Análises realizadas em amostras de leite UHT (de caixinha) de três marcas comercializadas nos supermercados de Campinas (SP) apontam que o leite desnatado não contém concentrações significativas de ácidos graxos insaturados, conhecidos como "gordura boa", já que não oferecem riscos à saúde. Em outras palavras, segundo a farmacêutica e autora da pesquisa de mestrado, Natália Andrade Zancan, isto significa que, ao ingerir o leite desnatado UHT, o consumidor está deixando de absorver propriedades nutricionais que são essenciais para sua alimentação.
Nos casos de necessidade de uma dieta com restrição de gordura, o ideal seria evitar frituras, "pães e outros alimentos com grande teor dos ácidos graxos saturados, ao invés de restringir o leite na forma integral", aconselha Natália, lembrando que o estudo centrou em quantificar, apenas, o teor de gordura.
É certo que o leite integral possui altas concentrações dos ácidos graxos saturados, considerado o vilão presente nos alimentos. Eles aumentam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, uma vez que podem formar camadas espessas de gordura nas paredes das veias e artérias, impedindo assim a passagem do sangue. "Ingerida em grandes quantidades, a gordura saturada pode levar ao infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, a ingestão do leite integral deve ser de forma equilibrada, em média dois copos por dia", alerta.
Por outro lado, o fato de concentrar também a gordura insaturada faz do leite UHT integral uma fonte importante de propriedades nutricionais indispensáveis. O produto é fonte de ácido linoléico conjugado (CLA), um tipo de ácido graxo insaturado e uma das substâncias mais importantes do momento por conter propriedades antiinflamatórias e anticancerígenas, além de ser um aliado na redução da gordura abdominal.
Natália chegou a encontrar quantidades de 65,17 miligramas por 100 ml em amostras do leite integral. Em outra amostra a quantidade foi de 47,15 miligramas por 100 ml. Já no leite desnatado e semidesnatado não foram encontradas concentrações em nenhuma marca. Outra gordura essencial do grupo do ômega 3, denominada EPA, as concentrações foram mínimas em apenas uma das amostras do leite desnatado - exemplo 0,14 miligramas por 100 ml -, enquanto que no leite integral o achado foi corresponde a 2,42 miligramas por 100ml.
O estudo apresentado na Faculdade de Engenharia de Alimentos(FEA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi orientado pelo professor Marcelo Alexandre Prado e teve como objetivo quantificar e qualificar os ácidos graxos do leite UHT, que são os componentes principais das moléculas de lipídeos deste alimento.
Natália explica que as pesquisas, em geral, investigam as propriedades do leite antes de passar pelo processamento, conservação e embalagem. "Depois da ordenha da vaca, o leite é submetido a altas temperaturas para poder ser acondicionado nas caixinhas (princípio do processo UHT). Neste sentido, é importante verificar as alterações nas propriedades nutricionais após o processamento", relata.
Para a pesquisa, Natália adquiriu amostras de três marcas de leite de vaca de várias regiões do país e de diferentes épocas do ano. Isto porque existe uma variação muito grande do produto por conta das formas de criação, alimentação do animal e clima da região. As análises contemplaram tanto o leite integral como o desnatado e, também, o semidesnatado. Amostras de leite em pó integral foram incluídas nas análises. "O intuito foi comparar os dados de diversos lotes a fim de obter um levantamento significativo, visto que no leite podem ser listados pelo menos 40 tipos de moléculas de ácidos graxos", explica.
FONTE
Jornal da Unicamp
Raquel do Carmo Santos - Jornalista
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Sancionada pela presidenta Dilma Rousseff nesta sexta-feira, 20 de julho, a lei que estabelece o medicamento genérico de uso veterinário no Brasil, a qual entrará em vigor dentro de 90 dias. A lei conceitua os novos medicamentos veterinários e define os critérios para registro e comercialização no país. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) terá papel fundamental nesse processo: regular a produção e o emprego desses medicamentos, que devem ter a mesma qualidade, eficácia e segurança dos produtos convencionais.
“É uma iniciativa que busca disponibilizar no mercado produtos com um custo menor, atendendo a um anseio dos produtores rurais. Da mesma forma que os produtos convencionais são avaliados hoje, vamos analisar as garantias de segurança e eficácia desses novos medicamentos”, garante a diretora substituta do Departamento de Fiscalização de Insumos Pecuários, Angélica Ribeiro.
