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A cultura do coqueiro da variedade gigante  (Cocos nucifera L) encontra-se tradicionalmente distribuído ao longo da faixa litorânea do Nordeste ocupando solos arenosos caracterizados pela baixa fertilidade e baixa capacidade de retenção de água. Nas últimas décadas, tem-se observado um crescimento dos plantios da variedade anão verde destinadas à produção de água de coco, ocupando áreas  não tradicionais de plantio como sudeste, centro oeste, semi árido e tabuleiros costeiros do Nordeste utilizando-se sistemas intensivos de produção com irrigação localizada. De maneira geral ,os plantios são realizados em sistemas de monocultivo onde grande parte da área de plantio poderia ser utilizada com outras culturas e/ou produção de animais podendo compor sistemas integrados de produção a exemplo do ILPF, possibilitando também a sua adequação ao programa de agricultura de baixo carbono (ABC) onde o coqueiro assumiria o papel de componente arbóreo do sistema. Neste caso, seria recomendável realizar uma alteração dos espaçamentos e sistemas de plantio do coqueiro, possibilitando assim melhor aproveitamento do espaço disponível no coqueiral. Haveria necessidade  não somente de redução da densidade de plantio atualmente utilizada em triângulo equilátero com 7,5 m de lado, totalizando 205 plantas/ ha como também a mudança do sistema de plantio para quadrado ou retângulo de modo a favorecer a maior penetração de luz e a utilização de culturas consorciadas nas entrelinhas de plantio dos coqueiros. Mais recentemente, trabalhos desenvolvidos pela Embrapa Tabuleiros Costeiros, têm demonstrado as vantagens do uso da Gliricidia sepium como adubo verde utilizada em consorcio com o  coqueiro para fornecimento de nitrogênio fixado biologicamente. Os resultados mostram claramente, que quando bem manejado, o uso da adubação verde com gliricidia constitui-se numa alternativa válida que pode ser utilizada pelo  produtor de coco podendo eliminar e/ou reduzir significativamente o uso de fertilizantes nitrogenados. Neste caso, a recomendação é realizar o plantio das gliricídias obedecendo a linha principal de plantio do coqueiro, de forma que as entrelinhas possam ficar livres para plantio com outras culturas compondo assim um sistema ILF. Nos primeiros anos de plantio, que correspondem em média a quatro a seis anos de idade, não há possibilidade de introdução de animais tendo em vista os danos que podem ser provocados às folhas dos coqueiros. Durante a fase adulta, no entanto, os animais poderiam ser introduzidos para consumir a vegetação natural com suplementação proteica da  gliricidia (20  a 30% de PB).  O grande desafio seria portanto avaliar quais combinações de culturas podem ser utilizadas de forma que possamos obter ganhos econômicos e ambientais significativos. Pela sua capacidade de adaptação à diferentes condições ambientais, e pela sua característica de apresentar produção contínua ao longo do ano, o   coqueiro desponta como uma cultura de alto potencial e que poderá constituir-se  portanto em uma grande alternativa para compor os sistemas integrados de produção na região Nordeste.

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Estudos da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE) indicam que a leguminosa forrageira popularmente conhecida como erva-de-ovelha (Stylosanthes humilis) tem potencial para incrementar a produção animal no Semiárido brasileiro. Presente em quase todos os estados do Nordeste, além de Amazonas, Pará, Goiás, Mato Grosso e sudeste de Minas Gerais, é uma boa alternativa para a alimentação dos rebanhos caprinos, ovinos, bovinos, equinos e muares porque possui alto valor nutritivo e garante o aporte de proteína de que os animais necessitam, além de auxiliar na fixação de nitrogênio no solo, tornando-o mais fértil.

Na Região Nordeste, a erva-de-ovelha ocorre em quase todos os estados, nos chamados tabuleiros, que são áreas naturalmente abertas dentro da vegetação da Caatinga. Nelas predominam os planossolos, solos que apresentam média e baixa fertilidade e normalmente encharcam com facilidade e apresentam fissuras após secar, em virtude da elevada quantidade de argila. O zootecnista da Embrapa Caprinos e Ovinos Éden Fernandes afirma que a planta tem grande importância para a produção animal, principalmente nos sistemas extensivos. “Ela é um componente-chave dessa atividade em uma região que tem um volume anual de chuvas muito baixo, mesmo para os padrões nordestinos, como é o caso do município de Irauçuba (CE)”, explica. 

Experimentos na década de 1990

O engenheiro agrônomo Fabiano Carvalho, professor do curso de Zootecnia da Universidade Vale do Acaraú (UVA), também acredita na importância da espécie para a pecuária na região semiárida. “Claro que existe hoje uma degradação muito grande, são quase 500 anos de exploração principalmente pela pecuária, então as principais forrageiras desapareceram.” Ele conta que, na década de 1990, foram feitos dois experimentos com a erva-de-ovelha. No primeiro, foi feita a exclusão de algumas áreas praticamente desertas, sem nenhuma vegetação, para impedir o acesso dos animais. Nelas foram plantadas outras espécies nativas como jurema-preta, sabiá, catingueira e pau-branco. 

Na segunda experiência, houve apenas a separação sem a introdução de outras plantas. Após dois anos, o primeiro experimento resultou na recomposição da vegetação dessas áreas que estavam praticamente limpas; no segundo, observou-se elevado crescimento apenas da erva-de-ovelha nas áreas separadas, atingindo de 20 cm a 30 cm de altura. Carvalho conclui que o superpastejo, elevado número de animais por hectare, é um dos maiores problemas da pecuária na região. 

Desconhecida dos produtores

Mas, apesar de seu valor para a pecuária da região, a herbácea nem sempre é reconhecida pelos agricultores e alguns até ignoram sua existência. Francisco das Chagas de Souza, 45, é agricultor da comunidade Pé de Serra Cedro, em Sobral (CE). Ele mora na comunidade desde que nasceu e afirma que somente há cerca de seis anos observou a existência da erva-de-ovelha. “Ela se alastrou no nosso campo de futebol e os animais gostaram muito. Quando o gado começou a comer foi que começamos a reparar nela. Oito dias depois das primeiras chuvas, o campo já vira um tapete verde. Se deixarmos, chega a 30 cm. Dependendo das chuvas, em 15 dias já está no ponto de o animal pegar. A gente acredita que o animal come e faz bem porque mesmo os bezerros novos comem e nunca tiveram nenhum problema, como tosse ou diarreia”, complementa. O zootecnista Éden Fernandes explica que não existem relatos na literatura científica sobre danos aos animais causados pela erva-de-ovelha. “Por isso, podemos afirmar que a planta não é tóxica”, garante. 

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A erva-de-ovelha é resistente ao pisoteio, à seca, a solos encharcados e a solos ácidos. Não tolera fogo e frio e precisa de um índice pluviométrico variando de 400mm a 1.500 mm para completar seu ciclo, dependendo da localização e tipo de solo. O crescimento e o desenvolvimento dessa espécie estão associados ao regime de chuvas. Ela floresce com as águas e no período de estiagem fecha seu ciclo lançando as sementes no solo como uma forma de se perpetuar de um ano para o outro. 

Os pesquisadores comprovaram que é uma forrageira muito produtiva, especialmente para a pecuária leiteira. Não apresenta uma produção elevada de biomassa porque ocorre em pequenas manchas de solo. Segundo Carvalho, é diferente das cultivadas, como Mineirão e Campo Grande, que preferem solos de textura média, um pouco mais arenosos, e têm produção muito elevada, chegando a seis toneladas por hectare. “Em Irauçuba, quantificamos que o total de matéria seca por hectare fica em torno de 1.600 kg, no máximo, nos tabuleiros. Existe essa limitação porque normalmente são áreas de pastejo extensivo”, explica. 

Manejada com adubação correta, a erva-de-ovelha responde bem, melhora a produção, índices proteicos e a digestibilidade. Ela atende à necessidade de proteína dos animais, fornecendo de 20% a 22% do necessário, dependendo do estágio em que se encontra (à medida que vai secando, o teor de proteína diminui), assim é considerada uma boa leguminosa para a produção de leite. O professor acrescenta que o importante é que a herbácea produza sementes, caso contrário, no ano seguinte a produção será menor. Por isso, o agricultor deve evitar “limpar” o terreno por meio da queima da vegetação, o que causa a diminuição do banco de sementes. 

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Adriana Brandão (MTb 1.067/CE)
Embrapa Caprinos e Ovinos

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Produtores do cinturão do milho sergipano, conglomerado de municípios do Agreste com destaque regional e nacional em produção e produtividade, bem como dos Tabuleiros Costeiros e Agreste de Alagoas e Bahia, já podem realizar o plantio do milho consorciado com braquiária, permitindo acesso aos programas de seguro agrícola.

