Todos os posts (1167)

Classificar por

9846966885?profile=originalA qualidade do leite produzido no Brasil é tema recorrente de debates nas últimas duas décadas, envolvendo as esferas públicas e privadas do setor. Essa discussão foi impulsionada principalmente pela tendência mundial de consumo de produtos lácteos mais seguros e com maior qualidade. Em 2002 foi aprovada a Instrução Normativa nº 51, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que aprovou os “Regulamentos Técnicos de Produção, Identidade e Qualidade do Leite tipo A, do Leite tipo B, do Leite tipo C, do Leite Pasteurizado e do Leite Cru Refrigerado e o Regulamento Técnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel”.

A IN 51 promoveu mudanças na cadeia produtiva do leite com ações voltadas para difusão das práticas para melhoria da qualidade do leite. Na época, foram determinados prazos para que o produtor se adequasse às exigências de qualidade. Apesar dos avanços conquistados, observou-se que uma grande parte dos produtores de leite brasileiro não estavam aptos a atender as exigências nos prazos estabelecidos, mais especificamente em relação aos parâmetros de CCS e CBT. Dessa forma, os parâmetros de qualidade do leite foram atualizados por meio da Instrução Normativa nº 62, de 21 de dezembro de 2011. Novamente, o prazo para atender as especificações técnicas de qualidade do leite determinadas na IN 62 foram postergadas sucessivamente com a publicação da Instrução Normativa nº 7 de 3 de maio de 2016 e Instrução Normativa n° 31 de 29 de junho de 2018. Durante o prazo de vigência da IN 31, foi novamente observado pelos resultados das análises oficiais de qualidade realizadas pela Rede Brasileira de Laboratórios de Qualidade do Leite (RBQL), que grande parte dos produtores não estariam aptos a atender as exigências de qualidade mais rígidas previstas para entrarem em vigor a partir de 1° de julho de 2019.

Com o objetivo de simplificar o entendimento sobre os prazos e exigências de qualidade estabelecidos em Instruções Normativas anteriores e, promover um plano mais robusto e duradouro de qualificação dos produtores de leite, o MAPA publicou em 26 de novembro de 2018 a Instrução Normativa 76 e Instrução Normativa 77. A IN 77 estabeleceu os critérios e procedimentos para a produção, acondicionamento, conservação, transporte, seleção e recepção do leite cru em estabelecimentos registrados no serviço de inspeção oficial, e, ainda, revogou as Instruções normativas 51/2002, 62/2011, 07/2016 e 31/2018. Com a nova redação dada pela IN 76, que aprovou os regulamentos técnicos que fixam a identidade e as características de qualidade que devem apresentar o leite cru refrigerado, o leite pasteurizado e o leite tipo A, ficou estabelecido apenas um teto máximo para os parâmetros de CBT e CCS, portanto, não havendo mais prazo e exigências de qualidade crescentes como nas normas anteriores.

Os requisitos previstos na IN 76 para o leite cru refrigerado de tanque individual ou de uso comunitário deve apresentar médias geométricas trimestrais de Contagem Padrão em Placas de no máximo 300.000 UFC/mL (trezentas mil unidades formadoras de colônia por mililitro) e de Contagem de Células Somáticas de no máximo 500.000 CS/mL (quinhentas mil células por mililitro). O MAPA espera que com essas instruções normativas, sejam criadas bases mais sólidas para uma evolução progressiva e de longo prazo para a melhoria da qualidade do leite no País.

Saiba mais…

9846967892?profile=originalFoto: Rubens Neiva

Um kit tecnológico para identificar as principais bactérias causadoras da mastite, na própria fazenda, com diagnóstico em 24 horas, foi a solução vencedora do Desafio de Startups, promovido pela Embrapa Gado de Leite. O kit é composto por material de consumo para a realização do teste de mastite, uma cabine de trabalho portátil (minilaboratório) e um app (aplicativo) que faz a gestão do controle da mastite, permitindo o monitoramento remoto e gerando indicadores de performance do controle da doença. A mastite é um problema grave na pecuária de leite. A incidência mensal média da fase crítica da doença é de 10% das vacas do rebanho. Deste índice, de 30% a 50% das vacas necessitam de tratamento com antibióticos.

Para Cristian Martins, diretor de operações da startup vencedora, que leva o nome de OnFarm, o diagnóstico da doença em 24 horas geram benefícios não somente para o produtor. “Além de reduzir a resistência bacteriana causada pelo uso indiscriminado de antibióticos, a solução possibilita melhores estratégias de controle da mastite subclínica, como segregação, interrupção da lactação e orientação de descarte do leite. Isso significa um alimento mais seguro”.

Como é comum entre as startups, a OnFarm é uma empresa jovem. Foi fundada há três meses em Uberlândia, durante o Interleite Brasil (congresso que discute os problemas da cadeia produtiva do leite). Segundo Cristian Martins, em apenas dois meses, a startup colocou mais de 30 unidades em operação, permitindo o monitoramento de 12 mil vacas. “Cerca de dois mil casos de mastite clinica foram avaliados. Desses, 540 casos que recebiam antibiótico no procedimento convencional puderam ficar sem tratamento, o que resultou no aproveitamento de 47 mil litros de leite e na economia de mil bisnagas de antibióticos”.

