Todos os posts (1272)

Classificar por

Em abril, o preço do leite ao produtor manteve a trajetória de valorização, mas com diminuição no ritmo de crescimento. Na comparação anual, as cotações de abril ficaram 26% superiores aos valores pagos no mesmo mês de 2018. No quadrimestre a alta foi de 30% em relação ao ano passado, em termos nominais

Outro fato positivo para os pecuaristas é a melhora contínua observada na relação de troca entre preço do leite/preço do concentrado que fechou abril em 30,5 litros de leite para aquisição de uma saca de 60 kg de concentrado. Em abril de 2018 eram necessários 42 litros de leite para compra da mesma saca de concentrado.

No varejo, o preço do leite UHT apresentou pequena desvalorização em abril, sobre o mês anterior, sendo esta a primeira queda no índice em 2019. Em relação a um ano atrás, os preços de abril do UHT ficaram 5% maiores.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus na sua edição de maio de 2019 que também traz os dados da balança comercial brasileira de leite e derivados, com destaque para a queda nos valores importados em abril na comparação com o mesmo mês de 2018.

A publicação está disponível no site do Centro de Inteligência do Leite e pode ser acessada no link: http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

Saiba mais…

Sorteio de vagas no E@D Leite

9846986260?profile=original

Participe do sorteio de vagas para as próximas turmas dos cursos do E@D Leite.

Nossos cursos são produzidos e acompanhados por especialistas das diversas áreas relacionadas a atividade leiteira.

Para concorrer, deixe abaixo o seu e-mail e qual curso deseja realizar.

O sorteio acontecerá dia 31/05 e os ganhadores da promoção serão divulgados aqui. 

Boa sorte a todos!

Saiba mais…

9846966885?profile=originalA qualidade do leite produzido no Brasil é tema recorrente de debates nas últimas duas décadas, envolvendo as esferas públicas e privadas do setor. Essa discussão foi impulsionada principalmente pela tendência mundial de consumo de produtos lácteos mais seguros e com maior qualidade. Em 2002 foi aprovada a Instrução Normativa nº 51, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que aprovou os “Regulamentos Técnicos de Produção, Identidade e Qualidade do Leite tipo A, do Leite tipo B, do Leite tipo C, do Leite Pasteurizado e do Leite Cru Refrigerado e o Regulamento Técnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel”.

A IN 51 promoveu mudanças na cadeia produtiva do leite com ações voltadas para difusão das práticas para melhoria da qualidade do leite. Na época, foram determinados prazos para que o produtor se adequasse às exigências de qualidade. Apesar dos avanços conquistados, observou-se que uma grande parte dos produtores de leite brasileiro não estavam aptos a atender as exigências nos prazos estabelecidos, mais especificamente em relação aos parâmetros de CCS e CBT. Dessa forma, os parâmetros de qualidade do leite foram atualizados por meio da Instrução Normativa nº 62, de 21 de dezembro de 2011. Novamente, o prazo para atender as especificações técnicas de qualidade do leite determinadas na IN 62 foram postergadas sucessivamente com a publicação da Instrução Normativa nº 7 de 3 de maio de 2016 e Instrução Normativa n° 31 de 29 de junho de 2018. Durante o prazo de vigência da IN 31, foi novamente observado pelos resultados das análises oficiais de qualidade realizadas pela Rede Brasileira de Laboratórios de Qualidade do Leite (RBQL), que grande parte dos produtores não estariam aptos a atender as exigências de qualidade mais rígidas previstas para entrarem em vigor a partir de 1° de julho de 2019.

Com o objetivo de simplificar o entendimento sobre os prazos e exigências de qualidade estabelecidos em Instruções Normativas anteriores e, promover um plano mais robusto e duradouro de qualificação dos produtores de leite, o MAPA publicou em 26 de novembro de 2018 a Instrução Normativa 76 e Instrução Normativa 77. A IN 77 estabeleceu os critérios e procedimentos para a produção, acondicionamento, conservação, transporte, seleção e recepção do leite cru em estabelecimentos registrados no serviço de inspeção oficial, e, ainda, revogou as Instruções normativas 51/2002, 62/2011, 07/2016 e 31/2018. Com a nova redação dada pela IN 76, que aprovou os regulamentos técnicos que fixam a identidade e as características de qualidade que devem apresentar o leite cru refrigerado, o leite pasteurizado e o leite tipo A, ficou estabelecido apenas um teto máximo para os parâmetros de CBT e CCS, portanto, não havendo mais prazo e exigências de qualidade crescentes como nas normas anteriores.

Os requisitos previstos na IN 76 para o leite cru refrigerado de tanque individual ou de uso comunitário deve apresentar médias geométricas trimestrais de Contagem Padrão em Placas de no máximo 300.000 UFC/mL (trezentas mil unidades formadoras de colônia por mililitro) e de Contagem de Células Somáticas de no máximo 500.000 CS/mL (quinhentas mil células por mililitro). O MAPA espera que com essas instruções normativas, sejam criadas bases mais sólidas para uma evolução progressiva e de longo prazo para a melhoria da qualidade do leite no País.

Cláudio Antônio Versiani Paiva - Médico Veterinário, doutor em Ciência Animal

Para saber mais sobre este assunto, você não pode perder a próxima palestra ao vivo:

Título:  Legislação sobre a qualidade do leite no Brasil / Instruções normativas 76 e 77/2018 do MAPA

Palestrante: Mayara Souza Pinto

Data: 20/05/2019

Hora: 13:30

Mais informações: Clique aqui!

Saiba mais…

9846985099?profile=original

Mais informações disponíveis, profissionais articulados em Rede, presença fiscalizadora de órgãos públicos e privados, métodos tecnológicos avançados buscam o fim de uso de antibióticos.

Um dos maiores problemas de saúde pública levantados por especialistas no mundo é a presença de resíduos de antibióticos em alimentos estabelecendo uma resistência a esses medicamentos, especialmente em produtos de proteína de origem animal, como o leite. Esta preocupação foi levantada sob diversas discussões durante a realização do Workshop Internacional Leite Seguro, que a Embrapa Clima Temperado (Pelotas,RS) promoveu junto a representação de 30 instituições brasileiras importantes do setor de laticínios, durante três dias no final do mês de abril, na Estação Experimental de Terras Baixas, no Capão do Leão/RS. Como resultado do evento foi feita a  formação Rede Leite Seguro: Ações para a promoção da qualidade, segurança e integridade do leite, com objetivos claros delineados para pôr em prática em 2019, já que se aproxima uma época ao fim de uso de antibióticos.

Ocorrência dos antibióticos
Durante o evento foram apresentados diversos dados significativos sobre a ocorrência de resíduos de antibióticos nos alimentos. Os participantes puderam refletir sobre informações como  a cada ano, 700 mil pessoas morrem de infecções resistentes a medicamentos, e especialistas preveem que esse número pode subir para 10 milhões. "A projeção é que a resistência aos antibióticos mate muito mais que o câncer", afirmou o presidente da G100 e Comitê Brasileiro da Federação Internacional do Leite(FIL/IDF), Wilson Massote Primo.

O presidente da comissão organizadora do evento, Marcelo Bonnet, trouxe também a informação de que cerca de 70% dos antibióticos nos EUA são dados ao gado, e isso tem um efeito indireto na saúde humana. "As cepas resistentes de bactérias entram na cadeia alimentar e são consumidas por nós", destacou Bonnet. Além disso, pesquisas recentes apontam para uma possível ligação entre antibióticos e obesidade, bem como diabetes tipo 2 e asma.

