NA ERA DA BIOECONOMIA - mantenho um quadro semanal na CBN Juiz de Fora, onde trato de assuntos relacionados à bioeconomia. A discórdia entre produtores de sementes e produtores de commodities no Brasil pode impactar a a produção de insumos para leite e carne. Saiba por quê, ouvindo minha participaçao hoje na CBN, clicando no link a seguir: https://tribunademinas.com.br/…/discordia-entre-produtores-…
Todos os posts (1272)
Este é o assunto do programa de hoje. Para ouvir clique em https://tribunademinas.com.br/podcast/variedade/29-03-2018/embrapa-afirma-agro-brasileiro-e-o-mais-sustentavel-do-planeta.html
A Embrapa, Unipasto e Emater-MG realizarão o Dia de Campo com novidades sobre as novas cultivares de Brachiaria e Panicum para sistemas intensivos de produção de leite.
Será dia 05/04/2018 em Coronel Pacheco/MG
Informações:
e-mail: cnpgl.nuttec@embrapa.br
Tel.: (32) 3311-7500 e (32) 3311/7562
Os sistemas integrados de produção agropecuária, como a integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) trazem benefícios agronômicos, ambientais, sociais e econômicos para os produtores. Entretanto, por serem mais complexos, exigem também maior atenção e mais cuidados.
Atualmente, mais de 11,5 milhões de hectares no Brasil já são cultivados com alguma configuração de ILPF. O aumento constante na adoção demonstra um domínio da tecnologia cada vez maior por parte dos produtores.
Entretanto, as experiências já existentes mostram alguns erros que podem ser evitados por quem está começando a trabalhar com a integração.
Confira abaixo alguns desses erros e veja como fazer para não cometê-los.
1 – Não estudar o mercado anteriormente
O ingresso na ILPF, assim como em qualquer atividade produtiva, deve ser feito pautado em estudo prévio de mercado. É preciso saber de antemão se há logística para a chegada de insumos e escoamento da produção, se há fornecimento local de mão-de-obra e de serviços que serão demandados e, principalmente, para quem irá comercializar a produção.
A falta desse estudo prévio pode resultar em dor de cabeça e prejuízos para o produtor.
“A escolha da espécie tem que ser feita de acordo com o mercado. Você vai ter para quem vender? E isso não vale só para árvores. Estou falando de tudo. Não é em qualquer lugar que você pode plantar soja, por exemplo. Tem que ter uma logística, armazenamento, comercialização”, explica o analista do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, Miqueias Michetti.
Em alguns casos, a própria fazenda pode absorver parte da produção. É o caso dos grãos usados em um sistema de confinamento ou semi-confinamento, ou da madeira usada como lenha no secador de grãos ou como lascas para as cercas. Ainda assim, é preciso usar a quantidade certa para evitar excedente do produto sem saída comercial.
2 – Erro na implantação e manejo do consórcio de milho com capim
Uma estratégia muito utilizada na integração lavoura-pecuária é o consórcio de milho com capim, principalmente as braquiárias. Com essa técnica, o produtor ganha tempo, aproveita melhor o período chuvoso e mantém o solo sempre protegido.
Porém, a implantação e o manejo do consórcio são feitos de acordo com o objetivo do produtor. Se o capim for usado somente como palhada, usa-se menor quantidade de sementes da forrageira e prioriza-se o milho. Já se o objetivo é a formação de uma pastagem após a colheita do grão, aumenta-se a quantidade de sementes da forrageira.
De acordo com a pesquisadora da Embrapa Fernanda Ikeda, não fazer o correto planejamento da implantação do consórcio em função do objetivo final pode implicar em aumento de custos para o produtor e em queda no rendimento.
Se o número de sementes é elevado numa lavoura que prioriza a produção de milho, a competição com o capim pode levar à menor produtividade do grão.
O uso de espaçamentos maiores na lavoura de milho também pode favorecer o crescimento do capim, levando à necessidade de uma supressão desse crescimento com uso de herbicidas. Consequentemente, aumenta-se o custo de produção.
Outro erro que pode ser cometido é o uso de doses inadequadas de herbicida para controlar plantas daninhas na lavoura levar á morte do capim. Nesse caso, perde-se não só o investimento no consórcio como também o todo o resultado benéfico esperado.
3 – Não deixar palhada para a lavoura
Uma atitude comum dos produtores em um sistema de integração lavoura-pecuária é a de aumentar a lotação das pastagens no fim do período seco para baixar o capim antes de ser dessecado para o plantio da lavoura.
Entretanto, é preciso cuidado para que o excesso de pastejo não reduza o capim de modo a deixar palhada insuficiente para cobertura do solo na cultura agrícola.
O pesquisador da Embrapa Eduardo Matos explica que pesquisas mostraram que em alguns casos, o pastejo excessivo chegou a reduzir o estoque de matéria orgânica no solo, ou seja, teve o efeito inverso ao desejado na ILP.