Isso é possível graças à publicação pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) das portarias de números 385386 e 393, de 23 de dezembro de 2019, que aprovam o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para a cultura de milho consorciado com braquiária nos três estados, no ano-safra 2019/2020.

O zoneamento para a combinação dessas duas culturas era um anseio antigo dos produtores em diversas regiões do país. Sem esse instrumento, os bancos públicos e os programas federais de seguro agrícola ficavam impedidos de oferecer linhas de financiamento e contratos de seguro para o plantio consorciado do grão com a forrageira, tradicionalmente considerada uma competidora prejudicial no campo.

Desenvolvido pela Embrapa e parceiros, o ZARC é um método aplicado no Brasil por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que proporciona a indicação de datas ou períodos de plantio/semeadura por cultura e por município, considerando as características do clima, o tipo de solo e ciclo de cultivares, de forma a evitar que adversidades climáticas coincidam com as fases mais sensíveis das culturas, minimizando as perdas agrícolas.

Além de Sergipe, Alagoas e Bahia, o ZARC para milho com braquiária foi aprovado para diversos estados do Nordeste e outras regiões, em áreas que apresentavam aptidão para cultivo de grãos. A aprovação foi fruto de uma grande força-tarefa de apresentação e validação do ZARC para esse consórcio em diversos estados coordenada pelo pesquisador Fernando Macena, da Embrapa Cerrados (Planaltina, DF), que se reuniu localmente e por videoconferências com agentes públicos e produtores.

No Agreste de Sergipe, o período mais favorável para o plantio e com menor risco de perda vai do início de abril até meados de junho, com preferência tradicional dos produtores por variedades de ciclo precoce – cerca de 100 a 110 dias da germinação até o ponto de colheita. Destacam-se municípios como Carira, Poço Verde, Simão Dias, Pinhão e Nossa Senhora Aparecida.

Benefícios da braquiária
A gramínea braquiária tem sido cada vez mais vista como um verdadeiro “capim-santo” para as culturas de grãos na região dos Tabuleiros Costeiros e Agreste da nova região do SEALBA – que compreende áreas de alto potencial em Sergipe, Alagoas e Bahia. 

Pesquisas desenvolvidas pela Embrapa na região têm apontado resultados surpreendentes, tanto na conservação e melhoria de solos em áreas nativas e cultivadas como na produtividade das culturas de grãos, que a cada ano ganham mais força em diversas áreas.

Pesquisadores da Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) observaram que a braquiária exerce um importante papel na suavização tanto dos efeitos do excesso de chuvas quanto da estiagem.

Os experimentos mostraram que, comparativamente a áreas cultivadas com milho sob preparos de solo convencional, cultivo mínimo e plantio direto, áreas com cobertura de braquiária apresentaram, em média, 68% de aumento na taxa de infiltração de água no solo, após sete anos da introdução da gramínea.

Estudos realizados pelos pesquisadores em anos anteriores têm demonstrado as propriedades da braquiária na melhoria do solo. “Numa região de chuvas irregulares como os Tabuleiros Costeiros do Nordeste, o uso da braquiária nesses sistemas de grãos pode auxiliar atuando como cobertura morta na retenção de umidade no solo em um ano seco, bem como na prevenção de encharcamentos em anos chuvosos pelo fato de sua raiz atuar descompactando o solo” explica Edson Patto. 

O gênero Brachiaria é bastante amplo, com mais de 80 espécies, em sua maioria de origem africana. Estudos indicam que a primeira introdução oficial no Brasil foi da Brachiaria decumbens na década de 1950. A partir dos anos 60, a gramínea passa a ser mais amplamente reconhecida, a partir das importações de grandes quantidades de sementes das espécies ruziziensis e brizantha e introdução em áreas da Amazônia, Centro-oeste e Sudeste do país. 

Desde então, as diversas espécies de braquiária têm sido bastante usadas em todo o mundo tropical, pois são adaptadas a solos ácidos e de baixa fertilidade, apresentado boa tolerância a alto teor de alumínio e a baixos teores de fósforo e cálcio no solo.

Acesso a programas governamentais
Para ter acesso ao Proagro, ao Proagro Mais e à subvenção federal ao prêmio do seguro rural, o produtor deve observar as recomendações desse pacote tecnológico. Além disso, alguns agentes financeiros já estão condicionando a concessão do crédito rural ao uso do zoneamento.

No Brasil, mais de 40 culturas já foram contempladas com o ZARC. A ferramenta é utilizada em apoio à tomada de decisão para o planejamento e a execução de atividades agrícolas, para políticas públicas e para a seguridade agrícola, as principais culturas agrícolas brasileiras já estão contempladas no zoneamento.

Saulo Coelho (MTb/SE 1065)

Embrapa Tabuleiros Costeiros

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Publicação da Embrapa aborda uso das tecnologias de agricultura e pecuária de precisão

O uso de tecnologias de pecuária de precisão pode auxiliar no desenvolvimento de sistemas de produção sustentáveis e de uma pecuária mais competitiva. Essas ferramentas, como identificação animal automatizada, dispositivos eletrônicos de pesagem, colares com sensores, bebedouros e cochos automáticos, termografia infravermelha e estações meteorológicas automáticas, ampliam a capacidade de observação do rebanho.

Seu uso possibilita identificar e medir consumo de alimentos e água, comportamento alimentar, frequência cardiorrespiratória, temperatura corporal, atividade e posição dos animais. Os dados trazem indicadores produtivos, comportamentais e fisiológicos em benefício da saúde, produtividade e bem-estar dos animais.

A publicação “Potencial de uso das tecnologias de agricultura e pecuária de precisão e automação” traz conceitos, ferramentas e usos, mostrando seu potencial para inserir a agropecuária em um novo patamar tecnológico, tornando-a mais eficiente. O documento está disponível gratuitamente no site da Embrapa Pecuária Sudeste, localizada em São Carlos (SP).

De acordo com o pesquisador Alberto Bernardi, um dos autores, a utilização da pecuária de precisão pelo produtor permite aumentar a eficiência do uso de insumos, reduzir as perdas, elevar a qualidade dos produtos agropecuários, diminuir esforços e otimizar o trabalho, refletindo em melhores condições de vida no campo. Os reflexos também atingem o meio ambiente, com mitigação de gases de efeito estufa, principalmente pela utilização eficiente dos insumos agropecuários e redução do consumo de água e energia elétrica para irrigação.

Outro benefício da aplicação da tecnologia é manter ou, ainda, atrair à área rural os mais jovens, já que o uso desses equipamentos exige conhecimento e habilidades de informática, eletrônica, mecânica, robótica, comunicação, além do conhecimento tradicional de agronomia, veterinária e zootecnia. “Esses conhecimentos multidisciplinares são necessários para que os dados de monitoramento e controle, individual ou em grupo, dos vários sensores disponíveis, sejam efetivos e possam orientar as decisões de manejo mais adequadas”, conta Bernardi.

O pesquisador alerta que a pecuária de precisão não é a solução de todos os problemas. “O seu uso será mais eficiente, quanto mais eficiente for o sistema em que está sendo empregado. E um bom modelo agropecuário é aquele em que as boas práticas estão sendo utilizadas, e todos os conhecimentos agronômicos e zootécnicos aplicados da forma mais acertada”, destaca.

Muitos produtores acreditam que a tecnologia é só para grandes pecuaristas e é baseada em máquinas caras e sofisticadas. Alberto Bernardi explica que o mais importante é a gestão da propriedade, com   coleta e interpretação dos dados e informações. Se o produtor e o técnico fazem a gestão da fazenda e dos animais, observam, coletam e organizam dados e informações, eles já utilizam a pecuária de precisão. “Por exemplo, se o produtor faz o controle leiteiro individualizado e a partir desta informação regula o fornecimento de concentrado para os animais, ele está fazendo um manejo mais preciso. É lógico que se os animais tiverem identificação eletrônica, o controle leiteiro for automático, houver um sistema de banco de dados e um sistema para interpretar estes dados de forma automática, a operação será muito mais rápida, com menor possibilidade de erros e dará mais autonomia para o produtor ou técnico”, esclarece.  

No Brasil, ainda existem desafios em relação ao acesso à rede de comunicação e à disponibilidade de tecnologias, desde a geração de energia para manter a rede ativa até o alto custo de sensores e equipamentos. Mesmo assim, a pecuária de precisão está chegando às propriedades e estará cada vez mais presente. Há também uma tendência de redução de custo da tecnologia com o passar do tempo. Para Bernardi, é fundamental que essas ferramentas sejam vistas como uma forma de ajudar o produtor a ser mais eficiente, e não apenas como mais um custo no sistema de produção.