O evento
O objetivo do evento, segundo Marcelo Bonnet, é exterminar o problema e levantar soluções existentes. Conforme ele, a Embrapa tem um conjunto de soluções, tecnologias e trabalhos úteis a esta proposta e está atuando como mediadora entre as empresas públicas e privadas. "Nós precisamos melhorar as boas práticas agropecuárias (BPAs), garantir que aja controle de venda, de uso, de aplicação adequada dos antibióticos, controlar a saúde animal para evitar o uso desnecessário desses medicamentos, precisamos de dados do campo, dados da pesquisa, integração com o setor produtivo para saber qual a prevalência de leite com resíduos de antibióticos no país", listou Bonnet.

Embora, ele fale que os dados informados pelos órgãos fiscalizadores brasileiros  apresentem baixos índices de resíduos de antibióticos no leite, é preciso garantir cem por cento de leite seguro. "Vamos incluir rotinas no Laboratório de Qualidade do Leite (Lableite) da Embrapa: as análises de resíduos no leite. Através desta Rede, vamos também fazer um trabalho com o Laboratório Nacional Agropecuário do Rio Grande do Sul (Lanagro/RS) para desenvolver novos protocolos de métodos, programas mais apropriados, específicos e baratos", completou Bonnet.

O leite é produzido em quase todos os municípios brasileiros. O Estado do RS é o segundo maior produtor de leite no Brasil e a região Sul é a que mais produz leite no país. "A sociedade demanda leite seguro e leite de qualidade", ressalta Bonnet.

A Rede Leite Seguro
Após três dias de encontro, foi registrada a necessidade de formação de uma rede de pesquisa para encaminhar avanços tecnológicos brasileiros, sendo  instalada a Rede Leite Seguro: Ações para a promoção da qualidade, segurança e integridade do leite. Esta Rede irá definir os participantes e governança para Sustentabilidade da Rede Brasileira de Laboratório de Controle da Qualidade do Leite - RBQL; irá ampliar, analisar, gerenciar e utilizar da melhor forma o sistema de informação–SIMQL; comunicará soluções disponíveis na temática do Leite Seguro; estabelecerá prioridades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação; estabelecerá prioridades baseados em dados e informações para a proposição de Políticas Públicas; proporá interação Governo, setor produtivo e sociedade na construção de Políticas Públicas; usará meios para circular informações na cadeia produtiva e comunicar políticas públicas à sociedade; será um elo de ligação entre o produtor e o consumidor; elaborará questionário com vistas a estabelecimento de banco voluntário de dados e informações quanto a detecção, qualificação e quantificação de resíduos de antimicrobianos em leite, visando a captação de informações junto aos produtores de leite; estabelecerá a correlação e correspondência estatísticas de ensaios de triagem confirmatório para resíduos de antimicrobianos em leite; e irá propor estratégias táticos operacionais para curto, médio e longo prazo.

A criação da Rede Leite Seguro, de acordo com a pesquisadora Maira Zanela, é uma forma para conhecer os principais fatores de riscos e reduzir esses riscos de resíduos de antibióticos para que o consumidor final possa consumir um leite com segurança. "A nossa finalidade é que o consumidor não tenha medo de ingerir um produto tão bom nutricionalmente", afirmou Zanela.

Irão participar desta Rede representantes que estiveram reunidos neste Workshop como MAPA, Lanagro do Brasil, Embrapa (unidades de Pelotas/RS e Juiz de Fora/MG), G100, Federação Internacional do Leite (FIL/IDF), SEBRAE, Emater/ RS-Ascar, SETREM, URI (Laboratório de Qualidade), Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia/USP, Zoetis, Neogen/Sindal, PrimeTech, GlobalFood, Hexis Científica, Charm Sciences, Rasip Alimentos, Barbosa & Marques S/A, Clínica do Leite, Cooperativas Languiru, Serrano, Serramar, Tirolez, COOPERAG, Laticínios Belo Vale, Latco Ltda, Italac, LatVida e Piracanjuba.

Avanços Tecnológicos
Foi apresentado na oportunidade do Workshop o que há na atualidade de avanços tecnológicos como os Métodos Confirmatórios e de Triagem, mas sendo necessário o compartilhamento inteligente por controles oficiais e privados, que garantam o foco, a qualidade e a quantidade dos dados e informações. "A nossa intenção é preparar uma carta para o MAPA adotar algumas sugestões referente as normativas que estão em vigor, e iremos propor um teste no mês de maio, junto ao Lanagro/RS, dos métodos confirmatórios", adiantou Bonnet.

Método de triagem e confirmatórios
Marcelo Bonnet apresentou a ideia de uso dos métodos combinatórios inteligentes de análise de resíduos ao utilizar os de triagem e os confirmatórios. Os métodos de triagem tem limitações, mas podem dizer quais os antibióticos tem especificamente na amostra de leite. De acordo com o Marcelo Bonnet, esse método informa o grupo, mas não informa qual  o antibiótico específico e também não indica o nível de concentração do antibiótico. São métodos rápidos, baratos e convenientes para o setor produtivo, para alertar precocemente o leite contaminado, que não entra na cadeia produtiva.

Já os métodos confirmatórios são sensíveis, são seletivos, são robustos. Podem, ou não, ser rápidos, dependendo da automação do próprio laboratório. São muito caros e não estão ao alcance do produtor. "É possível combinar os dois: quando você tem um grande volume na triagem e consegue tomar aquelas amostras positivas e confirmá-los em laboratório, a equipe avança em conhecimento ao criar correlações, estatísticas importantes, para melhorar a segurança do produto, deixando o processo competitivo, satisfazendo a necessidade do consumidor e protegendo a saúde pública", explica Bonnet.

O teste de triagem pode acusar falsos positivos leites contaminados, por isso, precisa-se usar mais de controle no país com grandes volumes de dados. "Um produtor que tem uma amostra positiva em meio a mais de 500 análises, ao longo de um ano ou dois anos, sem problema algum, possivelmente é um falso positivo. Mas você pode fazer isso quando você tem informações, dados em grandes volumes, análises e tendências mapeados no tempo e no espaço. Com isso, você consegue lidar com alarmes falsos ou com quem é, ou  não é, e ainda saber como lidar com cada caso", pontuou Bonnet.

Palestras do Workshop
Uma das importantes palestras que foi apresentada durante o Workshop Internacional Leite Seguro foi sobre Inovação e Tecnologia na Embrapa, ministrada pelo diretor-executivo de Inovação e Tecnologia da Empresa, Cleber Oliveira Soares, que mostrou a curva de progressão das mudanças sócio-econômicas, os contextos desafiadores e os novos drivers, além de como está estabelecida a Rede de Inovação em Agricultura e uma visão de atuação para 2030. Cleber Soares falou também do papel da Diretoria de Inovação e Negócios que tem o objetivo de transformar ideias em inovação e entregar valor a sociedade. Em sua explanação também apresentou como está a estruturação da Embrapa para trabalhar com Inovação e Negócios, focando em inovação aberta, ativos qualificados, inserção no mercado e adoção de ativos. "A agricultura brasileira e a produção de alimentos tem multifuncionalidades que devem estar baseadas em Ciência e critérios de sustentabilidade", afirmou Soares. Segundo ele, a sustentabilidade aproxima produtores e consumidores, gerando valor e impacto na sociedade.

No primeiro dia de Workshop foram apresentadas palestras sobre o que vem sendo desenvolvido em pesquisa, desenvolvimento e inovação em leite pela Embrapa; a importância do papel do setor organizado, como a ocupação do país no Comitê Brasileiro da Federação Internacional do Leite (FIL/IDF), apresentado pelo G100 e FIL/IDF; quais são as ações que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está realizando ao uso prudente  de antimicrobianos em pecuária de leite; seguido por diversos departamentos do Mapa e do Lanagro/RS que discorreram suas experiências sobre os avanços no controle de antimicrobianos em leite, além das experiências e desafios relatados por produtores, indústria e cooperativas de laticínios participantes do evento. O segundo dia foi centrado na discussão do problema da mastite, uma das dificuldades sanitárias no rebanho de leite, que usa tratamentos a base de terapias antimicrobianas, assim como, a apresentação de uma das soluções tecnológicas para identificação rápida de resíduos de antibióticos  em leite que é o método de triagem da Embrapa. O último dia foi encerrado com a formação da Rede Leite Seguro.