De acordo com ele, para que haja acúmulo de matéria orgânica no solo e que a palhada exerça sua função protetora, o ideal é que o produtor retire os animais 30 a 40 dias antes da semeadura, permitindo a rebrota antes da dessecagem.
4 – Regulagem da plantadeira
Em um sistema de ILP, o ideal é que se tenha uma palhada uniforme e robusta para que se obtenha o melhor resultado de cobertura e acúmulo de matéria orgânica. Porém, é preciso ficar atento à regulagem de plantadeira.
Uma plantadeira desregulada pode depositar as sementes no meio da palha e não no solo, causando falhas no plantio e perdas para o produtor.
Dessa forma, é preciso ficar atendo à altura de profundidade do disco de corte, regulando a máquina corretamente para a quantidade de palhada na lavoura.
5 – Falta de adubação na pastagem
Em um sistema de integração lavoura-pecuária, a pastagem retorna ao sistema aproveitando o resíduo da adubação da lavoura que o precedeu. Entretanto é preciso que durante o período em que a pecuária ocupe a área, seja feita a adubação de manutenção. Essa prática ajudará a manter a fertilidade do solo, aumentará a produtividade da pecuária, garantirá maior acúmulo de matéria orgânica no solo e evitará a compactação.
Fazendo isso, ao retornar com a agricultura ao sistema produtivo, o solo estará em boas condições, não necessitando grandes intervenções antes da semeadura.
Uma possível economia com adubação da pastagem poderá sair resultar em maiores gastos no retorno da lavoura.
6 – Superlotação das pastagens
Da mesma forma que a falta de adubação de manutenção, a superlotação das pastagens é um erro em um sistema de integração lavoura-pecuária ou no sistema silvipastoril (IPF).
O pastejo excessivo pode provocar a redução da quantidade de plantas da forrageira. Com isso, o solo fica exposto, aumenta a incidência de plantas daninhas e começa um processo de degradação da pastagem. Como consequência, além de ter menor quantidade de palhada para a agricultura, a recuperação do solo pode implicar em maiores custos para o produtor.
Em um sistema de integração pecuária-floresta, a número excessivo de animais pode, além de causar a degradação da pastagem, provocar danos nas árvores. O estresse e a competitividade por alimentos podem levar o gado predar o tronco. Além de estragar a madeira, um possível anelamento do caule provoca a morte da árvore.
7 – Espaçamento da espécie florestal
A escolha errada do espaçamento entre os renques com espécies florestais em sistemas ILPF pode colocar todo o sistema em risco. Para isso, é preciso estudar antecipadamente o perfil de crescimento da árvore e o comportamento da copa, levar em consideração o objetivo com o sistema produtivo e então definir o melhor espaçamento.
Pesquisas e experiências de quem já vem usando o sistema mostram que espaçamentos menores do que 20 metros obstruem muito a entrada de luz no sistema, prejudicando o crescimento da lavoura ou da planta forrageira.
Algumas árvores com copas mais largas demandam espaçamento ainda maior, a partir de 30 metros. É o caso de nativas como o pau-de-balsa e o paricá.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Jorge Lulu, na comparação entre dois sistemas com eucalipto, um com espaçamento de 50 metros e outro de 15 metros, observou-se uma redução de até 37% na incidência de raios solares.
Longas distâncias, entretanto, apesar de ainda garantirem a sombra para o gado, reduzem o efeito da interação entre os componentes, como a ciclagem de nutrientes, por exemplo.
Outro fator relevante é o número de linhas em cada renque. Dependendo do objetivo de uso da madeira, renques com mais de uma linha podem não ser boa ideia.
Para uso em serraria, a linha simples tem se mostrado como a melhor alternativa, pois garante o crescimento ereto das árvores. Em linhas duplas e nas linhas externas de renques com linhas triplas, as plantas crescem tortas em busca de luz solar, reduzindo o valor da madeira.
8 – Deriva de herbicidas nas árvores
Ao se cultivar lavoura entre renques de árvores, é preciso cuidado especial com a pulverização de herbicidas. Qualquer descuido pode provocar a deriva nas espécies florestais causando danos ao seu crescimento, brotação excessiva, bifurcação de tronco ou até mesmo levando à morte de plantas jovens.
O engenheiro florestal da Embrapa Diego Antonio alerta que para evitar que esses problemas ocorram, a pulverização deve ser feita em dias sem vento e com temperaturas mais amenas, em baixa velocidade e utilizando bicos anti-deriva nas pontas da barra de pulverização.
Outra medida eficiente é deixar uma faixa de 1m a 1,5 m entre a lavoura e a linha de árvores.
9 – Descuido no manejo da espécie florestal
A economia evitando operações de manejo nas espécies florestais, como poda, desrama, combate à formigas e capina podem sair caro para o produtor no momento de comercializar o produto. O manejo inadequado durante a fase de crescimento da planta tem impacto direto no crescimento e na formação do fuste da árvore.
