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Capim Elefante - BRS Capiaçu

9846969083?profile=originalA cultivar BRS Capiaçu é um clone de capim elefante (Pennisetum purpureum Schum) com propagação vegetativa, desenvolvida pela Embrapa em parceria com outras instituições. Ela se destaca pela elevada produtividade e possibilidade de ser fornecida tanto picada no cocho quanto através de silagem, reduzindo o custo da alimentação.


A cultivar apresenta porte alto (4,20m); touceiras de formato ereto; folhas largas, compridas, de cor verde e nervura central branca; colmos grossos (1,6cm), internódios compridos (16cm) e de coloração amarelada. Apresenta média de 30 perfilhos/m² e florescimento tardio (julho/agosto).

Pontos fortes:

  • elevado potencial produtivo;
  • touceiras eretas e densas;
  • resistência ao tombamento;
  • florescimento tardio;
  • bom valor nutritivo;
  • ausência de joçal (pelos);
  • facilidade de colheita mecânica;
  • permite de 2 a 5 colheitas anuais;
  • produz silagem de boa qualidade;
  • responsiva ao uso de fertilizantes e irrigação.

Pelo link abaixo você poderá obter maiores informações sobre esta cultivar, bem como a forma de sua aquisição pelos viveiristas credenciados para a sua distribuição.


https://www.embrapa.br/busca-de-produtos-processos-e-servicos/-/produto-servico/3745/capim-elefante---brs-capiacu

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Com a  reportagem abaixo exibida pelo Programa Terra Sul, conheça a experiência de um produtor e as orientações de um pesquisador da Embrapa sobre esta cultivar.

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Após dois anos consecutivos de queda na produção de leite inspecionado, neste ano a conjuntura está mais favorável aos produtores. Pelo lado dos custos, a boa safra de grãos abriu espaço para recuo nos gastos com alimentação do rebanho, maior item de dispêndio da atividade leiteira. Já no preço do leite pago ao produtor, o valor real recebido em março está 12% superior ao observado em março de 2016.

A demanda também começa a apresentar sinais positivos, mesmos que ainda modestos. Com relação à balança comercial, o aumento considerável nas cotações internacionais, tem aproximado o valor do produto importado do preço praticado no mercado brasileiro, reduzindo a competitividade das importações.

Por fim, a Associação Leite Brasil divulgou o ranking dos maiores laticínios de 2016 que mostra que a captação das maiores empresas caiu menos que a produção nacional de leite inspecionado, aumentando um pouco mais a concentração no setor industrial.

Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de Abril de 2017. A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register

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Os preços do leite pagos aos produtores apresentaram nova alta em março de 2017, fechando a R$1,34 por litro na média nacional. Esse aumento foi registrado em todos os Estados analisados. Já em relação a março de 2016, os preços pagos ficaram 17,1% superiores na média.

Outro aspecto favorável para os produtores foi a melhora na relação de troca, pelo terceiro mês consecutivo, com redução na quantidade de leite necessária para aquisição de milho e soja, bem como no índice de custo de produção do leite (ICPLeite Embrapa), que já acumula queda de quase 2% nos primeiros três meses de 2017.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de abril de 2017, veja também que a balança comercial de leite e derivados continua deficitária, registrando saldo negativo de 38,5 milhões de dólares no mês, resultando em déficit acumulado nesse ano da ordem de US$125 milhões. Os principais responsáveis por esse resultado continuam sendo o leite em pó e os queijos, que representaram 88,5% das importações desse primeiro trimestre de 2017.

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

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O mercado internacional tem apresentado certa resistência a cotações mais altas para o preço do leite em pó integral. Nesse cenário, as cotações no patamar do último leilão GDT (21 de março) tem deixado as importações competitivas em relação ao preço doméstico.

Considerando a taxa de câmbio atual, o preço do leite em pó no mercado internacional corresponde a um valor 14,8% abaixo do preço médio ao produtor praticado no mercado interno. Dessa forma, o movimento sazonal de alta nos preços ao produtor esperado para os próximos meses tende a fortalecer ainda mais as importações.

Em termos estruturais, a situação de produtores brasileiros menos eficientes pode se complicar ainda mais, acentuando a tendência de redução do número de produtores.

Por fim, no último dia 15 de março, o IBGE divulgou os dados da Pesquisa Trimestral do Leite para 2016 indicando queda na produção nacional inspecionada.

Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de Março de 2017. A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. 

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9846967487?profile=originalCustos de produção apresentam deflação de -0,49% em fevereiro                                           

Paulo Martins
Manuela Lana
Alziro Carneiro
    
Pelo segundo mês consecutivo produzir leite ficou mais barato. O custo de produção de leite em fevereiro recuou -0,49%, em relação aos custos apurados para janeiro de 2017. Quando ocorre uma variação nos custos como o apresentado, configura-se um quadro conjuntural de deflação, ou seja, o inverso da inflação.  Este resultado tem por base o Índice de Custos de Produção de Leite – ICPLeite/Embrapa ¹ , calculado pela Embrapa Gado de Leite.


