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Um sistema integrado de software e hardware desenvolvido pela startup Systech Feeder, de Piracicaba (SP), foi a grande vencedora da segunda edição do Ideas for Milk. A final do desafio de startups aconteceu no sábado (9/12) na sede da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora (MG). Além da visibilidade para o mercado, a equipe levou o prêmio de R$ 20 mil. A segunda colocada no desafio foi a Smart Farm, de Santa Maria (RS), que apresentou uma coleira de monitoramento das variações comportamentais do animal pela análise do tempo de ruminação, atividade e ócio. A Mobi Milk (Canoas-RS), que criou uma inovadora sala de leite e de ordenha que chega pronta à propriedade montada em um container, foi a terceira colocada. Diversas lideranças do setor leiteiro prestigiaram a final do desafio.

Este ano, o Ideas for Milk foi composto por dois eventos distintos: o desafio de startups (semelhante ao que ocorreu em 2016) e o Vacathon, uma inédita maratona de programação rural, envolvendo jovens estudantes de graduação de cursos ligados a computação e ciências agrárias. O Vackathon recebeu este nome num trocadilho com as palavras "hackathon" (fusão de hacker com marathon) e “vaca”. Equipes de 17 instituições de ensino superior de todo o país, formando 16 times, ficaram acampados na Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora-MG.

Fez parte da maratona uma etapa de treinamento (bootcamp), com uma na qual pesquisadores e analistas da Embrapa orientaram os participantes sobre diversos aspectos da atividade de produção de leite e especilistas de quatro empresas parceiras - IBM, Microsoft, Cisco e BovControl - ministraram aulas sobre ferramentas de programação computacional.

O presidente da Embrapa, Maurício Lopes, entregou o troféu ao vencedor, a equipe do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), de São Paulo. O presidente destacou a importância da forte aproximação da comunidade universitária com a Embrapa, proporcionada pelos dois eventos, e enfatizou que o Ideas for Milk deve ser expandido para outras unidades da Empresa. “Precisamos ter Ideas for Coffee, Ideas for Beef, Ideas for Lamb... Toda a Embrapa deve se mobilizar para essas novas ideias”, concluiu Lopes.

O chefe-geral, Paulo Martins, lembrou que um dos objetivos do Ideas for Milk era unir os pesquisadores da Embrapa e os desenvolvedores de tecnologias do mundo 4.0. A meta foi plenamente atingida. “Me surpreendeu o grau de interação dos dois universos”, afirmou. Segundo ele, o desafio agora é internalizar na empresa a necessidade de toda tecnologia gerada ter um componente digital. “A pecuária de precisão é hoje mais do que uma realidade, é uma necessidade de atuação da Embrapa nos mais diferentes segmentos”, frisou.

No desafio de startups, o Ideas for Milk reuniu 83 propostas de todo o país, sendo classificadas dez para a final. O julgamento foi feito por 112 profissionais da cadeia do leite, incluindo produtores, pesquisadores, donos de laticínios, investidores e empresários do setor de inovações tecnológicas. O agrônomo Nilson Morais Junior, da Systech Feeder, apresentou o equipamento de monitoramento que começou a ser desenvolvido por sua equipe há 18 meses. O sistema, que tem custo estimado de R$ 500, é acoplado a uma casinha com painel solar no teto, reservatório para o concentrado, leds que avisam o tratador sobre a condição do animal em tempo real, sensores que pesam a bezerra a cada entrada na casinha e medidores de altura.

Os dados totais são disponibilizados para o produtor, mas o tratador recebe na hora informação sobre o status do animal por meio de luzes de led. Se a bezerra atinge a meta de consumo alimentar, a luz é verde. Se houver alteração no consumo, passa para azul. Se faltou alimento, acende a luz vermelha. O objetivo é informar o produtor o momento certo do desmame, otimizar o desempenho do animal e reduzir o custo alimentar.

Na primeira edição do evento, em 2016, a empresa já havia apresentado um protótipo. Desta vez, mostrou o equipamento completo e incluiu os sensores de pesagem. “Fez diferença na avaliação porque as pessoas precisam ver a inovação, não apenas ouvir as ideias”, disse Nilson. A Systeck Feeder, que procura investidores no Brasil, também foi qualificada para apresentar seu equipamento em uma competição de startups na França.

Marcos La Falce
Embrapa Gado de Leite

Mais informações sobre o tema:

Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: 
https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/30543885/equipe-de-piracicaba-vence-o-ideas-for-milk-2017

Saiba mais…

9846966077?profile=originalA produção de leite está presente em 99% dos municípios brasileiros e só este percentual já mostra a dimensão da atividade que movimentou R$ 67 bilhões em 2016. O Brasil é o quarto maior produtor do mundo - em 2016, foram produzidos 35 bilhões de litros -, e nos últimos cinco anos o setor leiteiro acumulou 78% de expansão de mercado. E este é apenas o começo de uma nova era, aponta o economista Paulo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite. “A tecnologia vem revolucionando o agro como um todo, e também o leite. Como estamos falando de uma atividade intensiva em administração, o produtor precisa tomar muitas decisões ao longo do dia, e sua chance de errar é muito grande. Além disso, ele está inserido em um mercado que exige cada vez mais profissionalização e produção em escala, o que o leva, obrigatoriamente, a investir em pecuária de precisão”, descreve.

Antenados na imensidão de oportunidades que empresas da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina já enxergaram no potencial de consumo que o país ainda tem, os empreendedores brasileiros se movimentam para oferecer ideias inovadoras baseadas em softwares web, aplicativos mobile e soluções em hardware, incluindo internet das coisas, para os diversos setores produtivos da cadeia do leite. Depois de enfrentarem mais de 80 concorrentes em uma disputa acirrada, dez startups de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul terão a oportunidade de apresentar suas propostas a especialistas e investidores na final da segunda edição do Ideas for Milk, no dia 9 de dezembro, em Juiz de Fora (MG).