Uma árvore com tronco bifurcado, cheia de nós e com outros danos perde valor comercial. Na maioria dos casos essa perda chega a ser muito maior do que as despesas evitadas nos anos anteriores.
“Se você gastar mais no começo, a garantia de ter um bom resultado final é muito maior. Deixar de gastar com certos manejos no processo faz com que seu produto valha muito menos no final”, afirma a consultora da Rede ILPF Mariana Takahashi.
10 – Não existe um modelo ideal
Cada sistema de integração é particular. Não existe um modelo que vá se ajustar a todas as propriedades, mesmo que tenham perfil semelhante.
Para adotar qualquer configuração de sistema ILPF é preciso um estudo prévio, avaliar a aptidão do produtor, maquinário disponível, características da propriedade, disponibilidade de mão-de-obra, mercado local, logística, disponibilidade de crédito, entre outros fatores.
Dessa forma, a estratégia adotada em uma fazenda pode não ser a melhor para a propriedade vizinha.
O melhor a se fazer é contar com auxílio de um consultor técnico para se fazer um bom planejamento e evitar surpresas no futuro.
Gabriel Faria (MTB 15.624 MG JP)
Embrapa Agrossilvipastoril
agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br
Telefone: 66 3211-4227
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.
Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register
Em fevereiro de 2018, produzir leite ficou mais barato, segundo o indicador de custo de produção ICPLeite / Embrapa. Após o aumento no custo registrado em janeiro, o índice recuou 0,63% no último mês, em relação ao mês anterior. Dos grupos que compõem o ICPLeite, “produção e compra de volumosos” foi o único responsável pela redução no custo, visto que todos os demais grupos aumentaram ou ficaram estáveis na comparação com o mês anterior.
No acumulado de doze meses, o custo de produção de leite recuou 2,56%. Esse resultado foi fruto da expressiva queda nos preços do concentrado, de 8,82%, ocorrida principalmente no primeiro semestre de 2017, sendo esse grupo o de maior peso na composição do índice de custo.
Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de fevereiro de 2018, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4
Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register
A Embrapa Pecuária Sudeste convida todos a participarem do V Simpósio de Produção Animal e Recursos Hídricos que acontece na cidade de São Carlos-SP de 14 a 15 de março.
O SPARH é o único evento no Brasil e um dos poucos do mundo que trata da temática água e produção animal, portanto uma oportunidade única de ter informações e conhecimentos de temática fundamental para as produções animais.
O objetivo do evento é possibilitar a profissionais e estudantes atualização, vivência de experiências e novos conhecimentos sobre as principais questões produtivas, ambientais, sociais e econômicas relacionadas ao consumo de água na agropecuária.
Nesta edição, especialistas do Brasil, Argentina e México vão apresentar a abordagem de cálculo da pegada hídrica para a produção de leite de seus respectivos países, demonstrando como esse indicador pode auxiliar na gestão do recurso.
Palestrantes também abordarão os temas de reuso de água e efluentes, uso de antibióticos e saúde humana e ambiental, uso dos resíduos como fertilizante, análise de ciclo de vida e balanço de materiais em produção animal.
Será um prazer recebê-los no V SPARH!
Mais informações e inscrições em https://www.embrapa.br/pecuaria-sudeste/vsparh
O custo de produção do leite aumentou e o preço do leite pago ao produtor caiu em janeiro de 2018, na comparação mensal. Com isso, a relação de troca leite/ração piorou para o produtor. No atacado, o leite UHT também registrou nova queda em janeiro, fechando a R$1,85 por litro. Nesse cenário, de preços baixos e margens apertadas, a oferta brasileira de leite deve desacelerar nesse primeiro semestre de 2018.
Um alento para a cadeia é a sinalização de recuperação do preço do leite UHT no mercado de São Paulo ao longo de fevereiro, o que abre espaço para algum aumento de preços ao produtor nos próximos meses.
Pelo lado do consumo, a expectativa positiva está ancorada na melhora de um conjunto de indicadores macroeconômicos, como o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e a Intenção de Consumo das Famílias (ICF) que estão crescendo de forma contínua nos últimos meses. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) e o Índice de Vendas dos Supermercados (ABRAS) também registraram aumento em 2017, na comparação anual. Assim, espera-se que essa evolução, ainda que lenta na economia, reflita positivamente nas vendas de derivados lácteos em 2018.
Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de fevereiro de 2018 que também apresenta a recente valorização das cotações internacionais do leite.
A publicação está disponível no site do Centro de Inteligência do Leite em http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura
As entregas ao produtor de fertilizantes fecharam 2017 com crescimento de 1,0% sobre o ano anterior. Já os preços dos fertilizantes encerraram o ano em alta - sulfato de amônia (+ 4,53%), cloreto de potássio (+ 7,14%) e ureia (+ 3,49%), na comparação com o mês período de 2016. A exceção foi o superfosfato simples que ficou 13,03% mais barato no período.