A OnFarm foi uma das 70 startups que participaram do desafio, evento que faz parte do Ideas for Milk, encerrado na última sexta-feira, no Cubo Itaú, em São Paulo. Participaram da finalíssima, sete startups. Entre as três primeiras colocadas, estão:

- 2º Colocado – CowMed. Solução: coleira capaz de mensurar os principais parâmetros comportamentais das vacas, como tempo de ruminação, atividade e ócio. Os dados são coletados por antenas e enviados para a “nuvem”, onde uma ferramenta de inteligência artificial analisa os animais e alerta os produtores sobre eventos de cio, melhor momento para inseminar, doenças em estágios inicial e alterações nos lotes de vacas.

- 3º Colocado – Z2S. Solução: conjunto automático para a limpeza de ordenhadeiras canalizadas. Compreende três sistemas que podem ser integrados ou utilizados separadamente. O processo de limpeza automático inclui o controle de temperatura do leite, dosagem precisa de produtos químicos e acionamento dos motores do equipamento. Segundo os idealizadores da solução, os sistemas proporcionam a melhoria da qualidade do leite, com redução de 87% da Contagem Bacteriana Total (CBT).

Revolução digital – O Ideas for Milk é parte de uma revolução silenciosa que está mudando os paradigmas no campo. Aos poucos, expressões como “inteligência artificial”, “cloud computing”, “API” e “IoT” começam a competir com “cocho”, “brete”, “curral” e “ordenhadeira” no vocabulário do produtor de leite. O setor rural brasileiro, que há pouco tempo convivia com problemas estruturais básicos (ainda convive, em muitos locais) está, cada vez mais, inserido no mundo da informática. “As empresas de Internet estão entrando no campo de forma absoluta”, diz Jaqueline Capeli, gerente do laboratório agrícola da Bovcontrol, empresa de “agtech”, cujo “app” faz a gestão econômica e zootécnica de uma unidade de produção pecuária. Aliás, “agtech” e “app” são, também, duas novas expressões desse universo digital.

Para que o leitor, que ainda não está completamente inserido na revolução digital, não tenha que recorrer ao “Google” para se informar sobre essas expressões e interrompa a leitura desta reportagem, vamos esclarecer alguns termos: “agtech” é o ambiente de empresas que promovem inovações no agronegócio por meio das novas tecnologias. Tais inovações costumam se apoiar em “IoT”, Internet of things (Internet das Coisas, em português), conectando pessoas com as coisas da vida cotidiana. A IoT utiliza as “API” como interface na programação dos “apps”, os aplicativos (softwares) que irão promover a conexão entre o mundo real e o virtual. Esses apps podem utilizar a cloud computing(ou computação em nuvem), servidores remotos com grande capacidade de armazenamento e processamento, que darão funcionalidade aos aplicativos.

Confuso? Uma revolução não se faz de forma simples, mas seus resultados podem, sim, simplificar a vida do produtor rural de forma tão intensa como está simplificando a vida da humanidade em todas as áreas. O problema é que os desenvolvedores dessas tecnologias, muitas vezes não estão no campo. São estudantes, professores e pesquisadores de universidades, distantes dos problemas do produtor rural.

O Ideas for Milk, que em 2018 realizou a sua terceira edição, é uma tentativa de se promover essa aproximação. “Nosso objetivo é fomentar o surgimento de um ecossistema, reunindo empresas, universidades, pesquisa agropecuária e o setor produtivo, capaz não apenas de apresentar soluções, mas de empreender, transformando as soluções em novas startups para a cadeia produtiva do leite”, diz o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo do Carmo Martins.

Além do “Desafio de Startups”, fez parte do Ideas for Milk o Vacathon, um hackathon que acrescentou a “vaca” para ter a cara da pecuária de leite. Aliás, “hackathon” é outro termo surgido com a revolução digital, que cabe explicar aqui: trata-se de uma maratona de programação computacional na qual especialistas em ferramentas digitais se reúnem (por horas, dias ou semanas) no intuito de discutir novas ideias e desenvolver projetos de softwares ou de hardwares. O analista de IoT da Microsoft, Alexandre Vasques Gonçalves diz que “coisas muito bacanas nascem em hackathons como esse”.

O Vacathon durou cinco dias (de seis a dez de novembro), nos quais cerca de 90 estudantes ficaram acampados na sede da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora - MG. Nesse período, Gonçalves, Jaqueline, e outros representantes de empresas de Tecnologia da Informação, juntamente com pesquisadores e analistas da Embrapa foram os mentores dos estudantes, que também visitaram o campo experimental da empresa, em Coronel Pacheco – MG e conheceram o laticínio da Epamig, no Instituto de Laticínios Cândido Tostes, também em Juiz de Fora.

Os estudantes viraram noites estudando os problemas da cadeia produtiva do leite atrás de soluções. Mas o trabalho foi recompensado. O arquiteto de soluções da Cisco Innovation Center no Brasil, Edson Barbosa, que participa do Ideas for Milk desde o primeiro momento, diz que houve uma grande evolução nas ideias do Vacathon comparado ao ano passado. “As ideias vieram pré-formatadas e cresceram durante o evento com as mentorias”, afirma Barbosa. O especialista em inovação da TIM, Fabiano de Souza compartilha a impressão de Barbosa: “O Vacathon deste ano foi mais maduro, evoluindo das ideias para o protótipo”.