Oportunidade de negócios para investidores

Se para os empreendedores o desafio é uma oportunidade para entrar no mercado com o pé direito, para os investidores é a possibilidade de transformar, em pouco tempo, alguns milhares de reais em milhões. “Um evento como este é um campo fértil para quem quer acompanhar as novas tendências, e está em busca de startups em fase bem inicial, que ainda valem pouco diante do potencial que têm. Por exemplo, um investidor pode fechar negócio com uma empresa que hoje vale R$ 100 mil e em questão de um ano ver este valor passar para R$ 2 milhões”, observa Maikel Schiessl, diretor do comitê de AgTech da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).

Ainda não existem muitos dados sobre a realidade das empresas brasileiras de tecnologia aplicada ao agronegócio. A informação oficial, do censo realizado em 2016 pela Esalq/USP e pela AgTech Garage, dá conta de que existam em torno de 100 startups neste segmento, mas Schiessl estima que este número já deve ter ultrapassado 500. Também não se sabe o faturamento, nem tampouco a quantidade de empregos gerados.

Por outro lado, considerando a significativa participação do agronegócio no PIB - no ano passado, o setor respondeu por 23% desta fatia -, a certeza que se tem, afirma o investidor e um dos parceiros do Ideas for Milk Cezar Taurion, é que “investir no agro é um negócio altamente rentável.” “Quando olhamos o PIB do país, vemos que o setor agropecuário é extremamente importante. Mas quando vamos à Associação Brasileira de Startups, observamos que o percentual de empresas que estão apostando neste segmento é muito pequeno. Fazendo esta conta, chegamos a um cenário bastante promissor. A pecuária leiteira, por exemplo, é uma atividade extremamente complexa, longa, e que demanda soluções inovadoras”, pontua o sócio e líder da prática de corporate ventures da Kick Ventures.

O consumo de leite no Brasil cresce, em média, 4% ao ano. E segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, os grandes produtores, atentos a esta curva de ascensão, estão fazendo uma revolução silenciosa, aumentando a produtividade com foco no potencial de consumo da população. “Enquanto consumimos em torno de 170 litros por habitante/ano, nos países desenvolvidos o consumo médio chega a 270 litros de leite por habitante/ano. Para estimular um aumento de demanda, a atividade leiteira está caminhando rapidamente para um mundo digital, o 4.0. E com um detalhe. Tudo o que ouvimos sobre automação, internet das coisas, máquinas conversando entre si e gerando um problema ao tirar os empregos de pessoas no setor urbano-industrial, no caso do leite enxergamos como solução. Há um vazio muito grande gerado pela escassez de mão de obra, uma vez que os jovens estão optando pelas grandes cidades, e a máquina está chegando para ocupar este espaço, não para roubar vagas como tem acontecido na indústria”, contextualiza Martins.

Propostas e finalistas

As propostas deste ano que concorrem ao prêmio de R$ 20 mil vão desde soluções para o conforto animal a projetos de gestão de precisão, como um que desenvolveu um colar para as vacas onde ficam registradas todas as suas informações, e permite que seja feita uma rastreabilidade completa da sua vida, passando por sistemas de proteção que impedem fraudes no leite depois que ele sai da fazenda, e produtos que mostram quando o queijo está impróprio para o consumo. “Com o apoio de iniciativas como esta, o leite está deixando de ser o ‘patinho feio’, que tem baixa produtividade, não tem competitividade e não exporta, para fazer parte do padrão Brasil Agroexportador”, sinaliza o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite.

Conheça a seleção de startups finalistas, listadas em ordem alfabética. A descrição foi enviada pelos participantes.

  • Farmin4Milk
    Leonardo Conchon Favaro, Everton Somenzi
    Plataforma completa que auxilia o produtor a identificar o melhor momento para inseminar as vacas. Monitora o comportamento e a saúde dos animais, melhorando o resultado econômico da propriedade. Dois Vizinhos/PR
  • MilkLine
    Vanessa Daros, Maria Lissette Lairihoy Silva, Maicon Gomes, José Lairihoy, Camila Lairihoy Silva, Rodrigo Rocca, Rafael Nogueira
    Mede, coleta e identifica amostras de leite, proporcionando precisão de volume e confiabilidade do leite coletado quanto à composição. Possui um sistema inovador de coleta de amostragem, gerenciado por software, que transfere os dados em tempo real. Caxias do Sul/RS
  • MilkPlus
    Otavio Fernandes, Eunides Santos, Juscelino Santos, Luiz Ferreira
    Plataforma de otimização de produtividade, qualidade e lucratividade para laticínios. Composta por serviços e dispositivos que resolvem problemas de rotas, rastreamento de viagens, medição de precisão, atividades de campo, gestão de qualidade, gestão de plataformas e pagamento de produtores. Belo Horizonte/MG
  • Mobimilk
    Andrew Jones
    Inovador conceito construtivo da sala de ordenha e sala de leite, em módulo tipo container, que chega pronto na propriedade, dispensando obras civis. Possui aparelho eletrônico portátil que monitora a contagem de células somáticas (CCS) e a temperatura do animal, emitindo alertas. Canoas/RS
  • Agroconforto
    Lucas Ramon Carneiro Thomaz, Juliano Cesar Schulz Valenga, Christian Aiko, Gustavo Carneiro de Souza, Rodolfo Moroz, Ezequiel Soares, Adenilson Tozeski
    Tecnologia (hardware e software) voltadas ao bem-estar animal e ao aumento de produtividade. Mede as variáveis mais importantes do ambiente e cruza os dados coletados com indicadores de produtividade em tempo real, sendo capaz de direcionar a automação ao ponto ótimo operacional. Castro/PR
  • QualiSticker
    Marcella Franco, Bárbara Siqueira
    Selo e/ou embalagem inteligente (sensor) capaz de informar se o queijo está fresco, por meio da mudança de cor. Trata-se de um material atóxico, biodegradável e de baixo custo e pode ser aplicado nas etapas do processo de distribuição. Belo Horizonte/MG
  • Scanner Bovino
    Fabrício Campos, Pedro Henrique Duim, Luan Melo
    Plataforma de gestão zootécnica de rebanhos, intuitiva e interativa, capaz de proporcionar aumento da produtividade e eficiência do rebanho, por meio da identificação automatizada de bovinos, aliada as boas práticas do manejo da pecuária de precisão. Juiz de Fora/MG
  • SmartFarm
    Leonardo Martins
    Coleira que monitora tempo de ruminação, atividade e ócio de cada animal, analisando variações comportamentais. Emite alertas ao produtor, via software e app, de ocorrências relacioandas a bem-estar, saúde, cio e nutrição. Traduzimos a vaca, conectamo-la à Internet e, por fim, conseguimos conversar com ela. Santa Maria/RS
  • Systech feeder
    Gustavo Salvati, Nilson Morais Junior, Igor Salvati, Klerio Silva Rocha, Alberto Polônio Manske, Renan de Pádua
    Sistema integrado hardware/software que monitora em tempo real o consumo de concentrados de bezerras. Seu propósito é definir o momento do desaleitamento, otimizar tempo e mão de obra, promover ganho em desempenho e reduzir custo alimentar. Piracicaba/SP
  • Zoograss
    Ricardo Gomes, Fernanda Silva, Felipe Nakashima Camargo, Bruna Cesario, Carlos Henrique de Freitas, Dênis Corrêa, Pedro Ernesto Pontes Cambra
    Aplicativo que identifica gramíneas adequadas à realidade de cada fazenda. Auxilia no momento de escolha da forrageira a partir de informações alimentadas pelo próprio produtor, como índice pluviométrico, informações acerca do solo, tipo de produção, dentre outras. Uberaba/MG