O mercado interno de máquinas agrícolas e rodoviárias também encerrou o ano de 2017 com alta, de 1,6% em relação a 2016. O segmento de tratores de roda foi o principal responsável por esse resultado.
As exportações totais do agronegócio aumentaram 13,0%, em valores, no acumulado de 2017. Os produtos de maior destaque nas vendas externas no ano passado foram soja em grão e farelo, café grão, celulose, carne bovina in natura, frango e açúcar cristal. Em janeiro de 2018, as exportações continuaram em alta, de 4,9% em relação ao mesmo mês de 2017.
Com relação a safra 2017/2018, o quinto levantamento da CONAB mantêm as estimativas de queda na produção de grãos, que deve ser 5,1% menor que na safra anterior. Destaque para queda projetada na produção do milho 1º safra (-18,8%) e safrinha (-6,1%), do feijão 1º safra (- 7,8%), do arroz (- 5,6%) e da soja (- 2,2%). Em relação ao levantamento da CONAB de dezembro de 2017, as estimativas de produção de milho reduziram 4,6%, enquanto de soja aumentaram 2,2%.
Nos preços agrícolas no mercado doméstico, o milho reduziu 0,5% e o farelo de soja aumentou 0,1% em janeiro de 2018, na comparação mensal. Em relação ao mesmo mês de 2017, os preços do milho estão menores (- 7,8%), enquanto que do farelo de soja estão um pouco maiores (+ 0,9%). Já no mercado internacional esses produtos apresentaram alta mensal mais consistente, mas na comparação anual os valores de janeiro de 2018 estão abaixo dos preços praticados em janeiro de 2017.
Esses dados estão apresentados no boletim de INDICADORES AGRÍCOLAS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de fevereiro de 2018, veja também o balanço de suprimentos para o mercado interno e mundial dos principais produtos agrícolas brasileiros.
A publicação está disponível no link: http://www.cileite.com.br/content/indicadores-agr%C3%ADcolasa
PAULO DO CARMO MARTINS*
Vivemos num planeta onde tudo se encaixa, faz sentido e que tem no sol a sua imensa fonte de energia. O lixo de uma espécie é alimento para outra espécie e, no final, tudo se fecha, num circulo de energia. Tudo que nasce, morre e se transforma em energia. Do pó vieste, ao pó voltarás. Nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.
A inteligência de funcionamento deste planeta é simples, embora a operação seja sofisticadíssima. É fazer circular a energia de forma harmônica. Todavia, o modo de produção e consumo do homem moderno quebra este processo e desarmoniza a circulação de energia, comprometendo a sustentabilidade do planeta. Isso resulta em extinção de espécies e na escassez contínua de matérias-primas e em mudanças climáticas. O IBGE estima que no Brasil geramos 186 mil toneladas de lixo por dia. Quase um quilo por habitante, por dia!
A Economia Circular, conceito novo e que veio para ficar, entende que é preciso resgatar a lógica do planeta, ou seja, o resíduo de um processo produtivo precisa ser insumo na produção de novos produtos. É preciso, em escala industrial, praticar os três "R", ou seja, Reduzir o consumo de matérias-primas, Reutilizar o que já foi produzido e Reciclar o que não é mais usado. Para isso, é preciso aplicar tecnologias de produção modernas e investir em design do produto para atrair o consumidor.
Em 2015, uma startup gaúcha decidiu aplicar o conceito de Economia Circular. Duas jovens se reuniram e criaram a Insecta Shoes. Com o lema "calce uma causa" e com apenas R$ 120 mil de investimento, começaram a produzir calçados veganos e ecológicos, ou seja, sapatos fabricados com material reciclado e com reaproveitamento de sobras da própria indústria de calçados, mas sem usar couro, ou matérias-primas de origem animal. A palmilha é feita de resíduo da indústria têxtil. O solado é de borracha reciclada e as garrafas pet substituem o couro, gerando produtos de rara beleza.
A preços médios de R 280,00O, o canal de vendas no início foi somente a internet. Mas, logo abriram em Porto Alegre a primeira loja física. Quando a empresa completou um ano, a empresa faturou R 1,7 milhão e abriu em São Paulo a segunda loja. Agora que a empresa completou dois anos, as vendas continuam fortemente crescendo na internet e já são 13 lojas. Além das pioneiras em Porto Alegre e São Paulo, a Inseta Shoes está no Rio de Janeiro e no Museu Inhotim, em Brumadinho (MG). No exterior, nos EUA com quatro lojas (Nova York, Los Angeles), duas na Alemanha (Berlim), e uma cada no Canadá (Toronto), Espanha (Barcelona) e França (Paris). A Insecta Shoes é um exemplo de economia circular, que demonstra que as causas podem ser fontes de riqueza ao encantar o consumidor.