O principal motivo para esta retração nos custos se deu pela queda de preços na ração para vaca e nos farelos de soja, milho, trigo e algodão. Isto fez com que o grupo Concentrado tivesse queda de -4,00% no mês. O grupo Reprodução também apresentou queda de -0,07% nos custos. Os grupos Mão de obra e Sanidade não apresentaram variação de custos este mês. Os grupos Qualidade do leite e Sal mineral apresentaram variações positivas de 8,34% e 5,83%, mas seu peso relativo no cálculo de custos é baixo, o que não impactou o resultado final. Já Energia e combustível variou 0,61%. A variação do índice por grupos encontra-se na Tabela 1.

                    Tabela 1. Variação de custos de produção de leite, geral e por grupo. Fevereiro de 2017.

Índice geral e grupos

Variação no mês (%)

ICPLeite/Embrapa

- 0,49

Mão de obra

0,00

Produção e compra de volumosos

 2,75

Concentrado

- 4,00

Sal mineral

 5,83

Sanidade

 0,00

Qualidade do leite

 8,34

Reprodução

- 0,07

Energia e combustível

0,61

                               Fonte: Embrapa Gado de Leite.

No acumulado do ano o ICPLeite/Embrapa registra uma redução de custos de -0,93%. A maior queda acumulada no ano foi registrada no grupo Concentrado. Com redução de custos de -6,93%, dado o elevado peso relativo deste grupo, esta queda mais do que compensou a elevação de custos registrada em outros grupos. O grupo que apresentou maior variação positiva foi o da Qualidade do leite (8,34%), seguido de Sal mineral (5,83%), Mão de obra (5,29%), Produção e compra de volumosos (1,54%) e Energia e combustível (0,33%). Os dados encontram-se na Tabela 2.

                                              Tabela 2. ICPLeite/Embrapa. Acumulado no ano 2017.

Índice geral e grupos

Variação no ano (%)

ICPLeite/Embrapa

- 0,93

Mão de obra

5,29

Produção e compra de volumosos

1,54

Concentrado

- 6,93

Sal mineral

 5,83

Sanidade

- 0,05

Qualidade do leite

8,34

Reprodução

- 0,07

Energia e combustível

             0,33

                               Fonte: Embrapa Gado de Leite.

No acumulado do ano o ICPLeite/Embrapa registra uma elevação de custos de 1,56%. Dois dos principais grupos componentes do custo tiveram variações em sentidos opostos. O custo da Mão de obra cresceu 5,28%, enquanto que o de Concentrado decresceu 5,68%. Outros itens de menor peso relativo no cálculo do custo, apresentaram variações elevadas, como o grupo Qualidade do leite (27,51%) e Sal mineral (10,96%). Os dados encontram-se na Tabela 3.

                           Tabela 3. ICPLeite/Embrapa. Acumulado de março de 2016 a fevereiro de 2017.

Índice geral e grupos

Variação no ano (%)

ICPLeite/Embrapa

 1,56

Mão de obra

 5,28

Produção e compra de volumosos

  5,63

Concentrado

 - 5,68

Sal mineral

 10,96

Sanidade

  6,52

Qualidade do leite

 27,51

Reprodução

  0,04

Energia e combustível

           - 2,26

                               Fonte: Embrapa Gado de Leite.

¹ A metodologia completa pode ser consultada em http://www.cileite.com.br/content/metodologia-0.

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Boletim Indicadores Leite e Derivados e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.

Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

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Os preços do leite pagos aos produtores apresentaram recuperação em fevereiro de 2017 após 5 meses em queda, fechando a R$1,32 por litro na média nacional. Esse aumento foi registrado em todos os Estados analisados. Já em relação ao mesmo mês de 2016, os preços pagos em fevereiro ficaram 20,5% superiores na média.

Outro aspecto positivo para os produtores foi a melhora na relação de troca, pelo segundo mês consecutivo, com redução na quantidade de leite necessária para aquisição de milho e soja, bem como no índice de custo de produção do leite (ICPLeite Embrapa).

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de março de 2017 veja também os seguintes destaques:

A produção de leite sob inspeção no Brasil registrou em 2016 a segunda queda consecutiva, fechando o ano com 23,14 bilhões de litros, valor 3,7% menor que o registrado em 2015, conforme os dados oficiais do IBGE divulgados no dia 15 de março.

A balança comercial de leite e derivados acumulou novo déficit em fevereiro de 2017, de R$39 milhões de dólares, resultando no expressivo crescimento desse indicador, da ordem de 1.482% frente a fevereiro de 2016. O resultado foi fruto do aumento das importações (+145,4%), principalmente de leite em pó e queijos, associado a redução das exportações (-24,9%).

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. 

Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

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9846966500?profile=originalIntegração

Um estudo recente encomendado pela Rede de Fomento de ILPF e realizado pelo Kleffmann Group na safra 2015/2016 estimou que os sistemas integrados ocupam hoje 11, 5 milhões de hectares no Brasil, dos quais 860 mil hectares estão em São Paulo. A maioria dos produtores que adota esses sistemas usa o modelo lavoura-pecuária. A integração lavoura-pecuária-floresta é utilizada por 10%, ou seja, ainda há muito espaço para adoção da ILPF.