Sobre o Ideas for Milk

O Ideas for Milk busca desenvolver soluções digitais para os diversos setores produtivos da cadeia do leite - a mais extensa do agronegócio, presente em 99% dos municípios brasileiros e que emprega 4 milhões de pessoas, movimentando um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país. É uma competição nacional entre empreendedores que visa estimular ideias inovadoras de modelo de negócio, produto, processo ou serviço, baseadas em software web, aplicativo mobile e/ou solução em hardware, incluindo internet das coisas (IoT). As soluções devem promover a eficiência no setor lácteo.

O sucesso da primeira edição, em 2016, chamou a atenção de investidores do Sillicon Valley (EUA) e do governo da Índia – maior produtor mundial de leite – interessados em acompanhar o processo brasileiro de inclusão do agronegócio do leite, na indústria 4.0. Proposto pela Embrapa Gado de Leite, o Ideas for Milk tem como parceiros a Carrusca Innovation, o Agripoint, o Qranio e a Kick Ventures.

Também integra o programa do Ideas for Milk o Vacathon, um inédito hackathon rural que será disputado na sede e na fazenda da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco (MG), com a participação de quase 20 universidades brasileiras. A lista das equipes participantes está disponível em www.ideasformilk.com.br/vacathon/conteudo/universidades-e-embaixadores. A final do Vacathon será no dia 10 de dezembro.

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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Após um ano com preços reais do leite pagos ao produtor acima dos valores praticados em anos anteriores, o produtor brasileiro viu a inversão desse cenário positivo. A esperada redução dos preços iniciou-se dois meses antes e de forma bastante expressiva. Além disso, os preços do milho e da soja começaram a se valorizar nos últimos meses. Nesse cenário, a atividade leiteira nacional passou de um primeiro semestre de euforia para um segundo semestre de preocupação.

No atacado e varejo, a situação não é diferente. O preço do leite UHT no atacado começou a cair em maio, enquanto que no varejo, as quedas começaram em junho. Dessa forma, a indústria tem registrado margens abaixo da média histórica para o leite UHT e queijo.

Um aspecto positivo recente foi a reação do mercado do leite UHT a partir da terceira semana de outubro. Esse início de recuperação tende a minimizar a queda do preço do leite ao produtor em novembro com perspectivas de estabilidade ou até ligeiro aumento a partir de dezembro, dependendo da reação da demanda do consumidor.

No âmbito da balança comercial brasileira, o volume importado de lácteos continua reduzindo substancialmente, com queda de quase 30% no acumulado de 2017. No mercado internacional, a oferta global de leite voltou a crescer refletindo nas cotações dos últimos leilões da Plataforma Global Dairy Trade (GDT) que estão em queda.

Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de novembro de 2017 que também apresenta uma análise do mercado do leite pasteurizado que tem conseguido operar com margens acima da média histórica.

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register 

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Com a participação de startups das cinco regiões do país, num total de 83 projetos inscritos, o Ideas for Milk – Desafio de Startups entrou em sua última fase com a seleção das dez propostas finalistas. Os empreendedores são provenientes dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul e vão disputar o prêmio de R$20 mil oferecido à grande vencedora. Para isso, devem apresentar e defender o projeto, presencialmente, para uma banca composta por profissionais da cadeia produtiva do leite, de inovação e de tecnologia da informação e comunicação (TIC), na sede da Embrapa Gado de Leite, em Juiz de Fora (MG), no dia 9 de dezembro. Na oportunidade, serão avaliados critérios como impacto econômico, visão de futuro, barreiras de entrada, desenvolvimento e execução.

Para chegar às dez finalistas, a comissão, formada por 112 profissionais especializados em leite, modelos de negócio inovadores e TIC, avaliou a ficha de inscrição e o pitch enviados pelas startups participantes. Segundo os organizadores, as propostas revelaram um grande amadurecimento do cenário AgTech voltado ao agronegócio do leite, demonstrando o dinamismo crescente do setor.

A lista com as finalistas já está disponível no site: http://www.ideasformilk.com.br/desafio-startups/conteudo/final


Sobre o Ideas for Milk

O Ideas for Milk busca desenvolver soluções digitais para os diversos setores produtivos da cadeia do leite – a mais extensa do agronegócio, presente em 99% dos municípios brasileiros e que emprega 4 milhões de pessoas, movimentando um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país. É uma competição nacional entre empreendedores que visa estimular ideias inovadoras de modelo de negócio, produto, processo ou serviço, baseadas em software web, aplicativo mobile e/ou solução em hardware, incluindo Internet das Coisas (IoT). As soluções devem promover a eficiência no setor lácteo. O sucesso da primeira edição, em 2016, chamou a atenção de investidores do Sillicon Valley (EUA) e do governo da Índia – maior produtor mundial de leite – interessados em acompanhar o processo brasileiro de inclusão do agronegócio do leite, na indústria 4.0. Proposto pela Embrapa Gado de Leite, o Ideas for Milk tem como parceiros a Carrusca Innovation, o Agripoint, o Qranio e a Kick Ventures.

