizes prioritárias:

• inclusão da participação de profissionais de comunicação da Embrapa, das Oepas e da Ater nos fóruns locais previstos no Programa de Inovação a serem realizados pelo MDA e pela Embrapa nos estados, que começam em 2015;
• realização, durante as oficinas de concertação, de encontros de comunicadores para estabelecer ações regionais para a interação pesquisa, ensino e extensão na agricultura familiar;
• sensibilização dos gestores das instituições sobre a importância da participação da comunicação nas ações do plano;
• participação efetiva da ATER e das Oepas nos programas de rádio e televisão da Embrapa (Prosa Rural e DCTV);
• criação de espaços para compartilhamento de informações (hotsite, videoconferências e encontros regionais de comunicação).

Relato de experiências – Durante o evento, comunicadores e extensionistas tiveram a oportunidade de apresentar experiências de interação junto a públicos específicos, como as oficinas de comunicação para lideranças comunitárias e radialistas do Nordeste; oficinas para mediadores do Projeto Minibibliotecas; os programas de rádio Prosa Rural e Dia de Campo na TV; a produção de materiais pedagógicos regionais, como cartilhas e literatura de cordel para os agricultores do sertão e revistas em quadrinhos para alunos de escolas públicas rurais; o programa Terra Sul, realizado em parceria com a Embrapa Clima Temperado (Pelotas/RS) com a Emater/RS; a Rede de Pesquisa e Inovação em Leite (Repileite) – uma rede social temática que visa o debate de ideias sobre o setor leiteiro, dentre outras ações. Os comunicadores de Ater também destacaram os programas de televisão que realizam com emissoras de TV locais, capacitações e produção de materiais didáticos.


O evento foi uma iniciativa do Departamento de Transferência de Tecnologia (DTT) e da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (SAF/MDA) e contou com o apoio da Embrapa Informação Tecnológica (Brasília/DF) e da Secretaria de Comunicação (Secom). Participaram profissionais da Emater-RO, Emater-MG, Emater-PR, Emater-RS, Emater-GO, Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Empresa Mato-Grossense de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Empaer/MT), Embrapa Agrobiologia, Embrapa Amazônia Oriental, Embrapa Gado de Leite, Embrapa Agroindústria Tropical, Embrapa Tabuleiros Costeiros, Embrapa Acre, Embrapa Semiárido, Embrapa Clima Temperado, Embrapa Agrossilvipastoril, Embrapa Agropecuária Oeste e do Departamento de Assistência Técnica e Extensão do MDA.

Texto: Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)

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Você teria curiosidade de saber que tipo de profissionais se encontram na RepiLeite? Ou se os seus interesses são parecidos com o de outras pessoas que movimentam a rede? Para nós da Embrapa essas informações são valiosas porque com elas poderemos adaptar esse projeto ao público participante. Se você acredita nessa iniciativa e quer contribuir para que a rede seja cada vez mais útil em termos de conteúdos e participação de qualidade, colabore respondendo a nossa pesquisa de opinião disponível aqui. Dez minutos do seu dia somados aos dos outros que responderem o formulário são horas de inspiração para a equipe que pensará em melhorias.

Além de questões básicas sobre qual a idade, nível de escolaridade, local onde moram e área profissional do membro, perguntamos ainda por que a RepiLeite é relevante para quem participa da rede. É muito importante que o maior número de pessoas participe para que as visões de diferentes segmentos da cadeia leiteira (pesquisadores, extensionistas, produtores, estudantes e outros profissionais) estejam presentes nos resultados. Quem responder a pesquisa estará nos ajudando a justificar investimentos para esta rede. E mais: essas informações poderão despertar a construção de novas redes em outros setores da agropecuária. Não é interessante? Então, o que está esperando? Clique aqui e participe. A equipe da RepiLeite agradece!!!

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A Embrapa Gado de Leite participa anualmente de um estudo sobre os maiores laticínios do Brasil. O levantamento é liderado pela Leite Brasil, com participação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Organização das Cooperativas Brasileira (OCB), Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL) e a Viva Lácteos.