Pesquisa

A Embrapa coordena uma rede de pesquisa em Agricultura e Pecuária de Precisão que vem atuando em várias frentes.

A Embrapa Pecuária Sudeste, segundo Bernardi, fez grandes avanços na identificação eletrônica de animais, no monitoramento do consumo de alimentos e água, no estudo do comportamento animal, acompanhamento automático do clima. Outra linha importante trabalha com sensores e mapeamentos para melhorar o manejo das pastagens.

Também houve progresso na implantação de uma rede wi-fi alimentada por energia solar para captar e transmitir os sinais dos sensores dos animais no campo. Ainda, estão previstos ordenha robotizada e novos sistemas de monitoramento de gado.

Todas essas tecnologias já são utilizadas por pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste para dar respostas aos produtores rurais em relação a sistemas de produção pecuários mais eficientes, sustentáveis e competitivos.

Informações

Também estão disponíveis para consulta nota técnica sobre Aplicação da agricultura e pecuária de precisão na Embrapa Pecuária Sudeste e vídeos relacionados ao tema no canal da Embrapa no youtube - Pecuária de precisão e Conectividade no Campo.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

Embrapa Pecuária Sudeste

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Impactos da pandemia no mercado brasileiro de leite

No mercado brasileiro, o abastecimento, por enquanto, segue normal, mas vários desafios têm surgido diariamente. O setor alimentício será um dos menos afetados pela pandemia, inclusive por sua característica essencial.

Por outro lado, o produtor de leite tem sentido o incremento no custo de produção, principalmente do concentrado. É neste cenário que surge a pandemia.

Ressaltamos pelo menos quatro impactos: 1) efeito pânico; 2) fechamento de canais de food service; 3) queda do PIB e redução da renda da população; 4) consolidação setorial.

Veja essa análise completa na Nota de Conjuntura de abril de 2020, disponível no novo site do Centro de Inteligência do Leite.

Informativo periódico de divulgação de publicações técnicas do Centro de Inteligência do Leite - CILeite.
Equipe: Alziro Carneiro, Denis Teixeira, Fábio Diniz, Glauco Carvalho, João César de Resende, José Luiz Bellini, Kennya Siqueira, Lorildo Stock, Manuela Lana, Marcos Hott, Paulo Martins, Ricardo Andrade, Samuel Oliveira, Walter Magalhães Júnior.
O conteúdo do CILeite pode ser reproduzido, desde que seja citada a fonte da publicação.

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Em entrevista coletiva online, pesquisador da Embrapa diz que por enquanto o abastecimento está garantido, mas que as mudanças na cadeia produtiva do leite serão profundas

 

Quando a pecuária de leite no Brasil ensaiava uma ligeira recuperação, surgiu o novo coronavírus. As perspectivas para o setor, segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, não são muito diferentes do resto da economia. "É difícil prever o que irá acontecer pois não sabemos nem quanto tempo deve durar esse contexto, mas a expectativa é de retração". O setor vinha sofrendo desde 2013 com o cenário econômico ruim, A produção brasileira ficou praticamente de lado nos últimos ano e 2020 iniciou com baixo crescimento devido à seca na Região Sul do pais."Começamos agora a entressafra, que prometia melhores ganhos para os produtores, mas toda a cadeia produtiva terá que se ajustar ao novo cenário", diz Carvalho.

Entre os consumidores, o efeito imediato da crise, desde que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia, foi de correria às padarias e supermercados. É o que Carvalho chama de "efeito pânico", com as pessoas comprando produtos estocáveis, como o leite UHT e leite em pó. Mas na medida em que a população percebeu que o abastecimento não seria comprometido, as compras voltaram ao normal. O que preocupa Carvalho é um terceira onda: a queda no poder aquisitivo da população, que tem efeito direto no consumo de produtos lácteos.

Na visão de Carvalho, isso pode ser muito prejudicial para o setor e terá como consequência uma reorganização da cadeia, com a redução do número de produtores e laticínios maiores absorvendo os menores. "Haverá uma maior concentração", explica, "produtores podem sair do mercado, com os mais estabilizados ocupando o espaço deixado, o que já vem ocorrendo de forma natural nas últimas décadas, mas que deve se intensificar". O mercado global também passará por sensíveis mudanças e grandes exportadores como Austrália, Nova Zelândia e Uruguai podem sofrer importantes impactos com o recuo do comércio. Existem riscos de revés na globalização e abertura de mercados. Todos estão olhando para dentro neste momento e a economia mundial pode encolher. Neste aspecto, o Brasil tem suas vantagens, por ter uma grande população e disponibilidade de insumos produtivos .

Se há algo menos negativo na pandemia é que a indústria de alimentos sofre menos, já que não pode haver um lockdown na produção agrícola (as pessoas precisam se alimentar). Houve também uma redução no preço de alguns insumos como o milho na última semana e do farelo de soja, mas ainda seguem em valores historicamente altos. O recado final do pesquisador aos produtores é que eles cortem custos. "Sempre há gorduras para cortar", ressalta. A pecuária de leite tem como característica uma recuperação lenta. O rebanho que for reduzido hoje para se adaptar à nova realidade de mercado pode demorar até quatro anos para ser recomposto. "Cautela, organização e cuidados com a própria saúde", é o que recomenda Carvalho.

A entrevista coletiva do pesquisador está disponível no Youtube. Clique aqui. Acesse também a nova plataforma do Centro de Inteligência do Leite, onde estão disponíveis indicadores econômicos, informações e análises de mercado produzidas pela Embrapa Gado de Leite. Toda semana,  serão disponibilizados novos boletins com ênfase nos impactos da pandemia de Covid-19. Acesse os boletins desta semana: Efeitos do Covid-19 nos Preços e Indicadores Leite e Derivados.

Rubens Neiva

Embrapa Gado de Leite

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O Centro de Inteligência do Leite/Embrapa Gado de Leite disponibiliza o novo Informativo Especial de Preços. O objetivo é acompanhar os efeitos da pandemia do Covid-19 sobre alguns preços de produtos de interesse para cadeia do leite, além de diversos produtos agrícolas de importância para o Brasil no mercado nacional e internacional. De periodicidade semanal, o informativo trará sempre os dados mais atuais desses indicadores destacando sua variação em relação a média do fevereiro de 2020 (mês em que foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil) e ao valor da semana imediatamente anterior ao último dado divulgado.
Para ter acesso ao Informativo, clique na imagem abaixo. Caso não consiga abrir, copie e cole o endereço no seu navegador de internet: http://cileite.com.br/especial_coronavirus9846983468?profile=original
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Saiba como fazenda de leite orgânico
elevou índice em quase 9 vezes

Acaba de ser publicado pela Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) o e-book “Fazenda Nata da Serra, Serra Negra, SP: descrição de caso de sucesso na produção orgânica de leite”. O livro, assinado por seis autores, descreve como a propriedade do interior paulista conseguiu intensificar a atividade leiteira, elevando a produtividade em praticamente nove vezes mesmo dentro de um sistema orgânico.

O cálculo considera a produção anual de leite dividido pela área total da propriedade utilizada no processo produtivo, demonstrando o efeito “poupa solo” do trabalho que é acompanhado pela Embrapa desde 2007. “A produtividade obtida em 2018 é comparável às melhores propriedades leiteiras convencionais, que têm a oportunidade de utilizar toda a gama de insumos existentes”, dizem os autores.

O primeiro autor e pesquisador da Embrapa Artur Chinelato foi o idealizador do Programa Balde Cheio, implementado no país em 1998 e que passou a envolver uma rede de centros de pesquisa da Embrapa a partir de 2017. Esse programa tem o objetivo de capacitar técnicos ligados à extensão rural “quanto ao entendimento e à aplicação dos conceitos envolvidos em qualquer produção leiteira intensiva, eficiente, rentável, sustentável sob o prisma ambiental, e passível de ser empregada por todos os produtores de leite que assim desejarem”.

É uma forma de levar tecnologias ao pecuarista de leite para que ele aumente sua produtividade, incremente a renda, os cuidados com o ambiente e o bem-estar animal. Como “efeito colateral”, o Balde Cheio proporciona melhora na autoestima do produtor e o faz sentir parte de um arranjo local normalmente estabelecido para fomentar as ações. A experiência do Balde Cheio na Nata da Serra é relatada no livro.

O chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Pecuária Sudeste, André Novo, conta no e-book que em 2007, quando fez a primeira visita à fazenda, observou três fatores marcantes que definiram toda a trajetória tecnológica adotada: o perfil tecnificado do proprietário da Nata da Serra, Ricardo Schiavinato; a visão empresarial do produtor em relação à cadeia de lácteos; e a falta de controles zootécnicos e produtivos da produção animal [a fazenda produzia hortaliças e frutas orgânicas com altíssima eficiência].

“Toda a tecnologia e eficiência observada na agricultura passava longe da produção animal da Fazenda Sula [nome oficial da propriedade]. Os indicadores zootécnicos e produtivos das vacas eram trágicos, porém, não muito diferentes da grande maioria dos produtores de leite no Brasil. As causas também eram conhecidas: baixa qualidade de alimentos volumosos, baixa fertilidade de solo, pastagens degradadas, manejo deficiente, ausência de controles econômicos e zootécnicos, entre outros. Enfim, nem parecia a mesma fazenda”, escreveu André no prefácio.

Todo o trabalho técnico desenvolvido pela Embrapa na propriedade é explicado em detalhes no livro, recheado com fotografias, tabelas e gráficos. Também são coautores Marco Aurélio Bergamaschi e Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, Fernando Campos Mendonça, professor da Esalq em Piracicaba, e o agrônomo Ricardo Schiavinato, proprietário da fazenda.

O e-book pode ser consultado gratuitamente no site da Embrapa, clicando aqui.

Ana Maio (Mtb 21.928)

Embrapa Pecuária Sudeste

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Karina Neoob*

No Brasil, a agricultura familiar responde por, aproximadamente, 64% do leite de vacas produzido, segundo dados do Censo Agropecuário de 2017. As tendências do setor leiteiro vem mostrando um cenário diferenciado, onde o consumidor, hoje mais informado e exigente, preocupa-se com a saúde de sua família e busca produtos de melhor qualidade. Por sua vez, o produtor que pretende manter-se num mercado competitivo como o atual, precisa garantir a oferta de um produto, que além de saboroso e nutritivo, seja seguro para o consumidor. Portanto, o produtor de leite, de forma indireta, pode ser considerado como um “agente de saúde pública”, uma vez que o leite e seus derivados são consumidos por uma grande parte da população nacional, e, caso sejam produzidos com qualidade poderá levar saúde a seus consumidores, sendo o inverso também verdadeiro. 

Nos últimos anos, houve um aumento expressivo do volume total de venda de queijos no Brasil. Eles atraem o consumidor pelos sabores, praticidade, por ser um alimento nutritivo e, muitas vezes, pela tradição e vínculo cultural que esse alimento carrega como memória do território de origem, de uma boa parte da população brasileira, que tornou-se urbanizada. Em nosso país continental, existem diversos tipos de queijos artesanais tradicionais, cuja prática cultural de produção foi repassada por antepassados e, historicamente, muitas dessas práticas eram formas de conservação da matéria-prima leite. Na região Nordeste, a produção artesanal de queijo coalho é uma atividade de grande importância para agregação de valor e geração de renda para agricultores familiares e caracteriza a identidade sociocultural de sua população. 

O queijo artesanal é aquele elaborado por métodos tradicionais, com vinculação e valorização territorial, regional ou cultural, com emprego de boas práticas agropecuárias e de fabricação, sendo produzido com leite cru. E, de acordo com a lei 13.860/2019, o queijeiro artesanal é responsável pela identidade, pela qualidade e pela segurança sanitária do queijo por ele produzido e deve cumprir os requisitos sanitários estabelecidos pelo poder público. Portanto, para responder pela qualidade do queijo é imprescindível observar a qualidade do leite, pois mesmo que as boas práticas de fabricação sejam seguidas à risca, caso o leite não seja de boa procedência, o queijo também terá sua qualidade comprometida, tornando-se inadequado para o consumidor, podendo causar prejuízos à sua saúde. Então, a produção de queijo saudável começa, antes de tudo, no curral, no comprometimento do produtor para uma produção de leite também saudável.

Para produção de queijo coalho artesanal de qualidade e saudável o leite deve ser de propriedade livre de tuberculose e brucelose, conforme Programa Nacional de Controle e Erradicação da Tuberculose e Brucelose Animal ou controlada para tuberculose e brucelose pelo órgão estadual de defesa sanitária animal. 

A propriedade fornecedora do leite deve participar de programa de controle de mastite, com realização de exames para detecção de mastite clínica e subclínica, inclusive análise periódica do leite da propriedade. Um programa de boas práticas agropecuárias na produção leiteira também deve ser implantado. Além disso, deve haver controle e monitoramento da potabilidade da água utilizada nas atividades relacionadas à ordenha e implementação da rastreabilidade de produtos.

Importante lembrar que, o período de carência dos medicamentos administrados às vacas de leite e rebanho como um todo, deve ser obedecido. Ou seja, após o tratamento das vacas com os medicamentos ou produtos veterinários, o leite deve ser descartado durante os dias indicados pela bula destes produtos. A presença de resíduos no leite e derivados pode prejudicar a saúde do consumidor. Vale ressaltar que alguns medicamentos são proibidos em vacas em lactação e, portanto, não devem ser utilizados neste grupo de animais. Isso vem claramente descrito nas bulas de cada medicamento ou produto veterinário, e deve ser seguido de forma rigorosa.

As boas práticas de fabricação de queijo coalho artesanal são um conjunto de medidas simples, que tem como base essencial a higiene. Quanto maior o cuidado com a higiene, menor a contaminação microbiana, o que levará a melhor qualidade, melhor sabor e maior tempo de vida útil do queijo coalho. Essas características são importantíssimas para conquistar o consumidor, que muitas vezes, elege um único fornecedor de queijo coalho artesanal, pois faz questão de dar à sua família um alimento saudável, no qual ele confia. Quando se fala em higiene na produção de queijo, primeiramente deve se pensar num ambiente limpo, arejado e livre de insetos. Igual importância tem também a higienização dos utensílios utilizados na produção do queijo, além da higiene pessoal prévia do manipulador, que deve vestir-se devidamente com gorro, máscara, luvas e avental ou jaleco. Para que a higiene seja realizada de forma adequada é necessário verificar a qualidade da água disponível para todo esse processo. 

Competirá às entidades de defesa sanitária e de assistência técnica e extensão rural, orientar o queijeiro artesanal na implantação dos programas de boas práticas agropecuárias de produção leiteira e de fabricação do queijo artesanal. Vale lembrar que, o leite utilizado na produção deste queijo deve ser de produção própria ou de origem determinada.

*Médica-veterinária - Pesquisadora da Embrapa Tabuleiros Costeiros

Artigo publicado na edição 14 da Revista da Associação de Engenheiros-Agrônomos de Sergipe (AEASE)

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O Centro de Inteligência do Leite/Embrapa Gado de Leite disponibiliza o novo Informativo Especial de Preços. O objetivo é acompanhar os efeitos da pandemia do Covid-19 sobre alguns preços de produtos de interesse para cadeia do leite, além de diversos produtos agrícolas de importância para o Brasil no mercado nacional e internacional. De periodicidade semanal, o informativo trará sempre os dados mais atuais desses indicadores destacando sua variação em relação a média do fevereiro de 2020 (mês em que foi confirmado o primeiro caso de Covid-19 no Brasil) e ao valor da semana imediatamente anterior ao último dado divulgado.
Para ter acesso ao Informativo, clique na imagem abaixo. Caso não consiga abrir, copie e cole o endereço no seu navegador de internet: https://infogram.com/cileite_informe-precos_coronavirus_06abril2020-1hd12y0d051x6km?live
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Hortas em pequenos espaçosIntrodução a biofortificação e Controle de carrapato em bovinos de leite estão na lista dos 14 cursos gratuitos que estão com inscrições abertas este mês de abril na plataforma e-Campo da Empresa Brasileira de pesquisa agropecuária (Embrapa). Os conteúdos são elaborados por equipes técnicas da Empresa e os participantes que aproveitarem a quarentena do cornonavírus para se capacitar vão ter direito a certificado. 

“O confinamento físico imposto pela Covid-19 tem feito crescer a procura por cursos online. Como forma de dar sua contribuição neste momento e manter a conexão com seus públicos, a Embrapa abrirá inscrições gratuitas para 14 capacitações nesta modalidade”, argumenta o secretário de Inovação e Negócios (SIN), Daniel Trento. Ele destaca a participação de oito centros de pesquisa da Embrapa na oferta das capacitações gratuitas.