Também integra o programa do Ideas for Milk o Vacathon, um inédito hackathon rural que será disputado na sede e na fazenda da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco (MG), com a participação de quase 20 universidades brasileiras. A lista das equipes participantes está disponível em www.ideasformilk.com.br/vacathon/conteudo/universidades-e-embaixadores. A final do Vacathon será no dia 10 de dezembro.

Serviço:

Ideas for Milk 2017
Final do Desafio de Startups – 9 de dezembro
Final do Vacathon – 10 de dezembro

Fonte: Embrapa Gado de Leite

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Em outubro, produzir leite ficou 1,49% mais caro segundo o indicador de custo de produção ICPLeite / Embrapa. Esse aumento mensal foi o quarto consecutivo, após seguidas quedas durante todo o primeiro semestre de 2017. A alimentação do rebanho, formada pelos grupos “Produção e compra de volumosos”, “Concentrado” e “Sal mineral”, foi o principal responsável pela variação positiva do ICPLeite. Outro grupo que pesou para o aumento no custo foi “energia e combustível” que apresentou elevação de 3,27% no mês em relação a setembro.

Entretanto, esses aumentos recentes ainda não superaram as reduções do índice registradas no ano. No acumulado de 2017, o custo de produção do leite está 5,79% menor, enquanto que no acumulado dos últimos 12 meses, o custo está 6,69% inferior. Essa situação é resultado, principalmente, da queda acumulada nos preços da alimentação concentrada.

Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus, em sua edição de outubro de 2017, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4

Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

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O preço do leite pago ao produtor registrou nova queda em outubro, sendo essa última de maior magnitude desde que o preço começou a cair em junho.  Outubro fechou com o leite ao produtor cotado a R$1,11 na média nacional, valor 26,45% menor em relação ao mesmo mês de 2016. Essa redução mensal foi registrada em todos os estados analisados, sendo as maiores quedas nos estados da região Sul.

No varejo, a situação não é diferente. Os índices de preços da maioria dos produtos lácteos analisados continuam registrando quedas mensais, com destaque para o Leite UHT que está 17,4% menor que em outubro de 2016.

A queda de preços do leite, somada à valorização dos preços do milho e da soja, pioraram ainda mais a relação de troca ao produtor, medida em litros de leite para a aquisição de 60kg de ração, que aumentou 14% somente no mês de outubro. Em relação ao mesmo período de 2016, a relação de troca está 9% pior para o pecuarista. Já o custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa, registrou o quarto aumento consecutivo.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de novembro de 2017, veja também que as importações brasileiras de leite e derivados reduziram 48% em relação ao mesmo mês de 2016, fruto principalmente das quedas nas importações de leite em pó (- 56%) e queijos (- 45%).

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.

Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

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A Conab divulgou recentemente o primeiro levantamento da safra 2017/2018, que começa a ser plantada agora, com estimativa de produção de 226 milhões de toneladas de grãos em uma área de 61,45 milhões de hectares. Essas projeções representam redução na produção de 5,2%, apesar do aumento de 0,9% na área, em relação à safra 2016/2017. De todas as culturas analisadas, apenas o algodão caroço deve apresentar aumento na produção. Dentre as culturas com quedas estimadas, destaque para o milho 1º safra (-15,5%) e a soja (-6,1%). A segunda safra de milho também poderá ser prejudicada em função das chuvas irregulares no Centro-Oeste e atraso no plantio da safra de soja.

 
No mercado de insumos, as entregas ao produtor de fertilizantes cresceram 1,3%, mas com queda na produção (-6,6%) e aumento nas importações (+10,3%), no acumulado de janeiro a setembro de 2017. No mercado de defensivos, a produção industrial continua em queda de 8,0% no acumulado de janeiro a agosto de 2017 em comparação ao mesmo período do ano passado.
 
O mercado interno de máquinas agrícolas e rodoviárias registra crescimento de 8,8% no ano (janeiro a setembro). Esse resultado é puxado pelos aumentos nas vendas de tratores de roda e colhedoras. Já as vendas de tratores de esteira, cultivadores e retroescavadeiras continuam em queda.
 
As exportações totais do agronegócio continuam crescendo, com aumento de 9,8%, em valores, no acumulado de janeiro a setembro de 2017 sobre o mesmo período de 2016. Destaque para as negociações externas de soja em grão, celulose, carne bovina in natura, frango, outras carnes e açúcar.
 
Nos preços agrícolas no mercado doméstico, milho, soja, bezerro e frango estão em alta na comparação mensal. Entretanto, na comparação com o mesmo período de 2016, os valores praticados atualmente estão bem menores.
Todas essas informações detalhadas estão disponíveis no Boletim Indicadores Agrícolas da Plataforma de Inteligência Intelactus. A publicação, de periodicidade bimestral, está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-agr%C3%ADcolas


No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de Leite da Embrapa (ICPLeite), Nota de Conjuntura de Mercado do Leite e o Boletim "Indicadores Leite e Derivados", todos de periodicidade mensal. 


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Após cinco meses de quedas sucessivas, o preço do leite UHT no mercado atacadista começou a se recuperar nas primeiras três semanas de outubro. Este movimento pode refletir também nos preços pagos aos produtores, embora ainda seja precipitado qualquer afirmativa neste sentido.

A ligeira queda nos estoques da indústria, seguido de um possível arrefecimento da oferta primária decorrente do impacto negativo da queda dos preços ao produtor e do final da safra na Região Sul indicam que o mercado está virando.

Entretanto, as margens dos produtores podem ficar mais apertadas visto que os preços do milho e do farelo de soja voltaram a se valorizar nos últimos dois meses.

No âmbito da balança comercial brasileira, o volume importado de lácteos continua em queda como reflexo da maior competitividade do nosso preço frente ao produto importado.