A Embrapa Pecuária Sudeste tem pesquisas com vários modelos de integração. Apesar de mais complexos, porque reúnem na mesma área diversas culturas, como grãos, carne, leite, energia e madeira, esses sistemas são alternativas para diversificar a produção e melhorar a renda, com sustentabilidade ambiental. Além disso, ILPF tem grande potencial para recuperar áreas degradadas, desenvolver pastagens com melhor qualidade, aumentar a rentabilidade por hectare e diminuir riscos financeiros.

A Embrapa Pecuária Sudeste realiza, em 08 de abril, dia de campo sobre sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) em São Carlos (SP).

São 150 vagas. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas até o dia 03 de abril, pelo email pecuaria-sudeste.eventos@embrapa.br.

Produtores rurais, profissionais do setor agropecuário e técnicos vão percorrer quatro estações e conhecer na prática tecnologias relacionadas aos sistemas de integração.

Pesquisadores da Embrapa vão apresentar temas como o uso do feijão Guandu BRS Mandarim para recuperação de pastagens degradadas, fertilidade do solo e produtividade de sistemas ILPF, manejo florestal e destoca em ILPF. Outro destaque será a estação que vai focar no Plano de Agricultura de Baixo Carbono (plano ABC) e fontes de financiamento para produtores interessados na implantação de ILPF.

Serviço
Dia de Campo sobre sistema ILPF
Data: 08 de abril de 2017
Horário: 8h às 12 horas.
Local: Embrapa Pecuária Sudeste - Rodovia Washington Luiz, km 234, São Carlos (SP).
Inscrições: até 03 de abril pelo email pecuaria-sudeste.eventos@embrapa.br.
Mais informações: (16) 3411-5689
 

Gisele Rosso (MTb 3091?PR)
Embrapa Pecuária Sudeste
pecuaria-sudeste.imprensa@embrapa.br
Telefone: (16) 3411 5625

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Portal Embrapa

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A Plataforma de Inteligência Intelactus já disponibilizou a NOTA DE CONJUNTURA em sua edição de fevereiro de 2017. Confira no documento os seguintes destaques:
 
O ano de 2015 marcou o fim de uma longa trajetória de crescimento contínuo da produção nacional de leite. O preço real do leite pago ao produtor registrou o menor valor dos últimos 10 anos.
 
O cenário foi de descapitalização, pois os produtores conseguiram cobrir apenas as despesas de custeio da atividade e pequena parte dos custos fixos.
 
Esses resultados acentuaram a queda da oferta de leite em 2016, que refletiu na elevação dos preços pagos aos produtores e aumento das importações.
 
Para 2017 espera-se um ambiente mais favorável para os produtores de leite, mas carrega alguns fatores de risco tanto internos quanto externos.

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. 

Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register

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Indicadores Leite e Derivados

A Plataforma de Inteligência Intelactus da Embrapa acaba de divulgar o boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS.

Confira na edição de fevereiro de 2017, os seguintes destaques:

- A captação de leite no Brasil permaneceu praticamente estável em dezembro de 2016, registrando queda de apenas 0,10% frente a novembro, valor 3% inferior ao registrado em dezembro de 2015.

- Os preços do leite pagos aos produtores também permaneceram estáveis em janeiro de 2017 na média nacional, fechando a R$1,30 / litro. Nos Estados analisados, Santa Catarina, Goiás e Minas Gerais apresentaram aumento no preço em relação a dezembro de 2016, enquanto Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Bahia registraram queda.

- A balança comercial de leite e derivados acumulou novo déficit em janeiro de 2017, de R$47,8 milhões de dólares, valor 318% superior ao registrado no mesmo mês de 2016, sendo os principais responsáveis o leite em pó (- US$ 38,07 milhões) e queijos (- US$ 12,31 milhões).

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/edit-p%C3%A1gina-indicadores-de-conjuntura

No site estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. 

Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register

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Foto: Carolina Pereira

9846965853?profile=originalBRS Capiaçu, cultivar de capim-elefante desenvolvida pela Embrapa Gado de Leite

Duas cultivares de capim-elefante – BRS Capiaçu e BRS Kurumi – desenvolvidas pela Embrapa Gado de Leite estarão expostas no Show Rural da Coopavel, uma das maiores feiras agropecuárias da América Latina. O evento acontece dos dias seis a dez de fevereiro, em Cascavel – PR e contará com a presença de pesquisadores da instituição, que irão falar sobre o cultivo e as vantagens dessas variedades.

A BRS Capiaçu foi lançada no final de 2016 e três viveiristas estão cadastrados para comercialização. Dados da Embrapa indicam que a produção é de cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare/ano, média 30% maior do que as cultivares disponíveis, além de apresentar maior teor de proteína.

“A cultivar é de porte alto, ultrapassando cinco metros. O resultado é a elevada produção de biomassa, sendo essa a sua melhor característica”, afirma o pesquisador Mirton Morenz. A gramínea é indicada para cultivo de capineiras. No período da seca, pode ser fornecida para os animais picado verde no cocho ou como silagem.

A BRS Capiaçu representa uma alternativa para a produção de silagem de baixo custo. “O que se gasta com a produção de silagem de BRS Capiaçu é três vezes menos comparado à silagem de milho ou de sorgo”, diz o pesquisador Antônio Vander Pereira, que coordenou os trabalhos de desenvolvimento do cultivar. O valor nutritivo é comparável à silagem das forrageiras tradicionais e superior ao da cana-de-açúcar.