Após a adequação da regra vigente – voltada a medicamentos convencionais – para a inserção dos produtos genéricos, o Mapa passará a ser o responsável pelo registro das substâncias e pelo acompanhamento desde a fabricação até o emprego desses insumos. Entre essas etapas, o Ministério da Agricultura também fará análise de fiscalização do medicamento genérico, mediante coleta de amostras do produto na indústria e no comércio, para confirmação da bioequivalência (conformidade dentro das características e uso recomendado).
Caberá ao Ministério da Agricultura, ainda, editar periodicamente a relação dos produtos de uso veterinário no País seguida dos nomes comerciais e das respectivas empresas fabricantes. A lei determina que a pasta promova programas de apoio ao desenvolvimento técnico-científico aplicado à melhoria da qualidade dos produtos de uso veterinário e de incentivo à cooperação técnica para aferição da qualidade e da eficácia de produtos farmacêuticos de uso veterinário.
Para acessar o texto completo da Lei nº 12.689, clique aqui.
O Programa Alimentos Seguros para a cadeia produtiva do leite (PAS - Leite) foi lançado, nesta quarta-feira (25), no auditório do Sebrae, em Brasília. A iniciativa é promovida em parceria entre o Sebrae, Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), serviços de aprendizagem Rural (Senar) e Industrial (Senai) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O PAS Leite é o quarto programa de desenvolvimento de cadeia produtiva do setor primário. Antes dele foram lançados o PAS uva, açaí e mel. O PAS Leite prevê ações de formação em boas práticas para produtores, transportadores e indústrias.
O presidente do Conselho Deliberativo Nacional do Sebrae e da Federação da Agricultura de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, lembrou que a cadeia produtiva leiteira envolve mais de cinco milhões de propriedades rurais de diversos tamanhos em todo o país. Segundo Simões, "o PAS Leite contribui para que os produtores ajustem suas atividades à legislação, garantindo emprego e renda no campo".
O ministro interino da Agricultura, José Carlos Vaz, destacou a importância dos programas que garantem a melhoria da qualidade dos alimentos e ao mesmo tempo promovem o crescimento econômico do setor rural. "Cada vez mais esses programas reforçam a cidadania e a capacidade de construção do nosso povo", declarou Vaz, que representou Mendes Ribeiro Filho, o titular da pasta, que está em viagem ao Chile.
O presidente do Sebrae, Luiz Barretto, lembrou a importância da parceria entre os órgãos públicos e privados para a difusão do Programa Alimentos Seguros do Leite em todas as propriedades. Segundo Barretto, a indústria leiteira terá papel de destaque na indução das boas práticas de produção. Ele defendeu o aumento da remuneração aos produtores que aderirem ao PAS. O presidente disse ainda que a instituição subsidiará até 70% dos custos do Sebraetec (Serviços em Inovação e Tecnologia), capacitação a ser oferecida aos participantes do programa. "O PAS Leite já foi testado em cinco estados com resultados positivos na melhoria da qualidade do leite produzido", afirmou Barretto.
O presidente da Cooperativa Agropecuária de Araxá Ltda (COPAL), de Minas Gerais, Alberto Adhemar do Valle Jr., integrou o projeto-piloto do PAS Leite. Ele conta que, após a implantação do programa, houve melhoria na produtividade e na qualidade da matéria-prima. Para Valle Jr., medidas como a melhoria das estradas e da infraestrtura de transportes, aliadas a boas práticas dentro das propriedades, vai garantir leite de qualidade para o consumidor.
Segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, que fica em Juiz de Fora (MG), Duarte Vilela, em 2010 foram analisadas, em um único laboratório, 500 mil amostras de leite. Desse volume, 43% apresentavam inconformidade sanitária. "A indústria tem de estar ao lado do produtor para que o programa siga em frente. É a indústria que precisa estimular o produtor", defendeu Vilela.
O consumo de leite por pessoa no Brasil é de 165 litros por ano e o volume de produção, 32,2 bilhões de litros. Mas segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Leite Longa-Vida, Nilson Muniz, 30% dessa produção não são fiscalizados. "Isso ocorre porque boa parte dos produtores está na informalidade. O PAS também tem o papel de jogar luz sobre eles", explicou.
O PAS Leite será implantado em todo o país. Indústrias, cooperativas, associações, grupos e produtores que tiverem interesse em aderir ao programa deverão entrar em contato com o Sebrae, Senar, Senai ou a Embrapa - Gado de Leite.