Confira essa análise completa com mais detalhes na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de outubro de 2017. Essa edição também apresenta os principais resultados da Pesquisa Pecuária Municipal, divulgada pelo IBGE no início do mês, que demostram um importante movimento de modernização da pecuária de leite no Brasil.  A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura


No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register 
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A capacitação técnica da Embrapa Gado de Leite, na modalidade a distância, tem como objetivo a transferência de tecnologia e de conhecimentos técnicos de forma interativa e abrangente.


O conteúdo dos cursos é elaborado por técnicos e pesquisadores da Embrapa, com grande conhecimento e vivência prática nos temas, repassando aos alunos o que há de mais recente na área.

A plataforma E@D Leite apresenta o conteúdo de forma dinâmica e possui uma biblioteca virtual com materiais disponíveis para download.

Será oferecido o Certificado Digital para os alunos concluintes que obtiverem no mínimo 60% de aproveitamento nas avaliações.

Informações sobre os cursos:


Silagem de capim: apresenta a importância da silagem de capim, as variedades de gramíneas, os tipos de silo, cálculo do volume e da dimensão do silo e, principalmente, as práticas para a ensilagem e como fornecer aos animais.


Silagem de milho e sorgo para a alimentação de gado de leite: apresenta as práticas agronômicas para a produção de silagens de milho e sorgo e a avaliação, bem como o fornecimento da silagem.


Período: 30/10/2017 a 24/11/2017

Investimento: R$ 29,90

Vagas limitadas


As inscrições já estão abertas e você poderá obter mais informações no link:

https://www.embrapa.br/gado-de-leite/eventos/agenda-de-cursos

Garanta já sua vaga!

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O IBGE divulgou os dados oficiais da produção nacional de leite em 2016. A produção total de leite registrou queda de 2,85% sobre 2015, um pouco menor que a retração registrada na produção inspecionada (- 3,7%). As regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste registraram queda na produção, enquanto que Sul e Norte apresentaram crescimento em 2016. O número de vacas ordenhadas caiu 6,8%, com queda em todas as regiões, com a exceção da região Norte. Nesse contexto, a produtividade aumentou 4,2% atingindo 1.709 litros / vaca / ano.  Destaque para os estados da região Sul que continuam liderando a produtividade nacional, com valores entre 60 e 85% superiores à média nacional.

Voltando a conjuntura atual, o preço do leite pago ao produtor registrou queda pelo quarto mês consecutivo, fechando setembro a R$1,19 na média nacional, valor 27,4% menor em relação a setembro de 2016. Essa redução mensal foi registrada em todos os estados analisados, sendo as maiores quedas nos estados da região Sul.

A relação de troca, medida em litros de leite para a aquisição de 60kg de ração, também continua piorando, com aumento de 11,13% no mês de setembro. Depois de longo período favorável ao produtor, a relação de troca da ração apresentou aumento em relação ao mesmo mês de 2016. Entretanto, o custo de produção, medido pelo ICPLeite/Embrapa ainda se mantêm 9,28% menor que a 12 meses atrás.

Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de outubro de 2017, veja também que os índices de preços no varejo de todos os produtos lácteos analisados vêm registrando quedas mensais desde junho, com exceção da manteiga.  Já na Balança Comercial de Leite e Derivados destaque para a redução de 58% no valor importado em relação a setembro de 2016.

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.

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Em setembro, o custo de produção do leite, medido pelo ICPLeite / Embrapa registrou o terceiro aumento consecutivo, após seis meses de queda. O grupo "Concentrado", de maior peso na ponderação do cálculo e que estava com preços mensais menores desde setembro de 2016, foi o principal item de elevação de custos. Os aumentos no concentrado (3,92%), volumosos (1,38%), sanidade (3,73%), reprodução (2,00%), qualidade do leite (1,68%) e sal mineral (0,08%) resultaram na elevação de 2,02% no ICPLeite em setembro.

Entretanto, esses aumentos recentes ainda não superaram as reduções do índice registradas no primeiro semestre de 2017. No acumulado desse ano, o custo de produção do leite está 7,18 menor, enquanto que no acumulado dos últimos 12 meses, o custo está quase 9,28% menor. Essa situação é resultado, principalmente, da queda acumulada nos preços da alimentação concentrada.

Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4

Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

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O prazo para as inscrições no Desafio de Startups do Ideas for Milk foi prorrogado até 5 de novembro. Isso significa mais tempo para reunir sua equipe e elaborar uma solução inovadora pensando na cadeia do leite.


A outra novidade é o prêmio de R$ 20 mil que entra em cena para tornar a disputa ainda mais atrativa, ampliando, desde já, as perspectivas de crescimento.

O Ideas for Milk – Desafio de Startups - é uma competição nacional entre empreendedores que visa estimular ideias inovadoras de modelo de negócio, produto, processo ou serviço, baseadas em software web, aplicativo mobile e/ou solução em hardware, incluindo Internet das Coisas (IoT). As soluções devem promover a eficiência no setor lácteo.
O sucesso da primeira edição, em 2016, chamou a atenção de investidores do Sillicon Valley (EUA) e do governo da Índia – maior produtor mundial de leite – interessados em acompanhar o processo brasileiro de inclusão do agronegócio do leite na indústria 4.0.


Proposto pela Embrapa Gado de Leite, o Ideas for Milk tem como parceiros a Carrusca Consulting, o Agripoint, o Qrânio e a Kick Ventures. Também integra o programa, o Vacathon, um inédito hackathon rural que será disputado, em dezembro, na fazenda da Embrapa, em Coronel Pacheco (MG), com a participação de 20 universidades brasileiras.

As inscrições para o Programa devem ser feitas pelo site www.ideasformilk.com.br, até 5 de novembro. Podem participar startups de qualquer região do Brasil, com ou sem CNPJ, equipes informais ou em estágio mais avançado de desenvolvimento. O regulamento completo está no site.

Caravana do Ideas for Milk 2017 - Desafio Startups 

Estudantes, professores, profissionais e empreendedores das áreas de agrárias e da tecnologia da informação estão convidados para o evento de apresentação do Desafio de Startups para o setor lácteo. A entrada é gratuita. 