A plataforma coordenada pela SIN é acessada principalmente por produtores rurais, técnicos e estudantes das regiões Sudeste, Sul e Nordeste e já conta com participantes de 15 países, da América latina em especial. Segundo levantamento da Secretaria, nos primeiros três meses deste ano o e-Campo registrou 14.799 inscrições. Desde o lançamento da plataforma, em 2018, já foram 130.558 inscritos nas quase 40 capacitações ofertadas pela Embrapa e parceiros.

Conteúdos
Os conteúdos são elaborados por equipes técnicas da Empresa e possuem linguagem e estratégia de ensino-aprendizagem adequados ao público-alvo e à modalidade a distância. Os cursos oferecidos via e-Campo abrangem diversas cadeias produtivas e temáticas, desde a recuperação de pastagens degradadas, passando por boas práticas agropecuárias à formação de facilitadores de aprendizagem, por exemplo. Entre as 14 capacitações disponíveis de forma gratuita no momento, cinco são destinadas à cadeia leiteira. 

A Embrapa Gado de Leite irá disponibilizar ao longo do mês de abril os cursos: Controle de carrapato em bovinos de leiteSilagem de milho e sorgo para gado de leiteSilagem de capim para  produção de leite de qualidadeMelhoramento genético e controle zootécnico de rebanhos leiteiros e ainda Amostragem, colega e transporte do leite.  Já a Embrapa Milho e Sorgo disponibilizará versões gratuitas de duas capacitações de grande sucesso: Recuperação de Pastagens Degradadas (ABC) e IrrigaWeb (capacitação em uso e manejo de irrigação para uso racional da água). 

Também estão disponíveis: Sistemas Agroflorestais para pequenas propriedades do semiárido brasileiro e O Potencial Agronômico de Dejetos de Suínos que são conteúdos abordados por técnicos da Embrapa Caprinos e Ovinos e da Embrapa Suínos e Aves, respectivamente. Já a SIN traz um tema de interesse de todas as cadeias produtivas, que é a Formação de facilitadores de aprendizagem.

Público urbano
Entre os cursos ofertados gratuitamente durante o período de quarentena, também o público urbano pode encontrar capacitações de interesse, como as abordagens dos cursos: Hortas em pequenos espaços, preparada pela Embrapa Hortaliças, e Compostagem, tema tratado por equipe da Embrapa Agrobiologia. 

A biofortificação de alimentos é outro assunto com potencial de atrair a parcela da sociedade interessada em conhecer melhor como a ciência tem trabalhado para oferecer alimentos mais saudáveis à população - curso Introdução à biofortificação foi preparado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos.  A temática ambiental também chama atenção do público urbano que tem a oportunidade de acompanhar a capacitação Biodiesel, da Embrapa Agroenergia, e entender como a pesquisa trabalha a questão.

Inscrição e Certificado
Para participar, basta se inscrever no curso do seu interesse e já começar a aprender. As capacitações têm cargas horárias específicas e, portanto, prazos distintos para conclusão. Todo participante que atender aos critérios mínimos fará jus a um certificado de conclusão.

Para mais informações: e-campo@embrapa.br

Valéria Cristina Costa (MTb. 15533/SP)

Secretaria de Inovação e Negócios (SIN)

Telefone: 61 3448.4807

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9846979091?profile=originalO novo coronavírus (COVID-19) veio para mudar a realidade de todos. A forma de viver que conhecíamos há alguns meses não corresponde mais às nossas atuais expectativas. Fomos forçados de uma hora para outra a mudar hábitos e rotinas, e adaptarmos à nova realidade que nos permeia. Isto fica claro nos grandes centros urbanos, onde as aglomerações e interações sociais foram praticamente interrompidas do dia a dia das pessoas.

Mas, e no meio rural, o que mudou? Tenho acompanhado relato de fazendas de produção de leite que também tiveram que tomar medidas para proteger a saúde de seus trabalhadores e, assim, manter o negócio viável e rodando. Afinal de contas, produzir leite é todo dia! Medidas sanitárias estão sendo adotadas e/ou reforçadas, como a higienização de veículos e pessoas que adentram a propriedade. Restrição de circulação e de aglomerações entre funcionários também estão entre as medidas, assim como a de visitação de parentes, amigos e fornecedores estão sendo restringidos e avaliados caso a caso. Escalas de trabalho estão sendo revistas para diminuir o número de funcionários que atendam à um mesmo setor no mesmo horário. Enfim, todo um modelo de operação e de negociação está sendo revisto. Como exemplo, o aumento de compras por meio digital parece ser uma tendência nesses novos tempos. Fornecedores e produtores estão desenvolvendo novas formas de interação, pois aquela visita presencial ainda continua sendo uma ameaça à saúde, pelo menos por enquanto. Obviamente, serviços essenciais, como de manutenção de equipamentos, continuam operando com todas as medidas de segurança que a situação requer.

É certo que esse ciclo pandêmico passará e a vida aos poucos tomará o seu curso normal. Será? Em parte, sim, mas acredito que algumas mudanças serão incorporadas e transformará a sociedade atual, imprimindo novos modelos de se fazer negócio, de se trabalhar, de pensar e reinventar. Talvez esse seja o maior desafio que a nossa geração está vivenciando, mas se podemos nos espelhar no passado os grandes desafios sempre moveram a sociedade, promovendo o desenvolvimento tecnológico, a evolução social e o dinamismo econômico. Acreditar e mudar são as palavras do momento!!!

Nesse contexto, gostaríamos de saber de você produtor, e profissionais relacionados à cadeia do leite, o que têm feito em relação ao combate do novo coronavírus para manterem os seus negócios rodando e saudáveis?

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Quem puder contribuir nesta pesquisa. Está sendo feita pelo Luiz Gustavo Pereira, pesquisador da Embrapa Gado de Leite. O objetivo é identificar quais tecnologias estão sendo utilizadas no campo e direcionar e fomentar o desenvolvimento e o uso na pecuária leiteira. Os dados informados são confidenciais e não serão divulgados individualmente.

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Tratamentos alternativos, como homeopatia e fitoterápicos, além de boas práticas em sistemas de produção animal, podem contribuir para redução do uso de antibióticos e antiparasitários. A utilização inadequada ou indiscriminada desses medicamentos pelo produtor rural aumenta as chances de surgimento e propagação de bactérias e parasitas resistentes.

No Sistema de Produção de Leite da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos, SP) está sendo usada a homeopatia para prevenção de algumas doenças comuns no rebanho leiteiro.

De acordo com a pesquisadora Teresa Alves, produtos homeopáticos são misturados à ração para diminuir problemas como diarreia em bezerros, carrapatos nos animais e sistema imunológico debilitado. Além disso, para prevenir a retenção de placenta, é usado um produto na forma de spray direto na vulva das vacas logo após a parição.

No caso da diarreia, as primeiras semanas de vida do animal são as mais críticas, porque a imunidade é baixa. A atenção do pecuarista na vida inicial do bezerro vai refletir no seu desenvolvimento produtivo e reprodutivo.

Já para o carrapato, todo o rebanho recebe a homeopatia. “Começamos com plano estratégico com uso de tratamento químico. Agora, a ideia é fazer a transição e manter apenas com a homeopatia”, conta.

Em relação ao fortalecimento, os animais que passam por alguma intervenção terapêutica recebem homeopatia. Teresa explica que nesse caso o homeopático agiria como um complexo vitamínico melhorando a imunidade.

Além da prevenção de doenças, o custo de tratamentos homeopáticos é relativamente baixo. A ideia, segundo Teresa, é que a homeopatia melhore a saúde animal e reduza o uso de antibióticos, diminuindo os riscos da resistência e contaminação ambiental.

 

 

Experimento

Uma pesquisa realizada em 2015 na Embrapa Pecuária Sudeste testou a homeopatia em bezerros de leite recém-nascidos até completarem 60 dias de vida. O tratamento mostrou-se eficaz para diarreia. Cerca de 25% dos animais tratados com homeopatia não tiveram nenhuma ocorrência de diarreia no período do experimento.

Além do tratamento alternativo, boas práticas de manejo animal ajudaram a reduzir a diarreia no Sistema de Produção de leite do centro de pesquisa.  

Medidas simples como garantir que recém-nascido receba o colostro nas primeiras seis horas de vida, cuidados com a higiene do local onde os bezerros ficam, limpeza dos equipamentos usados para fornecimento de leite, comedouros e bebedouros sempre limpos, são eficientes e contribuem para o bem-estar e saúde animal.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

Embrapa Pecuária Sudeste

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9846996869?profile=originalLocalizada em Juiz de Fora (MG), a Embrapa Gado de Leite colocou à disposição do governo federal sua estrutura instalada para ajudar na realização de testes laboratoriais de identificação da Covid-19. Os testes serão realizados por meio do equipamento Real Time PCR, que obtém resultado com 99,6% de acurácia (precisão). Deverão ser recebidas amostras de Juiz de Fora e municípios próximos.