Diferente da BRS Capiaçu, a BRS Kurumi apresenta porte baixo e é destinado ao pastejo rotacionado. Os pesquisadores recomendam a entrada dos animais quando o pasto apresentar entre 75 e 80 cm de altura. A retirada dos animais deve ocorrer quando o rebaixamento atingir entre 35 e 40 cm. A taxa de lotação das pastagens varia de quatro a sete animais por hectare. O valor nutritivo também é um dos pontos fortes da BRS Kurumi. Os teores de proteína bruta têm variado entre 18% e 20%.

A propagação da BRS Kurumi, igual à Capiaçu, se dá por meio de estacas e o material já está disponível no mercado. O capim-elefante é uma gramínea perene de origem africana, com grande adaptabilidade às condições brasileiras. O BRS Kurumi é especialmente indicado para os biomas Amazônico, Cerrado e Mata Atlântica.

As duas cultivares foram obtidas por meio do Programa de melhoramento genético de capim-elefante da Embrapa. São o resultado do cruzamento de variedades pertencentes ao Banco Ativo de Germoplasma de Capim-elefante (BAGCE), mantido pela Embrapa. O Programa foi criado em 1991. A primeira cultivar desenvolvida foi o Pioneiro, lançada em 1996. O lançamento BRS Kurumi foi feito em 2012.

Para obter mais informações sobre as cultivares, acesse os links na coluna da direita, visite o site da Embrapa Gado de Leite (www.embrapa.br/gado-de-leite) ou entre em contato com o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) pelos telefones: (32) 3311-7485 e (32) 3311-7486.

Confira mais informações em www.embrapa.br/showrural

9846965895?profile=original

Rubens Neiva (MTb 5445)
Embrapa Gado de Leite

Telefone: (32) 3311-7532

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

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Glossário de termos técnicos

Prezados,

Muitos de nós estão envolvidos com atividades do agronegócio (agricultura, pecuária, pesca, floresta,...) e escrevem artigos científicos, relatórios, artigos de divulgação na mídia e outros. Alguns são estudantes de graduação e pós-graduação, e escrevem Trabalhos de Conclusão de Curso, Dissertações e Teses. Às vezes, uma palavra nos escapa e cria alguma dificuldade. Existe um GLOSSÁRIO de termos técnicos de nossa área de trabalho (Ciências Agrárias) que pode ser útil.

Segue o link:

http://www.mma.gov.br/estruturas/sqa_pnla/_arquivos/glossrio_bndes_...

Boa leitura!

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Foto: Humberto Nicoline

9846963073?profile=originalOs números de 2016 só serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 17 de março, mas a expectativa é que a produção de leite no Brasil sofra a maior queda em 55 anos, desde que os índices passaram a ser registrados. "Embora a captação formal de leite no terceiro trimestre do ano passado tenha apresentado uma recuperação de 12,1% em relação ao trimestre anterior, o volume total captado teve uma quebra de 4,9% quando comparado ao mesmo período de 2015", informa o pesquisador da Embrapa Gado de Leite João César Resende.

Os dados iniciais sugerem que a recuperação tenha se mantido no último trimestre, mas o País deve fechar 2016 com uma produção pouco acima dos 23 bilhões de litros, uma retração acima de 3% em relação a 2015 e há entre os analistas quem aposte em um índice de 4%. Os dois últimos anos não foram bons para o setor. Desde 2014, quando o Brasil registrou o maior volume de produção de leite sob inspeção (24,7 bilhões de litros), os índices vêm retrocedendo. Em 2015, a queda foi de 2,8% (figura 1).

Figura 1: Produção de leite sob inspeção no Brasil (bilhões de litros):

9846963460?profile=originalFonte: IBGE, adaptado pela Embrapa (2016: Estimativa Embrapa Gado de Leite).

Ano de extremos

Um dos fatores que favoreceu o menor volume produzido foi o preço internacional do leite. Nos leilões da plataforma Global Dairy Trade (GDT), a tonelada do leite em pó chegou a ser vendida em julho por US$ 2,062.00, preço muito abaixo da média, segundo analistas. Isso favoreceu a importação de leite da Argentina e do Uruguai. "Importamos o equivalente a 8% da nossa captação de leite no ano que passou", explica o também pesquisador da Embrapa Gado de Leite Glauco Rodrigues Carvalho. Em dezembro, o leilão da GDT já estava pagando pela tonelada do leite em pó US$ 3, 568.00. A expectativa de Carvalho é que essa seja a média dos preços internacionais ao longo de 2017, reduzindo a competitividade das importações, possibilitando uma recuperação da produção doméstica.

Outro fator que prejudicou o setor foi a quebra de safra do milho. Enquanto a safra do grão em 2014/2015 foi de 84,3 milhões de toneladas, no período de 2015/2016 houve uma queda de 21% (66,5 milhões de toneladas). Isso encareceu a alimentação concentrada do rebanho, aumentando os custos para o produtor. "Vivemos fatos extremos em 2016, o que demonstrou a desorganização e a fragilidade da cadeia produtiva do leite no Brasil", argumenta Carvalho. O reflexo dessa fragilidade se deu, principalmente, nos preços pagos ao produtor. O ano começou com preços muito baixos, com o pecuarista recebendo R$ 1,06/litro. A média do primeiro semestre ficou abaixo de R$ 1,20.