Resultado do Vacathon – Participaram do evento 16 instituições de ensino do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Pernambuco. Os alunos se dividiram em 15 times. As propostas foram avaliadas por 52 julgadores, entre pesquisadores e analistas da Embrapa, profissionais de TI, empresas ligadas ao agronegócio do leite e produtores. O projeto de aplicativo que os estudantes da PUC Minas, em Betim-MG, chamaram informalmente de Tinder Bovis, foi o primeiro colocado. A ferramenta leva o nome oficial de “I2A CONECT”. É um software de convergência de dados que pretende reunir, num único aplicativo, informações sobre as características dos touros cadastrados nas diferentes centrais de inseminação e nas associações de produtores. Por meio do app, voltado para dispositivos móveis (celular e tablet), o produtor insere informações sobre as fêmeas e identifica o sêmen ideal para as necessidades do seu empreendimento, ou seja, com melhor custo benefício para o padrão genético de seu rebanho.

O professor da PUC Minas, Ilo Rivero, que acompanhou os alunos na formulação da ideia, diz que a solução surgiu durante o próprio evento, a partir dos problemas que eles identificaram na visita ao campo experimental da Embrapa e ao laticínio da Epamig. O estudante Bruno Guimarães, que integra a equipe vencedora, disse que, atualmente, as informações sobre os touros estão dispersas nos catálogos das centrais de inseminação e nos sumários dos programas de melhoramento genético das raças leiteiras, desenvolvidos pela Embrapa junto com as associações de criadores. “O I2A CONECT irá promover uma integração desses dados, ‘conectando touro e vaca’, auxiliando o produtor nas estratégias de reprodução do seu rebanho”. Segundo Guimarães, a ideia chamou a atenção de representantes da Microsoft, da Alta Genetics e de um grande produtor de leite presente no evento.

Além da equipe da PUC Minas, completam as cinco primeiras colocações:

- 2º colocado: Universidade Federal de Pernambuco – Solução apresentada: MOOVS – Identifica os movimentos da vaca por meio de câmeras, auxiliando na detecção de cio e na identificação de problemas de saúde no rebanho.

- 3º colocado: Universidade Federal de Lavras – MILKTHING – Por meio de imagens 3D, o aplicativo estima o consumo de alimento no cocho pelos animais, auxiliando no manejo alimentar do rebanho.

- 4º colocado: Universidade Federal de Viçosa – VOLUTECH – Sensor para medir com precisão o volume do leite nos tanques de resfriamento. A solução também medirá a temperatura do leite no tanque e enviará o dado para um aplicativo.

- 5º colocado: Instituto Metodista Granbery – Solução apresentada: - MUUVOICE – Aplicativo de voz que auxilia no manejo do rebanho, permitindo o registro de dados sobre mastite clínica e outros problemas de saúde animal.

Martins comemora o sucesso do evento: “Estamos conseguindo criar um ecossistema que envolve empresas de TI, universidades e produtores de leite. Essa é a maior vitória do Ideas for Milk”. É certo que o setor rural ainda enfrenta muitos problemas de infraestrutura. Mauro Carrusca, CEO da Carrusca Innovation, diz que o Brasil chegou ao século XXI, convivendo com modelos do século passado. “Estamos no ponto de inflexão entre o modelo digital e o analógico”. Mas é preciso enfrentar os desafios. Como diz o Barbosa, “o Brasil sempre terá grandes distâncias, mas as tecnologias estão se expandindo e o alcance da internet está aumentando, contribuindo para encurtar, virtualmente, essas distâncias”.

Como a máquina a vapor, grande propulsora da primeira revolução industrial, há 250 anos, a Internet surge transformando o mundo, tornando mais fácil a existência humana. “A primeira revolução industrial aumentou nossa força física. A quarta revolução industrial, pela qual estamos passando, está aumentando a nossa capacidade cognitiva”, diz Cézar Taurion, CEO da Litteris Consulting. O campo não está alheio a essa revolução.

Rubens Neiva (MTB 5445)
Embrapa Gado de Leite

Contatos para a imprensa
rubens.neiva@embrapa.br
Telefone: (32) 3311-7532

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/39758198/desafio-de-startups-apresenta-novas-tecnologias-para-a-pecuaria-de-leite

Saiba mais…

Mantendo a expectativa para esse período de ano com a intensificação do período de safra, os preços do leite pagos ao produtor caíram pelo segundo mês consecutivo em outubro. Nesse último mês, o leite ao produtor fechou cotado a R$1,55 na média nacional, queda de 2,36% em relação ao mês anterior. Mesmo com essa queda nacional, os preços atuais do leite estão quase 40% mais altos que os valores pagos no mesmo mês de 2017. Dos Estados pesquisados apenas Bahia manteve a trajetória de aumentos.

A relação de troca entre preço do leite/preço do concentrado melhorou mesmo com a queda nos preços do leite. Em outubro, a queda nos preços do milho e do farelo de soja foram mais intensas, assim a relação de troca fechou em 33 litros de leite para aquisição de uma saca de 60 kg de concentrado. No mesmo mês do ano anterior eram necessários pouco mais de 37 litros.