Este é um exemplo de que o movimento Vegano cresce e influencia o comportamento dos não veganos, desde o final dos anos cinquenta. É evidente que um vegano não toma leite e nem come carne. Mas, seu cotidiano vai muito além disso. Um vegano é contra qualquer exploração animal, significando boicote ao uso dos bichinhos na alimentação e vestuário. São contra sistemas de produção animal que usem confinamento. Leite e derivados, nem pensar! Mesmo que fique provado que os animais foram tratados com todo o cuidado e respeito. Abominam a indústria de fármacos, que usa os animais em experimento e, os mais radicais, são contra até produtos de higiene e limpeza, pois esta indústria testa primeiros os produtos nos animais. Também são contra circos, vaquejadas, touradas, festa do peão boiadeiro e até mesmo zoológicos, pois isso significa uma violência ao animal, que é retirado de seu ambiente natural para, ao ser escravizado, ficar em exibição até morrer, para atender exclusivamente à curiosidade humana.
Enfim, os argumentos veganos são dois: animais não podem ser explorados vivos e alimentação à base de animal é prejudicial à saúde humana. Neste quesito, propagam que pessoas ingerem alimentos baseados em produtos de origem animal como carne, leite e mel têm maior probabilidade à obesidade e à doenças degenerativas, como as do coração. Já os veganos teriam menores concentrações de colesterol total e LDL, quando comparados aos carnívoros. Argumentam que a dieta alimentar vegana leva a ter baixos níveis de gorduras saturadas, colesterol e níveis maiores de carboidratos, fibras, magnésio, potássio, ácido fólico e antioxidantes como as vitaminas C e E e fitoquímicos. Os veganos teriam menores índices de massa corporal, além de possuírem baixos índices de morte por doenças isquêmicas do coração, baixo nível de colesterol no sangue, baixa pressão sanguínea, e baixos índices de hipertensão, diabetes tipo 2 e câncer de próstata e colo de útero e até catarata.
É evidente que os veganos são minoria. Não chegam a 2% dos consumidores. Mas, influenciam cada vez mais o consumo dos não veganos. Portanto, precisamos conhecer seus argumentos. No mês que vem, falaremos sobre o que a ciência tem feito no setor lácteo, diante do crescimento das ideias veganas.
Em janeiro de 2018, produzir leite ficou 0,89% mais caro segundo o indicador de custo de produção ICPLeite / Embrapa. Após uma pequena redução no custo registrada em dezembro de 2017, o índice voltou a subir no último mês, resultando no sexto aumento nos últimos sete meses. Dos grupos que compõem o ICPLeite, “produção e compra de volumosos” foi o que mais pesou para aumento no custo, enquanto que “energia e combustível” foi o único grupo a apresentar redução na comparação com o mês anterior.
No acumulado de doze meses, o custo de produção de leite ainda está menor (- 2,59%). Esse resultado é fruto da expressiva queda nos preços do concentrado, item de maior peso na composição do custo, que apresentou grande redução principalmente no primeiro semestre de 2017.
Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de janeiro de 2018, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4
Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register
O preço médio do leite pago ao produtor começou o ano em queda, após fechar 2017 praticamente estável na comparação mensal. Dentre os sete Estados analisados, apenas Santa Catarina apresentou elevação no preço recebido pelo produtor. Por outro lado, Minas Gerais e Goiás apresentaram as maiores quedas. Em relação a janeiro de 2017, a média nacional foi 16% inferior, em termos nominais.
Nos indicadores de relação de troca, a situação continua complicada para o produtor. Em janeiro foram necessários mais litros de leite para aquisição de milho e farelo de soja, devido à redução no preço do leite e ao ligeiro aumento nos preços desses insumos. Na comparação anual, a relação de troca para compra de ração está 13,79% pior para o pecuarista em relação a janeiro de 2017. Já o custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, voltou a subir e fechou janeiro com alta de 0,59%.
No varejo, os preços de leite e derivados ficaram praticamente estáveis, enquanto que o leite UHT e o leite em pó continuam em queda para o consumidor. Em relação a janeiro de 2017, os preços desses produtos estão 9,66% e 10,05% mais baixos, respectivamente.
O saldo da balança comercial de leite e derivados iniciou o ano com déficit de US$25,2 milhões em janeiro. Em relação a janeiro de 2017 houve queda de 51,3% nas exportações e de 48% nas importações.
Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de fevereiro de 2018, veja também que os preços internacionais dos lácteos estão em alta nesse início de ano na Oceania e na União Europeia.
A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1
No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.
Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register
Projeto de BRS Zuri – Foto: Divulgação NCO
Pesquisadores da Embrapa Gado de Leite vêm testando, em rebanhos leiteiros, duas cultivares de gramíneas da espécie Panicum maximum desenvolvidas pela Embrapa Gado de Corte: a BRS Quênia e a BRS Zuri. As cultivares estão sendo submetidas às condições de pastejo rotacionado na Região da Mata Atlântica, em Minas Gerais. Segundo o pesquisador Carlos Augusto Gomide, ambas apresentaram bom potencial para a produção de leite, podendo suportar de nove a 11 vacas em um hectare.