Cristiane Betemps com participação de Catarine Thiel (MTb 7418/RS)
Embrapa Clima Temperado

Contatos para a imprensa

Telefone: (053) 3275-8215

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846982854?profile=original

Homenagens e lançamento do sumário de touros ocorrerão durante a Expozebu

Será lançado nesta quinta-feira (2) o 20º Sumário de Touros e Matrizes Guzerá, fruto do esforço conjunto da Embrapa Gado de Leite e do Centro Brasileiro de Melhoramento Genético do Guzerá (CBMG²), bem como dos parceiros e colaboradores do Programa Nacional de Melhoramento do Guzerá para Leite (PNMGuL). A publicação (Série Documentos nº 237) disponibiliza na forma de ranking o mérito genético de cerca de 700 touros e de 400 matrizes, avaliados pelo Teste de Progênie, pelo Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos (PMGZ) e/ou pelo Núcleo de Múltipla Ovulação e Transferência de Embriões (MOET). O PNMGuL está completando 25 anos e, durante o lançamento, serão realizadas homenagens às instituições e pessoas que contribuem para o desenvolvimento da raça. O início do evento está marcado para 19h, no Salão Nobre da ABCZ, durante a 85ª Expozebu.

Ao longo dos 25 anos do programa, somam-se 174 touros avaliados pelo teste de progênie, dos quais 90 têm seus resultados publicados e outros 84 estão em teste; 553 touros de 169 famílias avaliados pelo Núcleo MOET e 134 touros da base de dados do PMGZ. Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Frank Bruneli, serão apresentados pela primeira vez no sumário os resultados de 11 touros, além da aplicação de uma nova metodologia de avaliação.

A raça Guzerá é utilizada tanto em sistemas especializados na produção de leite, quanto em sistemas de duplo propósito, ou seja, que produzem leite e carne. Segundo resultados do PNMGuL, houve nestes 25 anos um aumento médio de 50 kg de leite/ano na lactação das vacas Guzerá. A raça preserva suas características de rusticidade, sendo adequada para sistemas intensivos de produção de leite e também indicada para regiões que vem sofrendo com a crise hídrica decorrente das mudanças climáticas. “O Guzerá tem potencial genético para alcançar grandes produções. Também é uma raça importante quando o objetivo é a redução dos custos de produção”, diz o pesquisador.

Homenagens – A Embrapa é uma das instituições que serão homenageadas durante o evento. A pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Maria Gabriela Peixoto também será homenageada. Ela faz parte do programa há 14 anos, nove deles como coordenadora. “O Programa trabalha com muita precisão e transparência. Isso é o resultado da coesão do grupo e do respeito pelos técnicos envolvidos no trabalho”, diz Maria Gabriela.

Rubens Neiva

Embrapa Gado de Leite

Contatos para a imprensa

cnpgl.imprensa@embrapa.br

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

9846983465?profile=originalA desinformação, os mitos e os preconceitos são obstáculos que produtores interessados na conversão para orgânicos precisam superar. A avaliação é do auditor fiscal federal agropecuário Marcelo Laurino, do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Ele foi o primeiro palestrante do II Curso de Pecuária Leiteira Orgânica, aberto nesta sexta (26) na fazenda Nata da Serra, em Serra Negra (SP).

O curso é promovido pela Embrapa e pela Nata da Serra e reúne 43 participantes neste primeiro módulo, que terminou sábado. O segundo módulo acontecerá na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP), em junho. No total, serão seis módulos até outubro.

Laurino disse que se baseia em ciência e experiências práticas para tentar mostrar aos interessados que a produção orgânica é viável socialmente, economicamente e tecnicamente.

Os preconceitos a que ele se refere são percepções equivocadas de que a produção orgânica represente “uma volta ao passado, que é grosseira, que não utiliza tecnologia, que não vai ser capaz de alimentar toda a humanidade, que é coisa só de rico. Ao longo da palestra vamos demolindo esses preconceitos porque eles não têm razão de ser”, afirmou.

Segundo ele, embora não tenha estatísticas, o número de produtores orgânicos cresce todos os anos. Essa indicação coincide com a de representantes de multinacionais que estiveram na abertura e que estão patrocinando o treinamento, como a Danone, a Nestlé e a Gensur. O curso também tem patrocínio da Socil e Tru-Test.

André Novo, coordenador do curso e chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, disse que neste ano um grande diferencial será o encontro das duas turmas – a de 2019 e a de 2018 – no segundo módulo. “Será um momento de troca de experiências e de conhecimento. Queremos formar uma rede de informações sobre leite orgânico”, afirmou. Ele também destacou o aumento do número de patrocinadores e o investimento das empresas na capacitação.

Ricardo Schiavinato, proprietário da Nata da Serra e produtor de orgânicos há mais de 20 anos, disse que ficou surpreso com a demanda. “No primeiro ano tivemos fila de espera para o segundo e agora já temos fila de espera para o ano que vem.” A turma de 2019 terá um módulo a mais e o conteúdo sobre sanidade animal será aprofundado.

PARTICIPANTES

Na abertura do módulo, estiveram presentes produtores e técnicos do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Distrito Federal e Minas Gerais. A veterinária Milena Coppola, de Pirassununga (SP), pretende ampliar o conhecimento sobre orgânicos para ajudar na propriedade do namorado Gabriel. “Nosso interesse é por uma questão de princípio, de filosofia de vida. Já implantamos uma agrofloresta, uma horta e criamos galinhas coloniais com um manejo bem simples”, conta.


Na fazenda Guadalupe a família de Gabriel já produz leite, mas no sistema convencional. “Adotamos algumas tecnologias, como inseminação e rotação de pasto. Queremos uma propriedade mais sustentável, um polo de educação ambiental, e estamos estimulando os funcionários a essa prática.” Há dez anos sem tomar medicamentos, Milena aposta muito na prevenção, tanto para a saúde humana como para a animal.

O veterinário Anderson Luís Marques, o engenheiro de produção Vinícius Eloi Woicik, e o agrônomo Raphael Anzalone vieram do Paraná para a capacitação. Eles trabalham no Spa Lapinha, em Lapa (PR), que tem capacidade para receber até 60 hóspedes. Junto ao spa funciona uma fazenda onde são produzidos os alimentos servidos aos visitantes.

Anderson contou que no passado já houve uma tentativa de converter a produção de leite para o sistema orgânico, mas sem sucesso. Agora a equipe busca treinamento para uma nova tentativa. Lapa fica a 80 quilômetros de Curitiba e a empresa pensa em explorar também o mercado da capital. Para isso, a será necessário alterar o serviço de inspeção municipal para o estadual. Na fazenda, são produzidos queijos, ovos e hortaliças.

ÚLTIMO SUSPIRO

No segundo dia do curso, sábado (27), Ricardo Schiavinato abriu a programação contando sua história de vida. Filho de um dentista, ele ganhou a propriedade do pai ao finalizar a faculdade de agronomia. Começou a produzir tomate, morango e outras culturas em sistema convencional. O negócio não ia bem e o produtor conta que praticamente quebrou. “Estava quase desistindo quando meus pais vieram visitar a propriedade e ele quis experimentar o tomate e o morango que eu produzia, mas não deixei, pois havia acabado de aplicar produtos químicos”, contou.


Segundo Ricardo, o pai percebeu que havia algo muito errado na situação em que o filho não servia à própria família o que produzia. Nessa ocasião ele começou a ter os primeiros contatos com a agricultura orgânica, buscou informações e decidiu “tentar o último suspiro”. Deu certo.