Calendário da Caravana para os próximos dias:
• Dia 29/09 às 11h em Belo Horizonte: UFMG (Auditório 2 ICEX)
• Dia 02/10 às 18h30 em Viçosa: UFV (Auditório da Engenharia Florestal)
• Dia 02/10 às 19h em Belo Horizonte: PUC/MG (Prédio 5, Auditório II em Coração Eucarístico)
• Dia 04/10 às 18h em Lavras: UFLA (Auditório DAG)
• Dia 10/10 às 19h em Viçosa: Cotemig (Auditório do Barroca)

Mais informações pelo site:

http://www.ideasformilk.com.br/

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Em agosto, o custo de produção do leite, medido pelo ICPLeite / Embrapa registrou o segundo aumento do ano, após seis meses de queda. O grupo "Energia e combustível" foi o principal item de elevação de custos, registrando variação positiva de 3,59%. Os custos relacionados à alimentação concentrada, que vinham puxando o indicador para baixo no primeiro semestre, continuam em queda, mas em menor magnitude.


No acumulado do ano de 2017, a situação ainda é favorável ao produtor, com redução do custo de 9,0% nesses oito meses do ano. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o custo de produção do leite está quase 11% menor, puxado exclusivamente pela redução nos preços da alimentação concentrada.

Mais detalhes sobre essas variações por períodos e por grupos, bem como a metodologia de cálculo, estão disponíveis na publicação ICPLeite / Embrapa da Plataforma de Inteligência Intelactus, que pode ser acessada no site: http://www.cileite.com.br/content/%C3%ADndice-de-custo-de-produ%C3%A7%C3%A3o-de-leite-4

Caso tenha interesse em mais informações atualizadas sobre o mercado do leite não deixe de acessar o site do Centro de Inteligência do Leite. Para receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) do Centro de Inteligência é só se cadastrar: http://www.cileite.com.br/user/register

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Algumas tendências e indicadores macroeconômicos abrem perspectiva para a retomada do crescimento do consumo de lácteos no Brasil.

Dentre os fatores que influenciaram e continuarão influenciando este consumo tem-se o aumento populacional no País. Já o número de pessoas ocupadas voltou a crescer no País em 2017, apesar do rendimento real médio ainda estar no patamar de 2013. A recente queda da inflação e do preço dos alimentos é favorável para o consumo, sobretudo para a população de baixa renda.

A demanda por lácteos também tem sido afetada por mudanças no estilo de vida da população, informações sobre alimentação, nutrição, avanços da ciência e tecnologia, políticas públicas e legislação.

Nesse sentido, a publicação “Brasil Dairy Trends 2020”, lançada pelo Ital, com colaboração da Embrapa, identificou seis macrotendências que refletem os desejos dos consumidores brasileiros.  

Essa análise completa com mais detalhes está na NOTA DE CONJUNTURA da Plataforma de Inteligência Intelactus em sua edição de Setembro de 2017. A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/nota-conjuntura

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite como o Boletim "Indicadores: Leite e Derivados", além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite), de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral. Caso tenha interesse em receber e-mails informativos com as publicações recentes (newsletter) é só cadastrar no site: http://www.cileite.com.br/user/register 

Já a publicação “Brasil Dairy Trends 2020” está disponível no link: http://brasildairytrends.com.br/

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A produção inspecionada de leite, divulgada pelo IBGE, cresceu 3,65% no primeiro semestre de 2017. A produção do segundo trimestre apresentou-se 8% acima da observada no segundo trimestre do ano anterior. Das cinco regiões brasileiras, a Sudeste foi o que registrou menor aumento percentual da captação.

 

A queda no preço do leite pago ao produtor se acentuou no mês de agosto fechando a R$1,26 na média nacional, valor 25,5% menor do que em agosto de 2016. Dos estados analisados, apenas a Bahia registrou preços estáveis, enquanto os demais apresentaram redução mensal de no mínimo 4%.
 
A relação de troca, medida em litros de leite para a aquisição de 60kg de ração, piorou nos dois últimos meses. Contudo, ainda permanece mais favorável do que em 2016. O que se justifica pela retração no preço do milho e da soja quando comparado ao ano anterior.
 
Esses dados estão apresentados no boletim mensal de INDICADORES LEITE E DERIVADOS da Plataforma de Inteligência Intelactus. Na edição de setembro de 2017 veja também que os preços dos derivados lácteos na União Europeia estão se recuperando. E que o déficit na Balança Comercial de Leite e Derivados foi menor neste mês de agosto em relação ao mesmo mês de 2016.

A publicação está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-leite-e-derivados-1

No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de leite da Embrapa (ICPLeite) e a Nota de Conjuntura de Mercado do Leite, de periodicidade mensal, além dos boletins com indicadores agrícolas e macroeconômicos, com atualização bimestral.

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Palestras, painéis, sessões técnico-científicas, rodada de relacionamento, concursos e oficinas integram a programação do XI Congresso Brasileiro de Agroinformática - SBIAgro2017, que discute o tema “Ciência de Dados na Era da Agricultura Digital”. O evento vai ocorrer de 2 a 6 de outubro de 2017, no Centro de Convenções e na Casa do Lago da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A abertura oficial do congresso terá a presença do presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que fará palestra sobre a transformação digital e seus impactos na agricultura. Os desafios do processamento de dados na agricultura de precisão (The challenges of data processing in precision agriculture) é o tema da palestra que será proferida no dia 3 por Bruno Tisseyre, pesquisador do Montpellier SupAgro (Centro Internacional de Ensino Superior em Ciências Agrárias).

O pesquisador do Centro de Robótica e Sistemas Inteligentes do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (Inesc-TEC) Filipe Neves Santos vai ministrar, no dia 4, a palestra Aplicações da detecção remota, robótica e a inteligência artificial na agricultura. E em 5 de outubro, Fedro Zazueta, professor da Universidade da Flórida apresentará os desafios e as oportunidades da agroinformática no século XXI (Agro informatics in the XXIst Century: Challenges and Opportunities).