A consequência foi a queda da atividade industrial, com as indústrias chegando a conviver com uma capacidade ociosa em torno de 40%. Para ampliar a captação do produto, a reação foi aumentar os preços, cuja média no segundo semestre foi de R$ 1,49/litro. Carvalho informa que o pico ocorreu em agosto (R$ 1,69), mas teve leite sendo comprado de alguns produtores por mais R$ 2,00/litro. "Com uma amplitude tão grande de preços, fica difícil para qualquer setor se planejar", afirma o pesquisador.

Apesar de um ano de tão grandes variações, desde 2010, o valor pago ao produtor tem mantido uma certa regularidade, como mostra a Figura 2. A produção total do Brasil (leite inspecionado mais leite informal) apresenta uma curva ascendente enquanto os preços caem, o que, segundo Resende, demonstra o potencial da atividade: "A longo prazo, a queda dos preços pagos ao produtor reflete a diminuição dos custos de produção que ocorreu no período. Temos um setor produtivo mais eficiente, que se modernizou tecnologicamente. E os preços para o consumidor também acompanham a tendência de queda. Se não houvesse essa modernização, estaríamos pagando hoje mais de R$ 4,00 pelo litro de leite".

Figura 2: Evolução da produção e dos preços pagos aos produtores no Brasil (1975/2016):

9846963654?profile=originalFonte: IBGE e IEA (Organização: Embrapa Gado de Leite).

Tendências favoráveis para o mercado interno

Carvalho afirma que, para este ano, espera-se um volume de produção superior aos registrados em 2015 e 2016, mas sem excesso de oferta. "Será um ano de recuperação de safra, já que a relação preço do leite e insumo, na média, tende a ser melhor". O milho, vilão do aumento dos custos de concentrado em 2016, tende a ter preços mais amigáveis. A expectativa é que a safra 2016/2017 do grão gire em torno de 84 milhões de toneladas. A previsão somente para a safra de inverno é de 56 milhões de toneladas. O pesquisador espera que a safra de grãos no Brasil, capitaneada pela soja, seja recorde este ano.

Como já foi dito, os preços internacionais do leite tendem a subir, dificultando as importações, o que favorece o cenário interno. A tendência de aumento dos preços internacionais se ancora principalmente na desaceleração da produção na Europa e na queda recente da oferta na Oceania e na América Latina. A manutenção da cotação do dólar em patamares mais elevados também é um estímulo à produção interna, aumentando a competitividade relativa da exportação em relação à importação.

"Do ponto de vista do consumo interno, a tendência também é de melhora gradual", aponta Carvalho. "A despeito do frágil cenário político e econômico nacional, os indicadores têm melhorado e as perspectivas são de que inflação, taxa de juros e PIB caminhem no sentido de estimular o consumo, promovendo uma retomada do crescimento econômico, ainda que modesto", conclui.

O pesquisador destaca que, independentemente das oscilações conjunturais, existem transformações importantes acontecendo na cadeia produtiva do leite no Brasil. Entre elas, cita:

- Melhoria na gestão das propriedades;

- Maior especialização do rebanho brasileiro (dados de 2015 do IBGE mostram uma queda de 5,5% do número de vacas leiteiras, o que significa que os animais de pior genética estão sendo descartados);

- Maior velocidade na adoção de tecnologias, que geram ganhos de produtividade (algumas microrregiões brasileiras apresentam produtividade comparável a países de primeiro mundo);

- Menor custo de produção de milho e soja do mundo.

"Esses elementos, somados ao clima propício, à disponibilidade de terras, à relativa abundância de água e ao potencial de consumo de uma população continental tornam a pecuária de leite brasileira uma das atividades agrícolas de maior potencial", afirma Carvalho. Mas ele lembra que produzir leite exige gestão, dedicação e tecnologia, como em todas as atividades econômicas. "Os que conseguem unir essas características são os empreendedores que irão continuar tendo sucesso na atividade, garantindo uma boa remuneração e uma produção cada vez mais sustentável economicamente", finaliza.

Rubens Neiva (MTb 5445)
Embrapa Gado de Leite
gado-de-leite.imprensa@embrapa.br
Telefone: (32) 3311-7532

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Portal da Embrapa

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Já está aberto, na página da Embrapa Produtos e Mercado, o Edital de Oferta pública de sementes forrageiras da BRS Piatã para quem quer produzir e comercializar a cultivar da Embrapa. A documentação para participar do processo deverá ser enviada até o dia 23 de dezembro para a Embrapa Produtos e Mercado, em Brasília, DF.


A BRS Piatã é uma cultivar de Brachiaria brizantha que esteve licenciada exclusivamente para a Unipasto – Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras. Findo o prazo de exclusividade, ela já pode ser ofertada aos interessados em comercializar esta que é uma das cultivares de forrageira de melhor aceitação pelos pecuaristas brasileiros.


Além da produtividade, a cultivar se destaca pela forragem de qualidade, com elevado acúmulo de folhas. Seus colmos são mais finos, o que facilita seu aproveitamento pelos animais. É uma planta com maior resistência às cigarrinhas típicas das pastagens do que o capim Xaraés, e de maior tolerância aos solos mal drenados que o capim Marandu.