No varejo, o preço do leite UHT continua em queda, sendo a terceira consecutiva. Mesmo com esse recuo, os preços do último mês ficaram 25,76% maiores que os valores praticados em outubro de 2017.

Na balança comercial, as importações brasileiras de leite e derivados apresentaram forte crescimento em outubro, superando os valores negociados no mesmo mês de 2017 em quase 100%. Destaque para a grande elevação nas importações de leite em pó. Apesar disso, no acumulado do ano (janeiro a outubro), as importações ainda estão 20% menores que no mesmo período do ano anterior.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de novembro de 2018 veja também os dados de preços dos principais produtos lácteos nos mercados da União Europeia e Oceania. A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.

Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

Saiba mais…

9846965880?profile=original

Olá,

Você pode contribuir na geração de soluções tecnológicas em sintonia com as necessidades do setor.

Iremos definir metas prioritárias para a aplicação de recursos em pesquisa para os próximos cinco anos.

Vamos construir o Planejamento de Atividades de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da Embrapa Gado de Leite.

Participe da construção da nossa agenda.

Por favor, doe um pouco do seu tempo, do seu conhecimento e da sua visão de mundo, preenchendo o questionário que está disponível no link abaixo.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdW6RqMX2RSAYe00YHkhircu-qrPNUbQNZWcTbepETDrCfMKQ/viewform

O futuro do leite passa pela pesquisa. E as prioridades de pesquisa passam pela sua participação.

Pedro Braga Arcuri, Chefe-adjunto de Pesquisa & Desenvolvimento

Saiba mais…

As quedas de preços do leite na indústria e no mercado consumidor iniciadas em agosto refletiram no preço pago ao produtor nesse último mês. Em setembro, os produtores receberam R$1,59 por litro de leite, redução de 4,4% em relação a agosto, na média nacional. A expectativa é que as esperadas quedas no preço do leite até o final deste ano, devido ao fim da entressafra, sejam em menor magnitude que no ano anterior.

O custo de produção de leite continua em alta com o ICPLeite/Embrapa registrando aumento de 0,68% em setembro. A relação de troca ao produtor piorou em setembro, sendo necessários 34,4 litros de leite para compra de 60 kg de concentrado. No mercado de grãos, o preço do milho caiu quase 12% nos últimos 60 dias, enquanto as cotações do farelo de soja estão mais firmes com pequena alta no período. 

As importações de leite em pó continuam menores no acumulado do ano. Com a redução nos preços internos do leite, a competitividade do produto importado deve continuar reduzida, mesmo com a recente valorização do real.

Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de outubro de 2018 que também apresenta os dados da Pesquisa Pecuária Municipal divulgados recentemente pelo IBGE. A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

Caso tenha interesse em ver essa análise em vídeo assista a entrevista concedida ao programa DBO na TV do canal Terra Viva clique aqui.

Saiba mais…

9846972256?profile=original

A Embrapa Gado de Leite lança curso sobre Melhoramento genético e controle zootécnico de rebanhos leiteiros

Objetivo: Você vai conhecer as principais raças leiteiras utilizadas no País, o potencial de produção e as exigências de cada uma delas para fazer a escolha correta do rebanho. As estratégias de cruzamento entre diferentes raças, as anotações das informações e o cálculo dos indicadores zootécnicos serão descritos de forma detalhada. Também serão abordados os critérios para o descarte dos animais em rebanhos leiteiros.

Público-alvo: Técnicos de assistência técnica e extensão rural, produtores de leite, estudantes e profissionais liberais que tenham interesse na produção de leite.

Carga horária: 40 horas

Módulos:
Raças leiteiras no Brasil
Escrituração zootécnica de rebanhos leiteiros
Estratégias de cruzamentos em rebanhos leiteiros
Indicadores zootécnicos da atividade leiteira

Inscrições até: 09/11/2018

Próxima turma: 15/11/2018 a 01/01/2019

Mais Informações: cnpgl.ead@embrapa.br

Saiba mais…

9846972670?profile=originalInscreva-se no Desafio de Startups até 28/10

Empreendedores, estudantes e jovens empresários com ideias criativas e inovadoras para o AGRONEGÓCIO DO LEITE têm até o dia 28 de outubro de 2018 para se inscrever para o DESAFIO DE STARTUPS. As propostas passarão por uma etapa seletiva e a final será 30 de novembro no Cubo, em São Paulo.

Clique aqui para fazer a inscrição gratuita!

Acompanhe novidades pelas redes sociais: facebook.com/ideasformilk e, no Instagram, @ideasformilk_br.

O DESAFIO DE STARTUPS faz parte do IDEAS FOR MILK, movimento liderado pela Embrapa Gado de Leite, que incorpora tecnologia digital ao mundo do leite. O objetivo é aumentar o nível de inovação da cadeia do leite, elevando a eficiência desde a fazenda até a relação com o consumidor final, com respeito aos animais, ao meio ambiente e à sociedade de maneira geral.