“A gramínea permite a produção de 13 a 15 litros de leite por dia em um rebanho de vacas mestiças, com a adição de quatro quilos de ração concentrada por vaca”, diz Gomide. Essa produção foi obtida durante o período chuvoso, que na Região Sudeste e Centro-oeste ocorre de novembro a março. As gramíneas necessitam de uma boa adubação. Além da incorporação de fósforo e potássio, de acordo com a análise do solo, são necessários de 350 a 400 quilos de nitrogênio para a boa recuperação do pasto após o pastejo.
O pesquisador diz que a adubação adotada tem sido equivalente a 50kg de nitrogênio por hectare após a saída das vacas do piquete. “Com essa adubação e condições favoráveis de chuva, o período de descanso dos piquetes é de 15 a 18 dias, o que resulta numa redução da área de pasto necessária para o manejo do rebanho e, consequentemente, no aumento da produção por área”, afirma Gomide.
Veja algumas das características das cultivares:
- Quênia - De porte intermediário e fácil manejo, a cultivar híbrida BRS Quênia, lançada em 2017, possui folhas macias e colmos tenros, oferecendo uma forragem de alta qualidade. É recomendada para o cultivo em solos de média e alta fertilidade, exigindo precipitação mínima de 800 mm em períodos de, no máximo, seis meses, não apresentando resistência a solos encharcados.
- Zuri - Lançada em 2015, a cultivar BRS Zuri possui maior grau de resistência ao fungo Bipolaris maydis, além de resistência mediana à carie-do-sino, causada por Tilletia ayresii, o que pode comprometer a produção de sementes em condições ambientais favoráveis à doença. Suas principais características são a elevada produção e o alto valor nutritivo, além da resistência à cigarrinha-das-pastagens.
Dinapec – A Embrapa Gado de Leite irá apresentar os resultados dos testes realizados com as duas cultivares durante a 13ª edição da Dinapec (Dinâmica Agropecuária), que ocorre entre os dias sete e nove de março, em Campo Grande – MS. O evento deste ano tem como tema central “Agropecuária de Baixo Carbono”. A Dinapec acontece na Avenida Rádio Maia, 830, zona rural, saída para Aquidauana. O evento é uma realização da Embrapa, em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e tem o apoio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MS), da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural de MS (Agraer), da Agência Estadual de Defesa Sanitária e Vegetal (Iagro/MS), das Fundações MS e Chapadão e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MS).
Rubens Neiva (MTB 5445)
Embrapa Gado de Leite
rubens.neiva@embrapa.br
Telefone: (32) 3311-7532
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
O preço do leite ao produtor em dezembro de 2017 ficou praticamente estável em relação a outubro e novembro, na média nacional. Entretanto, em relação a dezembro de 2016, o preço real foi 11,5% inferior.
Por sua vez, os laticínios continuam com dificuldades para reajustar os preços para os varejistas, embora a demanda neste último segmento tenha apresentado pequena reação.
Apesar disso, a produção inspecionada de leite em 2017 deve superar a de 2016 em cerca de 3,5%, revertendo dois anos seguidos de queda.
Para 2018, apesar das incertezas, geradas pelo ano eleitoral e seus reflexos sobre a taxa de câmbio, existem fatos positivos relacionados a um conjunto de indicadores econômicos que tendem a ser melhores do que os observados nos últimos anos.
Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de janeiro de 2018 que também apresenta os dados da balança comercial brasileira de leite e derivados em 2017.
A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura
No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register
A Rede ILPF acaba de lançar o aplicativo “Maquete virtual de ILPF em realidade aumentada”. A ferramenta mostra todas as etapas de um sistema de integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), as possíveis configurações que podem ser adotadas, as interações entre os componentes e os benefícios dessa estratégia produtiva.
Ao abrir o aplicativo, o usuário pode interagir escolhendo em um menu as diferentes fases de um sistema de integração. Iniciando em uma pastagem com baixa capacidade de lotação, a ferramenta mostra a evolução da área com o uso da agricultura e posteriormente retornando à pecuária. É possível também incluir árvores no sistema, e acompanhar o crescimento delas, bem como os primeiros desbastes.
Em outro menu, o usuário pode ver as transformações que ocorrem no perfil do solo, o comportamento das raízes de cada componente, a ciclagem de nutrientes e a dinâmica de água e de gases causadores do efeito estufa. Além dos gráficos, o aplicativo traz áudio explicativo em português e em inglês.
O aplicativo está disponível para dispositivos que utilizam o sistema Android e IOS.
Realidade aumentada
A realidade aumentada é uma tecnologia que permite a união do mundo virtual com o real. Por meio de um marcador, ou target, e um dispositivo móvel com um aplicativo específico, é possível gerar uma imagem virtual e interagir com ela no ambiente real.