A Embrapa Gado de Leite possui três equipamentos RT-PCR e seis profissionais treinados para operá-los com o nível de segurança que a ação exige. A equipe deverá ser ampliada por meio de parceria com outras instituições da região. Assim, informa ter capacidade para realizar até 1.100 análises por dia, com escala de trabalho 24 horas.

Como os testes do Covid-19 serão feitos?

A Embrapa Gado de Leite irá se tornar uma importante aliada do sistema de saúde de Juiz de Fora e região. A missão da empresa de pesquisa será fazer o teste laboratorial que identifica a presença do Covid-19. Portanto, não caberá à Embrapa atender diretamente a população.

A coleta de amostras de saliva dos pacientes suspeitos continuará sendo feita pelo sistema de saúde. Em seguida, a amostra é processada para extrair uma parte do material genético, o RNA, que também é o tipo de informação genética que o vírus carrega.

A Embrapa Gado de Leite será responsável pela terceira etapa do processo, que é o testagem do RNA, utilizando o equipamento RT-PCR. Esse teste confirma a presença ou a ausência do Coronavírus, com 99,6% de acurácia (precisão). A técnica amplifica o RNA do Covid-19 nas amostras positivas.

O trabalho será feito por uma equipe de pesquisadores doutores, capacitada em universidades brasileiras e internacionais de referência. Outro fator importante para assegurar a acurácia dos resultados é o uso de equipamentos de última geração com a calibração correta.

Os resultados dos testes RT-PCR serão enviados às autoridades sanitárias de cada município para que os pacientes saibam se estão infectados ou não e para que ocorra o controle da doença na região.

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Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa (Sire) / Núcleo de Comunicação Organizacional da Embrapa Gado de Leite
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A gestão da água precisa estar inserida no dia a dia do produtor para uma pecuária cada vez mais sustentável e rentável. Neste domingo, 22, foi celebrado em todo o mundo o Dia da Água. A oferta e a qualidade dos recursos hídricos têm impacto direto na produção pecuária. O leite, por exemplo, contem em média 87% de água. Além disso, animais e serviços de rotina de produção necessitam desse recurso.

De acordo com o pesquisador Julio Palhares, da Embrapa Pecuária Sudeste, de São Carlos (SP), é preciso conhecer e medir o consumo de água nas fazendas para uma pecuária hidricamente mais eficiente e sustentável. Para isso, o produtor rural deve adotar boas práticas na propriedade e instalar equipamentos para medir o consumo, como os hidrômetros. “Se água é realmente importante, ela deve ser manejada todos os dias, assim como manejamos os animais, as pastagens, etc. Não podemos deixá-la em segundo plano. Se fizermos isso, corremos o risco de não tê-la em quantidade e com qualidade necessária em um futuro não muito distante. Algumas regiões do país já têm experimentado crises hídricas. Se internalizarmos o manejo hídrico, conseguiremos reduzir possíveis impactos negativos da atividade pecuária”, adverte Palhares.

O hidrômetro é um equipamento simples e com custo baixo. Segundo o pesquisador, essa ferramenta é importante para a preservação e conservação da água. A instalação de hidrômetros possibilita ao produtor saber quanto está sendo consumido e onde estão os desperdícios, contribuindo para a tomada de decisões e eficiência no uso da água. 

A Embrapa Pecuária Sudeste trabalha desde 2011 em pesquisas para melhorar a gestão hídrica na produção de carne e leite. Há medidas simples para diminuir o consumo desse recurso e muitas delas não dependem de investimento. Práticas como raspagem do piso nas instalações animais, uso de água sob pressão, mangueira de fluxo controlado ao invés de fluxo contínuo e eliminação de vazamentos são eficazes e de baixo custo. Cisternas para captação de água da chuva, reuso da água de lavagem de instalações para fertirrigação, instalação de hidrômetros para monitoramento e irrigação noturna também são recomendados. 

Para manter a qualidade da água dos animais e assim garantir sua saúde é importante manter os bebedouros limpos. O ideal é limpá-los diariamente. O intervalo de lavagem não deve ultrapassar a três ou quatro dias, conforme Palhares. Ele ainda recomenda que o pecuarista não permita que o gado beba água de rios, córregos, lagos e lagoas de forma direta. O produtor deve fornecer a água de uma fonte confiável.

Para discutir sobre a água na pecuária, nos dias 22 e 23 de outubro, a Embrapa Pecuária Sudeste realiza o Simpósio de produção animal e recursos hídricos (VI SPARH), que ocorreria em março. O evento alterou a data devido a epidemia de coronavírus no Brasil. “Vivemos um tempo de angústia com a situação de saúde que assola o mundo e nosso país (Covid-19). Devemos mudar nossas rotinas e repensar nossos hábitos para que a nossa saúde e a da humanidade seja preservada”, afirma Palhares, coordenador do SPARH.

Gisele Rosso (Mtb 3091/PR)

Embrapa Pecuária Sudeste

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Artigo: Agricultura movida a ciência

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Celso L. Moretti*

A agricultura brasileira é movida a ciência. Poucos países podem afirmar o mesmo. Em pouco menos de cinco décadas o Brasil saiu da situação de importador para se tornar num dos maiores exportadores de alimentos, fibras e bioenergia do mundo. É uma história de sucesso, uma saga que todos os brasileiros, no campo e na cidade, devem conhecer. É motivo de orgulho neste 20 de março, em que comemoramos o Dia Mundial da Agricultura.

Com ciência, nas últimas cinco décadas, incrementamos a produção de grãos em cinco vezes com aumento correspondente de apenas duas vezes na área plantada. Elevamos a produção de leite de 5 para 35 bilhões de litros. Aumentamos a produção de trigo e milho em 250% e a de arroz em mais de 300%. A cafeicultura quadruplicou a produtividade nos últimos 25 anos. E a produção de carne de frango deu um salto magnífico: cresceu praticamente 65 vezes, saindo de 200 mil toneladas na década de 70 para 13 milhões de toneladas em 2018.

A transformação não ocorreu ao caso. Foi fruto de um robusto investimento em ciência, tecnologia e inovação, da parceria entre o setor público e o privado. Com ciência transformamos um passivo, os cerrados, com vegetação retorcida e solos ácidos e pobres, num dos maiores ativos do país. Celeiro de grãos, frutas, hortaliças e proteína animal, em 2019 os cerrados entregaram mais da metade da produção de grãos e cana de açúcar do país.

Com ciência, tropicalizamos grãos, como a soja e o trigo, forrageiras africanas e o gado europeu e indiano. A produção de trigo nos trópicos é inédita e já ocupa 130 mil hectares dos cerrados brasileiros. Pode chegar a dois milhões de hectares e tornar o Brasil autossuficiente na produção do grão.  

Com ciência desenvolvemos novas raças bovinas, como a girolando, tão produtivas quanto as europeias e mais adaptadas aos trópicos. Foi também com ciência que o Brasil criou uma plataforma de produção agropecuária sustentável, com tecnologias como o plantio direto, a fixação biológica de nitrogênio, o controle biológico e a intensificação sustentável, com produção de grãos, proteína animal e florestas numa mesma área. Os sistemas integrados já ocupam 15 milhões de hectares.

A fixação biológica de nitrogênio economiza para o país, anualmente, algo em torno de 13 bilhões de dólares que deixam de ser gastos com adubos nitrogenados, sobretudo importados. É um verdadeiro ovo de Colombo. De quebra, contribui para que aproximadamente 60 milhões de toneladas equivalentes de CO2 deixem de ser emitidas na atmosfera. Em 2019 o segundo ovo de Colombo foi lançado pela Embrapa: o BiomaPhos, um bioinsumo que atua sobre o fósforo aprisionado nos solos, tornando-o disponível para as plantas. O produto, que vem sendo pesquisado há 17 anos, já foi testado em mais de 300 áreas agrícolas no país. Para o milho trouxe elevação de produtividade da ordem de 10%. Vai contribuir para termos mais alimentos à mesa. E possibilitar que o Brasil importe menor fosfato.

O agro brasileiro é o setor mais competitivo e disruptivo da economia brasileira. É também um dos que menos recebe subsídio governamental. Responde 21% do PIB, um quinto de todos os empregos e quase metade das exportações brasileiras. Alimentamos um em cada cinco habitantes do planeta e fazemos isso de forma sustentável: protegemos, preservamos ou conservamos 66,3% da vegetação e florestas nativas. Os produtores preservam um quarto do território brasileiro dentro das propriedades rurais, sem receber nada por isso.