A vida de Ricardo mudou e ele conta, ainda emocionado, como tudo melhorou. Em 2006 ele procurou a Embrapa Pecuária Sudeste em busca de informações para produzir leite orgânico. Começava ali, em março de 2007, uma parceria e uma relação de aprendizado mútuo que persiste até hoje.

O segundo a falar foi André Novo, que mostrou conceitos básicos da pecuária de leite orgânico e falou dos princípios do programa Balde Cheio. “Não há fórmula pronta. Cada produtor é um caso diferente. Importante é descobrir o que importa em cada propriedade”, disse.

André falou da importância da visão sistêmica, já que cada produtor precisa olhar para sua terra de um modo diferente, “pensar a propriedade, pensar nas pessoas e entender a realidade do lugar onde está”.

O pesquisador da Embrapa Artur Chinelato, idealizador do programa Balde Cheio, chegou a Serra Negra na manhã de sábado e foi apresentado ao grupo. No período da tarde, os participantes visitaram os pastos e viram de perto os animais criados na Nata da Serra.

Ana Maio (Mtb 21.928)
Embrapa Pecuária Sudeste

Contatos para a imprensa
pecuaria-sudeste.imprensa@embrapa.br
Telefone: + 55 (16) 3411-5734

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

Tuberculose; é melhor ficar atento

9846984653?profile=original

A tuberculose é transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch, e tem como principais sintomas tosse por mais de duas semanas, produção de catarro, febre, sudorese, cansaço e dor no peito. A doença é transmitida pelo Mycobacterium tuberculosis, o bacilo de Koch. É provavelmente a doença infectocontagiosa que mais mortes ocasiona no Brasil. Estima-se, ainda, que mais ou menos 30% da população mundial estejam infectados, embora nem todos venham a desenvolver a doença.

A melhor forma de prevenção é a imunização ainda na infância. Portanto, os pais não podem deixar de levar seus filhos para tomarem a vacina BCG. Se a criança ou o adulto não for vacinado, deve fazer o teste de Mantoux, ou PPD. Caso não apresente reação, deve ser vacinado, o que pode ser feito em qualquer faixa de idade.

Para aqueles que por ventura forem acometidos pela tuberculose, o tratamento é feito com três drogas diferentes: pirazinamida, isoniazida e rifamicina. Durante dois meses, o paciente toma os três medicamentos e, a partir do terceiro mês, toma só isoniazida e rifampicina. A medicação não deve ser suspensa antes do prazo previsto. Se o paciente começar a tomar os remédios e interromper, facilitará a seleção de uma colônia de bactérias resistentes aos medicamentos e ficará mais difícil ser curado.

Contágio- A primoinfecção ocorre quando a pessoa entra em contato com o bacilo pela primeira vez. Proximidade com pessoas infectadas, assim como os ambientes fechados e pouco ventilados favorecem o contágio. O ser humano se comporta como reservatórios do bacilo, ou seja, convive com ele porque não conseguem eliminá-lo ou destruí-lo e, uma vez reativado o foco, a pessoa passa a ser um agente infectante.

Para que a primoinfecção ocorra, é necessário que ele chegue aos alvéolos. Se não alcançar os pulmões nada acontece. A partir dos alvéolos, porém, pode invadir a corrente linfática e alcançar os gânglios (linfonodos), órgãos de defesa do organismo. Como o bacilo destrói a estrutura alveolar, formam-se cavernas no tecido pulmonar e vasos sanguíneos podem romper-se. Por isso, na tuberculose pulmonar, é frequente a presença de tosse com eliminação de catarro, muco e sangue.Portadores do vírus HIV e de doenças como diabetes, por exemplo, podem desenvolver formas graves de tuberculose. Por isso, devem manter-se sob constante observação médica.

Saiba mais…

9846981089?profile=original

O APPLeite foi desenvolvido pensando nos produtores, para que eles possam de forma descomplicada, rápida e agradável ter acesso as soluções tecnológicas, as informações, aos resultados de pesquisa e conteúdos técnicos relativos à pecuária de leite visando a melhoria das condições de trabalho, aumento na produção e renda.  Tornando assim, um canal efetivo de comunicação entre a Embrapa e seu público-alvo.

 

Para o acesso as informações, o layout das páginas, os ícones, a disposição dos elementos na tela, as funcionalidades, tipo de conteúdo, formato dos conteúdos, links e a própria navegação, foram pensados e validados junto com grupo de produtores.

 

O APPLeite:

  • Disponibiliza e integra o acesso aos principais produtos e serviços ofertados pela Embrapa, por meio de Links (EAd, cursos presencias, serviços laboratoriais, entre outros)
  • Oferece toda coleção e-rural que é formada por cartilhas, e-books e vídeos adaptados a cultura e a linguagem do produtor.

O conteúdo disponível nesta coleção foi elaborado a partir de textos científicos sobre temas de interesse prático e imediato dos produtores rurais. A linguagem destas cartilhas é simples, adaptadas a cultura e próxima ao vocabulário do produtores rurais.

Funcionalidades das publicações:

  • Enviar por email
  • Publicar no facebook
  • Enviar o link por whatApp, sms e gmail
  • Abrir, imprimir, salvar publicação na nuvem
  • Buscar por palavra chave dentro pdf
  • Buscar por voz os conteúdos adaptados
  • Visualizar vídeos
  • Acessar as principais soluções tecnológicas da Embrapa

Os ebooks podem ser lidos por telefone celulares equipados com leitor de epub. Caso não tenha leitor de ebook instalado em ser celular, acesse Google Play e digite:  Play livros.

Solicite o link para baixar o aplicativo, deixando seu e-mail.

Em caso de dúvidas e sugestões, post aqui seu comentário.

Saiba mais…

USO DE BOTÃO DE OURO NA ALIMENTAÇÃO DE VACAS LEITEIRAS

 

Leonardo Henrique Ferreira Calsavara (Emater-MG)

Rafael Sandin Ribeiro (UFSJ)

Rogério Martins Maurício (UFSJ)

 9846978484?profile=original

Uma das limitações para a produção de bovinos é a disponibilidade de alimentos baratos e de qualidade, especialmente em períodos de seca ou estiagem. A cotação em dólar, o baixo estoque mundial e o alto preço dos ingredientes da ração impactam diretamente na produção de fontes proteicas de origem animal, como carne e leite, utilizadas na alimentação humana. A alimentação animal corresponde a 60 a 80% do custo operacional total da produção do leite.

Como alternativa para suprir o déficit forrageiro das pastagens, a ensilagem de milho é o método mais utilizado no Brasil. Entretanto, apenas a silagem não é capaz de atender as exigências nutricionais da vaca. Assim, torna-se necessária a suplementação com concentrados à base de milho e soja, alimentos de preços elevados e também utilizados por humanos, monogástricos e para produção de biocombustíveis.

A utilização de volumosos suplementares de elevados teores proteicos (arbustivas ou arbóreas, leguminosas ou não) pode ser uma opção capaz de reduzir a necessidade de concentrado e os custos com a alimentação. Este artigo tem como objetivo apresentar ao produtor rural a planta “Botão de Ouro” (Tithonia diversifolia) como alternativa forrageira para nutrição de vacas de leite. Para tal seguem informações baseadas em estudos conduzidos na UFSJ e em outras instituições (IFET - Barbacena; CIPAV - Colombia; Fundaccion Produce - México), as quais podem esclarecer o leitor quanto à forma de plantio, colheita e, formas de uso em dietas para vacas em lactação.