A matéria é da Agência Sebrae de Notícias, adaptada pela Equipe MilkPoint.
Para aumentar em 70% a produção de leite de fazendas da cidade de Córrego Danta (MG) nos próximos três anos, diversos criadores locais estão recebendo gratuitamente doses de sêmen de touros Girolando, raça responsáveis por 80% do leite produzido no país. A primeira bezerra oriunda do material genético doado nasceu no dia 27 de junho, na fazenda Água Benta. “Com o acesso às técnicas de melhoramento genético do rebanho, estamos conseguindo agregar mais valor ao plantel local para que futuramente tenhamos maior fonte de renda”, explica Edgar de Souza Bento, proprietário da bezerra.
O produtor é um dos beneficiados do Projeto Nova Geração, desenvolvido pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando. Além de distribuir doses de sêmen gratuitamente, o projeto disponibiliza um técnico para a execução das inseminações artificiais e todo material necessário para inseminar as fêmeas do rebanho municipal.
Para o técnico agrícola Kleber Junior de Oliveira, responsável pelo programa, a iniciativa é de suma importância para garantir a evolução genética do rebanho local. “Hoje temos a confiabilidade de que os touros inseridos no Teste de Progênie da raça Girolando já são rigorosamente selecionados e certamente oriundos de famílias genealogicamente comprovadas”, explica Oliveira.
O Projeto Nova Geração deve distribuir este ano 710 doses de sêmen para inseminação de 240 matrizes de 19 fazendas. A Girolando doou 70% das doses e a prefeitura contribuiu com 30%, além do fornecimento do botijão para armazenamento do material genético e da assistência técnica. “Temos a consciência de que há muito que fazer para a pecuária de leite em Córrego Danta, mas o importante é que começamos a fazer. Vemos hoje um futuro muito progressista e nossa parceria com a Girolando, através do Programa de Melhoramento Genético Girolando, é fundamental para esta evolução”, finaliza Wanderson Maia, secretário Municipal de Agricultura de Córrego Danta.
A Girolando distribuirá este ano em todo o país 11 mil doses de sêmen dos touros que estão sendo avaliados geneticamente pelo Teste de Progênie. “A melhor forma de conhecer o valor genético de um reprodutor para produção de leite é o Teste de Progênie, através da avaliação da produção de leite de suas filhas. Esses reprodutores são responsáveis por mais da metade do melhoramento genético do rebanho”, explica Marcello Cembranelli, coordenador Operacional do Programa de Melhoramento Genético de Girolando.
O projeto Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária, coordenado pelo prof. Evaldo Vilela da UFV, em parceria com a Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária - SBDA realizará o curso teórico-prático ‘Web 2.0 aplicada à Defesa Agropecuária’, em Belo Horizonte/MG, com o seguinte programa tentativo:
• Introdução à web 2.0
• Construção compartilhada de conteúdo (Google Docs, Wiki)
• Armazenamento de dados na nuvem (Google Drive, Dropbox)
• Coleta de dados em formulários online (QuestionPro, Google)
• Transmissão de eventos pela internet (Ustream, RITDA)
• Agendas (Google Agenda)
Objetivo:
Apresentar aos participantes os principais conceitos e aplicativos web 2.0 utilizados no gerenciamento de informações. Serão priorizadas as ferramentas acessadas pela internet e úteis em serviços oficiais de Defesa Agropecuária.
Metodologia:
O curso compreenderá aulas teóricas e demonstrações de sistemas online e offline. Ao final do curso, será aplicada avaliação teórica e avaliação prática (exercício). Ao final do curso, os alunos estarão habilitados a construir conteúdo de forma compartilhada e também a disponibilizar conteúdos profissionais na internet.
Carga Horária: 20 horas (16h presenciais e 4h à distância)
Para mais informações, acessar o site do evento: http://www.cursowebsbda.tangu.com.br/
Uma pesquisa que avalia as condições de produção e qualidade do leite da agricultura familiar em oito municípios alagoanos foi encerrada, na última semana, com a apresentação dos resultados gerais e a entrega de certificados aos técnicos de extensão rural.
Conduzida por meio de uma parceria entre a Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju, SE) e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário (Seagri), a pesquisa avaliou cerca de 70 pequenos criadores de gado de leite, que durante o processo foram capacitados e receberam kits de ordenha manual higiênica.