O somatório da produção recebida pelos 12 maiores laticínios em 2013 foi 8,1 bilhões de litros, representando um crescimento equivalente a 9,6% em relação ao somatório do ranking 2012. “Trata-se de um resultado substancialmente acima do que se esperava do crescimento da produção total de leite no Brasil em 2013, que seria entre 5% e 6%”, avalia o colaborador Lorildo Stock, um dos participantes da pesquisa. Ele reforça que o resultado da produção total do leite do Brasil é anualmente publicado no segundo semestre do ano subsequente.

A DPA (joint venture entre Nestlé e Fonterra) manteve a primeira colocação no ranking, com crescimento de 3,8% em relação a 2012, captando um total 2,33 bilhões de litros. No ranking anterior, havia apresentado uma queda de 7,8% na captação em comparação a 2011. Algumas empresas apresentaram crescimento vigoroso, como é o caso da Confepar (54,5%), Laticínios Bela Vista (30,5%), Castrolanda/Batavo (28%), Vigor (26,8%) e Danone (23,6%). Já a LBR e a Italac, que estavam presentes, respectivamente, no 2º e 4º lugar do ranking de 2012, não apresentaram dados no ranking de 2013.

O trabalho mostra que as empresas que compõem o Ranking ocuparam ao longo de 2013, em média, 71% de sua capacidade instalada. Segundo Stock, “chama a atenção o fato de que do total de leite captado, 26% corresponde ao volume comprado de terceiros, mantendo-se a importância, do ponto de vista da indústria, dessa forma de captação, por conta da capacidade ociosa em algumas indústrias, obrigando-as a adquirir leite direto do setor produtivo.” Todavia, Stock informa que há a expectativa de ampliação das plantas especialmente nas regiões de maior crescimento da produção (Sul e Sudeste). A produção média por produtor cresceu 7,7%, reforçando a tendência de crescimento da escala de produção no campo.

Confira o ranking clicando aqui.

Fonte: Site Embrapa Gado de Leite

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antônio Andrade, participa nesta segunda-feira, 17 de fevereiro, do lançamento do Plano Mais Pecuária, na Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora - MG. A cerimônia terá a presença do presidente da Embrapa, Maurício Antônio Lopes, e de outras importantes autoridades políticas e da pecuária. O Prefeito da cidade também já confirmou presença.

O evento será às 15h, no auditório da Embrapa Gado de Leite (Rua Eugênio do Nascimento, 610, Dom Bosco). Logo em seguida, no mesmo local, as autoridades permanecem para Coletiva de Imprensa, prevista para 16h.

A apresentação do Plano também poderá ser acompanhada online, em transmissão simultânea na rede social temática RepiLeite (www.repileite.com.br).

Sobre o Plano

A Embrapa contribuiu com o Mapa na elaboração do Plano Mais Pecuária, construído ao longo de 2013. Sua execução será feita na forma de dois programas, o Mais Leite e o Mais Carne. O nome tem relação direta com os quatro eixos estruturantes de cada programa: Melhoramento genético, Ampliação de mercados, Incorporação de tecnologias, Segurança e qualidade dos produtos.

O objetivo é aumentar de forma sustentável a produtividade e a competitividade da pecuária bovina de leite e de corte, por meio de ações coordenadas, em benefício da sociedade brasileira. Não se configura como uma política anual, ao contrário, vislumbra horizonte de dez anos, com metas de curto, médio e longo prazos. Após o período, poderá ser continuado, com aplicação de novas metas.

A gestão do Plano Mais Pecuária é responsabilidade do Mapa, por meio de um Comitê Gestor e um Comitê Executivo. Ao primeiro caberá decidir os temas prioritários e a alocação dos recursos, os quais virão de fontes descentralizadas de Secretarias do Mapa. O Comitê Executivo terá relacionamento com Câmara Setorial de Leite e Derivados, Câmara Setorial da Carne Bovina, Subcomissão Permanente do Leite da Câmara dos Deputados, instituições de pesquisa, além dos Ministérios da Fazenda, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Uma série de projetos será desenvolvida para cada eixo do Mais Leite e do Mais Carne, tanto pelo Governo quanto pela iniciativa privada.