O evento contará ainda com três painéis. O primeiro, com o tema Internet das Coisas (IoT), será realizado no dia 4, das 10h30 às 12 horas. O segundo, em 5 de outubro, das 16 às 17h30, será sobre o futuro da agricultura digital. E o terceiro, com o tema Indústria e Academia, ocorrerá no dia 6, das 8h30 às 10 horas. Entre 3 e 6 de outubro também haverá 24 sessões técnicas com apresentações dos trabalhos selecionados.

SBIAgro Conect@ 

Durante o congresso será realizada a primeira edição do SBIAgro Conect@, evento em que empresas, instituições, investidores e desenvolvedores de tecnologias de informação e comunicação (TIC) estarão presentes para criar ou fortalecer redes de relacionamento. O encontro tem como objetivo promover o contato e o relacionamento entre interessados que atuam no tema de ciência de dados e agricultura digital, especificamente nas áreas de agricultura de precisão e proteção de cultivos (plantas) e de criações (animais).

O SBIAgro Conect@ será em 3 de outubro, das 13h30 às 18h30, e contará com palestras de instituições e empresas âncoras previamente convidadas, além de curtas apresentações das dez primeiras empresas inscritas no evento e autoapresentação espontânea das demais empresas presentes. Ainda haverá espaço para conversas de relacionamento com os participantes do congresso e demonstração de iniciativas de programas de inovação. A participação depende de inscrição prévia no congresso.

Concursos e oficinas

O SBIAgro está organizando três concursos. O de aplicativos móveis, que visa estimular o desenvolvimento de soluções tecnológicas focadas em problemas atuais da agricultura, terá apresentações nos dias 3 e 4. A segunda etapa do concurso de iniciação científica – SBIAgro-IC ocorrerá em 3 de outubro, no Centro de Convenções, quando serão avaliadas as apresentações orais dos trabalhos pré-selecionados e relacionados no site. As premiações para os melhores trabalhos do SBIAgro-IC e para a melhor tese de doutorado e dissertação de mestrado inscritas vão ocorrer na cerimônia de encerramento do congresso, em 6 de outubro.

Serão realizadas ainda três oficinas simultâneas, no formato de mini-cursos, no dia 2 de outubro, no Centro de Convenções. O custo é de R$ 140,00 para inscritos até 21 de agosto, que também precisam se inscrever no congresso. As inscrições para todas as atividades podem ser feitas até outubro, mas se forem antecipadas haverá desconto nos valores para todas as categorias. O curso Introdução à implementação de modelos de System Dynamics em R trata de uma das abordagens formais mais aplicadas ao estudo de sistemas em geral e que tem grande aplicação na agropecuária. O objetivo é instrumentalizar os participantes para implementar sistemas de equações diferenciais ordinárias e modelos de sistemas dinâmicos em R. É voltado a estudantes, pesquisadores e professores interessados em aplicação de modelagem matemática com esse modelo.

Já o treinamento Aplicando Analytics no AgroBusiness propõe uma visão de eficiência ao processo de desenvolvimento da tomada de decisão no mundo dos negócios, conferindo à cadeia decisória do negócio o conhecimento multivariado a partir do grande volume de dados desse universo. Com ampla aplicação no setor agropecuário, a técnica pode ser empregada em pesquisas de melhoramento genético até estudos de previsão de safra.

Outra oficina aborda a Plataforma de Monitoramento Ambiental – TerraMA2 http://www.dpi.inpe.br/terrama2, que permite coletar e cruzar em tempo real os dados geo-ambientais com mapas de riscos e vulnerabilidade ambientais para a geração de alertas diversos, inclusive sobre desastres naturais. A ferramenta é baseada em uma arquitetura de serviços, aberta, que provê a infraestrutura tecnológica necessária ao desenvolvimento de sistemas.

Organização 

O XI Congresso Brasileiro de Agroinformática – SBIAgro2017 é promovido pela Associação Brasileira de Agroinformática e pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). A organização é da Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri) e Instituto de Computação (IC) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O patrocínio é do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Bayer, iT-Tech Solutions, SAS Partner Program, Agrosmart, MGov Brasil, Naandanjain e Venturus. São apoiadores: Geocrop, Inesc Brasil, InescTec, Inova Unicamp, Instituto Federal de São Paulo - Campus Campinas, InteliAgro, Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Sociedade Brasileira de Computação (SBC), Associação de Especialistas Latinoamericanos em Sensoriamento Remoto (Selper), Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (Softex), Softex - Núcleo Campinas e TIC em Foco.

Fonte: Portal Embrapa

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A Plataforma de Inteligência Intelactus/Embrapa publicou o boletim de INDICADORES AGRÍCOLAS de agosto de 2017. Nessa edição confira os seguintes destaques:

O último levantamento da safra 2016/2017 da CONAB elevou mais uma vez a previsão de crescimento da produção, com expectativa de superar agora 238 milhões de toneladas (+ 27,7% em relação à safra anterior). Destaque para as culturas do milho (+ 46%), feijão (+ 33,5%) e soja (+ 19,5%).

No mercado de insumos, as entregas ao produtor de fertilizantes estão praticamente estáveis, mas com queda na produção e aumento das importações, no acumulado dos primeiros 7 meses do ano. No mercado de defensivos, a produção industrial acumula queda superior a 10% de janeiro a junho de 2017 em comparação ao mesmo período do ano passado.

O mercado interno de máquinas agrícolas tem registrado crescimento para tratores de rodas e colhedoras. Já as vendas de tratores de esteira, cultivadores e retroescavadeiras estão em queda nos primeiros sete meses do ano.

As exportações totais do agronegócio continuam crescendo, com aumento de 6,7%, em valores, no acumulado de janeiro a julho de 2017 sobre o mesmo período de 2016. Destaque para a carne bovina que voltou a apresentar crescimento após os reflexos da Operação Carne Fraca. Por outro lado, as exportações de farelo de soja, café em grão e suco de laranja estão menores no período.

Nos preços agrícolas, no mercado doméstico, os preços do milho, das carnes (boi gordo, bezerro, frango, suíno) e leite registraram queda na comparação mensal e também na comparação com o mesmo período de 2016. No caso do milho, o preço em julho fechou 41,2% menor enquanto o leite ficou 10,3% mais barato em relação ao ano passado.