A BRS Piatã proporciona maior ganho de peso aos animais do que os obtidos com as demais forrageiras. Além disso, possui alta proporção de massa verde e elevadas taxas de crescimento de folha e valor nutritivo.


Adaptada às condições de clima do Brasil Central, Norte, Sudeste e região costeira do Nordeste, a BRS Piatã é uma das cultivares mais utilizadas em áreas de pastejo e também em sistemas integrados, como o iLPF, permitindo uma área de primeiro pastejo de dois a três meses logo após o plantio.


Os selecionados pelo edital também poderão utilizar, na comercialização das sementes da cultivar BRS Piatã, o selo “Tecnologia Embrapa”. Todas as informações e documentação necessárias estão no edital, em https://www.embrapa.br/produtos-e-mercado/editais.

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A Embrapa Gado de Leite e Embrapa Semiárido, iniciou, este ano,  o projeto Palma forrageira: alternativa alimentar para o semiárido nordestino, com objetivo de  articular e realizar ações de intercâmbio e compartilhamento de conhecimentos junto a técnicos e produtores familiares a respeito de alimentação de bovinos leiteiros no semiárido nordestino, tendo como base a palma forrageira.

Chegado ao final do primeiro ano, o projeto já apresenta resultados de destaque, como: implementação de 06 Unidades de Referência Tecnológica (URT) no Ceará, em parceria com IFCE - campus Crato;  Rio Grande do Norte, em parceria com Emparn; , Pernambuco, em parceria com IPA; Alagoas, em parceria com Emater e  Sergipe, em parceria com Emdagro. Também foram elaboradas e disponibilizadas duas cartilhas no nível de letramento do produtor, sendo uma sobre Plantio e Manejo da Palma Forrageira e outra sobre Uso da Palma Forrageira na Alimentação de Bovinos de Leite. Vários cursos de capacitação sobre formulação de dietas e cálculo de rações foram ofertados a técnicos de Ater pública e privada. Calculamos mais de 70 técnicos capacitados no uso do software Calculeite nos vários estados do nordeste. Estes são apenas alguns dos resultados até o momento.

Para 2017 estão previstos dias de campo nas URTs com produtores, palestras, além de novas capacitações técnicas.

Para maiores esclarecimentos: elizabeth.fernandes@embrapa.br

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Slides apresentações Workshop Compost barn

Dia 17/11/2016 foi realizado em Juiz de Fora/MG o Workshop Compost barn: Uma alternativa para confinamento de vacas leiteiras.

O evento foi realizado pela Embrapa Gado de Leite e transmitido ao vivo pela RepiLeite. Disponibilizamos abaixo link para download dos slides das apresentações dos palestrantes:

http://www.cnpgl.embrapa.br/downloads/publico/compost-barn.zip

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Com a facilidade que a tecnologia nos proporciona, temos hoje a possibilidade de consultar as publicações da Embrapa a qualquer instante, de qualquer lugar do planeta!!

Além do computador e do notebook, já é possível utilizar um tablet, um smartphone ou até uma smartTV conectados à internet e visualizar/baixar, por exemplo, os Sumários de Avaliação Genética de Touros das raças leiteiras editados anualmente pela Embrapa.

Para auxiliar, estão disponibilizados a seguir os principais links de acesso a cada uma das publicações:

Holandês

http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/90335/1/DOC-158-Completo-Touros-Holand-2012.pdf

Guzerá

http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/143023/1/Guzer-Doc188-capa.pdf

http://www.cbmgguzera.com.br/sumariospnmgul/sumariospdf/17o%20Sumario.pdf

Gir

http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/145517/1/DOC-187-Gir-Sumario-Touros-2016.pdf

http://girleiteiro.org.br/arquivos/1950.pdf

Girolando

http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/145067/1/DOC-189-Girolando-2016.pdf

http://www.girolando.com.br/baixar.php?arquivo=arquivosSite/progenie/Sumario_de_Touros_Girolando_189_web.pdf

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Cerca de 50 toneladas de matéria seca por hectare/ano, média de 30% a mais do que as cultivares disponíveis. Essa é a produção da BRS Capiaçu, nova cultivar de capim-elefante, que será lançada pela Embrapa Gado de Leite no dia 26 de outubro. Entre as principais cultivares de capim-elefante, a BRS Capiaçu é também a que apresenta o maior teor de proteína (ver tabela 1).

Capiaçu, em tupi-guarani, significa "capim grande". A cultivar não nega o nome, ultrapassando cinco metros de altura. O resultado é alta produção de biomassa. "Essa é sua melhor característica", afirma o pesquisador Mirton Morenz. A gramínea é indicada para cultivo de capineiras. No período da seca, pode ser fornecida para os animais picada verde no cocho ou como silagem.

Potencial de produção e valor nutritivo

Tabela 1: A BRS Capiaçu se destaca pela alta produtividade e qualidade da forragem, quando comparada com outras cultivares de capim-elefante (plantas com 60 dias de crescimento).