CARACTERÍSTICAS

Família da Asteraceae,

Planta herbácea-arbustiva,

Elevada produção de biomassa

Atingir de 1,5 a 4m de altura

Flor amarela, com forte odor de mel Muito ramificada

Multifunções

Origem e distribuição geográfica

América Central

Amplamente difundida na região tropical do mundo

Presente em diferentes continentes

Características agronômicas

Exigência a clima e solos

Altitude: desde o nível do mar até 2.500 metros

Chuva: 800 a 5.000 mm

Temperaturas: 20e 27º C

Cresce em diversos tipos de solo

Ácidos

Saturação mediana de alumínio

Baixo conteúdo de fósforo

Preparo do solo

Por meio de aração profunda e gradagem. Dependendo das condições de compactação a aração pode ser seguida por subsolagem

Plantio

Estacas de 30 a 50 cm de comprimento

Colhidas no terço médio da planta

O plantio em sulcos, profundidades de 25 a 30 cm, em fileiras duplas

Cobertas com leve camada de solo de 5 a 10 cm Ou

Via sementes (pouco utilizado no Brasil, mas com larga utilização em outros países)

Quebrar a dormência com água a 80ºC, por 30 segundos

Espaçamento de plantio

 Plantio solteiro (monocultura) 1x1mou0,75x0,75m

Consorciado com capim 5 entre linhas e 0,25 m entre estacas

Utilização do Botão de Ouro para bovinos

Quando pastejar ou colher?

Estádio do emborrachamento (antes da floração)

Elevada produção de forragem

Alto valor nutritivo

Valor nutricional no emborrachamento

Produção de biomassa: 70 t ha-1 / corte Crescimento rápido

Proteína bruta: 14,8 a 28,8%

FDN: 47,6%

FDA: 33,6%

Balanceamento de dietas contendo Botão de Ouro

Exemplos de dietas para vacas leiteira (550 kg de P.V. e produtividades médias de 15 e 25 kg/leite/dia) com diferentes níveis de inclusão de Botão de Ouro (Tabelas 1 e 2).

9846979465?profile=original

Observa-se que a inclusão de Botão de Ouro promoveu a redução das despesas alimentares sem alterar a oferta de proteína, energia e fibra para a produção de leite em todos os níveis de inclusão. Com a inclusão de 20% (kg de matéria natural na dieta) de Botão de Ouro em um rebanho composto por 25 vacas em lactação, produção média de 15/litros/dia, é possível inferir uma economia mensal de R$ 975,00 nas despesas com alimentação, sem afetar o desempenho animal.

Simulando-se um rebanho composto por 25 vacas em lactação, produção média de 15/litros/dia, recebendo 20% (kg de matéria natural na dieta) de Botão de Ouro é possível inferir uma economia mensal de R$ 1.275,00 nas despesas com alimentação, sem afetar o desempenho animal.

9846980452?profile=original

OUTROS USOS DA PLANTA

Constituinte de rações para aves, ovinos e coelhos

Substituição de 15% de MS do milho contido na dieta

Controle de erosão

Sistema radicular profundo

Capacidade de desenvolvimento em solos com baixos níveis de fertilidade

Elevada cobertura vegetal, reduzindo os impactos da chuva e do vento sobre o solo

Adubo verde

Ciclagem de nutrientes: nitrogênio (3,5% MS), fósforo (0,37% MS), potássio (4,1% MS) Absorção de fósforo, mesmo que esse esteja indisponível para outras plantas

17 t de MS de Botão de Ouro equivalem a 45 kg de fósforo

Planta apícola

Inflorescência em forma de capítulos

Inúmeras flores

Forte odor de mel

Atratividade das abelhas do gênero Apis mellifera, Trigona spinipese Tetragonista angustula

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Botão de Ouro apresenta potencial forrageiro na inclusão de dieta de vacas em lactação, principalmente devido ao alto teor proteico e elevada produção de biomassa, podendo reduzir o custo final.

Saiba mais…

9846975061?profile=original

Novo método é capaz de prever a ocorrência de geada em Mato Grosso do Sul.

Danilton Flumignan, pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (MS), desenvolveu um método capaz de prever com bastante antecedência a ocorrência de geadas da região sul do estado de Mato Grosso do Sul. É possível saber ainda em dezembro a temperatura mínima aproximada que será atingida em junho. Essa informação é atualizada no mês de maio, quando é confirmada ou não a ocorrência de geada. O pesquisador revela que, segundo dados coletados até o momento, a região não deverá sofrer com geadas este ano (veja mais abaixo).

Flumignan salienta que, especialmente no mês de junho, as geadas são motivo de grande preocupação dos produtores de milho safrinha. “Naquele mês, o milho ainda se encontra em uma fase sensível de seu desenvolvimento e a geada pode ser prejudicial à cultura”, esclarece o cientista, frisando que a extensão do prejuízo está associada à intensidade da geada.

Sem geada este ano

Segundo o pesquisador, para 2019 o sistema específico de previsão de geadas para o sul de Mato Grosso do Sul demostrou que a temperatura mínima prevista para junho é de 10,9 ºC. “Considerando-se a incerteza associada ao modelo matemático que faz a previsão, estima-se que a temperatura poderá ficar entre 8,6 ºC e 13,2 ºC. As geadas geralmente ocorrem com temperaturas abaixo de 4ºC, e somente abaixo desse patamar é que podem vir a ser classificadas como fraca, moderada ou forte”, explica Flumignan.

Em 2018, a previsão divulgada foi a de risco de geada moderada em junho, com temperatura mínima prevista de 5º C, podendo oscilar entre 2,7 e 7,3 ºC. Os dados divulgados pela previsão se confirmaram e a temperatura mínima registrada em junho de 2018, foi de 6 ºC, em Dourados, e 5,2 ºC, em Rio Brilhante.9846977055?profile=originalComo é o método

O sistema usa dados de chuva medidos na estação agrometeorológica Guia Clima da Embrapa Agropecuária Oeste, localizada em Dourados (MS), e da temperatura da superfície do mar fornecidos pela agência americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA).

Com índice de confiança de 95%, o sistema é capaz de prever em dezembro, e com uma margem de erro conhecida de ±2,3ºC, qual a temperatura mínima deverá ocorrer em junho, no sul do Mato Grosso do Sul. Baseando-se nessa temperatura prevista e na escala da Tabela 1, é possível prever se ocorrerá a geada e com qual intensidade.

9846976878?profile=originalComo as geadas representam um fator de risco à produtividade no campo, a Embrapa Agropecuária Oeste vem analisando alguns métodos de previsão.

Dados históricos

O Guia Clima da Embrapa Agropecuária Oeste mantém informações organizadas dos últimos 40 anos do município de Dourados. A série histórica mostra que 25,4% das geadas na região ocorreram em junho. “Dessas, a maioria, 77,8%, foram de intensidade média ou forte, provocando danos às lavouras e prejuízos aos produtores”, conta Flumignan. Desde 1979, em junho, ocorreram geadas em 21 anos, totalizando 38 episódios.

Em outros meses, os riscos de geadas não chegam a preocupar os produtores de milho safrinha. É o caso de julho que, apesar apresentar geadas mais frequentes (51% dos registros), é uma época em que as lavouras estão em fase final de ciclo ou já foram colhidas, o que reduz potencial de dano. Em maio, por sua vez, as geadas são raras (4% dos registros) e, quando ocorrem, costumam apresentar intensidade fraca.

Protegendo o milho safrinha

O milho de segunda safra é a principal cultura de inverno de Mato Grosso do Sul. Em 2018, foram cultivados no estado cerca de 1,7 milhão de hectares de milho safrinha. Aproximadamente 70% dessas lavouras estavam na região sul de Mato Grosso do Sul.

O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) estabelece que, nessa região, o milho safrinha deve ser semeado até 10 de março a fim de minimizar os riscos de perdas nas lavouras.