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Carolina Pereira - MTb11055-MG

Jornalista da Embrapa Gado de Leite

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XII Congresso Internacional do Leite

O XII Congresso Internacional do Leite, realizado pela Embrapa Gado de Leite em Porto Velho (RO), entre os dias 5 a 8 de novembro, reuniu quase 700 pessoas, entre estudantes, produtores, técnicos e pesquisadores da área. Os temas apresentados foram abordados por renomados pesquisadores e gestores que trouxeram experiências da Austrália, Colômbia, Escócia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Uruguai e Brasil.

Além da equipe da Unidade, contribuíram para as atividades de organização, apoio e divulgação profissionais da Embrapa Rondônia, da Emater-RO, UNIR, ULBRA e Governo de Rondônia. Para quem não compareceu ao Congresso e para aqueles que quiserem aprofundar no assunto, basta acessar os anais do evento e as apresentações dos palestrantes clicando aqui. 

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, assinou nesta terça-feira (6/8/2013), a Instrução Normativa que estabelece critérios adicionais para a produção de queijos artesanais. A assinatura ocorreu no auditório da FAEMG, em Belo Horizonte, e contou com a presença do governador do Estado, Antonio Anastasia. O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Duarte Vilela, esteve no evento representando o presidente da Embrapa, Maurício Lopes.

Com a normativa, o queijo artesanal mineiro deixará de ser exclusividade dos consumidores do estado. A Instrução Normativa estabelece critérios para viabilizar a venda do produto em todo o país. Iniciado ainda no século 18, o processo de fabricação artesanal do queijo a partir de leite cru, não pasteurizado, permaneceu praticamente intocado até os dias de hoje. O desacordo entre as legislações federal e a mineira fazia com que o legítimo queijo mineiro sofresse restrições sanitárias do Ministério da Agricultura, proibindo-o de ser vendido fora de Minas Gerais.

Esta Instrução Normativa supre as lacunas da norma que regulamentava a produção de queijos artesanais, publica em dezembro 2011, no Diário Oficial da União (IN 57). Além de expandir os requisitos de certificação de queijarias, a norma flexibiliza a análise de estudos técnico-científicos que comprovem que a redução do período de maturação não compromete a qualidade e a inocuidade do produto. O ministro Antônio Andrade, explicou que o período de maturação é importante para eliminar risco de tuberculose e brucelose, mas o controle sanitário ao longo do processo pode dispensar a maturação.

A IN 57 já previa a possibilidade de maturação de queijos por período inferior a 60 dias e definia requisitos para sua produção. A regra estabelecia que a produção de queijos artesanais com maturação inferior a 60 dias ficasse restrita às queijarias situadas em regiões certificadas ou tradicionalmente reconhecidas e em propriedade produtora de leite cru com status livre de tuberculose, brucelose e controle de mastite.

Segundo a IN 57, o leite cru utilizado na produção do queijo deve ser analisado mensalmente pelos laboratórios da Rede Brasileira de Qualidade do Leite. As propriedades produtoras devem estar em dia com as normas do Programa de Boas Práticas de Ordenha e de Fabricação, incluindo o controle dos operadores, controle de pragas e transporte adequado do produto até o entreposto. As propriedades também precisam realizar o controle da água utilizada nas atividades.

Rubens Neiva, jornalista Embrapa Gado de Leite

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Chat: Tratamento de água na propriedade rural

9846960299?profile=originalO quarto Chat da RepiLeite foi realizado no dia 20/3/2013 e contou com a moderação do pesquisador da Embrapa Gado de Leite Marcelo Otenio. O tema foi "Tratamento de água na propriedade rural".

Durante uma hora e trinta minutos foram abordadas questões como a importância do tratamento da água na produção de leite e saneamento rural, os possíveis tratamentos, a legislação vigente e as experiências e dúvidas de cada participante.

Clique aqui para fazer o download dos materiais de aprofundamento que foram citados durante o bate papo.

Agradecemos à participação de todos!

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Alguns dos palestrantes do XI Congresso Internacional do Leite autorizaram o compartilhamento de suas apresentações. Disponibilizamos abaixo para download.