Os municípios que participaram da pesquisa foram Craíbas, Girau do Ponciano, Minador do Negrão, Cacimbinhas, Maravilha, Ouro Branco, Canapi e Mata Grande. Em cada local, os agricultores receberam acompanhamento intensivo durante um ano. Nesse período, eram feitas coletas mensais de leite e enviadas para análise na Embrapa Gado de Leite, em Minas Gerais.
"O principal motivo era analisar a Contagem de Células Somáticas (CCS) e a Contagem de Bactérias Total (CBT) do leite, pois isso define se a vaca está com uma doença chamada mastite ou qual o nível de higiene e contaminação do produto", explicou a zootecnista Ana Cláudia Nobre, extensionista da Gerência Regional da Seagri no Agreste, que acompanhou os criadores de Craíbas e Girau do Ponciano.
Segundo ela, a mudança dos produtores na forma de fazer a ordenha foi significativa e a aceitação ao novo hábito de ordenhar foi muito positiva. "Não encontramos muita resistência. Eles percebiam o quanto era importante obter um leite com mais qualidade. Os reflexos disso tanto chegam ao consumidor final quanto à indústria, que aos poucos vai reconhecer esse produto melhor", enfatizou a zootecnista.
Após o repasse dos kits de ordenha manual higiênica, conta a extensionista, os índices de CCS e CBT foram melhorados, ficando dentro das normas exigidas pela instrução normativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
Qualidade eleva o preço - A pesquisa conduzida pela Embrapa e Seagri foi acompanhada pela indústria de laticínios, que adquire os produtos dos agricultores familiares do Agreste. Em Craíbas, um laticínio que antes comprava o leite por R$ 0,75 cada litro passou a comprar por R$ 0,80.
"Isso é mais renda para o agricultor familiar, que se reflete em qualidade de vida para as famílias do campo. Por isso que apoiamos ações como essa, de capacitação e difusão de tecnologia, tendo em vista que os resultados são práticos e chegam diretamente a quem precisa", salientou o secretário de Estado da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário, José Marinho.
Ainda de acordo com a zootecnista Ana Cláudia Nobre, da Seagri, a participação dos criadores foi por meio de um processo educativo. "Eles cresceram fazendo a ordenha de uma determinada forma, depois tiveram que se adaptar a um jeito novo, mais moderno, com foco na higiene e na qualidade", destacou.
O pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Amaury Apolônio, coordenou as ações de pesquisa. Ele acompanhou as reuniões de avaliação e participou da entrega dos certificados aos técnicos. Para Amaury, o criador deve ser conscientizado de que a melhoria da qualidade do leite também vai resultar em um ganho econômico. "Ele deve se sentir protagonista desse trabalho e manter as recomendações e as boas práticas após o término do acompanhamento técnico", afirmou.
A matéria é do Mapa, adaptada pela Equipe MilkPoint.
Cepea, 29 – O preço do leite pago ao produtor recuou em junho, em plena entressafra, conforme já esperado por agentes consultados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. Este comportamento é atípico para o período do ano, tendo em vista que a oferta de leite está relativamente restrita, devido à menor produção de pastagens. Entretanto, colaboradores do Cepea afirmam que a margem de lucro dos laticínios está menor há alguns meses, em função da valorização da matéria-prima, enquanto no mercado de derivados lácteos não houve reação dos preços, por conta do desaquecimento das vendas. Para o pagamento de julho, a expectativa da maior parte dos agentes é de nova queda.
O preço bruto pago pelo leite ao produtor caiu 2% em junho (referente à produção entregue em maio), indo para R$ 0,8561/litro na média geral (ponderada pelos estados de RS, SC, PR, SP, MG, GO e BA). Na comparação com junho/11, houve queda de 5,5%, em termos reais, ou seja, considerando-se a inflação do período.
Enquanto os preços pagos pelo leite aos produtores recuaram em quase todas as regiões analisadas pelo Cepea, os custos de produção seguem em alta, impulsionados pelo encarecimento da alimentação concentrada. O farelo de soja registrou valores recordes em algumas regiões acompanhadas. Com isso, o índice de custo de produção calculado pelo Cepea atingiu, em maio, o maior patamar desde o início da série, em janeiro de 2008. Em relação a maio/11, o Custo Operacional Efetivo (COE) registrou alta de 8%. Este cenário de redução da margem de lucro do pecuarista leiteiro tende a desestimular avanços na produção de leite.