Com uma agricultura movida a ciência garantiremos o futuro e a segurança alimentar da população brasileira e mundial. É no banco genético da Embrapa, localizado em Brasília, DF, o 5o maior do mundo, que estão armazenadas mais de 120 mil amostras de animais, plantas e microrganismos, vindos de todas as partes do mundo. Há espaço para 700 mil amostras. Uma verdadeira Arca de Noé. É lá que buscaremos variabilidade genética para enfrentar novas pragas e doenças que poderão atacar plantações e animais em solo brasileiro. É uma questão de segurança nacional.      

Nos próximos dez anos os desafios serão diversos e complexos. Em 2030 teremos 8,5 bilhões de pessoas. A demanda por alimentos aumentará 35%, enquanto a de energia e água crescerão 40 e 50%, respectivamente. Precisaremos de mais conhecimento, mais ciência e tecnologia. Edição genômica, gestão de riscos, agricultura digital, intensificação sustentável, bioinsumos e os microbiomas são temas que estarão no centro da agenda da ciência agrícola da próxima década. A conectividade no campo será crucial para que avancemos de forma consistente. Hoje, segundo dados do IBGE, mais de 70% das propriedades rurais não tem acesso à internet. A China já tem 95% do seu território conectado. Os EUA avançam a passos largos. A ausência de conexão no campo pode atrasar o desenvolvimento e reduzir a competitividade do agro brasileiro.

A ciência moveu a agricultura nas últimas cinco décadas. Seguirá tendo papel central na modernização do agro e no aumento da capacidade de produção, competitiva e sustentável, da agricultura brasileira.

 

Artigo originalmente publicado no jornal O Estado de S. Paulo em 20 de março de 2020.

Celso L. Moretti é presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

 

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* Artigo publicado originalmente na Revista Balde Branco de fevereiro de 2020

Dando sequência à série especial sobre os resultados do último Censo Agropecuário do IBGE, nessa edição iremos analisar os dados estaduais relativos à atividade leiteira no Brasil. Para isso apresentamos quatro indicadores para os 10 principais Estados brasileiros: estabelecimentos agropecuários com produção de leite (Tabela 1); rebanho de vacas ordenhadas (Tabela 2); quantidade produzida de leite (Tabela 3) e produtividade animal (Tabela 4), com os dados de 2017 e sua variação em relação ao estudo censitário anterior de 2006.

Minas Gerais destacou-se como o estado número um do Brasil em número de estabelecimentos produtores, vacas ordenhadas e produção de leite. Em 2017, o estado concentrava 18% dos produtores, 26% do rebanho de vacas e 29% da produção nacional de leite. Na comparação com 2006 houve redução no número de produtores e de vacas ordenhadas, mas acompanhados de expressivo aumento da produção. Nesse período, a produção mineira cresceu mais de 3 bilhões de litros, volume maior que o total produzido em 2017 por Santa Catarina, que aparece em 4º lugar nesse ranking (Tabela 3).

Esse movimento de aumento da produção de leite em detrimento da redução do número de produtores e de vacas ordenhadas foi a tônica da maioria dos estados brasileiros no período. Tanto que, somente o estado da Paraíba, 19º maior produtor nacional, apresentou redução na produção de leite entre 2006 e 2017. No outro extremo, os estados da região Sul apresentaram expressivos aumentos de produção (próximos a 1,4 bilhão de litros em cada um), mas acompanhados das maiores reduções no número de produtores. Entre 2006 e 2017, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina reduziram o número de estabelecimentos produtores em 75 mil, 32 mil e 17 mil, respectivamente. Essa diminuição da quantidade de estabelecimentos que produziam leite ocorreu em 17 estados brasileiros. Entre os 10 maiores, somente Goiás e Rondônia registraram aumentos nesse indicador (Tabela 1).

Já o aumento do rebanho foi ainda menos frequente, com apenas 8 estados apresentando crescimento, sendo três dentre os 10 maiores (Santa Catarina, Rondônia e Pará). Destaque para Santa Catarina que apresentou o maior aumento de rebanho com 109 mil vacas a mais no período. As maiores reduções ocorreram em Goiás, São Paulo e Minas Gerais que tiveram seus rebanhos diminuídos em mais de 200 mil vacas ordenhadas (Tabela 2).

Ao analisar a representatividade dos 10 Estados primeiros colocados em 2017 para cada um desses três indicadores observa-se que eles concentravam 75% do número de estabelecimentos produtores de leite, 80% das vacas ordenhadas e 87% da produção brasileira de leite.

O último indicador analisado foi a produtividade animal, expressa em litros de leite/vaca ordenhada/ano (Tabela 4). O aumento da produtividade foi responsável por garantir que o Brasil alcançasse uma produção de leite maior, mesmo com menor número de produtores e de vacas ordenhadas, refletindo a evolução da atividade no período. Destaque para os estados sulistas que registraram os maiores aumentos de produtividade no período, superiores a 1.600 litros/vaca, mesmo já tendo as maiores produtividades em 2006. A produtividade média por vaca nesses três estados em 2017 foi mais de 1.000 litros/vaca superior à produtividade de Minas Gerais, estado 4º colocado nesse indicador. Importante ressaltar que a produtividade animal é reflexo de um conjunto de fatores como sistema de produção, uso de tecnologias e genética animal. Portanto, ganhos de produtividade ajudam a aumentar a competitividade no leite, o que deve ser perseguido por todos os produtores e em todos os estados brasileiros. Exemplo disso é a maior produtividade no Sul que ajuda a explicar sua forte expansão e o protagonismo que a região vem demonstrando no leite brasileiro.

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Lista dos 10 Estados primeiros colocados em 2017 e a variação em relação a 2006 referentes a quatro indicadores da atividade leiteira (produtores, rebanho, produção e produtividade).

Fonte: IBGE (Censos Agropecuários)

Autores: 

Denis Teixeira da Rocha – Analista da Embrapa Gado de Leite

Glauco Rodrigues Carvalho – Pesquisador da Embrapa Gado de Leite

João Cesar de Resende – Pesquisador da Embrapa Gado de Leite

Angela da Conceição Lordão - Gerente de Pecuária do IBGE

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Cultivar desenvolvida pela Embrapa, apresenta maior produção de matéria seca e um menor custo em relação ao milho e a cana-de-açúcar. Esse valor é 57% inferior ao custo de produção da silagem de milho, 42,3% da cana-de-açúcar e 43,7% do sorgo. A silagem deste capim constitui uma alternativa mais barata para suplementação do pasto no período da seca. Confira!

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Durante o Workshop “Tudo sobre a Cadeia do Leite para Comunicadores” realizado pela Embrapa Gado de Leite em SP (09), nós do portal AGRONEWS BRASIL tivemos a oportunidade de aprofundar ainda mais sobre o setor leiteiro no país. Esta foi a nossa primeira parada prevista no roteiro do 14º Road-show para Jornalistas e influenciadores do Agro, uma iniciativa da Texto Comunicação Corporativa. O Workshop contou com a participação de vários especialistas, em diversas áreas, que abordaram temas de grande relevância e novidades para toda a cadeia do leite. Uma das apresentações que nos chamou a atenção foi realizada pelo pesquisador, Paulino José Melo Andrade, que tratou sobre a alimentação de bovinos. Segundo afirmação do pesquisador, a alimentação adequada auxilia no aumento da produção de leite e aliada com matéria seca de alto rendimento, pode baratear significativamente os custos de produção. Confira abaixo a entrevista que fizemos com o pesquisador.

BRS Capiaçu: cultivar de capim-elefante de alto rendimento para produção de silagem

O BRS Capiaçu é um capim-elefante (Pennisetum purpureum Schum), porém é mais produtivo que outras cultivares semelhantes. Nos testes realizados pela Embrapa, ele produziu 30% a mais em termos de volume de massa verde (50t/ha/ano) em comparação a outras cultivares utilizadas para produção de biomassa energética. “Depois das análises, identificamos que o Capiaçu também é mais nutritivo, ele tem mais proteína, ele tem mais energia e a qualidade de fibra dele é diferenciada.”, avalia Paulino Andrade. O grande destaque desta cultivar é justamente o custo-benefício, devido a sua produtividade (cerca de 30% a mais) aliada ao seu valor nutritivo. “Quando colocamos na ponta do lápis, o Capiaçu se torna mais barato que opção de milho, mais barato que opção de sorgo, cana-de-açúcar então nem se compara. O produtor que faz contas vai acabar optando pelo BRS Capiaçu por causa destas condições: MAIS PRODUTIVO – BASTANTE NUTRITIVO – E DE AMPLA ADAPTAÇÃO NO BRASIL.“, explica Paulino.