Experiência de sucesso da Fonterra - Nicola M Shadbolt, Professora Associada de Gestão do Agronegócio e Co-diretora do Programa de Agricommerce da Massey University, Nova Zelândia

Experiência de sucesso da Cooperativa Dos Pinos - Bernardo Macaya Trejos, Presidente da Fepale, Vice-presidente e Diretor do Conselho de Administração da Cooperativa Dos Pinos/Costa Rica

Desafios para a cadeia do leite nacional: visão da assistência técnica - Argileu Martins da Silva, Diretor do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ministério do Desenvolvimento Agrário

Cenário atual e perspectivas futuras de PD&I na França - Jonathan Levin, Chefe Internacional do Departamento de Fisiologia Animal e Sistemas de Produção Animal do INRA

Cenário atual e perspectivas futuras de PD&I na Nova Zelândia - Kevin Macdonald, Pesquisador da Dairy New Zealand

Cenário atual e perspectivas futuras de PD&I no Canadá - Graham Plastow, CEO Livestock Gentec Ctr, University of Alberta

Cenário atual e perspectivas futuras de PD&I na Argentina - Miguel Taverna, Coordenador do Programa Nacional do Leite do INTA-Rafaela

Cenário atual e perspectivas futuras de PD&I no Brasil - Duarte Vilela; Chefe-geral da Embrapa Gado de Leite

Verdades e mitos sobre as mudanças climáticas

Luis Carlos Baldicero Molion, Pesquisador do Instituto de Ciências Atmosféricas da Universidade Federal de Alagoas
Hilton Silveira Pinto, Professor da UNICAMP

Inovação sustentável e linhas de crédito e financiamento do Programa ABC - Elvison Nunes Ramos, Coordenador do Programa ABC do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Bioeficiência em sistemas de produção de leite - uma análise ambiental e econômica - Luiz Gustavo Ribeiro Pereira, Pesquisador da Embrapa Gado de Leite

Estratégias tecnológicas para uma pecuária de leite sustentável: caso de sucesso - Craig William Bell, Diretor Administrativo da Fazenda Leitissimo S/A

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9846958872?profile=originalO ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues afirmou que o cooperativismo é a saída para o Brasil vislumbrar um protagonismo mundial no setor leiteiro. Rodrigues abriu o primeiro dia de atividades do Congresso Internacional do Leite, em Goiânia-GO, defendendo que o agronegócio brasileiro tem força, já que representa 1/4 do PIB nacional.

"Falta ao setor organização e articulação. A cadeia produtiva, a sociedade e o governo devem interagir com vistas à geração de políticas públicas", conclui Rodrigues. Com esta afirmação, o ex-ministro respondeu à provocação do moderador do painel, o diretor presidente da Centroleite (Cooperativa Central dos Laticínios de Goiás), Haroldo Max de Souza, que propôs aos palestrantes e ao público pensarem no cenário desejado para daqui a 20 anos.
As palestras apresentadas na sequência trouxeram experiências bem sucedidas de cooperativas em diversos países. Uma delas foi a Fonterra, da Nova Zelândia, que congrega 10.500 produtores. A Fonterra é responsável por 25% da receita de exportação do país e figura entre as quatro principais cooperativas do mundo. O caso foi apresentado pela professora associada de Gestão do Agronegócio e co-diretora do Programa de Agricommerce da Massey University, Nicola Shadbolt.

Nicola Shadbolt também expôs as experiências da indiana Amul, detentora de 4% do mercado de leite mundial; da Arla Foods, com produtores cooperados em 13 países e produtos distribuídos em mais de 100 países; e da norte-americana Dairy Farmers of America, hoje responsável por 17% do comércio mundial do setor.

Vindo da Costa Rica, o presidente da Federación Panamericana de Lechería (Fepale), Bernardo Macaya, acrescentou mais um bom exemplo: a cooperativa Dos Pinos, da qual é vice-presidente e diretor do Conselho de Administração. A Dos Pinos exporta para 14 países a partir de três bases físicas. Possui 21 instalações para venda de insumos, medicamentos, concessão de crédito e capacitação dos produtores cooperados. Investe em programas de transferência de tecnologia e de responsabilidade social, fortalecendo as estratégias para acelerar o crescimento do agronegócio do leite na América Central.