Para o pagamento de julho, referente à produção entregue em junho, o Cepea apurou que 53% dos compradores de leite que participam da pesquisa (responsáveis por 77% do volume de leite amostrado) têm expectativa de nova queda nos valores. Quase 37% dos representantes de laticínios/cooperativas (que respondem por 19% do volume de leite) acreditam em estabilidade de preços, e apenas 10% dos agentes (responsáveis por 4% do volume amostrado) esperam elevações.
O Índice de Captação de Leite do Cepea ficou praticamente estável entre abril e maio, com leve alta de 0,3%. Em Minas Gerais, principal estado produtor, houve recuo de 1,5%; já em Goiás, o índice subiu 3,6%. Segundo agentes, a recuperação da captação de leite no estado goiano ocorreu em função do clima ainda favorável em maio para o desenvolvimento das pastagens: boa quantidade de chuvas e temperaturas elevadas naquele mês. Na Bahia, houve queda de quase 4%; o índice no estado ficou cerca de 20% abaixo do registrado em maio/11.
No Sul do País, o índice recuou em Santa Catarina e no Paraná; já no estado gaúcho, a captação de leite começou a aumentar. Em maio, houve aumento de quase 4% no Rio Grande do Sul. A expectativa é de que a produção de leite no Sul aumente nos próximos meses com a chegada da safra de inverno, sendo que o pico deve ocorrer em agosto. Agentes afirmam que a estiagem provocou atraso no plantio das pastagens, mas as condições climáticas já são favoráveis ao desenvolvimento.
AO PRODUTOR: Em junho, os preços recuaram em todos os estados que compõem a média geral – a maior delas foi verificada em Goiás, onde o preço estava mais elevado nos últimos meses. Houve redução de quase 5% no valor bruto (considerando-se frete e Funrural) no estado goiano, passando para R$ 0,8723/litro. Em Minas Gerais, o preço caiu 2,7%, com média de R$ 0,8679/litro. Em São Paulo, a baixa foi de 2,4%, com média de R$ 0,8738/litro.
No Rio Grande do Sul, o recuo foi de 2,2%, com a média passando para R$ 0,8333/litro. Em Santa Catarina, a queda foi de 2%, a R$ 0,8028/litro. No Paraná, a média de preços foi de R$ 0,8247/litro, baixa de 1,2% entre maio e junho.
Na Bahia, houve redução de 1,2%, com média de R$ 0,8573/litro. Já no Ceará, os preços se mantiveram praticamente estáveis, a R$ 0,8694/litro. No Espírito Santo, o preço médio foi de R$ 0,8824/litro, alta de 2,5% frente a maio. No Rio de Janeiro, os preços subiram ligeiro 0,5%, indo para R$ 0,8853/litro. Em Mato Grosso do Sul, a elevação foi de 0,4%, com média de R$ 0,7728/litro.
FONTE: cepea.esalq.usp.br
Pessoal, alguém sabe me informa se existe algum programa de estagio na região do mato grosso.
Hormônio de indução natural, desenvolvido nos Estados Unidos para vacas leiteiras, proporcionando um aumento na produção em média de 30% a 40%. O produto por ser de origem natural/biológica não oferece nenhum risco aos animais e nem a saúde humana, não deixa nenhum resíduo no leite.
APROVEITAMENTO DE PROTEINAS
Este hormônio contém uma base hormonal capaz de transformar a alimentação ingerida em proteínas, agindo diretamente no rúmen do animal, é capaz de deixar a vaca mais resistente e forte para agüentar altas produções leiteiras, além de economizar na ração e até mesmo no capim.
COMPOSIÇÃO DO PRODUTO
HORMÔNIO GH GROWNT LAC | 5% |
HORMÔNIO SINTETIZADOR DE PROTEÍNA | 5% |
VEÍCULO | 90% |
Gostaria de saber se existe trabalhos sobre capim vaquero: estabelecimento, adubação, altura e frequencia de corte e produção de feno.
Obrigado
Tenho muitas duvidas sobre a ultilização dos boostin na produção de leite.
Gostaria de saber se este produto so a retorno em animais de alta produção, animais com produção acima dos 20kl/dia.
Pois tenho lote de animais que estão dando media de 8 a 10 litros, e gostaria de saber se eu utilizar o boostim nestes animais qual o retorno que vou ter , pois para paga o boostin preciso de 62 litros de leite mes para paga.