A vantagem de utilizar o capim verde é que, assim, apresenta maior valor nutritivo. Conforme explica Morenz, "quando o capim é cortado aos cinquenta dias, chega a ter 10% de proteína bruta, índice superior ao da silagem de milho, com cerca de 7%". O teor de proteína cai para 6,5%, com o corte aos 90 dias e 5,5%, cortado aos 110 dias. O processo de ensilagem também diminui a quantidade de proteína, que passa a possuir um teor pouco acima de 5%.

Silagem de Capiaçu

Tabela 2: 1 – Base da matéria seca; 2 – Proteína Bruta; 3 Fibra em Detergente Neutro; 4 – Digestibilidade in vitro da Matéria Seca; 5 – Energia Metabolizável.

Segundo o pesquisador Antônio Vander Pereira, que coordenou o desenvolvimento da cultivar, a forrageira representa uma alternativa para a produção de silagem de baixo custo. "O que se gasta com a produção de silagem de BRS Capiaçu é três vezes menos comparado à silagem de milho ou de sorgo", diz. O valor nutritivo é comparável à silagem das forrageiras tradicionais e superior ao da cana-de-açúcar.

Para atender aos requerimentos energéticos e proteicos do rebanho, tanto na silagem de milho quanto na de BRS Capiaçu, a suplementação concentrada é necessária. Comparando as duas silagens na alimentação de vacas em lactação, a silagem de BRS Capiaçu implica na necessidade de maior quantidade de concentrado na dieta. Mas, segundo Morenz, ainda assim, seu uso é economicamente vantajoso, por causa do menor custo de produção.

Melhoramento genético do capim-elefante


A BRS Capiaçu foi obtida por meio do Programa de melhoramento genético de capim-elefante da Embrapa. A cultivar é o resultado do cruzamento de variedades pertencentes ao Banco Ativo de Germoplasma de Capim-Elefante (BAGCE), mantido pela Embrapa. O Programa foi criado em 1991. A primeira cultivar desenvolvida foi a Pioneiro, lançada em 1996. Em 2012, lançou-se a BRS Kurumi, que, por apresentar porte baixo, é mais adaptada ao pastejo rotacionado.

Foram necessários 15 anos para se desenvolver essa nova variedade de capim-elefante. Vander explica que uma série de cruzamentos e avaliações foram conduzidos. Os cruzamentos deram origem a cerca de dois mil híbridos, tendo sido selecionados apenas 50 materiais promissores, que foram testados em 17 estados pela Rede de Ensaios em Capim-Elefante. Os híbridos com melhores resultados foram a BRS Capiaçu, com boa adaptação em todo o Brasil, e a BRS Canará, que apresentou boa adaptabilidade em capineiras para os biomas amazônico e cerrado.

"A boa adaptabilidade das gramíneas africanas às condições brasileiras é responsável pelo sucesso da pecuária brasileira", avalia Vander. O uso das gramíneas nativas, foi sendo substituído paulatinamente, por variedades exóticas, que encontraram aqui as condições de solo e clima ideais para se propagarem. De forma acidental, essas variedades chegaram ao Brasil junto com os
escravos entre 1530 e 1850. Forrageiras como colonião, Jaraguá e capim-gordura vieram como
cama nos navios negreiros.

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Em meados do século passado, foram introduzidas na pecuária nacional algumas variedades de braquiária. No entanto, foi nos anos 1990 que o melhoramento genético ganhou o contorno que tem hoje, com o desenvolvimento de diversas cultivares. "O melhoramento genético de forrageiras tropicais é um dos pilares da pujante pecuária do Brasil, o segundo maior produtor mundial de carne e o quinto maior produtor de leite", conclui Vander. O País possui um dos maiores programas de melhoramento de forragens do mundo e exporta cultivares para a América Latina e para a própria África.

O lançamento da BRS Capiaçu ocorrerá na semana em que a Embrapa Gado de Leite comemora 40 anos de fundação. No dia 26, no campo experimental da Unidade, em Coronel Pacheco (MG), será realizado um dia de campo apresentando informações sobre a nova cultivar. A área de negócios da Embrapa Gado de Leite selecionou viveiristas para produzir mudas de BRS Capiaçu, visando sua distribuição em todo o Brasil. A cultivar deverá ser comercializada em meados de 2017. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (32) 3311-7559 ou pelo e-mail samuel.oliveira@embrapa.br.

Rubens Neiva ((MTb 5445))
Embrapa Gado de Leite

Telefone: (32) 3311-7532

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: Portal da Embrapa

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Qualidade da Água na Produção de Leite

A qualidade da Água versus a Qualidade do Leite

No último dia 3 de maio, o Ministério da Agricultura, se viu obrigado a prorrogar o prazo para os novos limites previstos na Instrução Normativa 62 (IN62), que deveriam entrar em vigor em 1º de julho de 2016 e reduziriam de 500 mil CCS por ml para 400 mil CCS/ml e, bem como, de 300 mil UFC/ml para 100 mil UFC/ml a contagem bacteriana (CPP). Com a decisão, os novos limites ficam prorrogados por mais dois anos.

Para um país de tradição agrícola, cujo agronegócio é essencial para o equilíbrio da balança comercial, entre os líderes na exportação de produtos como carnes, o Brasil poderia ser o maior produtor e exportador de leite do mundo. No primeiro evento sobre qualidade de leite que participei, na palestra do Dr. Humberto Monardes, quanto a esse tema, ao responder a pergunta sobre o que faltava para o Brasil ele respondeu: higiene.