(Assessoria de Comunicação – Congresso Internacional do Leite) 

Rubens Neiva

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O Brasil é um grande produtor de leite e sua produção vem crescendo substancialmente nos últimos anos. Segundo as últimas estatísticas do IBGE, a produção de leite teve aumento de 4,5% entre 2010 e 2011. Ou seja, no ano passado foram produzidos 32,1 bilhões de litros de leite no País, aproximadamente 1,4 bilhão de litros a mais que em 2010. Se a taxa de crescimento da produção se mantiver em 4,5% ao ano, o Brasil vai fechar 2012 com 33,5 bilhões de litros de leite produzidos (Figura 1).

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Pela Figura 1, pode-se observar que nos últimos oito anos, a produção de leite aumentou 37%, passando de 23,5 bilhões de litros produzidos em 2004 para 32,1 bilhões de litros em 2011. Isso equivale a um aumento anual médio de 4,7%. Este aumento no volume de produção de leite mantém o Brasil entre os cinco países com maior produção de leite no mundo que, segundo os dados da FAO, são: Estados Unidos, Índia, China e Rússia.


No País, a maior produção de leite continua ocorrendo em Minas Gerais, que representa 27,3% da produção nacional. Em segundo lugar, aparece o Rio Grande do Sul, com 12,1% da oferta de leite no Brasil, seguido pelo Paraná (11,9%) e por Goiás (10,9%). No entanto, as variações percentuais na produção de leite entre 2010 e 2011 foram bem discrepantes entre os estados, conforme pode ser visualizado na Figura 2.

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Na Figura 2 pode-se observar que as maiores taxas de crescimento da produção de leite de vaca ocorreram em Goiás (9,0%), Rio Grande do Sul (6,8%), Paraná (6,2%) e Minas Gerais (4,4%). Por outro lado, houve redução da produção em alguns estados, como a de 12,0% em Rondônia e 4,6% na Bahia, além da quase estabilidade paulista.


No entanto, em termos de volume de leite produzido a mais em 2011, os destaques foram: Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, que juntos introduziram R$ 1,3 bilhões de litros no mercado, ou seja, 92,7% do aumento da produção brasileira em 2011. Com isso, os estados que tiveram a maior geração de renda com o leite em 2011 foram, nesta ordem: Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Santa Catarina e São Paulo. Em Minas Gerais, o valor bruto da produção de leite em 2011 foi de R$ 6,9 bilhões, o que representa quase o dobro do valor gerado no Centro-Oeste, mais do que o dobro do valor da produção no Nordeste e mais de seis vezes a renda produzida pelo leite no Norte.

 
Autores: 
Marielli Cristina de Pinho – Estudante de Ciências Econômicas da UFJF 
Kennya Beatriz Siqueira – Pesquisadora da Embrapa Gado de Leite 
Eduardo da Silva Mercês – Estudante de Ciências Econômicas da UFJF

Fonte: Panorama do Leite (www.cileite.com.br) 

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Nesta sexta-feira, dia 26 de outubro, a Embrapa Gado de Leite comemora 36 anos de trabalhos dedicados à pesquisa. Para celebrar a data, será inaugurado, às 10h no Campo Experimental da Embrapa, em Coronel Pacheco – MG, o Complexo Experimental Multiusuário de Bioeficiência e Sustentabilidade da Pecuária. O investimento, orçado em mais de R$ 12 milhões, é visto pela Embrapa Gado de Leite como prioritário e definirá os rumos da pesquisa na instituição.

De caráter interinstitucional e interdisciplinar, as ações do Complexo serão conduzidas em parceria com 17 instituições, envolvendo 75 pesquisadores de todo o país. O Complexo irá mobilizar boa parte do estafe de pesquisa da instituição em ações multidisciplinares que abrangem genômica, reprodução, sanidade, ambiência, nutrição, etc.

A pecuária de leite nacional sempre adaptou para as condições locais as tabelas de exigências nutricionais estabelecidas nos países de clima temperado. Com o início das atividades do Complexo, busca-se elaborar tabelas e fórmulas próprias, estabelecendo tecnologias para adoção da nutrição de precisão para o mundo tropical. A pesquisa quer também elucidar o real impacto ambiental causado pela atividade pecuária.