“A agronegócio do leite é uma das mais importantes cadeias da produção de alimentos no Brasil. São mais de 1 milhão de propriedades leiteiras e milhares de empresas de insumos, equipamentos, processamento, industrialização e distribuição de produtos lácteos. Essa diversidade e amplitude de um negócio que movimenta cerca de R$ 70 bilhões por ano abre fantásticas possibilidades de inovação nas várias áreas”, explica Paulo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite.

O DESAFIO DE STARTUPS é uma oportunidade para jovens empreendedores apresentarem suas ideias e atraírem investimentos de grandes corporações que valorizam a inovação. Para isso é preciso somar conhecimentos ligados ao agronegócio e à tecnologia da informação (TI). “As ideias criativas e inovadoras podem se transformar em negócios sólidos e recompensadores”, complementa Martins.

Para sua agtech decolar - As propostas inscritas no DESAFIO DE STARTUPS serão avaliadas por empresários, investidores, pesquisadores, grandes produtores de leite e especialistas em TI/inovação. Além disso, as finalistas viajam para São Paulo com despesas de transporte e hospedagem pagas pelo evento.

O IDEAS FOR MILK é uma realização da Embrapa juntamente Qranio, Agripoint, Kick Venture, Carrusca Innovation e Texto Comunicação Corporativa. Em sua trajetória, o projeto já atraiu mais de 50 empresas e entidades parceiras, além de 25 instituições de ensino superior.

Monique Oliveira
Embrapa Gado de Leite

Contatos para a imprensa
cnpgl.ideasformilk@embrapa.br
Telefone: (32) 3311-7548

Fonte: Embrapa Gado de Leite

Saiba mais…

Com a queda na produção total de leite, relevada pela Pesquisa Pecuária Municipal do IBGE, o consumo aparente de leite e derivados caiu 4,6 litros por habitante em 2017, em relação ao ano anterior, atingindo a marca de 167 litros/habitante. Esse valor é o menor registrado desde 2010.

Esses dados, bem como os principais indicadores do mercado do leite em 2017 estão na nova publicação da Embrapa intitulada “O mercado de leite em 2017”. Nela você terá acesso a dados referenciados, de fontes confiáveis, com uma análise objetiva sobre as mudanças mais relevantes nos diversos segmentos da cadeia produtiva do leite no último ano.

A publicação, disponível no Centro de Inteligência do Leite, apresenta um panorama do mercado mundial seguido dos principais dados do mercado nacional, passando pela produção primária, indústria e varejo, finalizando com uma análise do comércio exterior de leite e derivados. Abaixo é apresentada a estrutura de apresentação da publicação:

1. Mercado internacional Produção de leite nos principais players mundiais / Preços internacionais de produtos lácteos

2. Mercado Nacional: Produção Primária Preços do leite ao produtor / Custo de Produção / Relação de Troca

3. Mercado Nacional: Indústria Produção de Leite inspecionada / Quantidade de laticínios inspecionados / Maiores laticínios do País / Preço do Leite e Derivados no atacado

4. Mercado Nacional: Varejo Preços de leite e derivados no varejo / Consumo aparente de leite e derivados

5. Mercado Nacional: Comércio Exterior Balança comercial de leite e derivados / Origem e destino dos principais exportadores e importadores

A publicação está disponível no site do Centro de Inteligência do Leite: http://www.cileite.com.br/content/publica%C3%A7%C3%B5es

Saiba mais…

Após sete meses de alta, os preços do leite pagos ao produtor caíram em setembro. Nesse último mês, o leite ao produtor fechou cotado a R$1,59 na média nacional, queda de 4,37% em relação ao mês anterior. Mesmo com essa queda nacional, os preços atuais do leite ainda estão 33,4% mais altos que os valores pagos no mesmo mês de 2017. Dos Estados pesquisados apenas Bahia manteve a trajetória de aumentos, mas em contrapartida, apresenta o menor valor nominal pago pelo leite (R$1,44).

A relação de troca continua preocupando o produtor. Apesar de pequena queda no preço do milho, o farelo de soja voltou a subir, e com a queda no preço do leite, a relação de troca litros de leite / quilo de concentrado subiu 4,5% em setembro, sendo necessários 34,4 litros de leite para aquisição de uma saca de 60 kg. No mesmo mês do ano anterior eram necessários 32,5 litros. O custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, também aumentou, alta de 0,68% em setembro, na comparação mensal. Já na comparação com o mesmo mês de 2017, o índice de custo de julho está 16,68% maior.

No varejo, o preço do leite UHT continua em queda, sendo esta última (- 5,82%) mais intensa que a registrada em agosto (- 3,48%). Mesmo com esse recuo, os preços do último mês ficaram 25,26% maiores que os valores praticados em setembro de 2017.

Na balança comercial, as importações brasileiras de leite e derivados em setembro superaram os valores negociados no mesmo mês de 2017 em 13,5%. Por outro lado, as exportações registraram queda de 2,1%. No acumulado do ano, as importações e exportações estão menores que no mesmo período do ano anterior.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de outubro de 2018 veja também os dados por Estado da Pesquisa Pecuária Municipal divulgados recentemente pelo IBGE, que mostram que a produção total de leite em 2017 caiu 0,5%, com forte queda no número de vacas ordenhadas (-13,3%), resultando em aumento considerável na produtividade (+14,7%). A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.

Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

Saiba mais…

No programa Terra Viva DBO na TV de 25/09/2018, o apresentador Sidney Maschio, comentou tudo sobre o fechamento do mercado do boi gordo. Veja também, o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, comentou sobre a nota de conjuntura de leites e derivados.

9846971688?profile=original

Fonte: https://tvterraviva.band.uol.com.br/noticia/100000933111/confira-o-terraviva-dbo-na-tv-na-integra.html

Saiba mais…

O custo de produção de leite subiu em setembro, sendo esta elevação a sétima do índice em nove meses do ano. A alta foi menor que a anterior (0,68%), puxada principalmente pelos grupos Produção e compra de volumosos que avançou 3,15% e Energia e combustível, com alta de 0,98%. Já o Concentrado registrou ligeira queda de 0,13%.

Nos nove meses de 2018, o ICPLeite/Embrapa acumula alta de 12,79%. Todos os grupos tiveram valorização, com destaque para Energia e combustível com elevação de 21,9% e Concentrado com alta de 19,0%.

Em 12 meses, o custo de produzir leite aumentou 16,68%. Semelhante a variação no ano, as maiores altas foram registradas nos grupos Energia e combustível e Concentrado, que subiram, respectivamente, 26,21% e 25,05% em 12 meses (outubro/2017 a setembro/2018). Importante notar que, nesse período, todos os grupos componentes do custo de produção registraram aumentos.

Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de setembro de 2018, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4

Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

Saiba mais…

Os dados de captação de leite sob inspeção no primeiro semestre, as variações de preços, custos e a taxa de câmbio são os destaques da conjuntura neste mês. A aquisição de leite recuou 0,4% no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado. Somente em maio, em função da greve dos caminhoneiros, a captação caiu 9,3% em relação a maio de 2017.

Mas a greve dos caminhoneiros também teve seu efeito sobre os preços do leite, que aliada ao período de entressafra, acabou levando a uma forte alta em julho e agosto, quando atingiu R$ 1,66 por litro pago ao produtor, na média Brasil. Entretanto, essa alta ao produtor já perdeu força com início das quedas no mercado consumidor e na indústria. A dúvida principal é sobre o tamanho da queda, mas acreditamos que não seja tão acentuada como a observada no 2º semestre de 2017. Essa suposição está baseada em três pontos principais: 1) o volume de importação é menor; 2) a expansão da oferta tende a ficar relativamente estável; 3) os custos seguem em alta, devido principalmente à elevação de preços dos grãos e a taxa de câmbio que recentemente tem pressionado os custos.

Um outro fator de preocupação refere-se as margens dos laticínios, que desde meados de 2016 permanecem deprimidas nos mercados de UHT, pó e muçarela.

Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de setembro de 2018 que também apresenta dados do cenário internacional, no qual os preços estão em queda. A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register 

Saiba mais…

Ideas for Milk: inscrições abertas!

9846970872?profile=original9846970897?profile=originalAs inscrições estão abertas para o maior evento brasileiro do agronegócio do leite 4.0!

A terceira edição do Desafio de Startups do agronegócio do leite e o segundo bootcamp em uma fazenda leiteira seguido de maratona de programação, o Vacathon, estão confirmados. Os dois eventos compõem o Ideas for Milk, criado para impulsionar o desenvolvimento do ecossistema de inovação neste setor da economia.

Saiba mais sobre cada evento:

Desafio de Startups – 01/12/18 – São Paulo/SP
Uma competição entre empreendedores com objetivo de impulsionar o crescimento da cadeia de leite e derivados, gerando negócios lucrativos vinculados a startups.

Vacathon – 06 a 11/11/18 – Juiz de Fora/MG
5 dias de maratona e competição com os times das melhores instituições do Brasil.

Quer empreender e ganhar dinheiro com o agronegócio? Clique aqui e faça sua inscrição para o Desafio de Startups!

Para mais informações, acesse o site http://www.ideasformilk.com.br

Saiba mais…

O décimo primeiro levantamento da safra 2017/2018 da CONAB, divulgado em agosto, segue confirmando uma menor safra de grãos para o ciclo 2017/2018. Apesar do aumento na produção de soja, as quedas verificadas em milho, feijão e arroz puxaram a safra total para baixo. No caso do milho, a queda na produção da safrinha está estimada em quase 18%, o que equivale a um recuo de 12 milhões de toneladas em relação a safrinha do ano passado.

No mercado de fertilizantes, as vendas subiram 1,9% no acumulado de janeiro a julho deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Produção e importação, por outro lado, registraram queda de 7% e 6,4%, respectivamente. No caso de defensivos, a produção cresceu 10,4% no primeiro semestre em relação a mesma base de comparação em 2017.

No mercado de máquinas agrícolas, foi percebido um declínio na venda de tratores de rodas (5% inferior a 2017) e expansão na de tratores de esteira (80,3%) e de retroescavadeiras (60,7%) no período de janeiro a julho ante o mesmo período do ano passado.

O valor total das exportações do agronegócio apresentou expansão de 5% nos sete primeiros meses do ano, atingindo 59,2 bilhões de dólares. Os complexos soja e carnes, somados, responderam por 59% do valor.