O engenheiro agrônomo da Embrapa Gessi Ceccon, especialista em cultivo de milho safrinha, explica que existem três tipos de ciclos de híbridos de milho: superprecoce, precoce e normal. No caso de lavouras com híbridos de milho superprecoce, a geada em junho não causa prejuízos porque o milho já terá formado grãos, prontos para colheita. “Entretanto, para os de ciclo precoce e normal, a geada em junho acarreta menor enchimento dos grãos e, consequentemente, menor produtividade”, destaca Ceccon.

De uma maneira geral, o analista salienta que é muito difícil prever os potenciais danos que a geada pode causar ao milho, caso ela ocorra em junho. “Muitas variáveis estão envolvidas, como relevo da propriedade, época de plantio e ciclo do híbrido. Porém, de maneira geral, é possível afirmar que ainda que a geada ocorra em junho e que venha a ser forte, não haverá uma perda completa da lavoura, pois o milho safrinha é semeado de forma escalonada nas propriedades rurais de Mato Grosso do Sul, ou seja, ocorre gradativamente conforme vai sendo realizada a colheita da soja”, acrescenta.

Ele chama atenção para a amplitude do prejuízo em situações específicas. “No caso de ocorrer uma geada forte, em uma lavoura localizada em uma baixada, com um hibrido de ciclo normal, a perda certamente será grande.” Ele frisa que mesmo ocorrendo perdas severas na plantação, o cereal pode ser colhido e fornecido como alimento para os animais, pois é uma rica fonte de energia. Dessa forma, é possível minimizar os prejuízos.

Christiane Congro Comas (MTb 00825/9/SC)
Embrapa Agropecuária Oeste

Contatos para a imprensa

agropecuaria-oeste.imprensa@embrapa.br
Telefone: (67) 3416-6884

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)

www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

A margem de rentabilidade dos produtores de leite brasileiros nesses três primeiros meses de 2019 foi melhor que no mesmo período de 2018. Na média nacional, o preço nominal bruto recebido pelos produtores foi 32,3% mais elevado do que em igual período do ano passado. Enquanto isso, o custo de produção, estimado pelo ICPLeite/Embrapa, aumentou 9,3%. Portanto, uma situação favorável aos produtores.

O primeiro trimestre de 2019 também foi de margens mais atraentes os varejistas, mas de aperto para a indústria. Nesse período, o preço real ao produtor subiu e o indicador de margem do varejista ficou estável. Enquanto isso, o indicador de margem da indústria recuou, dificultando a manutenção de preços mais altos para os produtores nos próximos meses.

Na balança comercial de lácteos, após dois meses de crescimento, as importações voltaram a cair em março. Alguns fatores que podem explicar esta queda estão relacionados às incertezas na economia que levaram à desvalorização cambial; a valorização dos lácteos no mercado internacional; e a desaceleração dos preços internos do leite UHT, leite spot e queijo muçarela.

Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de abril de 2019, que está disponível no Centro de Inteligência do Leite e pode ser acessada no link: http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

Saiba mais…

O preço do leite ao produtor manteve a trajetória de valorização nesse primeiro trimestre, com aumento de 4,4% em março sobre o mês anterior, alcançando a marca de R$1,58, na média nacional. Na comparação anual, as cotações de março foram R$0,40 superiores aos valores pagos no mesmo mês de 2018. Nos Estados, as maiores médias de preço em março foram registradas em Goiás (R$1,62) e no Paraná (R$1,61). Já a menor média ficou no Rio Grande no Sul com R$1,50.

Outro fato positivo para os pecuaristas foi a melhora na relação de troca entre preço do leite/preço do concentrado que fechou em 32 litros de leite para aquisição de uma saca de 60 kg de concentrado. Em março de 2018 eram necessários 45 litros de leite para compra da mesma saca de concentrado. Por outro lado, o custo de produção de leite inverteu sua trajetória de queda, que vinha desde novembro de 2018 e registrou leve alta em março, de 0,55%.

No varejo, o preço do leite UHT continuou valorizando em março, mas com aumento menor que nos dois meses anteriores. Em relação a um ano atrás, os preços de fevereiro do UHT ficaram 11% maiores.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus na sua edição de abril de 2019 que também traz os dados das maiores empresas de laticínios do Brasil em 2018, divulgados recentemente pela Leite Brasil. A publicação está disponível no site do Centro de inteligência do Leite e pode ser acessada pelo link> http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

Saiba mais…

Após quatro quedas consecutivas, o custo de produção subiu em março de 2019. O Índice de Custo de Produção de Leite – ICPLeite / Embrapa apresentou elevação de 0,55%, na comparação com o mês anterior.  Os grupos “Concentrado” e “Energia e combustível” foram os principais responsáveis por esse aumento.

No acumulado desses três primeiros meses de 2019, o ICPLeite/Embrapa ficou praticamente estável com variação negativa de 0,07%. Já no acumulado de doze meses, a variação no índice de custo ainda está positiva, com alta de 6,24%. Nesse período, somente o grupo “Qualidade do leite” apresentou deflação (- 0,42%). Todos os demais grupos apresentaram aumentos, com destaque para os grupos ligados à alimentação do rebanho e de energia.

Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de março de 2019. A publicação está disponível no site do centro de Inteligência do Leite e pode ser acessada no link> http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4

Saiba mais…

BOAS PRÁTICAS PARA TUDO

*PEDRO BRAGA ARCURI

Na internet, a Enciclopédia Wikipedia define “Boa Prática” como um método ou técnica que tenha sido aceita de um modo geral como superior a outras alternativas, porque produz resultados melhores, ou, porque tenha se tornado um padrão para se fazer determinada atividade.

Tudo relacionado à atividade leiteira pode, e deve ser adaptado a este conceito. Um exemplo: boas práticas de manejo na cria de bezerras diminuem a mortalidade das bezerras durante a fase de aleitamento, porque há melhoras na lida do tratador com as bezerras, na higiene e no conforto do bezerreiro, seja este de que tipo for. Outro exemplo, boas práticas incluem a escrituração zootécnica e o exame clínico como ferramentas de monitoramento permanente dos animais, garantindo seu bem-estar. Especialmente em sistemas intensivos de produção, sem perder de vista que o bem-estar cresce de importância, pois os consumidores querem consumir carne e leite de animais mantidos em conforto, com seus hábitos naturais respeitados.

“Rezando a missa para o Vigário”, qualidade do leite tem origem em vacas sadias e no controle permanente da higiene na ordenha, na manutenção da limpeza e no correto funcionamento de ordenhadeiras e do tanque de armazenamento do leite.  Para garantir a qualidade, as boas práticas de produção são recomendadas e reforçadas com cursos e acompanhamentos, em alguns casos são exigidas por cooperativas e indústrias comprometidas com o seus produtos e seus consumidores.  O seu comprador ou cooperativa lhe auxilia dessa forma, para atender às novas Instruções Normativas de qualidade do Leite do MAPA?

Nas indústrias de laticínios, o uso de boas práticas para a fabricação é obrigatório tanto para grandes como para pequenas.  Aquelas que não sigam boas práticas podem ser multadas e até fechadas pelos órgãos de fiscalização. A ANVISA, Agência de Vigilância em Saúde, estabeleceu que as indústrias realizem e façam  anotações da aplicação de boas práticas para garantir aos consumidores a segurança do alimento, isto é, que o seu consumo não trará riscos para sua saúde.

As vantagens das boas práticas vão além de se evitar penalidades. Adotá-las evita desperdícios de insumos, água, e energia por exemplo.  Acidentes de trabalho vão ocorrer menos.  E, como dizem os ingleses, “por último, mas não menos importante”, boas práticas garantem qualidade, que mantém o consumidor fiel a uma marca.