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Trocar experiências e ideias sobre assuntos que ainda são considerados polêmicos e que precisam de mais esclarecimentos é um dos objetivos do VI Encontro Nacional de Comissões Internas de Biossegurança – VI ENCIBio, realizado em Uberlândia de 15 a 18 de outubro. Durante a mesa redonda do primeiro dia de evento, o pesquisador Luiz Sérgio de Almeida Camargo da Comissão Interna de Biossegurança da Embrapa Gado de Leite, ao lado do José Fernando Garcia, da Faculdade de Medicina Veterinária da UNESP, Mário Hirata, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP/SP e Margareth Capurro, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), vão abordar os Desafios na Experimentação com Animais Geneticamente Modificados.

Segundo o pesquisador da Embrapa, um dos grandes desafios na área é definir os critérios para a condução de experimentos com animais de médio e grande porte mantidos em regime de contenção, de acordo com a classe de risco e nível de biossegurança exigido. Muitos dos critérios adotados para animais de laboratório podem ser utilizados em área de contenção para os de grande porte, enquanto outros são mais difíceis de serem realizados. “Em um laboratório é possível impedir a passagem de insetos, como as moscas. No entanto, em um curral com grande quantidade de bovinos, por exemplo, é difícil. Além do mais, dependendo do tamanho do rebanho isto se torna oneroso, limitando a condução de experimentos, principalmente por parte de instituições públicas de pesquisa”, explicou Luiz Sérgio.

Mesmo assim, o pesquisador ainda aponta os benefícios dos estudos com os transgênicos em regime de contenção com animais de médio e grande porte. “É importante para se estabelecer a geração de animais GM de forma eficiente e segura, pois são fundamentais para biofábricas que produzem proteínas recombinantes. Certas drogas farmacêuticas são fabricadas em bactérias ou células geneticamente modificadas cultivadas em grandes estruturas laboratoriais e já são comercializadas, como a insulina recombinante”, disse.

Luiz Sérgio ainda salienta que um animal GM de médio ou grande porte poderá produzir no leite a mesma proteína, com o mesmo gene, porém em maior quantidade, requerendo menor estrutura física e menos gastos de energia de um laboratório.

Dessa maneira, espera-se uma maior produção da proteína a um menor custo, podendo atender uma maior parcela da população. Outro aspecto é gerar animais GM que possam ser mais resistentes a doenças e contribuir para a produção de alimentos que sejam mais saudáveis, com menos uso de antibióticos e inseticidas.

A mesa redonda na qual o pesquisador Luiz Sérgio de Almeida Camargo da Comissão Interna de Biossegurança da Embrapa Gado de Leite integrará será realizada no dia 16 de outubro, às 16h, durante o VI ENCIBio em Uberlândia.

FONTE: Rubens Neiva - Jornalista da Embrapa Gado de Leite

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Interessados podem enviar os trabalhos até o dia 15 de outubro

Os interessados em participar do XI Congresso Internacional do Leite com trabalhos científicos têm até o dia 15 de outubro para submeter os trabalhos à comissão científica do evento. Os estudos devem contemplar um dos seis temas:

- Produção Animal;

- Qualidade do leite e Saúde Animal;

- Melhoramento Genético;

- Mercado e Políticas Públicas;

- Pastagens e Forragicultura;

- Transferência de Tecnologia.

Podem participar até quatro trabalhos por primeiro autor sendo o limite de oito autores por trabalho. É necessário que, pelo menos, o primeiro autor esteja inscrito no Congresso Internacional do Leite. Informações sobre as regras para a submissão dos trabalhos podem ser obtidas no site do Congresso (http://www.cnpgl.embrapa.br/congresso2012).

O evento – Cerca de mil pessoas devem participar do Congresso Internacional do Leite. O evento, idealizado pela Embrapa Gado de Leite será realizado pela terceira vez em Goiânia-GO, em parceria com a Federação de Agricultura do Estado de Goiás e o Senar-GO.


O Congresso é composto por dois eventos: o Workshop sobre Políticas Públicas para o Agronegócio do Leite e o Simpósio sobre Sustentabilidade da Pecuária de Leite no Brasil. O workshop será dividido em dois painéis: o Cooperativismo no Brasil e no mundo e P & D e inovação na pecuária de leite. O simpósio terá como temas de debates os desafios para a cadeia do leite no Brasil e pecuária de leite sustentável.