Para utilizar é preciso baixar gratuitamente o aplicativo nas lojas virtuais e também baixar no site uma imagem, que funciona como target, ou marcador, e imprimi-la. É sobre ela que, ao apontar a câmera do celular ou tablet, o usuário vê a projeção em realidade aumentada da maquete.
Aplicação para educação e assistência técnica
A iniciativa da produção da maquete virtual de ILPF foi da equipe de comunicação da Embrapa, responsável pela divulgação da tecnologia ILPF. Após primeira experiência com a realidade aumentada abordando cenas isoladas de um sistema produtivo, pensou-se em utilizar a tecnologia para fazer algo mais completo e que representasse todo o sistema ILPF.
A ideia é que a nova ferramenta possa ser usada em diferentes contextos e por públicos diversos.
“Pensamos em um formato que pode ser útil tanto para a divulgação da tecnologia em feiras e exposições, quanto em salas de aula, palestras e até mesmo no contato de assistência técnica com o produtor rural”, explica o jornalista da Embrapa Agrossilvipastoril Gabriel Faria, um dos idealizadores do aplicativo.
Para o jornalista da Embrapa Milho e Sorgo e líder do projeto de comunicação para a transferência de tecnologia em ILPF, José Heitor Vasconcelos, o aplicativo será uma forma de facilitar o entendimento das pessoas sobre o que é o sistema ILPF, suas configurações e os benefícios que traz para quem adota.
Maquete virtual é mais prática e versátil
“O aplicativo nos permite visualizar os impactos do sistema ILPF, tanto por cima quanto por baixo da terra. Isso facilitou em muito o entendimento de todo o processo e também dos seus benefícios. Antes, usávamos três maquetes físicas para mostrar a evolução de uma propriedade que adotava o ILPF. Além de frágeis, essas maquetes eram limitadas e de transporte caro e difícil. Com o aplicativo, temos maquetes virtuais, interativas e prontas para utilização simultânea em qualquer lugar do País (e do planeta) a um custo muito baixo”, explica Vasconcelos que também participou da concepção do app.
A primeira apresentação do aplicativo foi feita em novembro, durante a Conferência das Nações Unidas para Mudança do Clima (COP 23) realizada na Alemanha. Na ocasião a ferramenta foi demonstrada no Espaço Brasil e em reuniões com possíveis parceiros e financiadores dos trabalhos da Rede ILPF.
O pesquisador da Embrapa e presidente do Conselho Gestor da Rede ILPF, Renato Rodrigues, considera o aplicativo uma inovação na forma de apresentar a ILPF, facilitando a compreensão do que é esse sistema produtivo.
“A vantagem desse aplicativo é o uso de uma tecnologia moderna e inovadora para mostrar a ILPF de um modo mais didático e até um pouco lúdico. É uma maneira rápida de mostrar todos os benefícios da tecnologia, de uma forma muito mais agradável do que um artigo científico ou uma apresentação convencional”, destaca Renato Rodrigues.
Para ele, a ferramenta será importante também na captação de recursos internacionais e na divulgação da ILPF junto a públicos que ainda não a conhecem a integração ou que têm pouco contato com o setor agropecuário.
O uso na transferência de tecnologia é outro ponto alto da ferramenta. “Ela pode ser algo de rápida visualização, que aguça a curiosidade das pessoas. Você pode usar isso com produtores, com técnicos, com estudantes de todos os níveis”, acredita Rodrigues.
Baixe aqui o aplicativo na plataforma Android e aqui para usuários de sistema iOS.
Guilherme Viana (MTb: 06566/MG)
Embrapa Milho e Sorgo
mailto:milho-e-sorgo.imprensa@embrapa.br
Telefone: (31) 3027-1905
Embrapa Agrossilvipastoril
agrossilvipastoril.imprensa@embrapa.br
Telefone: (66) 3211-4227
Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/
Fonte:
O preço do leite pago ao produtor em dezembro de 2017 fechou praticamente estável em relação ao mês anterior, cotado a R$1,10 na média nacional. Dentre os Estados analisados, a variação de preços ficou da estabilidade até no máximo R$0,02 para mais ou para menos pelo litro do leite. Em relação a dezembro de 2016, a média nacional foi 15% inferior, em termos nominais.
Nos indicadores de relação de troca, a situação foi semelhante para o produtor em 2017. Apesar do custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, ter fechado o ano com queda de 3,97% em relação a 2016, a redução mais expressiva do preço do leite comprometeu os indicadores de relação de troca. Assim, em dezembro foi necessária maior quantidade de litros de leite para a aquisição de ração na comparação com o mesmo mês de 2016.
No varejo, os preços de leite e derivados registraram nova queda mensal em dezembro em praticamente todas as categorias, com exceção do iogurte e da manteiga. Na comparação anual, as maiores quedas foram no leite condensado (- 15,54%), leite em pó (- 9,56%) e UHT (- 8,44%). Já a manteiga, valorizou 7,68% no período.