Mas é necessário ampliar as boas práticas, de modo a fazer delas parceiras da sustentabilidade da atividade, mantendo a qualidade do ambiente. Embalagens e materiais não degradáveis em fazendas ou fábricas precisam ser dispensados conforme as recomendações, mais uma boa prática.  Porém, a maior parte da poluição causada pela produção animal é causada por resíduos ou dejetos.  Neste termo eu incluo o esterco, perdas da ensilagem, restos de adubos ou fertilizantes, água de lavagem, etc. É necessário valorizar o reúso ,  Ao mesmo tempo, evitar contaminações.  Para isso, uma das boas práticas é o uso de biodigestores, cada tipo tem uma recomendação específica e muita informação está disponível. 

Para fazer jus à minha afirmativa de que tudo relacionado à atividade leiteira pode, e deve ser adaptado ao conceito de boa prática, finalizo com o incômodo descarte de carcaças de animais adultos.  Usando o método da compostagem, a prática desenvolvida pela Embrapa permite eliminar carcaças sem necessidade de enterro, sem odores e sem contaminação. Os bons resultados permitem que essa prática possa ser usada para auxiliar produtores interessados no abate autorizado de javalis e Java porcos, animais exóticos, selvagens, cuja população está se expandindo e que causam grandes prejuízos.

*Agrônomo, PhD Cornell University, Animal Science, Pesquisador da Embrapa Gado de Leite. Publicado originalmente na Revista Balde Branco - março 2019

Saiba mais…

9846985457?profile=original

Uma estimativa realizada pela Embrapa Pecuária Sul (RS) chegou ao valor aproximado gasto anualmente pelo pecuarista gaúcho com a miíase, popularmente conhecida como bicheira: R$ 171.420.022,00. O estudo levou em conta apenas os gastos com medicamentos e mão de obra, deixando de fora outros aspectos de difícil mensuração, como a perda de peso dos animais e a depreciação do couro dos bovinos e da lã dos ovinos.

O problema é provocado pela mosca Cochliomyia hominivorax, que deposita ovos nas feridas dos animais (veja texto abaixo).

Causada por moscas

A bicheira ou miíase é a infestação de animais vertebrados vivos por larvas de moscas. As larvas se alimentam do tecido vivo ou morto do hospedeiro. A etimologia da palavra vem de myie=mosca e ase=doença. Existem diversos tipos de miíases, dependendo da localização, biologia da mosca que a causa e tipo de tecido (morto ou vivo) do qual o inseto se alimenta.

As miíases obrigatórias ou primárias são aquelas em que a larva se alimenta de tecido vivo. Nesse grupo, está incluída a mosca Cochliomyia hominivorax, muito importante na criação de bovinos. Porém, pertencem a esse grupo também as míiases causadas pelo berne (Dermatobia hominis) e pela mosca Oestrus ovis (específica para ovinos).

Além da miíase obrigatória, pode ocorrer a miíase secundária, ocasionada por larvas de moscas que se alimentam de tecido morto (seja em animais mortos ou no animal vivo, mas que tenha ferimento com tecido necrosado)

Por esse motivo, os especialistas recomendam preservar o rebanho de ferimentos, com a utilização de cercas adequadas, e sempre tratar cicatrizações geradas por procedimentos cirúrgicos como castrações, por exemplo (veja no fim do texto).

A pesquisa avaliou dois cenários: um com propriedades que têm apenas criação de bovinos e outro com a criação conjunta de bovinos e ovinos, contexto em que ocorreram os maiores gastos para controle do problema, segundo explica o pesquisador da área de socioeconomia da Embrapa Jorge Sant’anna dos Santos, que conduziu os estudos.

Dois estabelecimentos rurais modelo foram usados para fazer a estimativa de custo mínimo para tratar a bicheira: um com rebanho de 120 terneiros (pressupondo 150 vacas de cria); e outro com 100 ovinos e 250 bovinos.

“Fazem parte da composição desse custo mínimo os medicamentos adquiridos e o tempo da mão de obra alocado no enfrentamento do problema. A perda de animais revelou-se pouco expressiva em todos os produtores consultados, razão pela qual excluímos esse item da composição desse gasto mínimo. Igualmente excluímos do cálculo a perda de peso dos animais, em função da dificuldade dos informantes em estimá-la, o que poderia introduzir uma imprecisão no objetivo de se alcançar o custo mínimo médio por propriedade”, explicou Sant’anna.

Somadas as despesas com medicamentos e o custo com a mão de obra, o valor gasto no estabelecimento-modelo somente com bovinos foi de R$ 1.504,80 ao ano. Na propriedade com bovinos e ovinos o número chegou a R$ 2.816,93.

De acordo com Sant’anna, com dados da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, foi possível estimar um número de 87 mil propriedades gaúchas nas quais o produtor investe para controlar a bicheira, sendo 47 mil estabelecimentos com a criação concomitante de bovinos e ovinos, e 40 mil apenas com bovinos.

“Tomadas as 47 mil propriedades com ovinos e bovinos, é possível alcançar um total de gastos com a bicheira da ordem de R$ 116.349.400,00. Os 40 mil estabelecimentos apenas com bovinos realizam gastos na ordem de R$ 55.070.622,00, mostrando que nos estabelecimentos em que existem ovinos, os gastos representam mais que o dobro das despesas para prevenir e tratar a bicheira do que nos estabelecimentos somente com bovinos”, pontua o pesquisador.

Com a soma dos dois modelos de propriedade se chegou ao valor estimado de gastos com a bicheira no Rio Grande do Sul. “Pode-se indicar que o total das perdas econômicas dos produtores de bovinos e ovinos ocasionadas em função da incidência da bicheira nos seus rebanhos ultrapassa a cifra de R$ 170 milhões”, analisa o pesquisador.
Produtor estima 7,8% do custo só para tratar a bicheira

O produtor de bovinos e ovinos Antonio Silvano Oliveira, do município de Pedras Altas (RS), calcula que 7,8% de todo o custo de sua propriedade está comprometido apenas com o controle da bicheira. “É um percentual bem significativo, considerando que nos últimos anos a margem líquida do setor pecuário vem encolhendo. Sem contar as perdas com manejo e estado corporal dos animais que não estão sendo mensuradas, mas que acredito ter um valor bem considerável, aumentando ainda mais o custo provocado por essa enfermidade”, destaca.

De setembro a abril, quando cessa o frio no Rio Grande do Sul, é a época crítica para aparecimento do problema. Mas na fazenda de Silvano, o problema tem aparecido todos os meses do ano, até mesmo no inverno. “O manejo dos potreiros é realizado duas vezes por semana. Se não tivéssemos essa enfermidade, com certeza o custo com manejo se reduziria praticamente pela metade. Devido à ocorrência de bicheiras se tem necessidade de dois funcionários para serviço de campo. Se fosse erradicada a bicheira, se teria necessidade de apenas um funcionário para o cuidado dos animais. E auxílio de mais uma pessoa apenas para realizar as dosificações, o que ocuparia quatro dias do mês em média”, pontua.

Como tratar o problema

Conforme a pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Cláudia Gomes, para as miíases causadas pela mosca Cochliomyia hominivorax, o produtor deve fazer uso de boas práticas agropecuárias, como cuidado no manejo dos animais, manutenção de centros de manejo e cercas para evitar ferimentos que atrairão as moscas. “As moscas são atraídas pelo odor do ferimento e depositam ovos sobre a ferida, da qual saem as larvas. O tratamento preventivo é necessário em casos de cura de umbigo em bovinos recém-nascidos ou em procedimentos cirúrgicos, como a castração”, recomenda.

Uma vez instalado o problema, a bicheira causada pela mosca Cochliomyia hominivorax deve ser tratada com aplicação de produtos conhecidos por mata-bicheira ou larvicidas no local infestado. “Em sequência, deve ser feita a remoção das larvas, limpeza da ferida e tratamento com produtos de efeito cicatrizante e repelente. A cicatrização deve ser acompanhada e, se necessário, o tratamento da ferida deve ser repetido a fim de evitar novas infestações”, completa a pesquisadora.