Em relação aos preços agrícolas no mês de agosto, as maiores variações foram do milho, que apresentou um aumento de 8,8%, e do açúcar, que teve um declínio de 6,6%. Quanto às variações anuais, o leite está 31,6% mais valorizado que em agosto de 2017, enquanto milho e farelo de soja tiveram aumentos de 52,1% e 41,5%, respectivamente.

Esses dados estão apresentados no boletim de INDICADORES AGRÍCOLAS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de agosto de 2018, veja também o balanço de suprimentos para o mercado interno e mundial dos principais produtos agrícolas brasileiros. A publicação está disponível no link: http://www.cileite.com.br/content/indicadores-agr%C3%ADcolasa

Saiba mais…

O custo de produção de leite voltou a subir em agosto, após leve queda em julho. A alta foi de 2,77%, puxada principalmente pelos grupos de alimentação. No concentrado a elevação foi de 5,58%, enquanto nos volumosos de 2,77%.

Nos primeiros oito meses do ano, o ICPLeite/Embrapa acumulou alta de 12,03%. Todos os grupos tiveram valorização, com destaque para Energia e combustível com elevação de 20,72%.

Em 12 meses, o custo de produzir leite aumentou 18,23%. A maior alta registrada foi no Concentrado, que subiu 30,12% em 12 meses (setembro/2017 a agosto/2018). Importante notar que, nesse período, todos os grupos componentes do custo de produção registraram aumentos.

Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de agosto de 2018, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4

Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

Saiba mais…

Os preços do leite pagos ao produtor tiveram novo aumento em agosto, dando continuidade à valorização que vem sendo registrada desde fevereiro desse ano. Nesse último mês, o leite ao produtor fechou cotado a R$1,66 na média nacional, resultando em alta acumulada de 52,3% desde janeiro. Dos Estados pesquisados todos tiveram aumentos, mas em menor magnitude que as valorizações do mês anterior. Com esse aumento, os preços atuais do leite ficaram 31,6% mais altos que os valores pagos no mesmo mês de 2017.

Por outro lado, com os aumentos de preço do milho e do farelo de soja, a relação de troca, que vinha melhorando para o produtor nos últimos meses, voltou a preocupar. A relação de troca litros de leite / quilo de ração subiu 1,24% em agosto, sendo que nesse mês foram necessários 33 litros de leite para aquisição de uma saca de ração. No mesmo mês do ano anterior eram necessários 29 litros. Acompanhando esse movimento de aumento nos preços dos insumos para alimentação, o custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, voltou a crescer, alta de 2,77% em agosto, na comparação mensal. Já na comparação com o mesmo mês de 2017, o índice de custo de julho está 18% maior.

No varejo, o preço do leite UHT começou a cair, após seis meses de valorização. Mesmo com essa queda, os preços do último mês ficaram quase 29% maiores que os valores praticados em agosto de 2017.

Na balança comercial, os valores das importações brasileiras de leite e derivados continuam menores em relação ao mesmo período de 2017, assim como as exportações. Em agosto, as importações recuaram 13,2% enquanto as exportações caíram 24,1%, em relação ao mesmo mês de 2017.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de setembro de 2018 veja também os dados da Pesquisa Trimestral do Leite divulgados recentemente pelo IBGE, que mostram que a produção nacional inspecionada caiu 0,3% no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado. A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.

Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

Saiba mais…

Régua de Manejo de pastagens BRS Sul

Simplifica o manejo e otimiza a utilização da pastagem!

9846969067?profile=originalImagem: Cíntia Franco

Permite tomar decisões rápidas quanto ao ajuste da carga animal em uma determinada pastagem. Simplifica o manejo e otimiza o uso da pastagem, levando a ganhos de produtividade para a pecuária, tanto de bovinos de leite como de corte, e também para equinos e ovinos, em situação de pastejo contínuo ou rotacionado. A vantagem da régua de manejo é já conter as medidas ideais para cada espécie forrageira, com as alturas de entrada e saída de pastejo ou corte. A tecnologia é resultado do trabalho conjunto entre as Unidades Clima Temperado, Gado de Leite, Milho e Sorgo, Pecuária Sul e Trigo.

"A régua de manejo de pastagens BRS Sul tem como objetivo facilitar o manejo das pastagens. Ela traz um conjunto de cultivares da Embrapa que foram recomendadas para a região, e indica as alturas de entrada e saída dos animais nessa pastagem, o que ajuda também a evitar o sobrepastejo, ou seja, sacrificar as plantas e o rebrote por deixar os animais tempo demais ou uma lotação muito alta”, explicou a pesquisadora da Embrapa, Andréa Mittelmann.

Descrição

A Régua de Manejo de Forrageiras BRS Sul reúne as principais espécies forrageiras utilizadas na Região Sul do Brasil. Em uma das faces da régua estão as espécies de inverno (aveia, azevém, centeio, cornichão, trevos e trigo) e, na outra, as espécies de verão (capim-elefante anão, capim-sudão, milheto e sorgo forrageiro), identificadas pelo nome das cultivares lançadas e recomendadas pela Embrapa para a Região Sul do Brasil.
Para cada espécie, há uma altura de entrada e altura de saída dos animais da pastagem (Tabela 1). Estas alturas foram estabelecidas a partir de resultados experimentais obtidos pela Embrapa e outros centros de pesquisa e reunidas no folder Planejamento Forrageiro (Embrapa, 2014).