Em relação a balança comercial de leite e derivados, o Brasil fechou 2017 com novo déficit, de US$449 milhões. No ano, as importações reduziram 14,7% enquanto que as exportações caíram 34,9%, em valores, na comparação com 2016.
Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de janeiro de 2018, veja também os dados da produção mundial dos principais países divulgada recentemente pela FAO.
A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1
No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.
Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register
Em dezembro de 2017, produzir leite ficou 0,07% mais barato segundo o indicador de custo de produção ICPLeite / Embrapa. Essa redução mensal, mesmo que pequena, reverteu uma série de cinco aumentos consecutivos nesse indicador, que estava em elevação desde julho. O grupo “energia e combustível” foi o que mais pesou para a redução no custo, tendo a contribuição dos grupos “sanidade” e “qualidade do leite” que também reduziram em dezembro na comparação com o mês anterior.
No acumulado de 2017, o custo de produção de leite ficou 3,97% menor. Esse resultado foi fruto da expressiva queda nos preços do concentrado, item de maior peso na composição do custo e que apresentou redução ao longo do ano em virtude da safra recorde de grãos do Brasil. Em contrapartida, todos os demais grupos que compõem o índice apresentaram aumento.
Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de dezembro de 2017, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4
Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register
Em novembro, produzir leite ficou 2,06% mais caro segundo o indicador de custo de produção ICPLeite / Embrapa. Esse aumento mensal foi o quinto consecutivo, após seguidas quedas durante todo o primeiro semestre de 2017. A alimentação do rebanho, incluindo “Produção e compra de volumosos” e “Concentrado”, foi o principal responsável pela variação positiva do ICPLeite. Outro grupo que pesou para o aumento no custo foi “energia e combustível” que apresentou elevação de 3,46% no mês em relação a outubro.
Entretanto, esses aumentos recentes ainda não superaram as reduções do índice registradas no ano. No acumulado de 2017, o custo de produção do leite está 3,85% menor, enquanto que no acumulado dos últimos 12 meses, o custo está 3,61% inferior. Essa situação é resultado da queda acumulada nos preços da alimentação concentrada ocorrida de forma mais acentuada na primeira metade de 2017, visto que todos os demais grupos registraram aumentos de preços.
Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de novembro de 2017, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4
Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register
Ao longo de 2017, as Notas de Conjuntura da Plataforma de Inteligência Intelactus destacaram as questões conjunturais mais relevantes para a cadeia produtiva do leite. Pode-se dizer que foi um ano bastante complexo e com alternância de cenários.
No mercado interno, os efeitos da queda de preços ao produtor nos últimos meses e o aumento dos custos de produção, já refletiram na oferta. Em novembro de 2017, o preço pago ao produtor de leite ficou praticamente estável e com tendência de estabilidade ou ligeiro aumento em dezembro. A dificuldade para aumentos maiores é que os laticínios não estão conseguindo reajustar os preços para os varejistas.
Um aspecto positivo para o setor é que o consumo começou a reagir. Os dados do terceiro trimestre indicaram um aumento de 2,6% no volume de vendas de produtos lácteos ao consumidor, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os mais recentes indicadores econômicos do Brasil também têm mostrado recuperação, com destaques para a confiança do consumidor, PIB, investimentos e geração de emprego.
Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de dezembro de 2017 que também apresenta algumas expectativas para o mercado de leite em 2018.
A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura
No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register
Após seguidas quedas expressivas, que resultaram em depreciação próxima a 20% em apenas 4 meses (junho a outubro), o preço do leite pago ao produtor fechou novembro com ligeira redução de apenas 0,33% na média nacional. Destaques positivos para Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina que apresentaram estabilidade ou pequena valorização no preço nesse último mês.
Nos indicadores de relação de troca, a situação foi semelhante. Após expressiva elevação na quantidade de litros de leite para a aquisição de insumos (milho, soja e ração), no mês de novembro a relação de troca ficou praticamente estável. Contribuíram para esse resultado os menores aumentos nos preços do milho e farelo de soja nesse último mês. Já o custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, registrou aumento de 2,0% em novembro, em relação a outubro de 2017, sendo o quinto aumento consecutivo.
No varejo, a queda de preços no grupo leite e derivados também foi atenuada (-0,15%), com pequena valorização no leite UHT, creme de leite e iogurte. Já na balança comercial, as importações continuam em queda acentuada (- 52,5% em relação ao mesmo mês de 2016), mas com saldo negativo acumulado em 2017 superior a US$423 mil.
Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de dezembro de 2017, veja também os dados da Pesquisa Trimestral do leite do IBGE, que mostram que a produção inspecionada (acumulada de janeiro a setembro de 2017) está 4,3% superior em relação a 2016.
A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1
No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.
Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register