O tratamento exige que os animais doentes sejam apartados e levados para um estábulo (potreiro) onde são ministrados os medicamentos recomendados. No caso dos ovinos, a detecção não é muito simples, devido ao fato de que as lesões podem estar, muitas vezes, encobertas pela lã.

A prevenção das miíases deve fazer parte do planejamento do controle sanitário do rebanho e, para tanto, é necessário o acompanhamento técnico constante. Mais detalhes sobre prevenção e tratamento da bicheira podem ser encontrados no Comunicado Técnico 40, disponível no Portal da Embrapa.

Felipe Rosa (14.406/RS)
Embrapa Pecuária Sul

Contatos para a imprensa

pecuaria-sul.imprensa@embrapa.br
Telefone: (53) 3240 4650

Mais informações sobre o tema

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Saiba mais…

O ano começou com cenário positivo em termos de preço do leite para os produtores brasileiros. A média dos preços reais, nesses dois primeiros meses de 2019, foi a maior desde 2011, sendo 19% superior aos valores de 2018. Os preços do leite no atacado e no varejo também iniciaram o ano em patamares superiores à 2018.

Outro fato positivo para os produtores é que o custo de produção, apesar de ainda elevado, está em queda desde novembro de 2018, conforme o ICPLeite/Embrapa. Nesse período, o custo caiu 2,6%. Com isso, a relação de preços leite/concentrado vem melhorando para o pecuarista.

Na balança comercial, o volume de importação foi elevado nos dois primeiros meses de 2019, ficando cerca de 64% superiores aos observados em janeiro e fevereiro de 2018. Apesar do preço valorizado do leite no mercado interno, um fator que pode ajudar a segurar o ritmo das importações é a recente valorização dos preços internacionais.

Para os próximos meses no mercado interno, a expectativa é de custo de produção mais baixo. Já para os preços do leite pagos ao produtor as sinalizações são de que as cotações já estão próximas do teto, apesar de ser um período típico de valorização com o final da safra. Os sinais de alerta para os produtores vêm do atacado e do leite spot.

Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de março de 2019 que pode ser acessada no link: http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

Saiba mais…

9846985896?profile=original

Saiu o resultado do sorteio de vagas para o E@D Leite:

Utilizamos o site sorteioGo!

Os sorteados foram:

Curso: Amostragem, Transporte e Coleta do Leite

1 - Fernanda dos Anjos Souza
2 - Luara dos Santos Silva

Para assistir o vídeo do sorteio: clique aqui

Curso: Melhoramento genético e controle zootécnico

1 - Marcus Alves Conceição Cordeiro
2 - Sandy Daniela de Carvalho

Entraremos em contato com os sorteados através de e-mail.

Para assistir o vídeo do sorteio: clique aqui

Saiba mais…

O custo de produção continuou em queda no segundo mês de 2019. O Índice de Custo de Produção de Leite – ICPLeite / Embrapa apresentou deflação de 0,06% em fevereiro, na comparação com o mês anterior.  Os grupos “Energia e combustível”, “Produção e compra de volumosos” e “Sal mineral” puxaram essa queda, que só não foi maior devido ao aumento no grupo “Concentrado”.

Nesses dois primeiros meses de 2019, o ICPLeite/Embrapa acumula uma redução de 0,62%. Já no acumulado de doze meses, a variação no índice de custo ainda está positiva, + 11,28%. Nesse período, somente o grupo “Qualidade do leite” apresentou deflação (- 0,14%). Todos os demais grupos apresentaram aumentos, com destaque para os grupos ligados à alimentação do rebanho e de energia.

Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de fevereiro de 2019, que pode ser acessada no link: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4

Saiba mais…

O preço do leite manteve a trajetória de valorização nesse início de ano, com aumento de 10% em fevereiro sobre o mês anterior, alcançando a marca de R$1,52, na média nacional. Nos Estados, as maiores altas foram registradas em Santa Catarina, Goiás e Minas Gerais, todos com aumentos superiores a 10%. Já Bahia (+ 1,0%) e São Paulo (+ 2,8%) registraram altas bem mais modestas. Na comparação anual, as cotações atuais estão 35% superiores a fevereiro de 2018, quando o produtor recebeu R$1,12 por litro, em média nacional.

Outro fato positivo foi a queda no preço do farelo de soja, que contribuiu ainda mais para melhorar a relação de troca entre preço do leite/preço do concentrado que fechou em 33,6 litros de leite para aquisição de uma saca de 60 kg de concentrado. Em fevereiro de 2018 eram necessários mais de 42 litros de leite para compra da mesma saca de concentrado. O custo de produção de leite também manteve sua trajetória de queda, a quarta consecutiva, sendo esta última de 0,06% em relação a janeiro de 2019.

No varejo, o preço do leite UHT continua valorizado, enquanto que a maioria dos derivados estão em queda. Em fevereiro, o preço do UHT aumentou 2,4% depois de cinco meses de quedas consecutivas. Em relação a um ano atrás, os preços de fevereiro do UHT ficaram 12,7% maiores.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus na sua edição de março de 2019 que também traz os dados da Pesquisa Trimestral do Leite, divulgados na última semana pelo IBGE, que registrou aumento de 0,5% na captação de leite inspecionado pelas indústrias em 2018. A publicação que pode ser acessado no link: http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

Saiba mais…

22 de março - Dia Mundial da Água

O Comitê Local de Sustentabilidade da Embrapa Gado de Leite é responsável pelas ações de gestão ambiental da Unidade, utiliza a data em que se celebra o dia Mundial da Água para fazer uma alerta e também para apresentar as ações realizadas em relação ao tema de 2019.


O dia mundial da água é comemorado no dia 22 de março em todo o mundo e foi instituído pela ONU em 1992 para alertar a população sobre a importância de preservação da água. O tema adotado em 2019 é um alerta a poluição das águas por substâncias químicas. Segundo relatório da ONU divulgado em 11/03/2019, o volume de substâncias químicas produzidas, para atender as mais diversas atividades humanas, correspondem a cerca de 2,3 bilhões de toneladas, deve dobrar até 2030.


A Embrapa tem alinhado sua atuação com o compromisso de contribuir com o atendimento do país na agenda das Nações Unidas que definiram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A gestão adequada de produtos químicos e resíduos é uma meta específica dentro do ODS 12 – “Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis”. Consumo e Produção, com responsabilidades ao longo do ciclo de vida dos produtos químicos desde os produtores até os consumidores finais, incluindo o descarte.


Neste contexto a Embrapa Gado de Leite está inserida e contribuindo para adoção de práticas mais sustentáveis em relação aos resíduos químicos gerados a partir das atividades de pesquisa. Em 2015 foi elaborado o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos que trata de toda a gestão de resíduos da Unidade, e em 2016 foi publicado o Manual de boas práticas de segurança no Gerecamp (https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1053849/1/DOC195ManualBPGerecampcompleto.pdf ) e em 2018 o Manual de Gerenciamento de Resíduos Químicos (http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/180405/1/Doc-215-Manual-Gerenc-Res-Quim.pdf). Esses documentos são resultados das práticas implementadas na rotina das atividades de pesquisa que geram resíduos químicos, sejam laboratoriais ou agropecuários. Todos esses resíduos químicos, assim como suas respectivas embalagens são segregadas, acondicionadas e destinadas de forma ambientalmente adequadas com a contratação de empresa especializada. Estruturas como Gerecamp e Gerelab são utilizadas para se fazer o efetivo gerenciamento destes resíduos.


Essas práticas possibilitam a prevenção e minimização de possíveis ameaças ao meio ambiente, principalmente no que tange à conservação dos recursos hídricos.

Saiba mais…