A publicação, de periodicidade bimestral, está disponível no site http://www.cileite.com.br/content/indicadores-agr%C3%ADcolas


No site também estão disponíveis diversas informações atualizadas sobre a cadeia produtiva do leite, além de publicações como o Índice de Custo de Produção de Leite da Embrapa (ICPLeite), Nota de Conjuntura de Mercado do Leite e o Boletim "Indicadores Leite e Derivados", todos de periodicidade mensal. 


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Lançamentos

No dia 26, às 13h, dia da abertura oficial da Expointer, será lançada a variedade de azevém BRS Integração, uma parceria entre Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS), Embrapa Pecuária Sul (Bagé, RS), Embrapa Gado de Leite (Juiz de Fora, MG) e Embrapa Trigo (Passo Fundo, RS).

A BRS Integração foi desenvolvida para atender aos produtores que utilizam o sistema de integração lavoura-pecuária (ILP). Uma de suas principais características é o ciclo precoce, que possibilita a produção de mais pastagem em menor tempo, permitindo a ressemeadura natural ou a colheita das sementes antes do estabelecimento de culturas de verão, como a soja, na mesma área.

A produtividade média nos experimentos foi em torno de oito toneladas por hectare, com rápido estabelecimento da pastagem – em torno de 50 dias, se bem manejada, segundo a pesquisadora da Embrapa Gado de Leite Andréa Mittelmann. “O mais interessante em termos de produtividade é que ela ganha da BRS Ponteio e das outras cultivares plantadas no Brasil atualmente, inclusive as tetraploides”, explica.

Também serão lançadas duas publicações – “Cultivo de soja e milho em terras baixas do Rio Grande do Sul” e “Rede Leite Pesquisa-Desenvolvimento”, sendo a última obra um resultado de parceria entre as seguintes instituições: Embrapa Pecuária Sul, Embrapa Clima Temperado, Emater/RS, Fepagro, Cooperfamiliar, Dalacto, Unijuí, Unicruz, Universidade de Santa Maria (UFSM) e Instituto Federal Farroupilha.

A Expointer

É reconhecida como um dos maiores eventos do mundo no gênero, e considerada a maior feira a céu aberto da América Latina. A exposição reúne as últimas novidades em tecnologia agropecuária e agroindustrial, com mostra das mais modernas máquinas, o melhor da genética e as raças de maior destaque criadas no Rio Grande do Sul.

Além da excelência da exposição, o evento proporciona uma diversidade de debates, seminários e workshops.

As informações são do site da Embrapa, resumidas pela Equipe da RepiLeite.

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Qual melhor modelo de pecuária leiteira?

A Nova Zelândia se tornou dona do leite no mundo, porque desenvolveu um modelo de pecuária leiteira baseada em produção a pasto. Tem alta produção e produtividade com custo muito baixo.

No Brasil, apesar de toda a vocação que temos para produzir leite a pasto, meu sentimento é que nossa tendencia tem sido copiar modelos americanos e europeus.

É obvio que a maioria das fazendas no Brasil hoje, produz seu leite basicamente a pasto.

Mas pergunte a produtores, qual é o modelo de produção que eles gostariam de ter se tivessem condição para isto.

Acredito que 9 entre 10 produtores gostariam de ter vacas de 40 litros ou mais dentro de um grande barracão climatizado, com um sistema robotizado de alimentação.

E se fizermos esta mesma pergunta para técnicos/consultores, 9 entre 10 vão dizer que este é o modelo que eles gostariam de instituir nas fazendas que assistem.

Mas e o pasto? E o clima propicio que temos? E a quantidade de terras que temos?

Vamos sonhar em ter vaconas de 50 litros criadas no ar condicionado e alimentadas com ração ou vamos sonhar com vacas médias criadas com pastejo intensivo?

Não sou contra dar ração. Sou contra desperdício de pasto. Mesmo nas fazendas mais tecnificadas nossa eficiência de pastejo é bem baixa. Acredito que a ração deve ser usada de forma estratégica e não de forma compensatória, para compensar a baixa eficiência de pastejo que temos hoje.

Sabemos tudo sobre o pastejo, sabemos corrigir o solo, a planta, os animais, só não estamos tendo sucesso em seu manejo. Sabemos a hora de entrar e sair com os animais dos pastos. Mas fazer o animal ficar onde queremos e não deixar com que ele escolha onde comer, ainda é um desafio no Brasil.

Se temos pasto rapado ou pasto passando, quem está comandando a fazenda é o gado e não seus gestores.

Na minha opinião, o que nos falta são informações sobre conceitos básicos de cerca elétrica. O resto já dominamos no Brasil.

Quantos volts mínimos devemos ter no arame para que os animais respeitem a cerca? Qual a potencia do eletrificador? Devo comprar por km ou por potencia? Como deve ser uma cerca em solos arenosos? Como aterrar? Como proteger de raios?

Nem mesmo estes simples conceitos são dominados por técnicos/consultores no Brasil e na Nova Zelândia esta tecnologia é matéria na graduação de cursos de ciências agrárias.

A cerca elétrica não é mais importante que nenhuma outra tecnologia aplicada na produção pecuária, mas é essencial. É mais um dente da engrenagem, mas hoje é um dente faltante e a engrenagem não está rodando bem.

EUA não pode ter pastejo, NZ não pode ter confinamento, o Brasil pode ter os dois, mas devemos usar ração de forma estratégica e não de forma compensatória e assim teremos melhores margens e riscos menores para os produtores e assim possibilitar a permanência na atividade pecuária de muito mais produtores e reverter esta tendencia de saírem da atividade.

Imaginem se o Brasil aprende a manejar bem os pastos da mesma forma como é feito na Nova Zelândia, mas usando também de forma estratégia rações.

Pastejo intensivo suplementado é o modelo de produção mais democrático e acessível, os modelos confinados também são bons, mas são para poucos e a margem é menor e o risco é alto. Em épocas onde o preço do leite é baixo ou temos leite importado mais barato a rentabilidade ficará negativa.

Não podemos mudar as politicas e a livre concorrência, só podemos mudar nossos custos de produção.

O melhor modelo de produção é o que deixa mais lucro.

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