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Ninguém faz uma higiene adequada com água suja, contaminada. Creio que o leitor não tomaria banho com uma água que saísse de seu chuveiro turva ou barrenta. Parte fundamental dos procedimentos de higiene e limpeza, a água deve ser isenta de contaminação microbiológica. Ocorre que laticínios e produtores compram detergentes altamente eficientes para higienização, investem em equipamentos sofisticados e automatizados, aquecedores de água, salas de ordenha totalmente revestidas, alimentação e manejo adequado, mas não dedicam atenção à sua água.

A qualidade da água utilizada nos procedimentos de higiene e limpeza tem impactos diretos na CPP. Os coliformes e outras bactérias, em temperatura acima de 13ºC e na presença de nutriente (leite) dobra de população a cada 20 minutos. Uma única gota de água poderá conter mais 1.000.000 de micro-organismos. Os procedimentos de higienização de equipamentos de ordenha devem ocorrer com água isenta de contaminação microbiológica, isso implica em uma água clorada, com residual mínimo de 3 mg/L e com turbidez preferencialmente menor que 5 uT (unidades de Turbidez). A turbidez é importante por ser uma barreira que protege a bactéria em processos de desinfecção.

Em que momento a qualidade da água afeta a qualidade do leite?

Seguindo esse princípio, se apenas uma gota de água contaminada contendo 50.000 bactérias entrar em contato com o leite, considerando sua temperatura 37ºC, a população bacteriana vai dobrar de quantidade a cada 20 minutos. Caso esse leite demore 1 hora para atingir a temperatura inferior a 13ºC essas 50.000 bactérias terão atingido a população de 400 mil UFC/ml. Sendo assim em 1 hora o crescimento bacteriano ultrapassa o limite da recomendação de 300 mil UFC/ml. Lembrando que a temperatura ótima de conservação do leite é de 4ºC.

Essa única gota de água contaminada poderá estar em qualquer equipamento que passou por um processo de higienização e depois foi enxaguado com água não tratada. Mesmo que seco, bactérias podem sobreviver por longos períodos e serem ativadas imediatamente após contato com umidade e nutrientes.

Tempo de sobrevivência de algumas bactérias em ambiente seco:9846973482?profile=original

Campylobacter jejuni - acima de 6 dias;
Clostridium difficille - 5 meses;
Escherichia coli - 1,5 horas a 16 meses;
Enterococcus spp. - 5 dias a 4 meses;
Klebsiella spp. - 2 horas a 30 meses;
Pseudonomonas aeruginosa - 6 horas a 16 meses;
Salmonella typhi - 6 horas a 4 semanas;
Salmonella typhimurium - 10 dias a 52 meses;
Salmonella spp. - 1 dia;
Staphylococcus aureus - 7 dias a 7 meses.

Fonte: Kramer et al. BMC Infectious Diseases 2006 6:130

Água clorada, isenta de contaminação microbiológica deve ser utilizada em todas as fases da produção de leite, inclusive nos aspersores utilizados para conforto térmico das vacas.

Como a qualidade da água pode garantir a qualidade do leite?

qualidade do leite essa não se refere apenas a questão microbiológica - embora a CBT (Contagem Bacteriana Total) e a CCS (Contagem de Células Somáticas) tenham significativo impacto no quesito qualidade e certamente sejam mais evidentes. Há que se considerar ainda fatores como teor de gordura e proteína - que afetam diretamente a operação no laticínio. Em outros textos vamos avaliar estudos que comprovam como a qualidade da água pode afetar estes aspectos também.

Entretanto, por hora, vamos focar na questão microbiológica. A  Instrução Normativa 62 orienta em seu capítulo 3 que toda água utilizada na produção de leite deve ser clorada. Cloradores devem ser instalados antes de reservató-rios e o cloro deve ser monitorado diariamente. Normalmente quando menciono esse ponto em palestras e treinamentos noto uma certa resistência devido ao desconhecimento do tema.

A  cloração é a mais simples e importante etapa de todo processo de tratamento da água. Uma água de poço ou nascente, que seja límpida, necessita de uma simples cloração para garantir sua segurança. Uma vez que o cloro reagiu e matou uma bactéria ou oxidou um material orgânico, ele perde a sua atividade e deixa de ser cloro. Portanto, há um conceito totalmente errôneo de profissionais que têm medo de fornecer água clorada para os animais. O cloro não vai matar as bactérias no rúmen da vaca. Mas, nos próximos textos abordaremos o tema.

Neste momento cabe orientar que a melhor forma de aplicação do cloro é na forma de pastilhas e estas devem ser registradas na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para o consumo humano. O cloro na forma de pastilhas tem dissolução gradual e evita dosagem excessiva e sem controle. O clorador deve estar antes do reservatório pois o cloro precisa de 30 minutos para matar uma bactéria. 

O controle da cloração deve ser realizado diariamente nos pontos de consumo. Na sala de ordenha recomendamos de 3 a 5 mg/L, o que garantirá que mesmo a água que permanecer no ambiente após a limpeza ainda tenha ação bactericida por um tempo. Na água de bebida humana e animal se deve manter um mínimo de 0,5 mg/L - algo imperceptível ao paladar humano e animal.
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