9846969493?profile=original

Como usar

A Régua deve ser apoiada no solo em posição vertical, verificando se as plantas encontram-se na altura das marcações para a espécie. Deve ser considerada a altura da superfície da pastagem com as plantas em sua posição natural. Esta verificação deve ser feita em diversos pontos da pastagem, com 10 a 20 medidas, levando em consideração a desuniformidade  da área.

Referências

COSTA, J. A. A; QUEIROZ, H. P. Régua de Manejo de Pastagens. Campo Grande: Embrapa Gado de Corte, 2013. (Comunicado Técnico, 125)
EMBRAPA. Planejamento Forrageiro. Pelotas: Embrapa Clima Temperado, 2014. Folder.

Onde obter:

PRÁTICO DE GARÇA

Av. Presidente Vargas, 1.196

CEP: 17.400-000  Garça - SP

Fones: (14) 3406-2718 / (14) 99816-7105 (whatsapp)(14) 99816-7154/ (14) 99669-3903(whatsapp)

https://www.cochospratico.com/

POLITE Polímeros e Tecnologia

Avenida Sampaio Vidal, 1663- AJd. Portal do Sol

CEP 17519-341

Marília - SP(14) 3417-5684(14) 99137-5324

http://www.polite.com.br/

Saiba mais…

Ideas for Milk 2018 já tem data marcada

9846968079?profile=original

A terceira edição do Desafio de Startups do agronegócio do leite e o segundo bootcamp em uma fazenda leiteira seguido de maratona de programação, o Vacathon, estão confirmados para novembro. O anúncio foi feito nesta tarde pelo chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, na abertura do Interleite Brasil, em Uberlândia. Os eventos compõem o Ideas for Milk, criado para impulsionar o desenvolvimento do ecossistema de inovação neste setor da economia.

“A tecnologia vem revolucionando o agro como um todo, e também o leite. Como estamos falando de uma atividade intensiva em administração, o produtor precisa tomar muitas decisões ao longo do dia, e sua chance de errar é muito grande. Além disso, ele está inserido em um mercado que exige cada vez mais profissionalização e produção em escala, o que o leva, obrigatoriamente, a investir em pecuária de precisão”, comenta Martins.

Esse caminho já está sendo traçado. Segundo o censo agropecuário publicado pelo IBGE na última semana de julho, de 2006 a 2017, o número de cabeças de gado caiu 2,4%. Por outro lado, neste mesmo período a produção aumentou 46,3%, o que representa maior eficiência da atividade, em parte resultado da adoção de tecnologias digitais.

Um exemplo é o produto desenvolvido pela Cowmed, segunda colocada no Desafio de Startups 2017 ainda com o nome “SmartFarm – Tradutor de Vacas”. Trata-se de uma coleira capaz de monitorar 24h por dia três parâmetros comportamentais das vacas ligados a saúde e reprodução, emitindo alertas via aplicativo de celular e software web relacionados a saúde, cio e nutrição.

A tecnologia da informação também contribui para o desenvolvimento de outros segmentos da cadeia produtiva, como é o caso da Milk’s Rota, startup vencedora do Ideas for Milk em 2016 e finalista da edição 2017 com um pacote extra de soluções. Sua plataforma de gerenciamento da logística da captação já registrou mais de um milhão de coletas de leite monitoradas, proporcionando dados mais confiáveis aos laticínios clientes e ao produtor, rastreabilidade do produto, otimização de rotas e redução de custos.

Novidade em 2018 – Este ano as programações dos dois eventos que compõem o Ideas for Milk serão distintas. A final do Desafio de Startups do agronegócio do leite está marcada para os dias 30 de novembro e 1º de dezembro em São Paulo. Podem ser inscritas propostas de soluções digitais inovadoras, baseadas em software web, aplicativo mobile e/ou hardware, aplicáveis a um ou mais segmentos da cadeia produtiva do leite. As inscrições são gratuitas e vão até 28 de outubro.

Já o Vacathon terá cinco dias de evento nas instalações da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora. Vai ocorrer três semanas antes, de 6 a 10 de novembro. São esperados times de estudantes de graduação de até vinte universidades de todas as regiões do país. O grupo irá à fazenda e terá dois dias de aprendizado em imersão nas diferentes áreas relacionadas à produção de leite. Em seguida, inicia uma maratona de programação para criar um projeto baseado em software e/ou hardware aplicável à atividade de produção de leite.

O Ideas for Milk é uma realização da Embrapa em parceria com as empresas Agripoint, Kick Venture, Qranio e Carrusca Innovation. Em sua trajetória, reuniu mais de 50 entidades parceiras e 22 instituições de ensino superior. Outras informações podem ser vistas no site www.ideasformilk.com.br e nas redes sociais fb.com/ideasformilk e @ideasformilk_br no Instagram.

Carolina Pereira
Embrapa Gado de Leite

Contatos para a imprensa
carolina.pereira@embrapa.br
Telefone: (32) 3311-7532

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Embrapa Gado de Leite

Saiba mais…