Pois um animais de 8l/dia teira que ir 11,5 e 10l/dia teira que ir para 13,5 l/dia.
se alguem ja usou qual o aumento de leite que teve os animais. e se alquem ja usou em animais com media de 8 a 10 litros.
As empresas de beneficiamento e comércio de laticínios serão obrigadas a informar aos produtores de leite o valor pago pelo litro do produto até o dia 25 do mês anterior à entrega. A lei (lei nº 12.669 de 19 de junho de 2012) foi sancionada pelo vice-presidente da República, Michel Temer e entra em vigor a partir da sua publicação no Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta-feira, 20 de junho.
Com a nova legislação, os agricultores poderão optar pela empresa que pagar mais. Antes, eles só eram avisados do valor no momento de receber o pagamento. A determinação vem ao encontro das medidas incentivadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) para aumentar a qualidade do leite e a rentabilidade dos produtores dentro do Plano Nacional de Melhoria da Qualidade do Leite.
Rodrigo Sant'Anna Alvim, presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) explica que a lei atende a uma reivindicação dos produtores de leite. "O setor é um dos poucos da economia que só toma conhecimento do valor do seu produto na hora de receber o pagamento, muitas vezes até dois meses após a entrega da mercadoria nas usinas de beneficiamento", disse.
Segundo Alvim, os produtores sempre pediram que a indústria informasse um preço de referência, "nem que fosse um mínimo". O dirigente acredita que a nova lei não deve prejudicar as negociações entre produtores e indústrias em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde existem conselhos paritários (Conseleite), que estabelecem os parâmetros técnicos e de mercado utilizados para definir o preço do leite entre as usinas. Ele afirmou que durante a discussão do projeto de lei no Congresso Nacional a CNA tentou excluir estes Estados (que têm o Conseleite) da obrigação das indústrias de informar o preço ao produtor, mas não deu tempo.
Alvim afirmou que outras duas propostas que existiam no projeto de lei de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) foram retiradas a pedido dos produtores. A primeira diz respeito à proibição de diferenciação de preços entre produtores na entrega de leite a uma mesma indústria. Ele diz que o deputado concordou em retirar a proposta, porque a mudança nas normas sobre padrões de qualidade do leite implica preços diferenciados.
Outra proposta retirada proibia a diferença de preços entre o período seco (entressafra) e o das águas (safra). O sistema implica o pagamento de valores menores durante a safra para os volumes excedentes a determinada cota (calculada com base na média de leite entregue durante a entressafra). Alvim explicou que o deputado concordou em adiar as discussões sobre o sistema cota-excesso, que deve ser regulamentado nos próximos anos, com incentivo aos produtores que investem na produção de leite mesmo no período da entressafra, quando o custo é maior. Ele cita como exemplo o Canadá, onde a cota para entrega de leite às vezes vale mais que a propriedade.
A matéria contém informações do Mapa e da Agência Estado, adaptadas pela Equipe MilkPoint.
Mapa Mental Legal do Agronegócio do Leite
Os mapas mentais são estruturas de organização gráfica. Para o trabalho foi utilizado o mapeamento e organização de informações encontradas na legislação pertinente ao agronegócio do leite no Brasil. O objetivo deste trabalho foi sistematizar os documentos de referencia, favorecendo a busca e o acesso às informações pertinentes à legislação brasileira por profissionais da área e os demais interessados, permitindo a recuperação das informações de forma rápida e atraente.
O conhecimento de todos os aspectos legais é muito importante para os produtores que buscam se adequar as normas de produção integrada. Há uma grande demanda que existe pelo conhecimento dos requisitos legais. Assim, tomando-se como base a árvore hiperbólica do agronegócio do leite da Embrapa, e utilizando a ferramenta Free Mind (software livre), foram localizados, pela plataforma web, os documentos relativos à cadeia do leite. Com isto, de forma lúdica pode-se acessar, desde requisitos trabalhistas a regulamentos de raças leiteiras, basta clicar!!
http://www.ceresqualidade.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=348&Itemid=78
Para evidenciar a grande utilização dos bovinos na vida moderna, foram identificados todos os produtos oriundos dos bovinos e sistematizados os seus usos. De modo a facilitar o acesso a estas informações, empregou-se como ferramenta um mapa mental. Os mapas mentais são estruturas de organização gráfica, que favorecem a busca e o acesso às informações, permitindo a sua identificação de forma rápida e atraente.