Especialistas de vários países levarão ao público os últimos avanços das pesquisas para o setor. Estudantes e pesquisadores também poderão submeter trabalhos a serem divulgados durante o Congresso. As inscrições poderão ser realizadas pelo site até o dia 30 de outubro. Estudantes e produtores pagam R$ 50,00 e técnicos e demais profissionais pagam R$ 100,00. Os preços das inscrições para quem se inscrever durante o evento são R$ 70,00 e R$ 100,00, respectivamente.


Além do workshop e do simpósio, ocorrerão três eventos paralelos: O Encontro das Cooperativas de Leite da América Latina, a Reunião da Subcomissão Permanente do Leite da Câmara dos Deputados e a Reunião da Câmara Setorial do Leite. O Congresso será realizado no Atlanta Music Hall - BR 153, KM 10, QD. 28. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (32) 3311-7487 (Embrapa) ou (62) 3096-2208 (FAEG).

 

Rubens Neiva

Jornalista – Embrapa Gado de Leite

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Produtores rurais que trabalham com pecuária leiteira devem estar sempre atentos à mastite, doença que atinge vacas leiteiras, causando a inflamação da glândula mamária e ocasionando prejuízos à atividade de produção de leite. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Rondônia, Juliana Dias, as perdas econômicas decorrem de vários fatores como: diminuição da produção, custos com mão de obra, honorários profissionais, gastos com medicamentos, morte ou descarte precoce de animais e queda na qualidade do produto final. Além das perdas, a infecção pode representar risco à saúde humana devido à eliminação de microrganismos e toxinas no leite consumido.

A pesquisadora explica que a mastite é causada, principalmente, por bactérias, mas também podem ocorrer casos devido à infecção por fungos, algas e vírus.  A doença pode se apresentar de duas formas. A forma clínica é caracterizada por alteração no leite, podendo ocorrer tambémanormalidades visíveis no úbere, como aumento de temperatura e edema. Já a forma subclínica é caracterizada pela ausência de alterações visíveis a olho nu. “A forma subclínica ocorre com mais frequência sendo responsável por cerca de 70% das perdas, e pode diminuir a produção de leite em até 45%”, informa Juliana.

Controle

Para o controle da mastite, um conjunto de medidas pode ser aplicado junto ao rebanho, como a definição da situação da doença, a higiene e o conforto no local onde ficam os animais e o manejo adequado de ordenha. Os procedimentos que garantem esse manejo adequado são: realização do teste da caneca telada em todas as ordenhas para o diagnóstico de mastite clínica; realização do California Mastitis Test (CMT) a cada quinze dias para o diagnóstico da mastite subclínica; desinfecção dos tetos antes da ordenha; secagem dos tetos com papel toalha; realização da ordenha manual ou colocação da ordenhadeira mecânica; desinfecção dos tetos após a ordenha e alimentação dos animais para que eles permaneçam em pé até o completo fechamento do esfíncter do teto.

“Para evitar a transmissão da mastite, além do manejo de ordenha adequado, recomenda-se a implantação da linha de ordenha, utilizando como base o resultado do CMT. A linha é estruturada de forma que as vacas negativas sejam ordenhadas primeiramente. Em seguida, as vacas com mastite subclínica e, por último, os animais com mastite clínica”, explica Juliana.

As medidas para o controle da doença também incluem o tratamento imediato dos casos clínicos com antibiótico. A indicação do medicamento deve ser feita por um técnico. O tratamento deve ser realizado por, no mínimo três dias. A pesquisadora observa que os animais que estão sendo tratados devem ser marcados e o leite deles descartado durante o tratamento, considerando o período de carência do produto descrito na bula, para evitar a presença de resíduos no leite do tanque ou latão.

Outra medida é a limpeza e manutenção dos equipamentos de ordenha, sendo que esta última deve ser feita a cada seis meses, visando garantir a sanidade da glândula mamária. A lavagem do equipamento deve ser feita imediatamente após a ordenha seguindo as instruções do fabricante.

Durante a secagem, o uso de antibióticos específicos em todos os quartos do animal é fundamental para o tratamento de casos subclínicos, adquiridos durante a lactação, e também para a prevenção de novas infecções durante o período seco. A recomendação é que o animal tratado seja acompanhado durante as duas primeiras semanas pós-tratamento.

De acordo com Juliana, devem ser separados e descartados os animais com mastite crônica não curada, devido à diminuição da capacidade produtiva do teto afetado e potencial fonte de infecção para os animais não infectados.