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Garantia de produção

Comparando-se o cultivo de Capiaçu com o cultivo de milho por exemplo, existem muitas variáveis que podem prejudicar a produtividade dos grãos, já no capim-elefante Capiaçu, estes efeitos são minimizados. Uma das interferências comuns, são os veranicos nas fases inicial e reprodutiva na produção de matéria seca de milho e sorgo, que podem ocasionar baixa produtividade. No caso do BRS Capiaçu, este fica estagnado no período seco e quando chove ele volta com força novamente. “Quando a gente compara a questão da colheita, de novo o BRS Capiaçu sai na frente. A janela de colheita do milho para silagem é muito pequena se comparada a do Capiaçu. Se precisarmos atrasar uns 15 dias a colheita do capim por algum motivo, isso não trará tanto impacto quanto no caso do milho.“, esclarece o pesquisador.

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Custos da matéria seca – comparativo

A estimativa do custo médio da matéria seca da silagem de BRS Capiaçu, considerando-se três colheitas/ano, é de R$ 130,85/tonelada. Esse valor é 57% inferior ao custo de produção da silagem de milho, 42,3% da cana-de-açúcar e 43,7% do sorgo. Devido à alta produtividade da BRS Capiaçu, a silagem produzida com este capim apresenta menores custos de produção por hectare, conforme podemos observar na tabela abaixo:

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Adaptação no Centro-Oeste brasileiro

Segundo o pesquisador, hoje, a recomendação do MAPA para o uso do BRS Capiaçu, fica restrita somente à região de Mata Atlântica – faixa da costa brasileira, do Sul ao Nordeste, mas isso não impede o seu cultivo em outras regiões. Conforme relatos de produtores, a variedade do capim elefante já é cultivada do Sul ao Norte do país, incluindo Região de Cerrado, com respostas interessantes. “Nós temos algumas informações de Mato Grosso e MS, com uma aceitação muito grande por parte dos produtores. Pelo que percebemos, o Capiaçu se encontra bastante difundido pelo Brasil Inteiro.”, afirma Paulino.

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Alto desempenho, mas com os devidos cuidados

Para se garantir a excelente produtividade e valor nutricional do BRS Capiaçu, é importantíssimo que a pastagem seja tratada de fato como uma cultura. Esta cultivar tem porte alto (até 4,20 metros de altura), se destacando pela produtividade e pelo valor nutritivo da forragem quando comparada com outras cultivares de capim-elefante, mas isso exige alguns cuidados. “É impossível se conseguir uma massa dessas (com alto valor nutritivo), sem dar nada em troca. Então o que nós recomendamos é um cultivo bem feito, análise de solo, fazer a correção, entrar com Fósforo no plantio e depois fazer as coberturas (com Nitrogênio e Potássio). Essa adubação, pode ser também uma adubação orgânica, pois o produtor já tem o esterco na propriedade e pode usá-lo para baratear os custos, sendo usado parcial ou integralmente dependendo do tipo de esterco. O importante é ele repor estes nutrientes no solo.“, finaliza Paulino Andrade.

Quer saber mais sobre o BRS Capiaçu? Então clique aqui para baixar o comunicado técnico sobre esta cultivar de capim-elefante.

Por Vicente Delgado – AGRONEWS BRASIL

fazer a correção, entrar com Fósforo no plantio e depois fazer as coberturas (com Nitrogênio e Potássio). Essa adubação, pode ser também uma adubação orgânica, pois o produtor já tem o esterco na propriedade e pode usá-lo para baratear os custos, sendo usado parcial ou integralmente dependendo do tipo de esterco. O importante é ele repor estes nutrientes no solo.“, finaliza Paulino Andrade.

Quer saber mais sobre o BRS Capiaçu? Então clique aqui para baixar o comunicado técnico sobre esta cultivar de capim-elefante.

Por Vicente Delgado – AGRONEWS BRASIL

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Pesquisadores da Embrapa Cerrados (DF) verificaram que vacas Gir Leiteiro que tiveram acesso a áreas com sombra de eucalipto produziram quatro vezes mais embriões durante o período mais quente do ano e, ao longo do período do estudo (33 meses), 22% a mais de leite. A comprovação reforça a importância de oferecer aos animais condições confortáveis para o bom desempenho reprodutivo. Os resultados também estimulam o uso dos sistemas integrados com floresta, pois mantêm árvores nas pastagens.

De janeiro de 2017 a setembro de 2019, especialistas de diferentes áreas da Embrapa e da Universidade de Brasília (UnB) se dedicaram ao projeto “Conforto térmico, produtividade de leite e desempenho reprodutivo de vacas de raças zebuínas em sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) no Cerrado”.

“Identificamos que o uso da ILPF com vacas zebuínas leiteiras pode ser recomendado, pois além de aumentar a produtividade de leite e a quantidade de embriões produzidos, também melhora a qualidade do produto e do pasto, o valor nutritivo da forragem e os parâmetros fisiológicos e comportamentais das vacas”, afirma a pesquisadora Isabel Ferreira, líder do projeto.

Mais leite de melhor qualidade

Os estudos foram conduzidos no Centro de Tecnologia de Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL), localizado na região administrativa do Recanto das Emas (DF) e ligado à Embrapa Cerrados. Durante os 33 meses de experimento, os especialistas mediram o desempenho produtivo e reprodutivo de vacas Gir Leiteiro a pasto com a presença e ausência de sombra.

Eles observaram que em dias quentes os animais têm estresse por calor, o que compromete a produção e a composição do leite, a reprodução, a temperatura superficial e o comportamento ingestivo (ingestão, ruminação e repouso). A pesquisa identificou que o ambiente sombreado reduziu a temperatura da superfície corporal das vacas em diferentes pontos em até 3%.

Além de aumentarem a produção de leite, as vacas Gir Leiteiro que tiveram acesso às áreas com sombra de árvores de eucalipto proporcionada pelo sistema Integração Lavoura-Pecuária-Floresta também melhoraram a qualidade do produto, com 6% a mais de extrato seco desengordurado (extrato seco total, menos o teor de gordura), quando comparado ao que foi produzido pelos animais submetidos a pleno sol. “A presença das árvores melhora a rentabilidade do produtor de leite, tanto por causa do aumento da quantidade do produto, quanto pela possibilidade de melhor remuneração dos sólidos totais pelos laticínios e pela venda da madeira para diferentes usos”, enfatiza a especialista.

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Quatro vezes mais embriões

Esse ambiente específico proporcionado pela sombra e a consequente diminuição da temperatura corporal dos animais impactou também na melhoria dos índices de reprodução dessas vacas em relação aos animais que estavam expostos ao sol. “Os animais que ficaram à sombra também produziram 16% mais folículos na superfície dos seus ovários, e 75% a mais de ovócitos totais foram recuperados pela aspiração folicular. O número de ovócitos viáveis aumentou em 81%, e o de embriões em quatro vezes. Consideramos uma diferença bastante importante”, afirma o pesquisador Carlos Frederico Martins.

Outro fator relevante identificado pelos especialistas foi que, com a sombra, o tempo de ruminação dos animais aumentou em 32%. Segundo Isabel Ferreira, essa elevação é desejável, pois quanto mais tempo o animal fica ruminando, mais ele divide as partículas de forragem e as deixam expostas para a fermentação animal. “Além disso, produzir mais saliva tem um efeito tampão no rúmen, o que favorece a digestão das fibras e disponibiliza mais nutrientes aos animais”, explica.

Árvores também beneficiam a pastagem

Os pesquisadores identificaram, ainda, que a qualidade da forragem também é impactada pela presença das árvores no pasto. A proteína bruta do capim no pasto com árvores foi 30% superior quando comparada à do capim do pasto solteiro, e a digestibilidade in vitro do capim sombreado foi 6% superior. Isso se deve principalmente, segundo os especialistas, à intensificação da degradação da matéria orgânica e da reciclagem de nitrogênio no solo sob influência do sombreamento e ao prolongamento do período juvenil da planta forrageira, o que permite maior tempo para a manutenção de níveis metabólicos mais elevados e, consequentemente, dos nutrientes disponíveis aos animais pelo pastejo.

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Também participaram da pesquisa Álvaro Fonseca Neto, Artur Muller, Fernando Macena, Gustavo Braga, Heidi Cumpa, Juliana Caldas, Karina Pulrolnik, Roberto Guimarães e Sebastião Pedro, além da professora da UnB Concepta McManus.

 

Juliana Caldas (MTb 4861/DF)
Embrapa Cerrados

Contatos para a imprensa

Telefone: (61) 3388-9891

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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