Assim, acessando o link você verá a figura de um bovino. Clicando em partes do corpo do animal você terá acesso às informações sobre a extensa gama de produtos, obtidos a partir daquele tecido animal e aos documentos que fazem referencia seu uso.
http://www.ceresqualidade.com.br/produtos-e-subprodutos-do-abate-bovino/
Em breve publicaremos o de suínos...
Abraços
Bom dia.
Gostaria de saber se a algum problema em utiliza o germil em substituição do milho na fabricação de ração para gado de leite, pois o germil possui 8% de proteina, 12% de umidade, e 80 de NDT.
Alguem sabe se teria algum problema em substituir o milho em 100% com germil na fabricação de ração.
Quente, frio, com frutas ou ao natural, brinde este dia com uma taça de leite
Neste primeiro de junho, celebra-se o dia mundial do leite. A comemoração ocorre desde 2001, quando a FAO (órgão da ONU para agricultura e alimentação) propôs a criação da data.
Celebrar este dia é de fundamental importância para a criação de uma consciência em relação aos benefícios que o consumo deste alimento pode proporcionar.
O leite é a melhor fonte de cálcio que existe, além de ser rico em proteínas, carboidratos e minerais. Possui gordura pouco saturada, sendo um dos alimentos de origem animal com menor teor de colesterol. Também é rico em vitaminas A, B1 e B12, além de sais minerais essenciais, como fósforo, que ajuda na formação dos ossos, e o manganês, que auxilia no funcionamento do cérebro.
Alguns países têm realizado campanhas para aumentar o consumo do produto. Nos EUA, desde 1993, a campanha ‘Got Milk’ reune várias celebridades (como a modelo brasileira Gisele Bündchen, na foto), que exibem o “bigode” do leite. Na campanha ‘Make mine milk’, do Reino Unido, as pessoas desenham por meio de um programa “bigodes de leite”.
Neste primeiro de junho, a Embrapa deseja a todos um feliz dia mundial do leite, com muitos brindes e ‘bigodes’ lácteos.
Uma homenagem ao dia mundial do leite!!
#bigodedeleite
Engraçado que os laticinios estão baixando preços de leite ao produtor, alegando que o mercado está desaquecido , tanto do leite longa vida como dos queijos prato e mussarela.
Mas muito se le sobre os investimento das industrias de lacticinio no país, e o auto volume leite importado para dentro do Brasil.
Agora fica a duvida se o mercado está realmente desaquecido porque o grande infestimento que vemos nas industrias, ou será que mais uma forma de justificar e prejudicar o produtor.
O outra resposta que vimos que o preço final do leite está muito alto, agora vemos o preço do leite no mercado em torno de 1,25 a 1,50 o leite tipo c, e o longa vida 1,80 a 2,00, a dizem que o litro de leite está caro.
Fico indquinado, pois o leite e um alimento insubistituivel, e é um alimento dos mais barato, pois se comparamos o consumo de bebida alcoolica com o leite, iriamos ver que muitas pessoas consome muito mais bebida alcoolica do que o proprio leite e se compararmos o preço do litro de leite como o da bebida alcoolica, o leite perdeiria e de longe.
Então o preço do leite ainda esta muito barrato pricipalmente o valor pago ao produtor que e de 0,80 a 0,90 sendo que para cada 3 kilo de leite e necessario um kl de ração ração que está hoje no valor de 32 reais o saco de 40 kl fora o frete.
A atividade leitera precisa de mais apoio, vejo tambem que atividade leitera está caminha para uma grande crise, quem deve ocorre ainda este ano, pois em pleno seca epoca que o custo triplica, o preço esta em queda.
Participem pessoa mais. associedade precisa saber mais sobre o real preço do leite.
Olá bom dia sou acadêmico de zootecnia UNEMAT Pontes e Lacerda MT, gostaria de saber se alguem sabe sobre
alguns estudos atuais sobre o percevejo castanho em pastagens no Mato Grosso, pois aqui em Pontes e Lacerda, como
muitos municipios matogrossense, esta praga silenciosa vem crescendo cada vez mais, visto que a falta de conhecimento sobre seu comportamento e biologia ainda é pouco divulgada.
Para aqueles que tem filhos e para todos que gostarem de rádio sugiro ouvirem nosso programa lançado no site contando ciência na web da Embrapa: http://ccw.sct.embrapa.br/. voce tem um link onde pode ouvir uma história bem legal: http://ccw.sct.embrapa.br/imgs/fck/file/prosinha_rural/asaventurasdeumagotinhanascente.mp3