Medidas

Para evitar a ocorrência da mastite no rebanho, recomenda-se a análise do California Mastitis Test (CMT) ou CCS, ou exame microbiológico do leite, dos animais a serem comprados. Células somáticas são células de defesa (predominantemente leucócitos) e células de descamação do epitélio mamário. “Em caso de mastite, existe um aumento das células somáticas no leite, o que é definido como indicador da infecção. O CMT é um teste feito a campo para diagnóstico da mastite, pois detecta a presença de células somáticas [CS] no leite. O CCS, que é a contagem de células somáticas, é realizado em laboratórios oficiais da Rede Brasileira de Laboratórios de Qualidade do Leite [RBQL], por isso é mais preciso e confiável e os valores são expressos em células por mL”, esclarece Juliana Dias.

Monitoramento

O monitoramento da doença deve ser feito através da coleta sistemática de dados de CCS dos animais. Para os casos de mastite clínica devem ser registrados dados como: número do animal, duração do caso, dia, tratamento realizado e duração do tratamento. Além dessas informações individuais, é necessário o monitoramento dos dados do rebanho, como incidência de casos de mastite clínica e informações sobre CCS dos animais. “Nos animais em que a CCS está alta é indicada a realização da cultura microbiológica para a identificação do agente causador da infecção e, assim, estabelecer uma estratégia de controle mais eficaz”, finaliza a pesquisadora.

Fonte: www.embrapa.br

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Chat: Qualidade do Leite

O terceiro Chat Temático da RepiLeite realizado no dia 22/08 com os colaboradores da Embrapa Gado de Leite, Guilherme Souza e Letícia Mendonça, abordou o tema "Qualidade do Leite”. O objetivo foi discutir o que se entende sobre o assunto.

O bate papo contou com a participação de vários membros da rede que apontaram os parâmetros utilizados para medir a qualidade do leite; redução de CCS (Contagem de Célula Somática) de um rebanho; controle da mastite, assistência técnica em algumas regiões e programas complementares de estudo. A troca de conhecimento entre eles foi importante para esclarecimentos e saber qual a melhor alternativa para trabalhar na propriedade. 

Disponibilizamos abaixo materiais para aprofundamento que foram citados durante o chat. Agradecemos à participação de todos os membros.


Materiais para aprofundamento:
http://www.cnpgl.embrapa.br/downloads/chat_qualidade_leite.zip

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Sancionada pela presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira, 20 de julho, a lei que estabelece o medicamento genérico de uso veterinário no Brasil, a qual entrará em vigor dentro de 90 dias. A lei conceitua os novos medicamentos veterinários e define os critérios para registro e comercialização no país. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) terá papel fundamental nesse processo: regular a produção e o emprego desses medicamentos, que devem ter a mesma qualidade, eficácia e segurança dos produtos convencionais.

“É uma iniciativa que busca disponibilizar no mercado produtos com um custo menor, atendendo a um anseio dos produtores rurais. Da mesma forma que os produtos convencionais são avaliados hoje, vamos analisar as garantias de segurança e eficácia desses novos medicamentos”, garante a diretora substituta do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários, Angélica Ribeiro.

Após a adequação da regra vigente – voltada a medicamentos convencionais – para a inserção dos produtos genéricos, o Mapa passará a ser o responsável pelo registro das substâncias e pelo acompanhamento desde a fabricação até o emprego desses insumos. Entre essas etapas, o Ministério da Agricultura também fará análise de fiscalização do medicamento genérico, mediante coleta de amostras do produto na indústria e no comércio, para confirmação da bioequivalência (conformidade dentro das características e uso recomendado).

Caberá ao Ministério da Agricultura, ainda, editar periodicamente a relação dos produtos de uso veterinário no País seguida dos nomes comerciais e das respectivas empresas fabricantes. A lei determina que a pasta promova programas de apoio ao desenvolvimento técnico-científico aplicado à melhoria da qualidade dos produtos de uso veterinário e de incentivo à cooperação técnica para aferição da qualidade e da eficácia de produtos farmacêuticos de uso veterinário.

Para acessar o texto completo da Lei nº 12.689, clique aqui.

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